Procrastinação não é seu único vilão


Já dissemos aqui que você pode dobrar sua produtividade e ganhar ainda mais. Sim, parece bem óbvio: se eu ganho X por fazer Y, se consigo fazer 2Y deveria ganhar 2X. Apesar de não ser essa proporção exata entre produção e ganho, caso siga o que falamos naquele artigo poderá melhorar até quatro vezes o seu retorno. O problema é que há um grande vilão impedindo muitos de alcançarem sua máxima produtividade e, para muitos, esse vilão é a procrastinação. Bem, neste artigo vou apontar-lhes que não é a procrastinação seu maior vilão, ou pelo menos o único vilão.

Resposta curta: Procrastinar não é bom, mas é normal na vida de todos. Você é quem deve encontrar as causas da procrastinação, combatê-las e implantar hábitos que levem a uma rotina produtiva. Agora vamos explicar por quê…

Procratinação é seu único vilão? Talvez, só que não.

Todo mundo procrastina de vez em quando

Isso é fato, não há esse super-herói que consiga ser 100% produtivo em sua rotina diária e jamais se distraia ou faça alguma outra coisa no lugar das tarefas mais importantes. E isso ficou ainda mais claro para mim lendo os artigos de Tim Ferriss, autor de Four Hour Workweek,  que confessa que ele próprio às vezes se descobre procrastinando, desperdiçando tempo quando deveria cumprir alguns itens de sua lista. O segredo, segundo ele, é perceber quando está procrastinando, voltar ao trabalho e focar sempre em cumprir primeiro as tarefas de maior valor.

Aproveito então para complementar com algo bem legal que aprendi lendo o livro Como o Coaching Funciona: simplesmente dizer “não cumpri aquela tarefa porque procrastinei (ou por preguiça), preciso ser mais disciplinado” pode não ser a melhor reflexão a ser feita. Talvez você não esteja somente com preguiça, talvez haja alguma razão interna que o impede de cumprir aquela tarefa – e, se tudo o que fazemos é afirmar de forma vaga que “procrastinamos” e precisamos de “disciplina”, estaremos desviando nossa atenção para aquilo que pode ser a verdadeira causa.

Listarei a seguir três possíveis fatores que podem estar levando-o a procrastinar…

Indisposição ou problema de saúde

Talvez você saiba que precisa passar mais tempo sentado para cumprir aquela tarefa, mas a sua coluna não está deixando (ei, você deveria procurar um médico!). Ou talvez você precise planejar uma ação de marketing para a sua loja, mas você não dormiu bem nas últimas duas semanas.

Ninguém é de ferro, então se você não cuidar de sua saúde (física, mental e emocional) é bem provável que não consiga cumprir todas as suas tarefas – e se você somente está culpando a procrastinação, provavelmente seus problemas vão se agravando lentamente e sua produtividade caindo ainda mais.

Não está alcançando resultados suficientes

Às vezes, é bem difícil continuar executando uma tarefa diariamente se não estiver conseguindo resultados suficientes. Por exemplo, se todos os dias você elaborar e publicar três ou cinco novas imagens publicitárias nas redes sociais, mas ao final do dia não conseguiu novas vendas devido a essa ação, provavelmente não se sentirá tão à vontade para continuar executando aquela tarefa, mesmo sabendo que é preciso, já que marketing em redes sociais melhora o alcance ao seu público-alvo – principalmente se você estiver vendendo pela web para todo território nacional.

O que fazer nesses casos então? Recomendo que analise bem por que não está conseguindo resultados. Talvez você somente esteja sendo um pouco precipitado, mas há chances também de que não esteja alcançando a audiência correta – e se o problema for este último, quanto antes corrigi-lo, não somente se sentirá mais motivado a continuar, mas também conseguirá mais vendas. E, claro, talvez a tática/estratégia que você esteja adotando seja ultrapassada e tais tarefas não valem mais a pena serem executadas.

Você realmente não quer fazer isso

Vamos supor, então, que o problema não é de saúde ou indisposição ou por não ver resultados – talvez até já esteja conseguindo-os -, mas mesmo assim você não consegue cumprir algumas de suas tarefas. Nesse caso, é bem provável que o grande problema é que você não possui nenhuma afinidade com a tarefa.

Tome como exemplo a necessidade de planejar, elaborar e publicar conteúdos para uma estratégia de marketing de conteúdo. Talvez você até goste da parte de planejamento e publicação, mas a elaboração de artigos, apresentações, vídeos e relatórios em PDF não são o seu forte – e quanto mais você tenta fazê-los, mais você repele tal tarefa, talvez até inconscientemente.

Nesse caso, mais uma vez não basta apenas dizer que o problema é a procrastinação – você precisa resolver a causa dela, que no caso seria a falta de afinidade. Se seu problema for similar ao que expus no parágrafo anterior, possa ser que você não goste muito de escrever por alguma deficiência. Nesse caso, você possui duas alternativas: delegar a tarefa a outra pessoa (o que significa pagar para tê-la feito) ou continuar a fazer você mesmo (o que exigirá primeiro aperfeiçoar-se para minimizar suas deficiências).

Já segui ambos os caminhos e aquele em que você possui melhor controle da qualidade final é aquele em que você mesmo cumpre a tarefa, mas na medida em que seu empreendimento vai prosperando ou você vai ascendendo em sua carreira profissional, nem sempre poderá fazer tudo você mesmo e terá que decidir se é melhor fazer ou delegar.

Enfim!

Dizer que a procrastinação é o único vilão é o primeiro passo para não resolver o problema. Você precisa se perguntar quais são as causas e descobrir o que pode fazer para reverter tal quadro.

A vida não é fácil. Sua rotina provavelmente não é nada fácil. Mas cada tarefa que não cumpra agora trará consequências mais tarde, assim sendo, siga os conselhos de David Allen (autor de Getting Things Done, no Brasil, A Arte de Fazer Acontecer) e Eben Pagan (autor do curso Wake Up Productive 2.0) e dê atenção e cumpra cada tarefa dentro do seu tempo somente uma vez, evitando desperdícios e focando naquilo que lhe trará mais resultados.

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Marketing Digital na Prática em 2017

O tempo passa, o tempo voa e a poupança… Ops, música errada, na verdade não está na hora de cantar e sim conversar um pouco sobre Marketing Digital e expectativas para o ano de 2017 – que, por sinal, já estamos no mês de abril, então estamos bastante atrasados.

Resposta curta para o artigo de hoje: automação em marketing e marketing de conteúdo são peças-chave na estratégia de marketing digital em 2017. Agora vamos detalhar essa história…

Marketing Digital na Prática

Evolução do marketing digital

É incrível como ao longo do tempo muda completamente o que aparentemente significa Marketing Digital. Quem possuía algum negócio online até o ano de 2004 ou 2005, deve lembrar que a principal estratégia de marketing na web girava em torno de identificar milhares de palavras-chave e conseguir posicionar-se bem para elas por meio de milhares de páginas – era uma época em que SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização para Motores de Busca em português) tratava-se basicamente de “keyword stuffing”, isto é, entupir páginas com palavras-chave.

Não demorou muito e tal estratégia foi aos poucos caçada pelos motores de busca, mas ainda havia uma oportunidade para conseguir posicionar-se bem: conseguir backlinks – milhares deles. Bem, essa tática funciona até hoje, mas há uma grande diferença entre o que vemos agora e o que acontecia há 7 ou 9 anos atrás: valia quase qualquer tipo de backlink e muitos websites com qualidade muito baixa acabavam sendo utilizados nesse estratagema.

Não é preciso dizer que a Google realizou atualizações críticas (e constantes) em seu motor de busca, levando a grandes mudanças nos rankings das buscas, o que “chutou” muitos spammers para fora do Google Search – infelizmente, muitos pequenos websites de qualidade também foram prejudicados, como foi o nosso caso, que perdemos de lá para cá cerca de 80% de nosso tráfego. Em outras palavras, a era do “SEO fácil” estava terminando – ou talvez não, ainda há pessoas que dizem se posicionar bem com táticas totalmente automatizadas, sei lá qual o “segredo” deles.

Enquanto a tática de “massive linkbuilding” saía de cena, outra grande oportunidade aparecia: as redes sociais. Uma vez que você poderia encontrar quase qualquer pessoa nas redes sociais, muitas empresas começaram a apostar nas mesmas como melhor forma de alcançar sua audiência. Mas enquanto isso parecia bem fácil no início (saudades de quando podíamos seguir 1.000 pessoas de uma vez só no Twitter!), hoje todas as redes sociais incluíram diversos mecanismos, não somente “anti-spam” (tudo bem, tenho que admitir que eu não conquistava 1.000 novos amigos reais todo dia!) mas também “anti-pequenas-empresas”, pois mesmo que você tivesse uma audiência real e ativa de 100.000 seguidores, somente uma fração dela receberia realmente suas atualizações – isso aconteceu primeiro no Facebook, depois no Twitter e tenho certeza de que não demorará muito e isso acontecerá em todas as outras também.

Isso quer dizer que “SEO está morto”? Ou que não vale mais a pena investir em marketing em redes sociais? Não para ambas as perguntas. O que acontece é que não dá mais para ficar apenas “jogando com o sistema”. O “sistema” é forte, é maior que você. Não somos nós que determinamos como as nossas mensagens vão aparecer nas redes sociais ou em qual posição apareceremos nos motores de busca. Assim, é necessária uma postura diferenciada, planejando e executando uma estratégia de marketing que não vá contra as regras impostas (eu só tive umas três contas banidas no Twitter até hoje, acho! 🙂 ).

Entram em cena a automação em marketing e o marketing de conteúdo

Parece loucura, após comentar o quanto os motores de busca e redes sociais estão combatendo o spamming (e consequentemente automação excessiva em suas plataformas), dizer que a automação em marketing terá um papel fundamental, mas é preciso entender que estamos falando de automação que facilita identificar o perfil de seu visitante, segmentar conteúdo para o mesmo, coletar seus dados e oferecer informação e produtos que ele precisa. Automação em redes sociais, hoje, deve ser empregada de forma muito mais cuidadosa para não infringir regras ou irritar seu público-alvo.

E como criar uma boa estratégia de marketing que envolva automação mas que não irrite motores de busca, redes sociais ou seu público-alvo? Simples, ofereça conteúdo de qualidade no momento em que eles desejam – entra aqui, então, o papel do marketing de conteúdo como parte de sua estratégia de marketing. Marketing de conteúdo envolve desde o planejamento do conteúdo à sua distribuição, passando pela segmentação da audiência, reutilização do conteúdo em diversos formatos e plataformas etc.

Parece muita coisa, eu sei, mas o que quero informar-lhe hoje, de forma bem breve e simplificada, é: se você tem seu próprio negócio ou está planejando ter um compreender como adotar marketing de conteúdo e ferramentas para automatizar parte do processo em seu plano de marketing será fundamental para levar valor até seu público-alvo e destacar-se nos mais diversos canais de tráfego.

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Vale a pena ser revendedor da Hinode?

Em minha conta no Twitter, recebi uma pergunta de meu mais novo amigo FaustoMefistofeles sobre um dos negócios de MMN que podemos ver por aí (e sobre o qual ainda não conversamos aqui): vale a pena ser revendedor da Hinode? Bem, para não perdermos o costume, vamos à resposta curta e à toda sua explicação, não é?

Resposta curta: não, em minha opinião não vale a pena, por razões similares às que apontei sobre a Polishop.com.vc. Agora, vamos por partes…

Modelo de negócios com alto custo para entrar e se manter

Mais uma vez temos uma empresa oferecendo-lhe a “oportunidade” para trabalhar para com ela por “somente” R$ 2.220,00! Isso mesmo, os planos oferecidos variam de R$ 240,00 a R$ 2.220,00, como pode ser visto em VendedorHinode.Com.Br (aliás, ainda mencionam a necessidade de adquirir um “Kit de Negócios” no valor de R$ 99,00!), mas a única opção com “vantagens reais” é adquirir o plano mais caro (o Executivo Top), pois o valor de comissões e bônus por recrutamento dependem do plano que você adquiriu (em um vídeo que listarei adiante você verá comentários sobre uma pessoa trabalhando com o plano básico receber somente R$ 10,00 ao recrutar alguém que adquira o plano mais caro).

Certo, então é muito caro para entrar, mas e depois disso? Bem, depois disso você deve gastar mensalmente pelo menos R$ 200,00 a fim de se manter ativo, caso contrário não receberá seus bônus naquele mês. Além disso, caso permaneça seis meses ou mais sem gastar o mínimo de R$ 200,00 será excluído permanentemente! Em outras palavras:

  • Você paga caro para entrar;
  • Você paga caro para se manter todo mês ou fica sem receber bônus caso tenha conseguido recrutar alguém;
  • Se não pagar, corre o risco de ser completamente excluído.

É, do ponto de vista do marketing multinível, esse não me parece um bom modelo de negócios para aqueles que estão começando ou não possuem uma grande rede de influência. Se você não possui tanto dinheiro para investir há outras opções de MMN ou programas de afiliados com custos muito mais baixos para entrar – talvez não sejam tão rentáveis por unidade de venda, mas você precisa focar em longo prazo. E no longo prazo você precisa ter uma rede grande o suficiente de clientes para produtos da linha de cosméticos.

Opinião do Reclame Aqui: não recomendada

Se você vai entrar em um novo negócio precisa pesquisar antes a opinião de afiliados e consumidores a respeito da empresa, se seus produtos cumprem o que prometem, se a empresa cumpre prazos na entrega e pagamento etc. E como melhor descobrir isso senão por meio de uma pesquisa no Reclame Aqui sobre a Hinode? A imagem abaixo sintetiza as reclamações acerca da empresa nos últimos 06 meses (levei em consideração o intervalo de 06 meses e não de 12 meses pois este último era ainda pior e como toda empresa tem o direito de melhorar ao longo do tempo, peguei o resultado mais próximo, já que era mais positivo):

Resultado de pesquisa no Reclame Aqui sobre a Hinode: não recomendada

E mesmo assim, mesmo observando somente os últimos 06 meses, percebemos que:

  • Menos de 35% das reclamações foram atendidas;
  • Somente 39% voltariam a fazer negócio com ela;
  • O tempo médio de resposta é quase 06 dias.

Se clientes e afiliados não estão muito contentes com a empresa e ela demora muito a tentar resolver os problemas, não é uma boa ideia trabalhar com ela. Mas sejamos justos, aparentemente está tentando melhorar: Se olhar o relatório dos últimos 12 meses, o tempo de resposta é de quase 25 dias, ou seja, a empresa aparentemente está tentando melhorar sua comunicação externa.

Confira abaixo a imagem da reclamação de um afiliado:

Reclamação de afiliado sobre a Hinode

Opinião de quem participou do MMN da Hinode: caia fora

Não, não vendi Hinode, entretanto busquei na Internet opiniões, críticas e desabafos de afiliados, tanto as positivas quanto as negativas. Mas quando se faz tal análise, percebe-se o “de praxe”: os únicos que elogiam são aqueles que estão tentando recrutar alguém. Você não encontra uma pessoa que hoje não está mais nesse negócio porém ainda o elogia, pelo contrário, há somente críticas.

Para apontar isso, trago aqui dois vídeos. O primeiro é a explicação de Diddo Costa sobre por que ele parou de indicar Hinode:

Enfim, critica mudanças que levaram a um foco ainda maior no recrutamento e plano top e reduziram os benefícios de quem foca na revenda dos produtos, que deveria ser o ponto central do negócio – o foco de todo negócio deveria ser vender seus produtos e não conseguir mais revendedores, isso por si só já é um sinal de que a empresa é quem ganha dinheiro com os revendedores e não o contrário! Em outras palavras, sem criticar os produtos e a empresa (que ele considera de grande qualidade), apontou falhas no atual sistema de MMN que introduziu um plano que obriga a pessoa a gastar mais se quiser realmente ganhar.

Já o canal Chega de Pirâmides publicou denúncia/desabafo de uma afiliada:

De forma resumida, ela expõe problemas na própria rede de afiliados, em que ocorreriam problemas de cadastramento de novos membros (isto é, recrutamentos de alguns estariam sendo contabilizados como de outros) e a liderança nada faz para corrigir, deixando-os a mercê da própria sorte.

E quanto à qualidade dos produtos?

Não sou usuário de produtos da Hinode, então não dá para opinar diretamente sobre ela. Mas encontrei a opinião do canal Perfumólatras sobre os produtos da Hinode bastante relevante:

Ou seja, diz-se que se vende um determinado produto como “parfum”, mas na verdade é somente desodorante colônia. Quanto ao odor, comenta ser OK, mas critica o preço, já que se tratam de similares de produtos importados, não os próprios. E teceu críticas àqueles que se defendem usando o argumento do reconhecimento pela Anvisa, tendo em vista o fato de que a Anvisa é muito permissiva para muitas empresas. #SóViVerdades

Hora do veredicto final…

Resposta longa: em minha opinião (e na opinião de Mudar Hoje, Joaldro, Hinode Jamais e vários membros do fórum da OuterSpace) Hinode não vale a pena. Há várias oportunidades reais para ganhar dinheiro, seja com MMN seja com programas de afiliados, que valem muito mais a pena. Não adianta sonhar com a ferrari que eles prometem se você vai precisar enganar e “pisar” sobre milhares para alcançá-la.

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Dobrando a sua produtividade para ganhar ainda mais!

Seja você profissional autônomo, funcionário de alguma empresa, dono do seu próprio negócio ou ainda um estudante, sabe que sua produtividade é muito importante para garantir que não somente cumpra todas as suas tarefas como também alcance melhores resultados financeiros mês após mês. Quem procrastina atrasa o início de tarefas importantes, o que poderá levar a um trabalho de má qualidade – ou nem mesmo fazê-lo. Quem não se planeja também sofre com a qualidade do trabalho final e ainda se sente sobrecarregado, como se sempre tivesse “coisas demais para fazer”. Quem nunca se sentiu assim, não é mesmo?

Como sei que alguns dos leitores do Clube preferem respostas rápidas, aqui vai o resumo deste texto:
1. Foque nas atividades de mais alto valor;
2. Planeje-se em nível mensal, semanal e diário;
3. Crie um ambiente de trabalho (ou estudo) apropriado;
4. Adote método e ferramentas para gestão das tarefas;
5. Defina uma rotina produtiva;
6. Realize tarefas “em batch”.

Ficou interessado? Legal, vamos então analisar cada um desses pontos e entender o que você pode fazer para alcançar no mínimo o dobro de produtividade em um prazo máximo de um mês!

Foque em maior produtividade e conseguirá resultados muito melhores.

Foque nas atividades de mais alto valor

Algum tempo atrás encontrei muitas referências boas sobre um curso em gestão de produtividade chamado “Wake Up Productive 2.0” (Acorde Produtivo 2.0, em português) de Eben Pagan. Infelizmente, quando fiquei sabendo o mesmo já não mais estava disponível, porém encontrei um resumo (cerca de 50 páginas em inglês) sobre o mesmo apontando os pontos mais importantes e gostei bastante dele. Uma das coisas legais que ele apresenta é uma pirâmide classificando as tarefas que fazemos no nosso dia-a-dia quanto à sua importância, que levaria a algo como:

  • Tarefas de mais alto valor – aquelas que contribuem com seus grandes objetivos e metas em vida. Talvez alcançar uma determinada posição social, cargo em uma empresa etc.
  • Tarefas de alto valor – aquelas que geram o dinheiro que entra em seu bolso. Se você possui um emprego, aquelas que você precisa cumprir no seu dia-a-dia; se você possui um negócio, aquelas que trazem ou retêm mais clientes ou alcançam mais vendas;
  • Tarefas de baixo valor – aquelas que não geram recursos e não contribuem com seus objetivos de vida, mas são necessárias para a sobrevivência. Por exemplo, as tarefas relacionadas com a limpeza de sua casa, lavar o carro, organizar o escritório etc. Geralmente são tarefas de manutenção;
  • Tarefas de valor nulo ou negativo – tarefas que, por serem desnecessárias e não gerarem retorno algum, estão somente “devorando” o seu tempo. Um exemplo ótimo é quando você diz que vai interagir com seu público-alvo no Facebook e passa uma hora olhando os comentários de seus amigos sobre a partida de futebol que rolou no sábado.

Resumindo: você deve focar as tarefas de alto valor e mais alto valor, pois são aquelas que fazem o dinheiro entrar bem como deixam-no um passo mais perto daquilo que o fará realmente sentir-se feliz. Já as tarefas de baixo valor devem ser delegadas (contratando uma pessoa para fazer a faxina ou organização de seus arquivos, por exemplo) e aquelas de valor nulo ou negativo devem ser eliminadas.

Recomendo que tente identificar quais tarefas do seu dia-a-dia encaixam-se em cada uma das quatro partes da pirâmide bem como quais tarefas podem deixá-lo um passo mais próximo de suas grandes metas de vida (elas compõem as tarefas de mais alto nível), pois somente conhecendo-as poderá determinar quais focar, quais delegar e quais eliminar.

O que você perceberá é que não é tão fácil assim eliminar todas as tarefas de valor nulo em sua primeira tentativa, pois muitas vezes as fazemos “por vício”: sabemos que não é produtivo passar duas horas no Facebook, mesmo assim o fazemos. Entretanto, com disciplina e reforçando tal comportamento todos os dias, você logo desenvolverá o hábito de não desperdiçar tempo.

Planeje-se em nível mensal, semanal e diário

Se você seguiu o primeiro passo, você já tem uma boa noção do que deve fazer – e isso é ótimo! Mas somente conhecer suas metas e tarefas para alcançá-las pode não ser suficiente, principalmente para metas complexas. Assim sendo, seu próximo passo é planejar!

Há várias formas de realizar um planejamento, mas uma mais simples e recomendada por muitos (inclusive por mim) é criar um planejamento em um nível mais alto (mensal, por exemplo) e somente quando for necessário refinar para níveis mais baixos (semanal e/ou diário).

Vamos supor que eu tenha a meta de escrever um livro sobre um tema qualquer. Entretanto, tenho meu emprego (sou professor) e minha própria vida (marido e pai de um menino de 8 anos e de um cachorro de 5 meses!). Nesse caso, para não me perder durante o processo, eu poderia planejar as seguintes macro-ações para cada mês:

  • Janeiro e Fevereiro – levantamento bibliográfico e fichamento dos principais livros sobre o tema em questão;
  • Março – definição da estrutura do livro e rascunho da introdução e primeiro capítulo;
  • Abril – rascunho do segundo e terceiro capítulos;
  • Maio – rascunho do quarto e quinto capítulos;
  • Junho – rascunho de capítulo com estudos de caso e revisão final do livro.

Assim, se eu cumprir a meta para cada mês, espero ter um livro escrito após aqueles seis meses. Claro, no início de cada mês eu refinarei aquela meta quebrando em metas menores para cada semana e, a cada semana, quebrarei em nível do que pode ser feito a cada dia. Isso ajuda a só se preocupar com esse nível de detalhes quando realmente for necessário, evitando estresse excessivo ao tentar planejar todos detalhes das tarefas logo no início.

Dica: geralmente somos otimistas demais quanto ao que conseguimos cumprir em um dado prazo, então geralmente eu dobro o prazo quando estou planejando em nível de mês ou semana. Em outras palavras, se acredito que uma tarefa levará duas semanas, aloco um mês inteiro para ela. Com o tempo, você saberá quanto demorará para cumprir cada coisa com maior precisão.

Crie um ambiente de trabalho (ou estudo) apropriado

Você já sabe quais tarefas merecem sua atenção e já definiu um plano para a execução das mesmas ao longo do calendário. Ei, estamos conseguindo algo realmente grande aqui! Agora precisamos ter certeza que o seu ambiente de trabalho (ou estudo) irá realmente ajudá-lo a cumprir cada uma daquelas tarefas conforme foi planejado. Um bom ambiente para tal deve:

  • Apresentar boa iluminação e ventilação. E não só isso, você deve sentir-se completamente confortável enquanto se encontra no mesmo;
  • Ter móveis e equipamentos necessários para as tarefas do dia-a-dia (mesa com computador e cadeira giratória confortável são o mínimo necessário, acredito);
  • Ser limpo e bem organizado, isto é, eliminar todo tipo de coisa desnecessária e manter bem perto e acessível aquilo que você usará mais frequentemente (dê uma boa olhada nos 5S para saber como melhor organizar o espaço de trabalho);
  • Evitar todo tipo de distração. Por isso é interessante que seja em um cômodo específico de sua casa, em que possa trabalhar sem ser interrompido. Ajudará também se, enquanto desenvolvendo tarefas críticas, você puder desligar celular, fechar clientes de e-mail, empregar uma música instrumental e focar somente na tarefa!

Adote método e ferramentas para gestão das tarefas

Agora que já temos o ambiente de trabalho ideal, precisamos de um método e ferramentas para gerir a execução das tarefas. Quem lê livros sobre gestão de tarefas/produtividade/tempo/etc. já deve ter visto alguns que são um punhado de dicas organizadas, mas não constituem um método realmente, mas isso não significa que não haja métodos, pelo contrário, há dois bastante famosos: o GTD e o ZTD. Como até hoje só estudei (e sigo) o primeiro, é dele que vou falar.

O método GTD nasceu no livro Getting Things Done (daí o nome) de David Allen e foi realmente um “boom” para a literatura sobre gestão de produtividade, por apresentar um método bem detalhado sobre:

  • Como encontrar e reunir todas as tarefas pendentes;
  • Como decidir se algo deve ser feito, delegado, arquivado ou eliminado;
  • Como decidir se algo é somente uma tarefa simples ou deve ser tratado como um projeto.

Li o livro e achei muito interessante (claro, senão eu não o seguiria!), caso queira lê-lo também, há uma versão em português, chamada A Arte de Fazer Acontecer. E se você quer ter uma noção do que é o GTD, você pode ler o artigo GTD em 20 minutos. Infelizmente explicar todo o método aqui deixaria este artigo muito mais complexo, então o farei em outro momento em um novo texto.

Defina uma rotina produtiva

Voltando ao curso “Wake Up Productive 2.0” de Eben Pagan, uma outra coisa bem legal que aprendi com ele foi quanto a definir uma rotina realmente produtiva, que me permita trabalhar com um menor desgaste possível para mim. O segredo para tal é:

  • Conhecer os nossos três campos de ação: mental, físico e emocional;
  • Definir uma rotina matinal que intercale tarefas de alto nível desses três campos;
  • Seguir um esquema 60-60-30-60-60, por exemplo:
    • 60 minutos para uma tarefa física (50 minutos focado, 10 minutos de descanso);
    • 60 minutos para uma tarefa mental;
    • 30 minutos de descanso (pode ser uma meditação);
    • 60 minutos para uma tarefa mental;
    • 60 minutos para uma tarefa emocional.

Assim, ao final da manhã, você terá cumprido 04 horas (ou quase isso) em atividades de alto valor para a sua vida, respeitando-se os três campos e com intervalos de descanso para evitar a fadiga e o estresse. Interessante, não?

Agora, lá vai mais uma dica: quando você começar a pôr tal rotina em prática, é bem provável que sinta um pouco de “desconforto” por ter que seguir uma “estrutura tão rígida”, mas na medida em que for repetindo diariamente, toda semana, esse passo-a-passo, você verá resultados muito positivos e começará a acostumar-se a fazer isso. Estará criando um hábito, peça-chave para que tudo o que estamos falando aqui realmente funcione!

Realize tarefas “em batch”

Já conhecemos nossas metas, temos plano, ambiente, método e ferramentas configurados e já estabelecemos uma rotina bem produtiva. Temos tudo o que precisamos para ter uma vida muito mais produtiva!

O que quero apresentar agora são sugestões sobre como proceder em suas tarefas cotidianas para garantir que estará tirando o máximo de proveito de seu tempo:

  • Realize tarefas “em batch”, isto é, em grandes grupos ou volumes. Se você recebeu doze e-mails importantes, em vez de responder somente dois deles agora, outros dois daqui a meia hora e assim por diante, você aproveitará melhor seu tempo se responder todos os seus e-mails de uma vez só. A mesma coisa vale para tarefas de marketing, produção de conteúdo, etc.
  • Verifique seu e-mail somente uma ou duas vezes por dia. Em vez de olhar seus e-mails de meia em meia hora, será muito mais produtivo se você agendar dois momentos em seu dia para verificá-los e respondê-los. Uma boa ideia pode ser alocar um horário no fim da manhã e outro no fim da tarde;
  • Foque um projeto de cada vez. Mesmo que você tenha muitos projetos com prazos se aproximando, focar um projeto por dia trará um resultado muito melhor do que tentar cumprir um pouco de cada no mesmo intervalo de tempo (nosso cérebro não funciona verdadeiramente como “multitarefa”). Se possível, foque somente um projeto por semana;
  • Foque uma tarefa de cada vez. Novamente, apesar de pensarmos que conseguimos processar várias coisas ao mesmo tempo (“multitarefa”), só podemos prestar atenção a uma tarefa de cada vez, então enquanto estiver cumprindo uma tarefa concentre-se somente nela e nada mais (não se preocupe, com o tempo você se acostuma com isso);
  • Elimine todas as distrações. Afinal de contas, uma distração, por mais boba que seja, representa um desperdício de 15 minutos ou mais (tempo necessário para resolver/livrar-se da distração e conseguir retomar o pensamento e ação sobre a tarefa anterior). Dicas para eliminá-las: desligue a internet do celular (tchau WhatsApp, até mais Facebook!), feche todas as abas com redes sociais ou e-mail abertas (exceto se a tarefa realmente exigir isso), feche a porta do escritório, coloque um aviso de “não perturbe”, use fones de ouvido mesmo se não ouvir música (muitas pessoas não o perturbarão quando o vir com fone) e use um som ambiente capaz de neutralizar as vozes externas (pode ser uma música instrumental ou, melhor ainda, o som de chuva).

Bônus final!

Você agora tem tudo o que precisa para começar a ter uma vida mais do que produtiva a partir de agora e sem precisar ler dezenas de livros (apesar de que eu indicaria a leitura de dois ou três pelo menos, pois valem a pena). Mas eu tenho que admitir uma coisa: eu menti para você.

Sim, menti quando disse que você conseguiria dobrar sua produtividade com o que seria exposto aqui. Na verdade, se você seguir somente dois dos itens aqui apresentados você já dobrará a sua produtividade e portanto ganhará muito mais (tempo e dinheiro). Entretanto, se você puser em prática todos os itens aqui apresentados, você conseguirá um bônus: muito provavelmente você conseguirá no mínimo quadruplicar sua produtividade!

Você agora deve estar me considerando um baita mentiroso. “Quer dizer que vou fazer quatro vezes mais coisas?”, não, quero dizer que como você focará naquilo que realmente vale a pena em sua vida ou que traz os recursos financeiros necessários e assim conseguirá pelo menos quadruplicar os resultados alcançados. Afinal de contas, segundo o livro A Meta de Eliyahu Goldratt, produtividade não deveria ser medida pela quantidade de coisas que você faz, mas pela quantidade de resultados alcançados que importam para a sua grande meta. Ler isso faz todo o sentido e muda nossa forma de pensar na hora, não? 😉

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Comprar a casa própria é um bom negócio?

Quantas pessoas não têm o sonho de ter sua própria casa? Entre o sonho e a realidade, encontram-se várias centenas de milhares de reais necessários para a aquisição e se você quer mesmo realizar este sonho precisa colocar as contas no papel e responder à pergunta: comprar a casa própria é um bom negócio? Resposta curta: atualmente e do ponto de vista financeiro, não. Bem, mas vamos detalhar para explicar quais são os problemas e como você pode contorná-los.

Comprar casa própria é um bom negócio?

Quando você adquire um imóvel, você precisará investir no mesmo uma grande quantidade de dinheiro que ficará imobilizada, isto é, que você não poderá usar para trabalhar por você em outras coisas. E considerando-se o valor total de uma casa, valor das prestações e o valor da mensalidade de um aluguel, percebe-se que um aluguel pode ser uma solução melhor do ponto de vista financeiro.

Tomemos como exemplo uma casa simples no valor de R$ 150.000,00. A mensalidade do aluguel girará em torno de R$ 500,00, que corresponde a 0,33% do valor, muito abaixo do que esse valor renderia em qualquer opção de investimento em renda fixa. Uma opção que renda, por exemplo, 0,8% a.m. estará gerando cerca de R$ 1.200,00, isto é, pagará o valor do aluguel e ainda sobrará R$ 700,00.

E todos falarão aqui que a casa tende a se valorizar. Sim, mas há custos de manutenção envolvidos na mesma que irão “devorar” uma parte do rendimento. Outra coisa a se considerar é que a valorização só realmente importa se você vendê-la em algum momento futuro e estamos considerando aqui a aquisição de um imóvel com o foco exclusivo na moradia.

MAS há uma boa razão para se adquirir uma casa: conforto, poder usá-la da forma que melhor lhe convier sem se preocupar com o caso do proprietário desejá-la de volta. Por exemplo, se a casa é realmente sua, você pode comprar móveis planejados que ficarão perfeitos nela, aproveitando ao máximo o seu espaço e criando um ambiente incrível para a sua família – mas poucos teriam coragem de fazer isso em uma casa alugada…

Então se você não abre mão do conforto, de ter a sua própria casa, o melhor a fazer é economizar e investir tanto dinheiro quanto puder visando médio ou longo prazo para a aquisição da mesma. Quanto dinheiro? Alguns falam em 20% (que é o mínimo exigido hoje pela Caixa para um financiamento), outros falam em 30% ou até 50%. Eu diria que, se possível, todo o valor, afinal de contas, quanto mais dinheiro você tiver investido mais rapidamente ele crescerá, diferente de quando você mantém um alto montante financiado, em que correrão juros e mais juros ao longo do ano.

Em uma simulação com 20% de entrada e financiando os outros 80% ao longo de 30 anos com juros de 10,5% a.a., quando terminar de pagar todas as prestações nessas você terá gasto o equivalente a quase quatro vezes o valor do imóvel! Porém quanto menor for o valor financiado, menor será o juro acumulado, então se você puder juntar 100% (ou quase) do valor da casa, você gastará bem menos. E o que fazer enquanto isso? Ué, alugue, afinal de contas é uma opção financeiramente mais em conta. Ou more na casa de algum parente, vai que cola?

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Comprar e vender bitcoins é um bom negócio?

Talvez você esteja interessado em investir seu dinheiro em algo novo, algo que pareça ter um alto rendimento no momento, um “investimento da moda”. Bem, sempre que for investir em algo que não conheça, é bom fazer uma pesquisa primeiro, pois quando se trata de dinheiro “não adianta arrepender-se depois”, então se você esteja interessado em investir na moeda virtual chamada bitcoin, é bom conhecê-la primeiro. E aí, será que comprar e vender bitcoins é um bom negócio? Resposta curta: eu não investiria nela, agora vamos explicar por quê…

Bitcoin como opção de investimento? Talvez, mas eu não investiria.

Primeiro, vamos apresentar aqui a definição de bitcoin segundo a Wikipédia: “Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada apresentado em 2008 no grupo de discussão The Cryptography Mailing por um programador japonês, ou um grupo de programadores, de pseudônimo Satoshi Nakamoto. […] Diferente da maioria das moedas, bitcoin não depende da confiança de um emissor centralizado ou uma instituição financeira. Usa um banco de dados distribuídos, espalhados pelos nós da rede P2P (usuários) para registrar as transações.”.

Resumindo: trata-se de uma moeda virtual criptografada e registrada em vários servidores espalhados pelo mundo, as transferências são semianônimas, o que apresentou várias oportunidades e ameaças na Internet – por exemplo, muitos golpistas hoje exigem pagamentos em bitcoin, pois uma vez realizada a transação não é possível contestar o dinheiro de volta nem rastrear o receptor.

Outro ponto que é apresentado como positivo mas também põe em risco a moeda é o fato de não ser controlada por uma instituição financeira ou governo. Isso torna o valor da mesma bastante volátil, suscetível a alterações de mercado muito facilmente. Isso tem representado grandes ganhos nos últimos anos para quem adquiriu a mesma, porém caso o mercado perca o interesse nela suas “reservas” podem transformar-se em pó da noite para o dia – um risco de volatilidade muito maior do que aquele percebido nas trocas de moedas estrangeiras conhecidas como forex trading.

Quem compra bitcoins em momentos de baixa visando vendê-las em momento de alta está praticando algo similar ao que vemos no mercado forex, com o único porém de que por não ser uma moeda controlada por instituição forte pode sofrer oscilações pesadas em um médio ou longo prazo.

Há pessoas ganhando dinheiro com ela? Sim, há. Mas pelas razões apontadas e pelo fato de que prefiro investir dinheiro em algo que sei que traga resultados positivos na sociedade – e investir em moedas é algo mais próximo de “apostar” ou “especular” – prefiro direcionar meus recursos para outros fins. Se você pretende investir na mesma, entre com foco em curto ou médio prazo (um máximo de um ano ou dois), sob o risco de perder dinheiro já que o futuro da moeda é bastante incerto (ela já existe há bastante tempo no mercado e até hoje não “decolou”, o que não é um sinal muito positivo para investimentos a longo prazo).

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Títulos de capitalização – uma boa oportunidade para perder dinheiro!

Recebi um comentário questionando: “Títulos de capitalização são uma boa oportunidade para ganhar dinheiro”? Resposta curta: NÃO! Isso não é uma opção de investimento. Agora vamos à explicação detalhada…

Títulos de capitalização como opção de investimento? Jamais!

Apesar de não termos um texto aqui explicando exclusivamente como funcionam os títulos de capitalização, temos nosso artigo As crônicas do Clube – o gerente bancário, o consultor financeiro e a educação financeira, em que abordo o assunto e aponto que se trata de uma forma de rentabilização para O BANCO e não para você, que só vai realmente lucrar se ganhar em algum sorteio (chance de um para um milhão ou pior), pois o rendimento em cima do valor total que você aplicou será sempre bem inferior à inflação – em outras palavras, se você “aplicar” 100 reais em um título de capitalização, devido à inflação, afinal você não receberá de volta 100 reais, na melhor das hipóteses algo perto disso, na pior, nem mesmo metade disso.

Lembre-se: a lógica básica para um investimento financeiro é que você espera ganhar dinheiro e não perder e, apesar de que opções de renda variável podem sim levar à perdas, opções de renda fixa sempre deveriam levar ao ganho – se você está aplicando seu dinheiro em algo que não está superando a inflação, como é o caso da caderneta de poupança, então está na hora de aplicar em outra coisa!

Ah e por favor, não confundir com os títulos públicos! Os títulos do Tesouro Direto estão rendendo bastante, então valem sim, e muito, a pena! Se você puder investir em títulos públicos, escolha uma corretora que cobre as menores taxas possíveis – não vou ficar fazendo muita propaganda aqui, mas eu estou de olho na Easynvest como um possível canal para investimentos ao longo dos próximos anos justamente por isso!

Se não ficou claro o suficiente o por que de títulos de capitalização não serem tão interessantes, deixem um comentário e escrever um artigo mais detalhado sobre o mesmo, se preferirem uma discussão mais focada em opções mais vantajosas como títulos públicos, LCA e LCI, também!

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Paradoxo da “reportagem publicitária”

Eis que você lê uma ótima matéria indicando-lhe determinado tipo de investimento financeiro e aí sai correndo para fazer uma aplicação… Será que investir todo aquele dinheiro suado que você economizou ao longo de meses em uma “ideia” que você leu em um website ou até mesmo em um grande jornal será a sua grande oportunidade? Não acha que é melhor fazer uma análise mais aprofundada, jogar os dados em uma planilha, comparar valores e aí sim tomar uma decisão?

“Caramba Christiano, mas isso vai dar trabalho”. Sim, vai. Mas você não quer que seu dinheiro renda o melhor que puder e esteja realmente disponível quando você precisar dele? Sendo assim, não caia nas histórias de falsas reportagens, que dizem estar anunciando o melhor para os seus leitores e por diversas vezes nem sabe do que está falando.

Quer ver só um exemplo? Decidi dar uma olhada em matérias recentes a respeito do mercado de carros novos e usados e deparei-me com uma situação no mínimo inusitada: enquanto uma reportagem aponta que Vendas de carros usados caem 20,49% em janeiro, outra reportagem diz que A venda de carros usados está em alta, a partir de dados de 2016. Percebe que uma matéria indica queda (baseada nos dados do último mês) enquanto a outra aponta alta (baseada nos dados do último ano). Nenhuma das duas mente, afinal de contas, as estatísticas estão lá, mas é óbvio que como se trata de uma informação bastante sensível ao tempo a primeira está sendo mais fidedigna para quem está buscando comprar ou vender seu carro do que a segunda.

Duas matérias, duas opiniões, mas se você está pensando em vender um carro usado é bem provável que já saiba qual realmente lhe importa. De forma similar, quando decidir em que aplicar aquele dinheirinho que você ralou tanto tempo economizando, não se baseie na primeira matéria que encontrar – e leve em consideração a data de publicação da mesma, afinal de contas, quando o assunto é investir dinheiro o tempo sempre representa uma variável muito importante! #FicaDica

Obs: Ah, o paradoxo que apontei no título está no fato de que reportagem deveria informar e não ter o propósito primordial de servir como publicidade, algo que muitas vezes acontece e acaba por levar o leitor a tomar decisões ruins mesmo se considerando “bem informado”.

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Como fazer um país inteiro sair do vermelho?

Já falamos várias vezes aqui sobre como sair do vermelho, mas desta vez o artigo muda um pouquinho de figura, uma vez que deixamos a individualidade e partimos para a coletividade, isto é, como fazer um país inteiro sair do vermelho e prosperar.

A ideia de tal artigo não partiu de mim, mas sim da dúvida da leitra Raissa, que no artigo Como sair do vermelho? Dúvidas e respostas – parte 3 escreve o seguinte:

Eu queria ajuda para um trabalho pois queria saber: o que é preciso para um país sair do vermelho?

UPDATE: Este artigo foi publicado originalmente em 21 de março de 2011, mas estamos atualizando gradualmente nossos artigos, assim sendo o mesmo foi acrescido de novas informações e também correções.

Bem, Raissa, antes de mais nada, prazer em conhecê-la!

A sua dúvida é bastante pertinente: preocupamo-nos por diversas vezes sobre como prosperarmos individualmente, mas e quando falamos de uma nação inteira? Será que vale a regra “é só cada um fazer a sua parte” e pronto?

A minha experiência diz-me que não, não adianta a gente esperar que cada qual, individualmente, siga essa regra e pensar que no fim das contas somando todos os esforços teremos um país saindo do vermelho. Em minha opinião, trata-se de um esforço conjunto do governo, sistemas de educação e população.

Vamos falar então um pouco sobre o papel de cada um?

Governo

Comecemos então falando daquele que, infelizmente, parece ser o último onde conseguiremos mudanças realmente significativas. 🙁

Há muitos problemas na estrutura governamental do Brasil, por exemplo, que enquanto não forem solucionados não levarão a uma maior prosperidade do país. Bem, vejamos algumas coisas que contribuem negativamente para isso:

  • Governantes aumentando estupidamente seus próprios salários, causando grandes gastos públicos que poderiam ser empregados na construção de escolas e hospitais, contratação de professores, subsídios a novas empresas (que gerariam mais empregos) etc.
  • Desvios de verba de valores astronômicos. Dinheiro que deveria ser utilizado para gerar uma melhor qualidade de vida e desenvolver novas oportunidades à população sendo furtado por quem deveria administrá-lo!
  • Mau emprego do dinheiro público: enquanto algumas pessoas buscam empréstimos em bancos a juros altos por não conseguirem investimentos públicos facilmente para seu empreendimento, outras (por motivos alheios à nossa compreensão) alcançam financiamentos de valores bem altos!
  • Falta uma postura melhor de nossos governantes para incentivarem o desenvolvimento do conhecimento financeiro e espírito empreendedor da população. Sem tal educação, o Brasil continuará na mesma situação por um bom tempo!

UPDATE: É engraçado perceber que, sete anos após a publicação original deste artigo, continuamos enfrentando os mesmo problemas quanto aos nossos políticos, pois veja só o que temos visto em nossas TVs e jornais ultimamente: descoberta de grandes esquemas sistêmicos de corrupção envolvendo muitos dos grandes nomes de vários partidos políticos; impeachment da presidente Dilma Rousseff, com a ascensão de Michel Temer ao poder que, do ponto de vista do reajuste fiscal necessário, pouco fez; novas mudanças nas regras da previdência social, forçando a população brasileira a praticamente trabalhar por 50 anos para usufruir de no máximo 10 anos de aposentadoria; caos em várias cidades brasileiras que estão atrasando ou até mesmo parcelando o pagamento de seus servidores públicos, levando até mesmo a policiais militares a promoverem uma “paralisação sem greve”. E isso é só para citar algumas coisas!

Então você me pergunta, Raissa, o que é preciso para fazer um país inteiro sair do vermelho, não é? Bem, em primeiro lugar um corte salarial em alguns desses salários que já estão bastante inchados, bem como um corte do número de servidores públicos – há gente demais contratada e pouca gente trabalhando, isso é fato, todos nós sabemos mas sempre fica do mesmo jeito! UPDATE: O então presidente Michel Temer prometeu uma redução de 4 mil cargos comissionados, entretanto há mais de 30 mil em todo o país! Há um espaço muito maior para corte de cargos comissionados, redução e maior fiscalização de certos benefícios oferecidos a políticos e certos cargos públicos etc.

É necessário também o combate ao mau uso da verba pública. Neste ponto, acredito que devemos parabenizar a Polícia Federal que, nos últimos anos, trabalhou eficientemente e desmascarou muitas coisas erradas (governo Lula que o diga, nunca houve um governo no Brasil com tantas CPIs!), mas agora precisamos lutar para que os responsáveis sejam realmente punidos e não somente afastados para, na próxima eleição, voltarem a se candidatar! Quem rouba um comerciante é preso e por que quem rouba uma nação não o é? UPDATE: Parece uma grande ironia do destino estar atualizando este artigo logo após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o indiciamento do ex-presidente Lula em vários processos criminais e, por fim, o Partido dos Trabalhadores (PT) tendo a cara de pau de indicá-lo como candidato a uma possível reeleição, visando esconder a sujeirada e ainda conseguir foro privilegiado ao ex-presidente. A Polícia Federal está de parabéns, mas agora está na hora do Judiciário começar a trabalhar e mostrar que eles também querem um país diferente!

E por fim, após enxugar os salários e quadro de servidores e combater os desvios de verba, está na hora de um novo planejamento, não um planejamento para um ou dois anos, mas um planejamento que deveria ser executado por cinco, dez anos ou mais! Estamos falando se mudar completamente o Brasil, de trazer condições iguais a todas as pessoas, isso não pode ser conseguido da noite para o dia! E é aqui onde começamos a falar sobre educação…

O atual sistema educacional

Li outro dia que a partir de 2012 haverá educação financeira nas escolas públicas. Fiquei super feliz! Mas logo depois pensei: e quem é que vai ministrar essas aulas? Será que temos professores realmente habilitados para tal tarefa? Alguém vai me lembrar de que há cursos de Economia em todo o país, mas não estou falando somente em graduação, estou falando sobre experiência de vida também! UPDATE: Já se passaram vários anos e essa proposta nunca saiu do papel. Algumas escolas particulares até promovem seminários isolados sobre o tema como forma de orientar alunos do fundamental maior e do ensino médio, mas tal ação ainda não acontece de forma sistematizada nas escolas públicas – uma grande lástima…

Não me levem a mal, acredito que temos economistas muito bem formados no Brasil, mas o que nossas crianças precisam não é somente de um economista falando para elas, elas precisam acreditar no que estão ouvindo, elas precisam “ver o exemplo”, o professor precisa realmente ser o exemplo delas! Por que quando Pat Flynn, Darren Rowse, Custódio Fernandes e Paulo Faustino escrevem um artigo eu paro tudo e leio prestando bastante atenção? Porque eles são grandes exemplos para mim, eles fazem aquilo que dizem e fazem isso dar certo, como eu não deveria prestar atenção??? UPDATE: Risquei de minha lista o nome de dois colegas blogueiros em língua portuguesa porque seus antigos blogs que eu seguia foram desativados e hoje percebo muito “mistério e confusão” sobre como é a sua atuação hoje quando o assunto é “ganhar dinheiro na web”.

Agora, peguemos um outro exemplo: toda hora vejo nascer um “super blog” onde o autor diz saber tudo sobre ganhar dinheiro na Internet, mas não precisa mais do que dois minutos para perceber que é mais um desesperado, repetindo o que muitos outros falam em vários outros lugares da Internet. Sinceramente? Não me motivo nem um pouco a lê-los – na verdade, geralmente memorizo o endereço dos blogs deles a fim de evitar passar outra vez por lá!

Obviamente, com escolas públicas adotando educação financeira como parte de sua grade disciplinar, é esperado que as escolas privadas façam o mesmo em seguida. E aí nasce um novo temor: se o conteúdo a ser ministrado em escolas públicas não tiver a mesma qualidade daquele ensinado em escolas privadas, estaremos aumentando ainda mais a distância entre o “pobre” e o “rico”, isto é, o ensino privado oferecendo educação de grande qualidade, enquanto que o ensino público não estaria acompanhando.

Bem, o “segredo” para resolver isso pode estar numa completa repaginação dos sistemas de ensino público, pois não adianta oferecer educação financeira se as demais disciplinas também não são bem ensinadas.

Então, Raissa, do ponto de vista educacional, é necessária uma completa reforma do ensino público hoje a fim de oferecer educação de qualidade e aí sim, dentro deste novo contexto, inserir educação financeira e empreendedorismo como conteúdos essenciais nas escolas públicas e privadas!

Além disso, é necessário garantir que os profissionais que estarão à frente nesse processo educacional são realmente competentes e adotar um novo método de avaliação, ao menos para a(s) disciplina(s) de educação financeira e empreendedorismo. Talvez cada aluno devesse apresentar um projeto para um empreendimento ou planejamento para investimentos ao final do ensino fundamental e apresentar o mesmo implementado, em funcionamento e lucrando com o mesmo ao final do ensino médio? Achou isso um absurdo? Pense mais um pouco, leia Pai Rico Pai Pobre e Os Segredos da Mente Milionária e volte aqui para me dizer o que acha então, ok? 😉

UPDATE: Apontando mais uma vez alguma das mudanças propostas pelo atual governo, foi aprovada uma PEC que altera o ensino médio, aumentando consideravelmente sua carga horária, porém fazendo com que somente 60% das disciplinas sejam obrigatórias, dando liberdade aos alunos para escolherem os outros 40%, num sistema mais parecido com o presente nas escolas estadunidenses. Se veremos educação financeira e empreendedorismo nessa nova proposta e realmente em ação, ou se será somente mais um “tiro no pé”, teremos que aguardar até 2020, quando as primeiras turmas do ensino médio deverão seguir 100% dessa nova proposta.

Entretanto, obviamente, não adianta mudar o governo e as escolas e não mudar o maior elemento de todos: a cultura que a nossa população possui.

Nossa cultura

Pare para pensar: de que adianta o seu filho ir até a escola, aprender mil coisas sobre finanças, investimentos, marketing e empreendedorismo e, ao chegar em casa, perceber que sua família ignora tudo isso? Pior, ouvirem os pais desdenharem em sua frente de tudo aquilo que ele está aprendendo (sim, já ouvi sobre casos desse tipo acontecendo)? Você acha que seu filho se sentirá realmente motivado a aprender?

O Brasil precisa de uma cultura menos operária e muito mais empreendedora! Até a nossa televisão reflete isso: nos canais abertos, para cada uma hora de conteúdo focado em finanças, investimentos ou empreendimentos, temos 50 horas ou mais de programação do tipo: novela, reality shows, programas de palco que falam sobre a própria programação da TV etc. É com essa cultura que vamos crescer e prosperar?

Certo, você ainda não está convicto do que estou falando, não é? Vou dar mais um exemplo: conheço pessoas (não é, meus tios?) que gastam muito dinheiro com bebidas e outras coisas, mas que não lembram quando foi a última vez que compraram um livro para elas próprias lerem e aprenderem. Gastam com bebidas, baladas, boates, bares, restaurantes, praias, clubes, mas não gastam de forma equivalente com a sua própria educação.

Essas pessoas estão errando duas vezes! Primeiro porque estão abandonando a oportunidade de crescerem ainda mais, e não falo somente em termos profissionais, falo também sobre crescimento pessoal mesmo. E em segundo lugar, erram porque, agindo dessa forma, estão dando péssimos exemplos a seus filhos: “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” é em minha opinião a forma de agir mais ridícula, se você quer que seu filho estude e se esforce para conquistar posições melhores você próprio deve ser o exemplo dele.

Meu filho tem dois anos e meio de idade. Sempre que ele encontra uma moeda pela casa, ele já chama a mim ou à mãe dele para que lhe demos o dinheiro e, então, ele possa guardar em sua vaquinha (o cofre dele não é um porco não, é uma vaca mesmo! 🙂 ). Ele faz isso pois desde pequeno ensinamos a ele que aquele era o lugar certo para guardar o dinheiro dele. A partir dos três anos e meio, espero começar a mostrar a ele que esse mesmo dinheiro é que ele usará para comprar coisas de seu interesse, como doces e outras coisas. Em outras palavras, busco acompanhar a educação financeira de meu filho desde já, e olha que ele só tem dois anos e meio! UPDATE: Meu filho agora já tem oito anos completos, ganha uma mesada de R$ 25,00 e geralmente guarda seu dinheiro por um bom tempo para adquirir coleções de bonecos pequenos (ele é apaixonado por coleções de bonecos, principalmente de Dragon Ball!). Além disso, comecei a falar mais sobre conceitos de economia e por que economizar e investir pensando no futuro.

Enfim, Raissa, para resolvermos nosso problema cultural é necessário que a mudança comece em casa, nos nossos lares, expanda-se para os ambientes de trabalho, onde as empresas devem buscar formas de incentivar tais atitudes por parte de seus funcionários, para então chegar a outros círculos sociais.

Em outras palavras, só pedir para cada um fazer aquilo que descrevo em Quero sair das dívidas! – O guia não é suficiente, quando falamos de uma nação inteira, precisamos de algo bem mais organizado e que proporcione mudanças duradouras na cultura brasileira.

E então, Raissa, vamos ajudar a fazer nosso país inteiro sair do vermelho? 😉

UPDATE: Atualizar esse artigo foi um exercício incrível de comparar não somente a situação do país como a minha e de minha família há sete anos atrás e agora. E para você, do que mais gostou?

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É melhor comprar mais ou investir?

Olá a cada um dos amigos do Clube do Dinheiro! Quem nos acompanha desde o início já sabe que falamos muito aqui sobre como melhor usar seu dinheiro a fim de fazê-lo render mais ao final do mês – afinal de contas, para alcançar seu objetivo de independência financeira, você precisa de mais do que somente “ganhar mais dinheiro”! E nessas conversas que já tivemos por aqui apontei algumas estratégias que uso em meu dia-a-dia:

  • Compras em atacado;
  • Redução de despesas;
  • Investimentos (de forma conservadora/moderada).

Do meu ponto de vista, cada um desses pontos trouxe incríveis benefícios para mim. E eis que hoje (há poucos minutos atrás, para ser mais preciso), deparei-me com um vídeo de Gustavo Cerbasi no YouTube em que ele aponta que o hábito de estocar produtos em casa pode ser prejudicial do ponto de vista financeiro. Em se tratando de palavras de Gustavo Cerbasi (grande consultor financeiro brasileiro), fiquei bastante curioso para saber se meu hábito poderia estar me prejudicando e decidi assistir por completo. Se desejar assistir, aqui vai o vídeo:

Resumindo: Cerbasi critica o hábito de estocar produtos quando o mesmo pode levar ao uso do crédito no final do mês por falta de dinheiro. Em outras palavras: se você compra mais do que deveria e acaba pagando juros no fim do mês devido a isso, então seu comportamento está sendo prejudicial. Nesse caso, o ideal é comprar uma quantidade menor a fim de ter capital para as contas cotidianas e não precisar usar do crédito.

Após ver o vídeo por completo percebi que meu comportamento não é prejudicial, pelo contrário, é bastante benéfico para as minhas finanças, pois:

  • Programo-me corretamente para comprar bastante, porém sem precisar pagar juros por isso;
  • Compro em maior quantidade aproveitando-me de ofertas em atacadistas ou locais com promoções reais, então reduzo minhas despesas;
  • Além disso, por precisar ir com menor frequência às compras, reduzo gastos com gasolina ou desperdício de tempo indo às compras.

Assim sendo, aquilo que já falamos várias vezes aqui continua mais real do que nunca: se você se planejar corretamente, algo que para outra pessoa poderia ser um risco (no caso, acabar por usar do crédito especial) pode ser uma oportunidade real sob medida para você. Então, se você tem o hábito de comprar em grande quantidade e acaba por pagar juros por isso, é melhor rever o vídeo de Cerbasi e mudar seu comportamento, mas se você segue nossa cartilha, já deve estar vendo bons resultados de seus hábitos financeiros mais saudáveis, não? 😉

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