Aprendendo Espanhol em 30 dias – 20 dias já se passaram


Como seria sua vida se a cada mês alcançasse uma grande meta diferente? Pois bem, é isso que estou tentando descobrir com este desafio. Caso ainda não saiba, eu decidi aprender espanhol em 30 dias e já se passaram 20 dias. Posso dizer que os primeiros 10 dias foram bem interessantes, mas não há como negar que ainda estou tentando manter o ritmo.

Aprender espanhol em 30 dias. Desafio aceito!

Tenho o ato de escrever a cada 10 dias como parte de meu plano de ação e, para aqueles que gostam da resposta curta, aqui vai:

1. Elimine seus vícios e aumente sua produtividade: desinstalar dois jogos, usar o Toggl e voltar a focar em meu aprendizado foram essenciais para não ver esse desafio ir de vez para o ralo;
2. Escolha um bom método e fixe nele: a versão paga do Busuu tem se mostrado cada vez mais interessante, tanto que o Duolingo (gratuito) está meio que “juntando poeira”, pois descobri que o Busuu permite reforço de aprendizado (técnicas de memorização) e é muito útil a correção das atividades por nativos;
3. Ainda uso o Anki para reforço e memorização;
4. Audiolivros são uma ótima forma de reforçar a compreensão auditiva;
5. Comece aulas de conversação tão cedo quanto for possível!

Enfim, é isso. Agora, para os meus leitores que gostam de ler toda a história e assim melhor compreender o porquê de cada decisão/conselho, vamos por partes…

Elimine seus vícios e aumente sua produtividade

Cara, aquele jogo para dispositivos móveis Mobile Strike estava realmente ferrando meu tempo livre: o pior é que eu percebia isso, desinstalava, reinstalava e voltava a jogar! Na verdade o que realmente me levou a desinstalá-lo de vez foi o seu modelo “pay-to-play” que, como comentei com alguns alunos meus no Instituto, pode ser terrível para qualquer game business no longo prazo.

Enfim, continuei jogando o maldito até que pela QUARTA VEZ meu comandante foi eliminado pelo mesmo oponente e então fiz as contas: já gastei $5.00 e não me sinto à vontade para gastar outros $20.00 e é óbvio que somente gastando uns $99.00 (maior pacote do jogo) eu poderia realmente competir com os primeiros (e eu sou bastante competitivo!). Conclusão: caí fora antes de fazer mais besteira.

É uma pena, é um bom jogo que, se não fosse tão massivamente “pay-to-play” seria bem divertido. Mas para mim foi bom: já há alguns dias sem mexer nesse jogo, consegui retornar à minha rotina de estudos e recuperar algumas das horas perdidas.

Outra coisa que me ajudou bastante foi utilizar a ferramenta Toggl para gerenciar minha produtividade. Como ela funciona? Toda vez que inicio uma nova tarefa, descrevo-a nela e clico no botão para iniciar registro do tempo e, quando a concluo, clico para parar. Assim, ela mantém um registro das tarefas desenvolvidas ao longo do meu dia/semana/mês/vida e eu tornou-se um banho de água fria em mim quando estou esquecendo de meu principal objetivo este mês – aprender espanhol!

Segundo relatório mensal do Toggl, até o momento tenho estudado cerca de 40 horas e 44 minutos, o que me dá uma média de duas horas por dia – você deve estar achando isso um valor incrível, bem, para mim não é, considerando-se que desperdicei duas horas lendo tirinhas na web, algum outro tempo com redes sociais e um montão de horas naquele jogo! Argh!

Mas valeu a pena: errei, aprendi e sigo em frente agora. Tentarei intensificar o ritmo e alcançar, quiçá, três horas diárias. O que não significa muito, pois três horas diárias ao longo de 30 dias não chegam nem a 100 horas de estudos da língua! Resumindo: foco, foco e foco!

Definição/escolha de um bom método é essencial

Quando paguei por um ano de Busuu eu estava desconfiado de que talvez não valesse a pena, afinal de contas há muito conteúdo gratuito por aí. Mas como o foco é espanhol e a maioria dos aplicativos gratuitos focam em inglês ou apresentam poucas lições/vocabulário para esta língua, acabou sendo uma ótima ideia pagar pelo mesmo (até porque consegui em um baita descontão 🙂 ).

Vou lembrar aqui que, quanto a opções gratuitas para aprender espanhol, Duolingo e Busuu ainda são as melhores opções que identifiquei, então se você não quer gastar dinheiro, recomendo que instale e treine com ambos.

A princípio achei estranha a dinâmica do Busuu mas acabei me acostumando e até gostando, funciona mais ou menos assim:

1. Todo o conteúdo é dividido em quatro seções/níveis: Iniciante A1, Básico A2, Intermediário B1 e Intermediário Avançado B2;
2. Cada seção é composta por várias lições e algumas revisões;
3. As lições mesclam treino de novos vocábulos, um pouco de gramática, exercícios de fixação, dicas sobre uso de expressões em vários países, mais exercícios de fixação, exercícios com diálogos e uma atividade final em que deve escrever ou falar no idioma alvo – essa atividade será corrigida por nativos daquele idioma;
4. Ao final de cada seção/nível, você pode realizar uma prova online para receber um certificado da McGraw Hill Educacion.

Quanto aos certificados, já conquistei os certificados A1 (Iniciante) e A2 (Básico). Estou um pouco atrasado, já devia ter conseguido pelo menos três a fim de terminar todo o curso antes de completar 25 dias, para então intensificar o treino de conversação – que, aliás, ainda nem comecei (meu maior erro)!

Se você usar tal plataforma para aprender, aqui vão umas dicas:

  • Tente acelerar nas lições dos dois primeiros níveis e não se desestimule: a coisa toda fica bem mais interessante a partir do terceiro nível;
  • Nos cartões que apresentam novos vocábulos, marque com estrela aqueles que você desconhece ou forem mais difíceis, assim poderá reforçá-los facilmente usando a opção “Revisar”;
  • Repita em voz alta cada palavra/frase pronunciada pelo aplicativo bem como leia em voz alta os textos de perguntas e respostas – muitos dos que desejam treinar uma nova língua não o fazem e depois reclamam que não conseguem falar!
  • Os diálogos podem ser lidos e ouvidos quantas vezes quiser, assim sendo, para tirar melhor proveito deles recomendo que na primeira vez sempre ouça com os olhos fechados, isto é, sem ler o texto, tentando compreender somente a partir do que ouve e, em seguida, ouça todo o diálogo novamente, desta vez acompanhando a leitura. Você pode ouvir mais de uma vez com os olhos fechados, se assim preferir!
  • Nas atividades finais (aquelas em que deve escrever ou falar algo), não seja preguiçoso e escreva ou fale o máximo que puder, como se estivesse realmente conversando com um nativo: quanto mais escrever/falar, mais coisas poderão corrigir-lhe e assim aprenderá muito melhor. Além disso, você ganhará muito mais autoconfiança do que se você se mantiver naquele limite de 10 palavras;
  • Você sabia que você pode refazer aquelas atividades finais? Assim sendo, esporadicamente revisite uma das que você já respondeu e dê uma nova resposta mais completa e detalhada, assim poderá receber novo feedback sobre seu progresso;
  • Corrija as atividades finais de outras pessoas. Lembre-se que são pessoas como você, nativas de um país que “habla” o idioma que deseja que estão corrigindo, assim sendo devolva tal contribuição para a comunidade corrigindo atividades referentes à língua portuguesa, por exemplo.
  • Foco no reforço e memorização

    Como estamos aprendendo um novo idioma em um tempo muito curto (30 dias somente!) é comum nossa dificuldade em assimilar termos novos na velocidade em que desejamos. Para resolver isso, é necessário empregar algum mecanismo para reforçar e ajudar na memorização – e eu já disse aqui que flashcards podem ajudar nisso.

    Sim, ainda estou usando o Anki para tal missão. Reduzi um pouco o ritmo pois agora também uso o “Revisar” do Busuu, mas ainda adiciono muitas novas palavras no Anki. Aliás, tenho em minha frente pelo menos 50 novas palavras e expressões para adicionar no mesmo.

    Lembre-se: uma ferramenta não anula a outra. Apesar de serem bem úteis os mecanismos de revisão do Busuu, o Anki se utiliza muito bem da técnica de repetição espaçada e me permite que adicione facilmente um monte de novas palavras (acho que já tenho pelo menos 200 palavras/expressões adicionadas).

    Audiolivros para reforçar a compreensão auditiva

    Sei que este texto está parecendo propaganda do Busuu (ei, @Busuu, podiam me dar uma conta premium gratuita lifetime como cortesia, não?), mas se você está começando agora e está muito fraco no espanhol, por um bom tempo as atividades com diálogo do Busuu podem lhe ser suficientes, mas em algum momento você pode querer mais do que somente dois ou três minutos de conversação. E agora?

    A resposta para você pode ser audiolivros! Encontrei alguns websites com audiolivros interessantes, baixei e os estou ouvindo. Alguns deles são gravados de forma mais pausada, ótimos para quem está começando, já outros são gravados de forma mais rápida, sem pausa entre as palavras, o que se torna um desafio maior para quem está aprendendo o idioma. Ambas as formas são úteis para o nosso aprendizado e, portanto, você não deveria desprezar nenhum audiolivro.

    Como disse, se você está começando, talvez seja melhor focar nas lições do curso até alcançar um nível razoável. Apesar de sentir-me apto desde o início, decidi utilizar os audiolivros somente após concluir o segundo nível (Básico A2).

    E como estou indo nos audiolivros? Teve um que na verdade era uma poesia (Ahora que estoy vivo) bem interessante, um outro mais longo (Cuatro naufragos) que acho que entendi o final, mas fiquei meio “Poutz!” – não vou contar o final – e estava ouvindo um bem mais longo (El enviado), mas a leitura dele é muito rápida e está mais para um documentário ditado, o que se torna muito monótono – acho que vou procurar outra leitura.

    E aqui vão algumas indicações de websites onde pode baixar audiolivros em espanhol:
    Leer Escuchando
    Audio libro gratis

    Comece aulas de conversação tão cedo quanto for possível!

    No meu caso, adiei por tempo demais a procura por um professor de línguas para treinar conversação. Já se passaram 20 dias e ainda não comecei e apesar alguns pensarem “para que tanta pressa?”, lembre-se que a minha meta é aprender em 30 dias, então tenho somente dez dias pela frente!

    Então recomendo que não cometa o mesmo erro que eu: mesmo que não se sinta à vontade para ter a primeira aula já na primeira semana, pelo menos já busque e agende para começar a ter suas aulas a partir do final da segunda semana.

    Como o meu foco é aprender em 30 dias, tentarei marcar duas ou três sessões de uma hora cada de aula particular – você pode conseguir preços melhores com aulas em grupo, mas eu sinto que uma hora de aula particular vale muito mais du que duas horas de aula em grupo.

    Bem, por hoje é só. Vou agora voltar ao meu treino e começar a traduzir textos para espanhol (prometi isso no outro artigo e ainda não comecei!). Até!

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Aprendendo Espanhol em 30 dias – 10 dias já se passaram

Aos que não lembram ou não viram meu artigo anterior, eu decidi aprender espanhol em 30 dias, porém não aprender um “portunhol” meio arrumado, mas ser capaz de ler, escrever e conversar em espanhol. Já se passaram 10 dias desde o início deste desafio, então está mais do que na hora de atualizá-los quanto a como estou indo, obstáculos encontrados e soluções adotadas.

Aprender espanhol em 30 dias. Desafio aceito!

Vale lembrar que antes de iniciar o desafio eu desenvolvi uma ideia bastante clara de minha meta, isto é, ser capaz de escrever bem como conversar em espanhol fluentemente. É importante saber exatamente o que deseja para determinar qual será o melhor método bem como ferramentas adequadas para a tarefa. E para não perdermos o costume, aqui vai a versão curta que responda a isso:

1. É uma boa ideia começar com o básico da gramática: algo como os pronomes, conjugação dos verbos mais básicos (ser, estar, ir, ter, falar) etc.
2. Use um programa como o Anki (gratuito) para criar flashcards com as palavras e expressões mais difíceis de recordar, assim pode repeti-las frequentemente e assim memorizá-las;
3. Ler não é realmente um desafio, já que muitas palavras são bem parecidas com a língua portuguesa, já quanto a ouvir (compreender auditivamente) o desafio é maior, já que a pronúncia de muitas delas é bastante diferente da língua portuguesa;
4. Estudar de forma rápida e intensa não é tão simples assim: os aplicativos que testei (Duolingo e Busuu) focam mais em gramática e frases curtas, o que torna o processo de aprendizado bastante lento – e se você quer aprender uma língua em 30 dias, meu caro, velocidade é o que você precisa;
5. Principal obstáculo: meu vício por jogos voltou a dominar meu tempo livre nos últimos dias, o que prejudicou muito meu progresso.

Bem, agora que já apresentei um resumo da experiência dos primeiros 10 dias, vou detalhar com calma – e quem estiver também nesse desafio poderá aprender um pouco e compartilhar sua experiência também, claro.

Conhecimentos básicos em gramática são fundamentais

Mesmo que você queira somente ser capaz de ler livros e artigos em espanhol (para uma prova de vestibular ou proficiência em um programa de pós-graduação, por exemplo), compreender alguns pontos básicos da gramática o ajudarão a facilitar e muito a leitura. Alguns pontos a se estudar:

  • Pronomes pessoais (yo, tú, él/ella/usted, nosotros/nosotras, vosotros/vosotras, ellos/ellas/ustedes);
  • Artigos (el, la, los, las, un, una, unos, unas);
  • Numerais cardinais e ordinais;
  • Conjugação dos principais verbos irregulares (ser, estar, ter, ir etc.);
  • conjugação dos verbos regulares (pelo menos no presente).

Veja bem, você não precisa decorar toda a gramática, mas se tiver uma boa base no que acabei de expor acima seus momentos de estudo serão muito mais produtivos, já que quase todo o restante será treinamento de vocabulário.

Flashcards para memorização são essenciais

Como afirmei lá no início desse texto, muitas palavras são bem parecidas com palavras em português. Várias mudam somente um sufixo ou um encontro consonantal. Mas… e o que fazer para aquelas palavras que mudam completamente (como “segunda-feira” que se escreve “lunes”)?

Bem, para esses casos, você precisa de um método para memorização, e uma boa opção é o uso de flashcards. São cartões em que na frente você escreve uma expressão ou pergunta e no verso a resposta para o mesmo. No meu caso, na frente o termo em português e tento adivinhar o que está atrás, que é o termo em espanhol.

Você pode ter flashcards em papel, o que é muito bom caso deseje compartilhá-los com outras pessoas ou usá-los sem um PC ou smartphone, mas se você deseja usar uma versão para PC (eu estou usando!), uma opção gratuita para PC é o Anki.

No início eu estava um pouco cético quanto ao uso dele – já que os demais aplicativos que estou usando parecem bastante “lentos”. Mas logo recordei (já os usei antes) qual o principal ponto positivo de flashcards: você criará cartões somente com os seus pontos fracos (expressões difíceis de memorizar, por exemplo), ignorando aquilo que você já sabe, então estará realmente reforçando aquilo que possui dificuldade em vez de “perder tempo” repetindo o que já sabe.

Desafios em ler e ouvir em espanhol

Conforme já mencionei, muito da escrita em espanhol se parece com a escrita em português. O que é muito bom para acelerar o processo mas ao mesmo tempo um pouco frustrante, pois no meu caso significava passar por lições inteiras no Duolingo e no Busuu sem aprender uma nova palavra. Idem quando lendo livros (estou lendo um livro chamado “Desarrollo de Software Dirigido por Modelos”).

Você deve pensar que sou maluco, mas lembre-se que o objetivo é alcançar o meu máximo em 30 dias e só repetir o que já sei não me faz “sair do lugar”. Aliás, foi por isso que comecei a ler um livro em espanhol, já que somente os aplicativos não pareciam suficientes.

Já quanto a ouvir em espanhol, o desafio é maior, pois mesmo palavras escritas de forma parecida podem ter pronúncias bem diferentes quando comparadas com a língua portuguesa. E aqui a falha é minha: diante da simplicidade do conteúdo em áudio presente nas ferramentas, eu já deveria ter procurado alguns canais em espanhol no YouTube para treinar melhor a compreensão, porém ainda não o fiz. Erro meu que pretendo corrigir a partir de agora.

E nem vou falar como estou quanto à capacidade de conversar, já que por preguiça/procrastinação minha ainda não procurei um professor para treinar via Skype!

Aplicativos em uso

E se o negócio é aprender rapidamente, tecnologia acaba sendo envolvida, não é mesmo? Assim sendo, aqui vão as ferramentas que estou usando até o momento:

  • Duolingo – um bom aplicativo gratuito com muitas lições. A sua dinâmica é bem fácil e agradável, mas o maior problema do mesmo é a limitação quanto a vocabulário presente no mesmo. Além disso, não apresenta textos e vídeos para complementar o aprendizado;
  • Busuu – um bom aplicativo com versão gratuita (muito limitada) e paga (bem mais ampla). Melhorou bastante sua interface de navegação, mas o ponto positivo mesmo é poder enviar textos e áudios para nativos no idioma estudado corrigirem. E você pode fazer isso mesmo sem pagar!
  • Anki – eu já falei aqui o quanto subestimei essa ferramenta mais foi só começar a usar e recordar como flashcards podem ser poderosos?
  • YouTube – há alguns canais no YouTube bem legais, tanto com lições básicas de espanhol quanto com material genuinamente produzido em espanhol. Em minha opinião, para quem quer desenvolver a capacidade de ouvir, YouTube e LiveMocha são ferramentas essenciais.

Cuidado com devoradores de tempo

E aqui está o maior problema que enfrentei. Como disse, após alguns dias estudando senti-me um pouco frustrado, pois a parte de leitura e escrita estava parecendo fácil demais, mas aí quando começou a melhorar (com a leitura de um livro e anotação de termos mais difíceis em flashcards) reapareceu em minha vida um dos meus maiores vilões: joguinhos! XD

Nesse caso, por acaso esbarrei em um jogo para Android chamado Mobile Strike e comecei a jogá-lo. Achei-o tão interessante que paguei pelo pacote mais básico como forma de apoiá-lo ($4.99) e aí tornou-se um problemão, pois com tudo o que ganhei no jogo acabei desperdiçando muito tempo nele e estudando quase nada de espanhol nos últimos três ou quatro dias – o que, para uma meta de aprender em 30 dias, significa muita coisa!

Bem, “devorador de tempo” encontrado, agora só me resta afastá-lo e voltar às minhas atividades. Assim sendo, meus próximos passos provavelmente serão:

  • Treinar a escrita, traduzindo os artigos do Clube do Dinheiro para espanhol;
  • Recuperar as lições esquecidas nas plataformas Duolingo e Busuu;
  • Procurar um professor/tutor de espanhol para desenvolver a capacidade de comunicação.
  • Ao menos dobrar a quantidade de flashcards já elaborados (até agora tenho um total de 73 cartões).

E você, também está no #Desafio30Dias para aprender espanhol? Se sim, comente aqui qual está sendo sua estratégia de aprendizagem!

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Aprender espanhol em 30 dias! Topa?

Buenas noches! Alguns dias atrás (creio que na sexta-feira ou no sábado), estava revisando os favoritos salvos no Google Chrome (sim, aqueles mesmos, em que a gente salva milhares de artigos para “ler mais tarde” e nunca lê…) e lembrei-me que certa vez pensei em aprender espanhol. No caso, meus favoritos referiam-se a materiais para aprender mais (ou melhor) em menos tempo.

Aprender espanhol em 30 dias. Desafio aceito!

Lendo aqui e acolá, eis que encontro um artigo de Paulo Ribeiro publicado no blog Papo de Homem justamente sobre Como aprendi espanhol em 30 dias. Nem preciso dizer que aquele artigo atiçou minha curiosidade e vontade. Eu até estava pensando em fazer o mesmo porém com um prazo um pouco maior (90 dias), mas há uma grande desvantagem em “prazos longos”: você perde a motivação no meio do percurso (li sobre isso em um artigo justificando a importância de focarmos em projetos curtos).

Por exemplo, quando iniciei um projeto para desenvolvimento de um aplicativo para aprendizagem de línguas, decidi voltar aos meus estudos de língua inglesa com o foco em melhorar a parte de conversação, mas acabei me dando um prazo tão longo que os resultados tornaram-se bastante lentos e, com isso, acabei por me desanimar. Assim, a proposta de “enxugar” o deadline de 90 para apenas 30 dias soou-me como uma loucura bastante desafiadora! 🙂

“E por que espanhol e não inglês?”, você pode estar se perguntando. Simples, como em língua inglesa já estou bem avançado quanto à parte de leitura (e mediano na parte de escrita) e meus problemas seriam somente com a parte de conversação, achei que era melhor procurar uma língua em que eu começasse praticamente “do zero”: sou capaz de ler normalmente muitos textos em espanhol, mas não tenho um vocabulário tão aprofundado e praticamente zero em todo o restante. Além disso, escolher uma nova língua praticamente “do zero” permite-me criar um “diário” de tudo o que usei durante a aprendizagem e que será mais tarde publicado aqui.

E estou anunciando aqui para assumir tal compromisso publicamente! Assim sendo, tenho todo o mês de maio para aprender o básico de espanhol, pelo menos o suficiente para manter um diálogo de 10 minutos com uma pessoa que fale a língua espanhola nativamente! Tentarei agendar um conversa com alguém para realizar tal “avaliação final” para o dia 02 de junho (sexta-feira).

E aqui vai um pouco do que tenho feito até agora:

  • Li e tomei nota de dicas e estratégias para aprender uma nova língua rapidamente a partir de alguns artigos e apresentações disponíveis na Internet;
  • Revisei aplicativos em meu iPad para aprendizagem de línguas (parece que, dos que eu já tinha instalado, somente o Busuu permite a aprendizagem de espanhol);
  • Elaborei um miniplano de ação, bem simples, que deve ser colocado em prática a partir de hoje;
  • Já comecei a utilizar o Busuu para aprender espanhol (mas acho ele um bocado chatinho às vezes, há algum outro mais no estilo do “LinguaLeo” só que para espanhol?).

O que farei agora:

  • Identificar qual o melhor app ou website para aprender espanhol;
  • Determinar se vale a pena pagar pelo mesmo ou não (no caso do Busuu, eu posso pagar uma assinatura de um ano e usá-la para treinar outros idiomas após este experimento);
  • Revisar e começar a executar meu miniplano.

Sim, sei que a meta é demasiadamente ambiciosa. Como disse, não espero virar um poliglota ou estar apto a viajar para um país que fale a língua espanhola apenas com 30 dias de treinamento, mas considero um excelente desafio para forçar-me a dar o primeiro pontapé.

E aí, mas alguém comigo nesse desafio? Você também não deseja aprender espanhol? Que tal um #Desafio30Dias ?

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Como um estudante pode ganhar dinheiro de graça?

Eis a frase que acabo ler em meu Twitter: Como um estudante pode ganhar dinheiro de graça? Trata-se da pergunta de um estudante publicada na Internet (em inglês) e que chegou até mim graças a um tweet de jcalberto. A página onde está a pergunta em questão é esta aqui (link removido, a página não está mais disponível).

UPDATE: Este texto foi escrito originalmente em outubro de 2009 e ainda se encontra bastante útil e válido. Mesmo assim, estou revisando, expandindo e republicando o mesmo a fim de torná-lo melhor.

Imagem sobre como estudante pode ganhar dinheiro

Nós já comentamos sobre tantas formas de ganhar dinheiro na Internet que acredito que já respondemos ao menos parcialmente esta pergunta, mas achei a pergunta interessante e merecedora de uma resposta única, por se tratar de um caso em especial (um estudante que quer ganhar dinheiro) sob condições especiais (sem gastar dinheiro).

Em toda forma de ganhar dinheiro, é perceptível a importância de dois elementos: tempo (para desempenhar cada uma das tarefas) e dinheiro (para adquirir serviços e produtos necessários para o empreendimento ou delegar tarefas). Quanto menos você dispor de um deles, mais você precisará dispor do outro e como a nossa proposta é não gastar dinheiro, significa que nós precisaremos dispor de muito tempo (por sorte, trata-se de um empreendimento de um estudante 🙂 ) e uma boa estratégia para que tudo funcione.

Tempo, dinheiro e estratégia adequada. Esses três elementos podem significar o sucesso (quando bem empregados) ou o fracasso de qualquer empreendimento. Agora, nós precisamos saber quais os melhores tipos de empreendimentos que um estudante (principalmente aqueles que se encontram no ensino médio ou iniciando cursos universitários, situação da maioria dos jovens estudantes quando começam a buscar oportunidades de ganhar dinheiro) pode iniciar visando um bom retorno.

Bem, vamos agora apontar cada estratégia bem como as implicações de cada uma…

1. Escrever e vender artigos

Esta é uma estratégia bem simples e que remunera diretamente pelo tempo empregado, isto é, você recebe por cada artigo. A principal vantagem é que o retorno financeiro é rápido, já que você será pago de acordo com o volume de artigos produzidos. A maior desvantagem é o fato de que cada artigo será remunerado somente uma vez (exceto se você não o vender com exclusividade, algo complicado de acontecer, já que ninguém quer ter um artigo que é igual ao de muitas outras pessoas).

Outro problema pode ser estabelecer-se no mercado, criar a sua marca, principalmente se você não quer gastar nada, o que o forçará a usar algum serviço de hospedagem gratuito ou um hosted blog para criar um espaço próprio onde possa divulgar os seus trabalhos.

Se você está começando nessa área agora, aconselho que crie o seu espaço para divulgação (pode ser um blog ou um site), leia e aprenda muito sobre SEO (otimização para motores de busca, em uma tradução livre), escreva e publique lá alguns artigos sobre os diversos assuntos em que você deseja aceitar trabalho e busque fortalecer seus contatos (networking) com bloggers, webmasters e outras pessoas que possam necessitar de seus serviços.

UPDATE: Alguns websites em que você pode oferecer seus serviços são:

É possível escrever artigos e submetê-los em sites especializados em venda de artigos, o que o ajudaria na tarefa de conseguir compradores em potencial.

Outra medida interessante é escrever um guest post (isto é, um post como convidado, em uma tradução livre) para blogs com grande visibilidade, como forma de atrair possíveis clientes e divulgar suas atividades.

Em alguns casos, é permitida a publicação da identificação do autor original (como é o caso dos guest posts) e em outros não (assemelhando-se ao trabalho dos ghost writers).

Plano de ação:

  1. Abra contas em sistemas de pagamento online (PagSeguro e PayPal) e associe seus dados bancários a elas;
  2. Crie seu próprio blog ou website para oferecer seus serviços como escritor;
  3. Crie contas e procure oportunidades de trabalho em websites onde possa vender seus serviços como escritor (TextBroker, Fiverr, iWriter, iNeedArticles, UpWork, Freelancer etc.);
  4. Aprenda sobre SEO e especialize-se na produção de conteúdo para alguns nichos;
  5. Tente construir um bom relacionamento com blogs e websites naqueles nichos;
  6. Busque oportunidades para divulgar seu nome e seus serviços.

2. Escrever e publicar artigos em sites que oferecem comissões

Outra ideia que você pode utilizar e que muito se assemelha à anterior é escrever e publicar artigos em sites onde você pode ganhar comissões a partir dos anúncios ou produtos vendidos pelos sites. Dois são os sites mais citados com essa função Há um website bastante conhecido que pode ser usado com essa finalidade, caso domine inglês: HubPages. No passado, outro website bastante popular e com essa finalidade era o Squidoo, mas infelizmente o mesmo foi vendido e incorporado pela HubPages e todos os artigos em língua não-inglesa foram apagados – inclusive os meus. 🙁

No HubPages, você pode criar páginas (chamadas hubs ou hubpages) focadas em algum assunto (como ganhar dinheiro na Internet, por exemplo) e então explorar ao máximo aquele assunto naquela página. Você pode criar quantas páginas quiser e sua rentabilização será por meio de anúncios Google Adsense (você precisa ter uma conta Google Adsense vinculada à sua conta de usuário), Text Link Ads, vendas de produtos eBay e outros. A maior vantagem é quanto ao potencial de rentabilização, que segundo comentários de vários outros bloggers, é melhor do que no Squidoo. Por outro lado, o HubPages aceita somente páginas em língua inglesa e elas somente podem ser publicadas após sua finalização, podendo serem removidas do ar caso alguma regra seja violada.

O Squidoo segue o mesmo processo (lá, as páginas são chamadas lens ou squidoo lens), onde você determina sobre qual assunto quer falar e então cria uma página explorando ao máximo o assunto. Também pode criar quantas páginas quiser e a rentabilização acontece por vários tipos de anúncios e vendas de produtos. A principal diferença é que, apesar de ter um potencial de rentabilização menor, você pode criar sua lens em qualquer idioma (inclusive em língua portuguesa – eu tenho algumas em inglês e em português lá 🙂 ) e há mais tolerância nas regras. UPDATE: Como disse, o Squidoo deixou de existir, então esqueça-o. Mas você pode ler aqui sobre meu experimento frustrado em ganhar dinheiro no Squidoo.

O cadastro é gratuito e, claro, quanto mais páginas relevantes você tiver, maior a possibilidade de remuneração. Entretanto, devo avisar que não é tão fácil conseguir tráfego.

Infelizmente, se você consegue de R$ 5,00 a R$ 50,00 por um artigo quando o vende (o valor varia de acordo com o tipo de assunto – niccho – e a sua experiência), não espere conseguir ganhar o mesmo em um único artigo nos primeiros três meses ou mais – lembre-se que agora você não o está vendendo, o artigo continua sendo seu, e você está ganhando somente em cima dos anúncios.

Caso opte por essa estratégia, invista seu tempo a criar muito conteúdo (quantidade e qualidade das páginas), bem como em divulgar as mesmas (conseguir backlinks). Por experiência própria, considero a estratégia anterior e a próxima melhor do que esta, mas caso domine a língua inglesa e deseje experimentar, segue um passo-a-passo…

Plano de ação:

  1. Crie sua conta de usuário em HubPages;
  2. Aprenda sobre SEO e especialize-se na produção de conteúdo para alguns nichos;
  3. Escreva conteúdo de ótima qualidade e com apelo comercial;
  4. Busque oportunidades para divulgar suas hubs em outros lugares;
  5. Abra contas no PayPal quando tiver saldo suficiente para resgatar.

3. Criar o seu próprio website/blog

Ao criar um website ou blog próprio você está criando um espaço seu na Internet que, dependendo de como você administre, pode ser desastroso ou rentável (principalmente no médio e longo prazo).

Com blogs e sites, há várias formas de ganhar dinheiro. Você pode ganhar dinheiro escrevendo e publicando reviews pagos (artigos onde você fala sobre determinado assunto, produto ou empresa a fim de apresentar seus produtos e serviços), por meio de anúncios e publicidades (direta ou indiretamente), apresentando seus serviços etc.

A principal vantagem de criar um blog ou website em relação às anteriores é que você cria um espaço realmente seu – seu conteúdo não é mais de outrém ou exibido em um website de terceiros, mas em um lugar que é realmente seu!

A maior desvantagem, claro, é que você será responsável por tudo: escolha de domínio, hospedagem, configuração do sistema, upload de conteúdo, divulgação (muita divulgação!) etc. E por ser algo novo, leva mais tempo para começar a faturar dinheiro (o que significa que no início pode demorar mais para começar a ter ganhos significativos), mas você poderá conseguir, principalmente no longo prazo, melhores resultados!

Se você está interessado nessa abordagem, aconselho fortemente a leitura do nosso curso Como ganhar dinheiro na Internet, pois ele lhe dará uma base de conhecimentos muito boa para que saiba como progredir. Não vou incluir um plao de ação aqui, pois as formas de ganho são muito variadas, então é melhor ler o material do curso para saber mais sobre.

4. Já pensou em programas de afiliados?

Affiliate Marketing, marketing de afiliados ou simplesmente programa de afiliados é uma excelente oportunidade para ganhar dinheiro. Se você fizer alguma pesquisa em sites, blogs, fóruns e comunidades, perceberá que há muita gente a ganhar dinheiro (ou ao menos a tentar) com programas de afiliados.

Há diversos tipos de programas de afiliados e cada um apresenta estratégias específicas para que possa ganhar dinheiro. No caso de programas de afiliados de lojas virtuais como o eBay, Amazon, Afiliados.com.br (engloba Submarino, Americanas e outros) etc. há aqueles que criam sites ou plugins para sites que praticamente criam mini-lojas virtuais específicas em determinados tipos de produtos.

Já no caso de programas de afiliados como o Google Adsense, AdBrite (faleceu!), UOL Afiliados, Boo-Box e HotWords, geralmente o conteúdo publicado guia o tipo de propaganda que aparecerá ali, o que pode levar a uma maior preocupação quanto à formatação do conteúdo. Qual deles paga melhor? O ideal é você experimentar cada um – usei por muito tempo Google Adsense e HotWords em meus blogs e Adsense sempre pagou muito melhor.

Um último tipo é aquele promovido por marketplaces como ClickBank e Hotmart, nos quais você tem acesso a listas de produtos com vendas comissionadas e você pode, então, dirigir tráfego às páginas daqueles produtos e receber uma comissão (geralmente variando de 20% a 50% do valor do produto) quando a venda é realizada. Como as comissões aqui são mais altas do que nos casos anteriores, influenciadores (isto é, pessoas bastante reconhecidas em seu nicho) geralmente optam por esta forma ou mesmo pela criação e venda de seus próprios produtos ou serviços.

Enfim, cada programa de afiliados é bastante específico, o que exige, portanto, alguma preparação e tempo para que melhor construa uma estratégia com os recursos de que dispõe, adaptada ao tipo de programa selecionado.

Plano de ação:

  1. Escolha um nicho de seu interesse e com apelo comercial (você pode conferir nos vários programas de afiliados quais nichos e produtos são mais interessantes);
  2. Adquira um bom nome de domínio e hospedagem e construa seu próprio website naquele nicho;
  3. Inscreva-se em programas de afiliados que tenham produtos ou anúncios relevantes para o seu nicho (talvez uma boa combinação seja Google Adsense, Hotmart e Afiliados.com.br);
  4. Planeje, elabore e publique conteúdos relacionados a produtos daquele nicho – foco principalmente no título, para atrair a atenção do leitor;
  5. No caso de divulgação de produtos de lojas virtuais e programas como ClickBank e Hotmart, pesquise nos mesmos por bons produtos que se encaixem em seu nicho. Sempre que possível, experimente realmente o(s) produto(s) que deseja divulgar – eu, por exemplo, uso e recomendo o web app Stencil.

Bem, estas são estratégias que você pode adotar para ganhar dinheiro pela Internet, mas recebi alguns comentários perguntando como o estudante pode ganhar dinheiro na própria escola/universidade, sem precisar empreender online. Seguem abaixo, então, algumas maneiras disponíveis…

5. Atente-se a programas de bolsas

A depender da situação financeira de sua família, nível de conhecimentos que você possui e/ou interesse em participar de projetos de pesquisa/extensão, há diversos editais promovidos por universidades, institutos federais e órgãos de fomento à pesquisa em que você pode participar. De minha experiência como professor-pesquisador e ex-coordenador de curso, alguns dos tipos de editais que podem atraí-lo são:

  • Auxílio financeiro (moradia, transporte etc.) – leva em consideração sua renda familiar, oferecido somente a estudantes de baixa renda e não exige contrapartida além da frequência e aprovação nas disciplinas;
  • Monitoria / Partilhando saberes – leva em consideração seu conhecimento em certas disciplinas de seu curso, já que você estará monitorando uma turma ou acompanhando os estudos de um colega específico;
  • Projetos de pesquisa/extensão – leva em consideração seu interesse e desempenho escolar e em entrevistas junto ao professor coordenador da pesquisa, tendo duração de 10 a 12 meses e valor de bolsa varia de acordo com o tipo de edital e instituição pagadora;
  • Estágios – leva em consideração seu desempenho em entrevistas e seguem as novas regras de estágio (algumas instituições inclusive fixam uma duração máxima dos estágios).

Plano de ação:

  1. Informe-se junto à Coordenação de Assistência Estudantil de sua instituição sobre possíveis editais;
  2. Converse com professores de sua instituição que geralmente lançam projetos de pesquisa ou extensão;
  3. Acompanhe publicações em mural de sua instituição referentes a possíveis editais de monitoria ou de outros programas;
  4. Lembre-se que você precisa manter sempre um bom desempenho escolar e nas atividades em que participa.

6. Ofereça serviços de tutoria ou reforço escolar

Muitos alunos que estão tendo um desempenho fraco podem conseguir resultados muito melhores se conseguem suporte extra-classe. Infelizmente, nem sempre o professor (por limitações de tempo) pode oferecer esse suporte individualizado a todos, configurando-se aí uma excelente oportunidade para aqueles que são bons alunos e conseguem compartilhar seu conhecimento com outros.

Em universidades, por exemplo, é bem comum encontrar cartazes nos murais oferecendo reforço escolar em disciplinas de Cálculo, Física, Inglês, Francês, Programação etc. O mesmo pode servir para alunos de cursos técnicos ou de ensino fundamental/médio – o que você precisa é demonstrar competência no ensino do conteúdo, ter um ambiente adequado para a tutoria, um preço acessível e caprichar na divulgação!

Plano de ação:

  1. Defina em quais disciplinas você possui domínio suficiente para auxiliar outras pessoas;
  2. Elabore e fixe cartazes (podem ser impressões simples em folha A4 e preto-e-branco mesmo) para divulgar seus serviços;
  3. Se trabalhando com alunos de ensino fundamental ou médio, entregue panfletos aos mesmos ou tente conversar com os pais dos mesmos na saída da escola;
  4. Tenha um ambiente para estudos com os seus alunos bem organizado e agradável.

7. Revise trabalhos escolares

A dificuldade de um é a oportunidade de outro, não é mesmo? Pois bem, muitos alunos possuem dificuldades em realizar uma boa revisão de seu trabalho escolar. Alguns problemas comuns são: erros ortográficos, de pontuação ou gramaticais; problemas de coesão ou coerência; abordagem de conteúdo superficial demais; dificuldades em digitação do trabalho; redação do texto fora do padrão da ABNT.

Viu aí uma oportunidade? E das grandes, pois esse tipo de serviço é interessante para um vasto público, desde alunos de ensino fundamental a estudantes de pós-graduação! Entretanto, vale lembrar que você pode ajudar na correção de diversos problemas do documento e até mesmo orientar quanto a melhorias no mesmo, mas não é ético fazer o trabalho por outra pessoa!

Plano de ação:

  1. Pegue alguns de seus melhores trabalhos já feitos (não para terceiros, seus próprios trabalhos escolares!), revise-os e publique-os em PDF em um blog ou website seu (servirá para mostrar a qualidade de seu trabalho);
  2. Mais uma vez, elabore e fixe cartazes (podem ser impressões simples em folha A4 e preto-e-branco mesmo) para divulgar seus serviços;
  3. Se trabalhando com alunos de ensino fundamental ou médio, entregue panfletos aos mesmos ou tente conversar com os pais dos mesmos na saída da escola;
  4. Tenha um ambiente para estudos com os seus alunos bem organizado e agradável.

8. E por que não uma combinação de estratégias?

Em minha opinião, você não deveria ficar preso a uma única estratégia de ganhar dinheiro, até porque a combinação de várias estratégias pode trazer-lhe vantagens. Você pode usar seus artigos publicados no HubPages para conseguir mais backlinks para o seu blog/website, bem como usar este para divulgar seu trabalho como escritor freelancer, sem esquecer de empregar da melhor forma possível os vários programas de afiliados e ainda assim buscar oportunidades de estágio, bolsas de pesquisa etc. Lembre-se que muitas dessas oportunidades podem apresentar grande variação de demanda ao longo do tempo, então estar “antenado” com mais de uma estratégia ajuda a ter sempre “um servicinho aqui e ali”.

Faça uma “estratégia combinada”, definindo como cada coisa vai ajudá-lo a ganhar dinheiro ou trazer tráfego/clientes para as demais. Se desenvolvida de forma adequada, a combinação de estratégias pode maximizar seu potencial de ganhos sem que lhe traga muito mais trabalho.

Em contrapartida, uma estratégia combinada pode levá-lo a desperdiçar esforços com coisas que não são rentáveis ou úteis para o objetivo como um todo, roubando-lhe tempo precioso que poderia empregar nas demais coisas. Como sempre, não há “a melhor solução”. Você deve pesar todos os prós e contras e escolher a melhor solução para você ganhar dinheiro.

E então, já decidiu como você vai ganhar dinheiro? Possui outras sugestões? Comente conosco!

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Procrastinação não é seu único vilão

Já dissemos aqui que você pode dobrar sua produtividade e ganhar ainda mais. Sim, parece bem óbvio: se eu ganho X por fazer Y, se consigo fazer 2Y deveria ganhar 2X. Apesar de não ser essa proporção exata entre produção e ganho, caso siga o que falamos naquele artigo poderá melhorar até quatro vezes o seu retorno. O problema é que há um grande vilão impedindo muitos de alcançarem sua máxima produtividade e, para muitos, esse vilão é a procrastinação. Bem, neste artigo vou apontar-lhes que não é a procrastinação seu maior vilão, ou pelo menos o único vilão.

Resposta curta: Procrastinar não é bom, mas é normal na vida de todos. Você é quem deve encontrar as causas da procrastinação, combatê-las e implantar hábitos que levem a uma rotina produtiva. Agora vamos explicar por quê…

Procratinação é seu único vilão? Talvez, só que não.

Todo mundo procrastina de vez em quando

Isso é fato, não há esse super-herói que consiga ser 100% produtivo em sua rotina diária e jamais se distraia ou faça alguma outra coisa no lugar das tarefas mais importantes. E isso ficou ainda mais claro para mim lendo os artigos de Tim Ferriss, autor de Four Hour Workweek,  que confessa que ele próprio às vezes se descobre procrastinando, desperdiçando tempo quando deveria cumprir alguns itens de sua lista. O segredo, segundo ele, é perceber quando está procrastinando, voltar ao trabalho e focar sempre em cumprir primeiro as tarefas de maior valor.

Aproveito então para complementar com algo bem legal que aprendi lendo o livro Como o Coaching Funciona: simplesmente dizer “não cumpri aquela tarefa porque procrastinei (ou por preguiça), preciso ser mais disciplinado” pode não ser a melhor reflexão a ser feita. Talvez você não esteja somente com preguiça, talvez haja alguma razão interna que o impede de cumprir aquela tarefa – e, se tudo o que fazemos é afirmar de forma vaga que “procrastinamos” e precisamos de “disciplina”, estaremos desviando nossa atenção para aquilo que pode ser a verdadeira causa.

Listarei a seguir três possíveis fatores que podem estar levando-o a procrastinar…

Indisposição ou problema de saúde

Talvez você saiba que precisa passar mais tempo sentado para cumprir aquela tarefa, mas a sua coluna não está deixando (ei, você deveria procurar um médico!). Ou talvez você precise planejar uma ação de marketing para a sua loja, mas você não dormiu bem nas últimas duas semanas.

Ninguém é de ferro, então se você não cuidar de sua saúde (física, mental e emocional) é bem provável que não consiga cumprir todas as suas tarefas – e se você somente está culpando a procrastinação, provavelmente seus problemas vão se agravando lentamente e sua produtividade caindo ainda mais.

Não está alcançando resultados suficientes

Às vezes, é bem difícil continuar executando uma tarefa diariamente se não estiver conseguindo resultados suficientes. Por exemplo, se todos os dias você elaborar e publicar três ou cinco novas imagens publicitárias nas redes sociais, mas ao final do dia não conseguiu novas vendas devido a essa ação, provavelmente não se sentirá tão à vontade para continuar executando aquela tarefa, mesmo sabendo que é preciso, já que marketing em redes sociais melhora o alcance ao seu público-alvo – principalmente se você estiver vendendo pela web para todo território nacional.

O que fazer nesses casos então? Recomendo que analise bem por que não está conseguindo resultados. Talvez você somente esteja sendo um pouco precipitado, mas há chances também de que não esteja alcançando a audiência correta – e se o problema for este último, quanto antes corrigi-lo, não somente se sentirá mais motivado a continuar, mas também conseguirá mais vendas. E, claro, talvez a tática/estratégia que você esteja adotando seja ultrapassada e tais tarefas não valem mais a pena serem executadas.

Você realmente não quer fazer isso

Vamos supor, então, que o problema não é de saúde ou indisposição ou por não ver resultados – talvez até já esteja conseguindo-os -, mas mesmo assim você não consegue cumprir algumas de suas tarefas. Nesse caso, é bem provável que o grande problema é que você não possui nenhuma afinidade com a tarefa.

Tome como exemplo a necessidade de planejar, elaborar e publicar conteúdos para uma estratégia de marketing de conteúdo. Talvez você até goste da parte de planejamento e publicação, mas a elaboração de artigos, apresentações, vídeos e relatórios em PDF não são o seu forte – e quanto mais você tenta fazê-los, mais você repele tal tarefa, talvez até inconscientemente.

Nesse caso, mais uma vez não basta apenas dizer que o problema é a procrastinação – você precisa resolver a causa dela, que no caso seria a falta de afinidade. Se seu problema for similar ao que expus no parágrafo anterior, possa ser que você não goste muito de escrever por alguma deficiência. Nesse caso, você possui duas alternativas: delegar a tarefa a outra pessoa (o que significa pagar para tê-la feito) ou continuar a fazer você mesmo (o que exigirá primeiro aperfeiçoar-se para minimizar suas deficiências).

Já segui ambos os caminhos e aquele em que você possui melhor controle da qualidade final é aquele em que você mesmo cumpre a tarefa, mas na medida em que seu empreendimento vai prosperando ou você vai ascendendo em sua carreira profissional, nem sempre poderá fazer tudo você mesmo e terá que decidir se é melhor fazer ou delegar.

Enfim!

Dizer que a procrastinação é o único vilão é o primeiro passo para não resolver o problema. Você precisa se perguntar quais são as causas e descobrir o que pode fazer para reverter tal quadro.

A vida não é fácil. Sua rotina provavelmente não é nada fácil. Mas cada tarefa que não cumpra agora trará consequências mais tarde, assim sendo, siga os conselhos de David Allen (autor de Getting Things Done, no Brasil, A Arte de Fazer Acontecer) e Eben Pagan (autor do curso Wake Up Productive 2.0) e dê atenção e cumpra cada tarefa dentro do seu tempo somente uma vez, evitando desperdícios e focando naquilo que lhe trará mais resultados.

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Marketing Digital na Prática em 2017

O tempo passa, o tempo voa e a poupança… Ops, música errada, na verdade não está na hora de cantar e sim conversar um pouco sobre Marketing Digital e expectativas para o ano de 2017 – que, por sinal, já estamos no mês de abril, então estamos bastante atrasados.

Resposta curta para o artigo de hoje: automação em marketing e marketing de conteúdo são peças-chave na estratégia de marketing digital em 2017. Agora vamos detalhar essa história…

Marketing Digital na Prática

Evolução do marketing digital

É incrível como ao longo do tempo muda completamente o que aparentemente significa Marketing Digital. Quem possuía algum negócio online até o ano de 2004 ou 2005, deve lembrar que a principal estratégia de marketing na web girava em torno de identificar milhares de palavras-chave e conseguir posicionar-se bem para elas por meio de milhares de páginas – era uma época em que SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização para Motores de Busca em português) tratava-se basicamente de “keyword stuffing”, isto é, entupir páginas com palavras-chave.

Não demorou muito e tal estratégia foi aos poucos caçada pelos motores de busca, mas ainda havia uma oportunidade para conseguir posicionar-se bem: conseguir backlinks – milhares deles. Bem, essa tática funciona até hoje, mas há uma grande diferença entre o que vemos agora e o que acontecia há 7 ou 9 anos atrás: valia quase qualquer tipo de backlink e muitos websites com qualidade muito baixa acabavam sendo utilizados nesse estratagema.

Não é preciso dizer que a Google realizou atualizações críticas (e constantes) em seu motor de busca, levando a grandes mudanças nos rankings das buscas, o que “chutou” muitos spammers para fora do Google Search – infelizmente, muitos pequenos websites de qualidade também foram prejudicados, como foi o nosso caso, que perdemos de lá para cá cerca de 80% de nosso tráfego. Em outras palavras, a era do “SEO fácil” estava terminando – ou talvez não, ainda há pessoas que dizem se posicionar bem com táticas totalmente automatizadas, sei lá qual o “segredo” deles.

Enquanto a tática de “massive linkbuilding” saía de cena, outra grande oportunidade aparecia: as redes sociais. Uma vez que você poderia encontrar quase qualquer pessoa nas redes sociais, muitas empresas começaram a apostar nas mesmas como melhor forma de alcançar sua audiência. Mas enquanto isso parecia bem fácil no início (saudades de quando podíamos seguir 1.000 pessoas de uma vez só no Twitter!), hoje todas as redes sociais incluíram diversos mecanismos, não somente “anti-spam” (tudo bem, tenho que admitir que eu não conquistava 1.000 novos amigos reais todo dia!) mas também “anti-pequenas-empresas”, pois mesmo que você tivesse uma audiência real e ativa de 100.000 seguidores, somente uma fração dela receberia realmente suas atualizações – isso aconteceu primeiro no Facebook, depois no Twitter e tenho certeza de que não demorará muito e isso acontecerá em todas as outras também.

Isso quer dizer que “SEO está morto”? Ou que não vale mais a pena investir em marketing em redes sociais? Não para ambas as perguntas. O que acontece é que não dá mais para ficar apenas “jogando com o sistema”. O “sistema” é forte, é maior que você. Não somos nós que determinamos como as nossas mensagens vão aparecer nas redes sociais ou em qual posição apareceremos nos motores de busca. Assim, é necessária uma postura diferenciada, planejando e executando uma estratégia de marketing que não vá contra as regras impostas (eu só tive umas três contas banidas no Twitter até hoje, acho! 🙂 ).

Entram em cena a automação em marketing e o marketing de conteúdo

Parece loucura, após comentar o quanto os motores de busca e redes sociais estão combatendo o spamming (e consequentemente automação excessiva em suas plataformas), dizer que a automação em marketing terá um papel fundamental, mas é preciso entender que estamos falando de automação que facilita identificar o perfil de seu visitante, segmentar conteúdo para o mesmo, coletar seus dados e oferecer informação e produtos que ele precisa. Automação em redes sociais, hoje, deve ser empregada de forma muito mais cuidadosa para não infringir regras ou irritar seu público-alvo.

E como criar uma boa estratégia de marketing que envolva automação mas que não irrite motores de busca, redes sociais ou seu público-alvo? Simples, ofereça conteúdo de qualidade no momento em que eles desejam – entra aqui, então, o papel do marketing de conteúdo como parte de sua estratégia de marketing. Marketing de conteúdo envolve desde o planejamento do conteúdo à sua distribuição, passando pela segmentação da audiência, reutilização do conteúdo em diversos formatos e plataformas etc.

Parece muita coisa, eu sei, mas o que quero informar-lhe hoje, de forma bem breve e simplificada, é: se você tem seu próprio negócio ou está planejando ter um compreender como adotar marketing de conteúdo e ferramentas para automatizar parte do processo em seu plano de marketing será fundamental para levar valor até seu público-alvo e destacar-se nos mais diversos canais de tráfego.

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Vale a pena ser revendedor da Hinode?

Em minha conta no Twitter, recebi uma pergunta de meu mais novo amigo FaustoMefistofeles sobre um dos negócios de MMN que podemos ver por aí (e sobre o qual ainda não conversamos aqui): vale a pena ser revendedor da Hinode? Bem, para não perdermos o costume, vamos à resposta curta e à toda sua explicação, não é?

Resposta curta: não, em minha opinião não vale a pena, por razões similares às que apontei sobre a Polishop.com.vc. Agora, vamos por partes…

Modelo de negócios com alto custo para entrar e se manter

Mais uma vez temos uma empresa oferecendo-lhe a “oportunidade” para trabalhar para com ela por “somente” R$ 2.220,00! Isso mesmo, os planos oferecidos variam de R$ 240,00 a R$ 2.220,00, como pode ser visto em VendedorHinode.Com.Br (aliás, ainda mencionam a necessidade de adquirir um “Kit de Negócios” no valor de R$ 99,00!), mas a única opção com “vantagens reais” é adquirir o plano mais caro (o Executivo Top), pois o valor de comissões e bônus por recrutamento dependem do plano que você adquiriu (em um vídeo que listarei adiante você verá comentários sobre uma pessoa trabalhando com o plano básico receber somente R$ 10,00 ao recrutar alguém que adquira o plano mais caro).

Certo, então é muito caro para entrar, mas e depois disso? Bem, depois disso você deve gastar mensalmente pelo menos R$ 200,00 a fim de se manter ativo, caso contrário não receberá seus bônus naquele mês. Além disso, caso permaneça seis meses ou mais sem gastar o mínimo de R$ 200,00 será excluído permanentemente! Em outras palavras:

  • Você paga caro para entrar;
  • Você paga caro para se manter todo mês ou fica sem receber bônus caso tenha conseguido recrutar alguém;
  • Se não pagar, corre o risco de ser completamente excluído.

É, do ponto de vista do marketing multinível, esse não me parece um bom modelo de negócios para aqueles que estão começando ou não possuem uma grande rede de influência. Se você não possui tanto dinheiro para investir há outras opções de MMN ou programas de afiliados com custos muito mais baixos para entrar – talvez não sejam tão rentáveis por unidade de venda, mas você precisa focar em longo prazo. E no longo prazo você precisa ter uma rede grande o suficiente de clientes para produtos da linha de cosméticos.

Opinião do Reclame Aqui: não recomendada

Se você vai entrar em um novo negócio precisa pesquisar antes a opinião de afiliados e consumidores a respeito da empresa, se seus produtos cumprem o que prometem, se a empresa cumpre prazos na entrega e pagamento etc. E como melhor descobrir isso senão por meio de uma pesquisa no Reclame Aqui sobre a Hinode? A imagem abaixo sintetiza as reclamações acerca da empresa nos últimos 06 meses (levei em consideração o intervalo de 06 meses e não de 12 meses pois este último era ainda pior e como toda empresa tem o direito de melhorar ao longo do tempo, peguei o resultado mais próximo, já que era mais positivo):

Resultado de pesquisa no Reclame Aqui sobre a Hinode: não recomendada

E mesmo assim, mesmo observando somente os últimos 06 meses, percebemos que:

  • Menos de 35% das reclamações foram atendidas;
  • Somente 39% voltariam a fazer negócio com ela;
  • O tempo médio de resposta é quase 06 dias.

Se clientes e afiliados não estão muito contentes com a empresa e ela demora muito a tentar resolver os problemas, não é uma boa ideia trabalhar com ela. Mas sejamos justos, aparentemente está tentando melhorar: Se olhar o relatório dos últimos 12 meses, o tempo de resposta é de quase 25 dias, ou seja, a empresa aparentemente está tentando melhorar sua comunicação externa.

Confira abaixo a imagem da reclamação de um afiliado:

Reclamação de afiliado sobre a Hinode

Opinião de quem participou do MMN da Hinode: caia fora

Não, não vendi Hinode, entretanto busquei na Internet opiniões, críticas e desabafos de afiliados, tanto as positivas quanto as negativas. Mas quando se faz tal análise, percebe-se o “de praxe”: os únicos que elogiam são aqueles que estão tentando recrutar alguém. Você não encontra uma pessoa que hoje não está mais nesse negócio porém ainda o elogia, pelo contrário, há somente críticas.

Para apontar isso, trago aqui dois vídeos. O primeiro é a explicação de Diddo Costa sobre por que ele parou de indicar Hinode:

Enfim, critica mudanças que levaram a um foco ainda maior no recrutamento e plano top e reduziram os benefícios de quem foca na revenda dos produtos, que deveria ser o ponto central do negócio – o foco de todo negócio deveria ser vender seus produtos e não conseguir mais revendedores, isso por si só já é um sinal de que a empresa é quem ganha dinheiro com os revendedores e não o contrário! Em outras palavras, sem criticar os produtos e a empresa (que ele considera de grande qualidade), apontou falhas no atual sistema de MMN que introduziu um plano que obriga a pessoa a gastar mais se quiser realmente ganhar.

Já o canal Chega de Pirâmides publicou denúncia/desabafo de uma afiliada:

De forma resumida, ela expõe problemas na própria rede de afiliados, em que ocorreriam problemas de cadastramento de novos membros (isto é, recrutamentos de alguns estariam sendo contabilizados como de outros) e a liderança nada faz para corrigir, deixando-os a mercê da própria sorte.

E quanto à qualidade dos produtos?

Não sou usuário de produtos da Hinode, então não dá para opinar diretamente sobre ela. Mas encontrei a opinião do canal Perfumólatras sobre os produtos da Hinode bastante relevante:

Ou seja, diz-se que se vende um determinado produto como “parfum”, mas na verdade é somente desodorante colônia. Quanto ao odor, comenta ser OK, mas critica o preço, já que se tratam de similares de produtos importados, não os próprios. E teceu críticas àqueles que se defendem usando o argumento do reconhecimento pela Anvisa, tendo em vista o fato de que a Anvisa é muito permissiva para muitas empresas. #SóViVerdades

Hora do veredicto final…

Resposta longa: em minha opinião (e na opinião de Mudar Hoje, Joaldro, Hinode Jamais e vários membros do fórum da OuterSpace) Hinode não vale a pena. Há várias oportunidades reais para ganhar dinheiro, seja com MMN seja com programas de afiliados, que valem muito mais a pena. Não adianta sonhar com a ferrari que eles prometem se você vai precisar enganar e “pisar” sobre milhares para alcançá-la.

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Dobrando a sua produtividade para ganhar ainda mais!

Seja você profissional autônomo, funcionário de alguma empresa, dono do seu próprio negócio ou ainda um estudante, sabe que sua produtividade é muito importante para garantir que não somente cumpra todas as suas tarefas como também alcance melhores resultados financeiros mês após mês. Quem procrastina atrasa o início de tarefas importantes, o que poderá levar a um trabalho de má qualidade – ou nem mesmo fazê-lo. Quem não se planeja também sofre com a qualidade do trabalho final e ainda se sente sobrecarregado, como se sempre tivesse “coisas demais para fazer”. Quem nunca se sentiu assim, não é mesmo?

Como sei que alguns dos leitores do Clube preferem respostas rápidas, aqui vai o resumo deste texto:
1. Foque nas atividades de mais alto valor;
2. Planeje-se em nível mensal, semanal e diário;
3. Crie um ambiente de trabalho (ou estudo) apropriado;
4. Adote método e ferramentas para gestão das tarefas;
5. Defina uma rotina produtiva;
6. Realize tarefas “em batch”.

Ficou interessado? Legal, vamos então analisar cada um desses pontos e entender o que você pode fazer para alcançar no mínimo o dobro de produtividade em um prazo máximo de um mês!

Foque em maior produtividade e conseguirá resultados muito melhores.

Foque nas atividades de mais alto valor

Algum tempo atrás encontrei muitas referências boas sobre um curso em gestão de produtividade chamado “Wake Up Productive 2.0” (Acorde Produtivo 2.0, em português) de Eben Pagan. Infelizmente, quando fiquei sabendo o mesmo já não mais estava disponível, porém encontrei um resumo (cerca de 50 páginas em inglês) sobre o mesmo apontando os pontos mais importantes e gostei bastante dele. Uma das coisas legais que ele apresenta é uma pirâmide classificando as tarefas que fazemos no nosso dia-a-dia quanto à sua importância, que levaria a algo como:

  • Tarefas de mais alto valor – aquelas que contribuem com seus grandes objetivos e metas em vida. Talvez alcançar uma determinada posição social, cargo em uma empresa etc.
  • Tarefas de alto valor – aquelas que geram o dinheiro que entra em seu bolso. Se você possui um emprego, aquelas que você precisa cumprir no seu dia-a-dia; se você possui um negócio, aquelas que trazem ou retêm mais clientes ou alcançam mais vendas;
  • Tarefas de baixo valor – aquelas que não geram recursos e não contribuem com seus objetivos de vida, mas são necessárias para a sobrevivência. Por exemplo, as tarefas relacionadas com a limpeza de sua casa, lavar o carro, organizar o escritório etc. Geralmente são tarefas de manutenção;
  • Tarefas de valor nulo ou negativo – tarefas que, por serem desnecessárias e não gerarem retorno algum, estão somente “devorando” o seu tempo. Um exemplo ótimo é quando você diz que vai interagir com seu público-alvo no Facebook e passa uma hora olhando os comentários de seus amigos sobre a partida de futebol que rolou no sábado.

Resumindo: você deve focar as tarefas de alto valor e mais alto valor, pois são aquelas que fazem o dinheiro entrar bem como deixam-no um passo mais perto daquilo que o fará realmente sentir-se feliz. Já as tarefas de baixo valor devem ser delegadas (contratando uma pessoa para fazer a faxina ou organização de seus arquivos, por exemplo) e aquelas de valor nulo ou negativo devem ser eliminadas.

Recomendo que tente identificar quais tarefas do seu dia-a-dia encaixam-se em cada uma das quatro partes da pirâmide bem como quais tarefas podem deixá-lo um passo mais próximo de suas grandes metas de vida (elas compõem as tarefas de mais alto nível), pois somente conhecendo-as poderá determinar quais focar, quais delegar e quais eliminar.

O que você perceberá é que não é tão fácil assim eliminar todas as tarefas de valor nulo em sua primeira tentativa, pois muitas vezes as fazemos “por vício”: sabemos que não é produtivo passar duas horas no Facebook, mesmo assim o fazemos. Entretanto, com disciplina e reforçando tal comportamento todos os dias, você logo desenvolverá o hábito de não desperdiçar tempo.

Planeje-se em nível mensal, semanal e diário

Se você seguiu o primeiro passo, você já tem uma boa noção do que deve fazer – e isso é ótimo! Mas somente conhecer suas metas e tarefas para alcançá-las pode não ser suficiente, principalmente para metas complexas. Assim sendo, seu próximo passo é planejar!

Há várias formas de realizar um planejamento, mas uma mais simples e recomendada por muitos (inclusive por mim) é criar um planejamento em um nível mais alto (mensal, por exemplo) e somente quando for necessário refinar para níveis mais baixos (semanal e/ou diário).

Vamos supor que eu tenha a meta de escrever um livro sobre um tema qualquer. Entretanto, tenho meu emprego (sou professor) e minha própria vida (marido e pai de um menino de 8 anos e de um cachorro de 5 meses!). Nesse caso, para não me perder durante o processo, eu poderia planejar as seguintes macro-ações para cada mês:

  • Janeiro e Fevereiro – levantamento bibliográfico e fichamento dos principais livros sobre o tema em questão;
  • Março – definição da estrutura do livro e rascunho da introdução e primeiro capítulo;
  • Abril – rascunho do segundo e terceiro capítulos;
  • Maio – rascunho do quarto e quinto capítulos;
  • Junho – rascunho de capítulo com estudos de caso e revisão final do livro.

Assim, se eu cumprir a meta para cada mês, espero ter um livro escrito após aqueles seis meses. Claro, no início de cada mês eu refinarei aquela meta quebrando em metas menores para cada semana e, a cada semana, quebrarei em nível do que pode ser feito a cada dia. Isso ajuda a só se preocupar com esse nível de detalhes quando realmente for necessário, evitando estresse excessivo ao tentar planejar todos detalhes das tarefas logo no início.

Dica: geralmente somos otimistas demais quanto ao que conseguimos cumprir em um dado prazo, então geralmente eu dobro o prazo quando estou planejando em nível de mês ou semana. Em outras palavras, se acredito que uma tarefa levará duas semanas, aloco um mês inteiro para ela. Com o tempo, você saberá quanto demorará para cumprir cada coisa com maior precisão.

Crie um ambiente de trabalho (ou estudo) apropriado

Você já sabe quais tarefas merecem sua atenção e já definiu um plano para a execução das mesmas ao longo do calendário. Ei, estamos conseguindo algo realmente grande aqui! Agora precisamos ter certeza que o seu ambiente de trabalho (ou estudo) irá realmente ajudá-lo a cumprir cada uma daquelas tarefas conforme foi planejado. Um bom ambiente para tal deve:

  • Apresentar boa iluminação e ventilação. E não só isso, você deve sentir-se completamente confortável enquanto se encontra no mesmo;
  • Ter móveis e equipamentos necessários para as tarefas do dia-a-dia (mesa com computador e cadeira giratória confortável são o mínimo necessário, acredito);
  • Ser limpo e bem organizado, isto é, eliminar todo tipo de coisa desnecessária e manter bem perto e acessível aquilo que você usará mais frequentemente (dê uma boa olhada nos 5S para saber como melhor organizar o espaço de trabalho);
  • Evitar todo tipo de distração. Por isso é interessante que seja em um cômodo específico de sua casa, em que possa trabalhar sem ser interrompido. Ajudará também se, enquanto desenvolvendo tarefas críticas, você puder desligar celular, fechar clientes de e-mail, empregar uma música instrumental e focar somente na tarefa!

Adote método e ferramentas para gestão das tarefas

Agora que já temos o ambiente de trabalho ideal, precisamos de um método e ferramentas para gerir a execução das tarefas. Quem lê livros sobre gestão de tarefas/produtividade/tempo/etc. já deve ter visto alguns que são um punhado de dicas organizadas, mas não constituem um método realmente, mas isso não significa que não haja métodos, pelo contrário, há dois bastante famosos: o GTD e o ZTD. Como até hoje só estudei (e sigo) o primeiro, é dele que vou falar.

O método GTD nasceu no livro Getting Things Done (daí o nome) de David Allen e foi realmente um “boom” para a literatura sobre gestão de produtividade, por apresentar um método bem detalhado sobre:

  • Como encontrar e reunir todas as tarefas pendentes;
  • Como decidir se algo deve ser feito, delegado, arquivado ou eliminado;
  • Como decidir se algo é somente uma tarefa simples ou deve ser tratado como um projeto.

Li o livro e achei muito interessante (claro, senão eu não o seguiria!), caso queira lê-lo também, há uma versão em português, chamada A Arte de Fazer Acontecer. E se você quer ter uma noção do que é o GTD, você pode ler o artigo GTD em 20 minutos. Infelizmente explicar todo o método aqui deixaria este artigo muito mais complexo, então o farei em outro momento em um novo texto.

Defina uma rotina produtiva

Voltando ao curso “Wake Up Productive 2.0” de Eben Pagan, uma outra coisa bem legal que aprendi com ele foi quanto a definir uma rotina realmente produtiva, que me permita trabalhar com um menor desgaste possível para mim. O segredo para tal é:

  • Conhecer os nossos três campos de ação: mental, físico e emocional;
  • Definir uma rotina matinal que intercale tarefas de alto nível desses três campos;
  • Seguir um esquema 60-60-30-60-60, por exemplo:
    • 60 minutos para uma tarefa física (50 minutos focado, 10 minutos de descanso);
    • 60 minutos para uma tarefa mental;
    • 30 minutos de descanso (pode ser uma meditação);
    • 60 minutos para uma tarefa mental;
    • 60 minutos para uma tarefa emocional.

Assim, ao final da manhã, você terá cumprido 04 horas (ou quase isso) em atividades de alto valor para a sua vida, respeitando-se os três campos e com intervalos de descanso para evitar a fadiga e o estresse. Interessante, não?

Agora, lá vai mais uma dica: quando você começar a pôr tal rotina em prática, é bem provável que sinta um pouco de “desconforto” por ter que seguir uma “estrutura tão rígida”, mas na medida em que for repetindo diariamente, toda semana, esse passo-a-passo, você verá resultados muito positivos e começará a acostumar-se a fazer isso. Estará criando um hábito, peça-chave para que tudo o que estamos falando aqui realmente funcione!

Realize tarefas “em batch”

Já conhecemos nossas metas, temos plano, ambiente, método e ferramentas configurados e já estabelecemos uma rotina bem produtiva. Temos tudo o que precisamos para ter uma vida muito mais produtiva!

O que quero apresentar agora são sugestões sobre como proceder em suas tarefas cotidianas para garantir que estará tirando o máximo de proveito de seu tempo:

  • Realize tarefas “em batch”, isto é, em grandes grupos ou volumes. Se você recebeu doze e-mails importantes, em vez de responder somente dois deles agora, outros dois daqui a meia hora e assim por diante, você aproveitará melhor seu tempo se responder todos os seus e-mails de uma vez só. A mesma coisa vale para tarefas de marketing, produção de conteúdo, etc.
  • Verifique seu e-mail somente uma ou duas vezes por dia. Em vez de olhar seus e-mails de meia em meia hora, será muito mais produtivo se você agendar dois momentos em seu dia para verificá-los e respondê-los. Uma boa ideia pode ser alocar um horário no fim da manhã e outro no fim da tarde;
  • Foque um projeto de cada vez. Mesmo que você tenha muitos projetos com prazos se aproximando, focar um projeto por dia trará um resultado muito melhor do que tentar cumprir um pouco de cada no mesmo intervalo de tempo (nosso cérebro não funciona verdadeiramente como “multitarefa”). Se possível, foque somente um projeto por semana;
  • Foque uma tarefa de cada vez. Novamente, apesar de pensarmos que conseguimos processar várias coisas ao mesmo tempo (“multitarefa”), só podemos prestar atenção a uma tarefa de cada vez, então enquanto estiver cumprindo uma tarefa concentre-se somente nela e nada mais (não se preocupe, com o tempo você se acostuma com isso);
  • Elimine todas as distrações. Afinal de contas, uma distração, por mais boba que seja, representa um desperdício de 15 minutos ou mais (tempo necessário para resolver/livrar-se da distração e conseguir retomar o pensamento e ação sobre a tarefa anterior). Dicas para eliminá-las: desligue a internet do celular (tchau WhatsApp, até mais Facebook!), feche todas as abas com redes sociais ou e-mail abertas (exceto se a tarefa realmente exigir isso), feche a porta do escritório, coloque um aviso de “não perturbe”, use fones de ouvido mesmo se não ouvir música (muitas pessoas não o perturbarão quando o vir com fone) e use um som ambiente capaz de neutralizar as vozes externas (pode ser uma música instrumental ou, melhor ainda, o som de chuva).

Bônus final!

Você agora tem tudo o que precisa para começar a ter uma vida mais do que produtiva a partir de agora e sem precisar ler dezenas de livros (apesar de que eu indicaria a leitura de dois ou três pelo menos, pois valem a pena). Mas eu tenho que admitir uma coisa: eu menti para você.

Sim, menti quando disse que você conseguiria dobrar sua produtividade com o que seria exposto aqui. Na verdade, se você seguir somente dois dos itens aqui apresentados você já dobrará a sua produtividade e portanto ganhará muito mais (tempo e dinheiro). Entretanto, se você puser em prática todos os itens aqui apresentados, você conseguirá um bônus: muito provavelmente você conseguirá no mínimo quadruplicar sua produtividade!

Você agora deve estar me considerando um baita mentiroso. “Quer dizer que vou fazer quatro vezes mais coisas?”, não, quero dizer que como você focará naquilo que realmente vale a pena em sua vida ou que traz os recursos financeiros necessários e assim conseguirá pelo menos quadruplicar os resultados alcançados. Afinal de contas, segundo o livro A Meta de Eliyahu Goldratt, produtividade não deveria ser medida pela quantidade de coisas que você faz, mas pela quantidade de resultados alcançados que importam para a sua grande meta. Ler isso faz todo o sentido e muda nossa forma de pensar na hora, não? 😉

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Comprar a casa própria é um bom negócio?

Quantas pessoas não têm o sonho de ter sua própria casa? Entre o sonho e a realidade, encontram-se várias centenas de milhares de reais necessários para a aquisição e se você quer mesmo realizar este sonho precisa colocar as contas no papel e responder à pergunta: comprar a casa própria é um bom negócio? Resposta curta: atualmente e do ponto de vista financeiro, não. Bem, mas vamos detalhar para explicar quais são os problemas e como você pode contorná-los.

Comprar casa própria é um bom negócio?

Quando você adquire um imóvel, você precisará investir no mesmo uma grande quantidade de dinheiro que ficará imobilizada, isto é, que você não poderá usar para trabalhar por você em outras coisas. E considerando-se o valor total de uma casa, valor das prestações e o valor da mensalidade de um aluguel, percebe-se que um aluguel pode ser uma solução melhor do ponto de vista financeiro.

Tomemos como exemplo uma casa simples no valor de R$ 150.000,00. A mensalidade do aluguel girará em torno de R$ 500,00, que corresponde a 0,33% do valor, muito abaixo do que esse valor renderia em qualquer opção de investimento em renda fixa. Uma opção que renda, por exemplo, 0,8% a.m. estará gerando cerca de R$ 1.200,00, isto é, pagará o valor do aluguel e ainda sobrará R$ 700,00.

E todos falarão aqui que a casa tende a se valorizar. Sim, mas há custos de manutenção envolvidos na mesma que irão “devorar” uma parte do rendimento. Outra coisa a se considerar é que a valorização só realmente importa se você vendê-la em algum momento futuro e estamos considerando aqui a aquisição de um imóvel com o foco exclusivo na moradia.

MAS há uma boa razão para se adquirir uma casa: conforto, poder usá-la da forma que melhor lhe convier sem se preocupar com o caso do proprietário desejá-la de volta. Por exemplo, se a casa é realmente sua, você pode comprar móveis planejados que ficarão perfeitos nela, aproveitando ao máximo o seu espaço e criando um ambiente incrível para a sua família – mas poucos teriam coragem de fazer isso em uma casa alugada…

Então se você não abre mão do conforto, de ter a sua própria casa, o melhor a fazer é economizar e investir tanto dinheiro quanto puder visando médio ou longo prazo para a aquisição da mesma. Quanto dinheiro? Alguns falam em 20% (que é o mínimo exigido hoje pela Caixa para um financiamento), outros falam em 30% ou até 50%. Eu diria que, se possível, todo o valor, afinal de contas, quanto mais dinheiro você tiver investido mais rapidamente ele crescerá, diferente de quando você mantém um alto montante financiado, em que correrão juros e mais juros ao longo do ano.

Em uma simulação com 20% de entrada e financiando os outros 80% ao longo de 30 anos com juros de 10,5% a.a., quando terminar de pagar todas as prestações nessas você terá gasto o equivalente a quase quatro vezes o valor do imóvel! Porém quanto menor for o valor financiado, menor será o juro acumulado, então se você puder juntar 100% (ou quase) do valor da casa, você gastará bem menos. E o que fazer enquanto isso? Ué, alugue, afinal de contas é uma opção financeiramente mais em conta. Ou more na casa de algum parente, vai que cola?

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Comprar e vender bitcoins é um bom negócio?

Talvez você esteja interessado em investir seu dinheiro em algo novo, algo que pareça ter um alto rendimento no momento, um “investimento da moda”. Bem, sempre que for investir em algo que não conheça, é bom fazer uma pesquisa primeiro, pois quando se trata de dinheiro “não adianta arrepender-se depois”, então se você esteja interessado em investir na moeda virtual chamada bitcoin, é bom conhecê-la primeiro. E aí, será que comprar e vender bitcoins é um bom negócio? Resposta curta: eu não investiria nela, agora vamos explicar por quê…

Bitcoin como opção de investimento? Talvez, mas eu não investiria.

Primeiro, vamos apresentar aqui a definição de bitcoin segundo a Wikipédia: “Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada apresentado em 2008 no grupo de discussão The Cryptography Mailing por um programador japonês, ou um grupo de programadores, de pseudônimo Satoshi Nakamoto. […] Diferente da maioria das moedas, bitcoin não depende da confiança de um emissor centralizado ou uma instituição financeira. Usa um banco de dados distribuídos, espalhados pelos nós da rede P2P (usuários) para registrar as transações.”.

Resumindo: trata-se de uma moeda virtual criptografada e registrada em vários servidores espalhados pelo mundo, as transferências são semianônimas, o que apresentou várias oportunidades e ameaças na Internet – por exemplo, muitos golpistas hoje exigem pagamentos em bitcoin, pois uma vez realizada a transação não é possível contestar o dinheiro de volta nem rastrear o receptor.

Outro ponto que é apresentado como positivo mas também põe em risco a moeda é o fato de não ser controlada por uma instituição financeira ou governo. Isso torna o valor da mesma bastante volátil, suscetível a alterações de mercado muito facilmente. Isso tem representado grandes ganhos nos últimos anos para quem adquiriu a mesma, porém caso o mercado perca o interesse nela suas “reservas” podem transformar-se em pó da noite para o dia – um risco de volatilidade muito maior do que aquele percebido nas trocas de moedas estrangeiras conhecidas como forex trading.

Quem compra bitcoins em momentos de baixa visando vendê-las em momento de alta está praticando algo similar ao que vemos no mercado forex, com o único porém de que por não ser uma moeda controlada por instituição forte pode sofrer oscilações pesadas em um médio ou longo prazo.

Há pessoas ganhando dinheiro com ela? Sim, há. Mas pelas razões apontadas e pelo fato de que prefiro investir dinheiro em algo que sei que traga resultados positivos na sociedade – e investir em moedas é algo mais próximo de “apostar” ou “especular” – prefiro direcionar meus recursos para outros fins. Se você pretende investir na mesma, entre com foco em curto ou médio prazo (um máximo de um ano ou dois), sob o risco de perder dinheiro já que o futuro da moeda é bastante incerto (ela já existe há bastante tempo no mercado e até hoje não “decolou”, o que não é um sinal muito positivo para investimentos a longo prazo).

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