Paradoxo da “reportagem publicitária”


Eis que você lê uma ótima matéria indicando-lhe determinado tipo de investimento financeiro e aí sai correndo para fazer uma aplicação… Será que investir todo aquele dinheiro suado que você economizou ao longo de meses em uma “ideia” que você leu em um website ou até mesmo em um grande jornal será a sua grande oportunidade? Não acha que é melhor fazer uma análise mais aprofundada, jogar os dados em uma planilha, comparar valores e aí sim tomar uma decisão?

“Caramba Christiano, mas isso vai dar trabalho”. Sim, vai. Mas você não quer que seu dinheiro renda o melhor que puder e esteja realmente disponível quando você precisar dele? Sendo assim, não caia nas histórias de falsas reportagens, que dizem estar anunciando o melhor para os seus leitores e por diversas vezes nem sabe do que está falando.

Quer ver só um exemplo? Decidi dar uma olhada em matérias recentes a respeito do mercado de carros novos e usados e deparei-me com uma situação no mínimo inusitada: enquanto uma reportagem aponta que Vendas de carros usados caem 20,49% em janeiro, outra reportagem diz que A venda de carros usados está em alta, a partir de dados de 2016. Percebe que uma matéria indica queda (baseada nos dados do último mês) enquanto a outra aponta alta (baseada nos dados do último ano). Nenhuma das duas mente, afinal de contas, as estatísticas estão lá, mas é óbvio que como se trata de uma informação bastante sensível ao tempo a primeira está sendo mais fidedigna para quem está buscando comprar ou vender seu carro do que a segunda.

Duas matérias, duas opiniões, mas se você está pensando em vender um carro usado é bem provável que já saiba qual realmente lhe importa. De forma similar, quando decidir em que aplicar aquele dinheirinho que você ralou tanto tempo economizando, não se baseie na primeira matéria que encontrar – e leve em consideração a data de publicação da mesma, afinal de contas, quando o assunto é investir dinheiro o tempo sempre representa uma variável muito importante! #FicaDica

Obs: Ah, o paradoxo que apontei no título está no fato de que reportagem deveria informar e não ter o propósito primordial de servir como publicidade, algo que muitas vezes acontece e acaba por levar o leitor a tomar decisões ruins mesmo se considerando “bem informado”.

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Como fazer um país inteiro sair do vermelho?

Já falamos várias vezes aqui sobre como sair do vermelho, mas desta vez o artigo muda um pouquinho de figura, uma vez que deixamos a individualidade e partimos para a coletividade, isto é, como fazer um país inteiro sair do vermelho e prosperar.

A ideia de tal artigo não partiu de mim, mas sim da dúvida da leitra Raissa, que no artigo Como sair do vermelho? Dúvidas e respostas – parte 3 escreve o seguinte:

Eu queria ajuda para um trabalho pois queria saber: o que é preciso para um país sair do vermelho?

UPDATE: Este artigo foi publicado originalmente em 21 de março de 2011, mas estamos atualizando gradualmente nossos artigos, assim sendo o mesmo foi acrescido de novas informações e também correções.

Bem, Raissa, antes de mais nada, prazer em conhecê-la!

A sua dúvida é bastante pertinente: preocupamo-nos por diversas vezes sobre como prosperarmos individualmente, mas e quando falamos de uma nação inteira? Será que vale a regra “é só cada um fazer a sua parte” e pronto?

A minha experiência diz-me que não, não adianta a gente esperar que cada qual, individualmente, siga essa regra e pensar que no fim das contas somando todos os esforços teremos um país saindo do vermelho. Em minha opinião, trata-se de um esforço conjunto do governo, sistemas de educação e população.

Vamos falar então um pouco sobre o papel de cada um?

Governo

Comecemos então falando daquele que, infelizmente, parece ser o último onde conseguiremos mudanças realmente significativas. 🙁

Há muitos problemas na estrutura governamental do Brasil, por exemplo, que enquanto não forem solucionados não levarão a uma maior prosperidade do país. Bem, vejamos algumas coisas que contribuem negativamente para isso:

  • Governantes aumentando estupidamente seus próprios salários, causando grandes gastos públicos que poderiam ser empregados na construção de escolas e hospitais, contratação de professores, subsídios a novas empresas (que gerariam mais empregos) etc.
  • Desvios de verba de valores astronômicos. Dinheiro que deveria ser utilizado para gerar uma melhor qualidade de vida e desenvolver novas oportunidades à população sendo furtado por quem deveria administrá-lo!
  • Mau emprego do dinheiro público: enquanto algumas pessoas buscam empréstimos em bancos a juros altos por não conseguirem investimentos públicos facilmente para seu empreendimento, outras (por motivos alheios à nossa compreensão) alcançam financiamentos de valores bem altos!
  • Falta uma postura melhor de nossos governantes para incentivarem o desenvolvimento do conhecimento financeiro e espírito empreendedor da população. Sem tal educação, o Brasil continuará na mesma situação por um bom tempo!

UPDATE: É engraçado perceber que, sete anos após a publicação original deste artigo, continuamos enfrentando os mesmo problemas quanto aos nossos políticos, pois veja só o que temos visto em nossas TVs e jornais ultimamente: descoberta de grandes esquemas sistêmicos de corrupção envolvendo muitos dos grandes nomes de vários partidos políticos; impeachment da presidente Dilma Rousseff, com a ascensão de Michel Temer ao poder que, do ponto de vista do reajuste fiscal necessário, pouco fez; novas mudanças nas regras da previdência social, forçando a população brasileira a praticamente trabalhar por 50 anos para usufruir de no máximo 10 anos de aposentadoria; caos em várias cidades brasileiras que estão atrasando ou até mesmo parcelando o pagamento de seus servidores públicos, levando até mesmo a policiais militares a promoverem uma “paralisação sem greve”. E isso é só para citar algumas coisas!

Então você me pergunta, Raissa, o que é preciso para fazer um país inteiro sair do vermelho, não é? Bem, em primeiro lugar um corte salarial em alguns desses salários que já estão bastante inchados, bem como um corte do número de servidores públicos – há gente demais contratada e pouca gente trabalhando, isso é fato, todos nós sabemos mas sempre fica do mesmo jeito! UPDATE: O então presidente Michel Temer prometeu uma redução de 4 mil cargos comissionados, entretanto há mais de 30 mil em todo o país! Há um espaço muito maior para corte de cargos comissionados, redução e maior fiscalização de certos benefícios oferecidos a políticos e certos cargos públicos etc.

É necessário também o combate ao mau uso da verba pública. Neste ponto, acredito que devemos parabenizar a Polícia Federal que, nos últimos anos, trabalhou eficientemente e desmascarou muitas coisas erradas (governo Lula que o diga, nunca houve um governo no Brasil com tantas CPIs!), mas agora precisamos lutar para que os responsáveis sejam realmente punidos e não somente afastados para, na próxima eleição, voltarem a se candidatar! Quem rouba um comerciante é preso e por que quem rouba uma nação não o é? UPDATE: Parece uma grande ironia do destino estar atualizando este artigo logo após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o indiciamento do ex-presidente Lula em vários processos criminais e, por fim, o Partido dos Trabalhadores (PT) tendo a cara de pau de indicá-lo como candidato a uma possível reeleição, visando esconder a sujeirada e ainda conseguir foro privilegiado ao ex-presidente. A Polícia Federal está de parabéns, mas agora está na hora do Judiciário começar a trabalhar e mostrar que eles também querem um país diferente!

E por fim, após enxugar os salários e quadro de servidores e combater os desvios de verba, está na hora de um novo planejamento, não um planejamento para um ou dois anos, mas um planejamento que deveria ser executado por cinco, dez anos ou mais! Estamos falando se mudar completamente o Brasil, de trazer condições iguais a todas as pessoas, isso não pode ser conseguido da noite para o dia! E é aqui onde começamos a falar sobre educação…

O atual sistema educacional

Li outro dia que a partir de 2012 haverá educação financeira nas escolas públicas. Fiquei super feliz! Mas logo depois pensei: e quem é que vai ministrar essas aulas? Será que temos professores realmente habilitados para tal tarefa? Alguém vai me lembrar de que há cursos de Economia em todo o país, mas não estou falando somente em graduação, estou falando sobre experiência de vida também! UPDATE: Já se passaram vários anos e essa proposta nunca saiu do papel. Algumas escolas particulares até promovem seminários isolados sobre o tema como forma de orientar alunos do fundamental maior e do ensino médio, mas tal ação ainda não acontece de forma sistematizada nas escolas públicas – uma grande lástima…

Não me levem a mal, acredito que temos economistas muito bem formados no Brasil, mas o que nossas crianças precisam não é somente de um economista falando para elas, elas precisam acreditar no que estão ouvindo, elas precisam “ver o exemplo”, o professor precisa realmente ser o exemplo delas! Por que quando Pat Flynn, Darren Rowse, Custódio Fernandes e Paulo Faustino escrevem um artigo eu paro tudo e leio prestando bastante atenção? Porque eles são grandes exemplos para mim, eles fazem aquilo que dizem e fazem isso dar certo, como eu não deveria prestar atenção??? UPDATE: Risquei de minha lista o nome de dois colegas blogueiros em língua portuguesa porque seus antigos blogs que eu seguia foram desativados e hoje percebo muito “mistério e confusão” sobre como é a sua atuação hoje quando o assunto é “ganhar dinheiro na web”.

Agora, peguemos um outro exemplo: toda hora vejo nascer um “super blog” onde o autor diz saber tudo sobre ganhar dinheiro na Internet, mas não precisa mais do que dois minutos para perceber que é mais um desesperado, repetindo o que muitos outros falam em vários outros lugares da Internet. Sinceramente? Não me motivo nem um pouco a lê-los – na verdade, geralmente memorizo o endereço dos blogs deles a fim de evitar passar outra vez por lá!

Obviamente, com escolas públicas adotando educação financeira como parte de sua grade disciplinar, é esperado que as escolas privadas façam o mesmo em seguida. E aí nasce um novo temor: se o conteúdo a ser ministrado em escolas públicas não tiver a mesma qualidade daquele ensinado em escolas privadas, estaremos aumentando ainda mais a distância entre o “pobre” e o “rico”, isto é, o ensino privado oferecendo educação de grande qualidade, enquanto que o ensino público não estaria acompanhando.

Bem, o “segredo” para resolver isso pode estar numa completa repaginação dos sistemas de ensino público, pois não adianta oferecer educação financeira se as demais disciplinas também não são bem ensinadas.

Então, Raissa, do ponto de vista educacional, é necessária uma completa reforma do ensino público hoje a fim de oferecer educação de qualidade e aí sim, dentro deste novo contexto, inserir educação financeira e empreendedorismo como conteúdos essenciais nas escolas públicas e privadas!

Além disso, é necessário garantir que os profissionais que estarão à frente nesse processo educacional são realmente competentes e adotar um novo método de avaliação, ao menos para a(s) disciplina(s) de educação financeira e empreendedorismo. Talvez cada aluno devesse apresentar um projeto para um empreendimento ou planejamento para investimentos ao final do ensino fundamental e apresentar o mesmo implementado, em funcionamento e lucrando com o mesmo ao final do ensino médio? Achou isso um absurdo? Pense mais um pouco, leia Pai Rico Pai Pobre e Os Segredos da Mente Milionária e volte aqui para me dizer o que acha então, ok? 😉

UPDATE: Apontando mais uma vez alguma das mudanças propostas pelo atual governo, foi aprovada uma PEC que altera o ensino médio, aumentando consideravelmente sua carga horária, porém fazendo com que somente 60% das disciplinas sejam obrigatórias, dando liberdade aos alunos para escolherem os outros 40%, num sistema mais parecido com o presente nas escolas estadunidenses. Se veremos educação financeira e empreendedorismo nessa nova proposta e realmente em ação, ou se será somente mais um “tiro no pé”, teremos que aguardar até 2020, quando as primeiras turmas do ensino médio deverão seguir 100% dessa nova proposta.

Entretanto, obviamente, não adianta mudar o governo e as escolas e não mudar o maior elemento de todos: a cultura que a nossa população possui.

Nossa cultura

Pare para pensar: de que adianta o seu filho ir até a escola, aprender mil coisas sobre finanças, investimentos, marketing e empreendedorismo e, ao chegar em casa, perceber que sua família ignora tudo isso? Pior, ouvirem os pais desdenharem em sua frente de tudo aquilo que ele está aprendendo (sim, já ouvi sobre casos desse tipo acontecendo)? Você acha que seu filho se sentirá realmente motivado a aprender?

O Brasil precisa de uma cultura menos operária e muito mais empreendedora! Até a nossa televisão reflete isso: nos canais abertos, para cada uma hora de conteúdo focado em finanças, investimentos ou empreendimentos, temos 50 horas ou mais de programação do tipo: novela, reality shows, programas de palco que falam sobre a própria programação da TV etc. É com essa cultura que vamos crescer e prosperar?

Certo, você ainda não está convicto do que estou falando, não é? Vou dar mais um exemplo: conheço pessoas (não é, meus tios?) que gastam muito dinheiro com bebidas e outras coisas, mas que não lembram quando foi a última vez que compraram um livro para elas próprias lerem e aprenderem. Gastam com bebidas, baladas, boates, bares, restaurantes, praias, clubes, mas não gastam de forma equivalente com a sua própria educação.

Essas pessoas estão errando duas vezes! Primeiro porque estão abandonando a oportunidade de crescerem ainda mais, e não falo somente em termos profissionais, falo também sobre crescimento pessoal mesmo. E em segundo lugar, erram porque, agindo dessa forma, estão dando péssimos exemplos a seus filhos: “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” é em minha opinião a forma de agir mais ridícula, se você quer que seu filho estude e se esforce para conquistar posições melhores você próprio deve ser o exemplo dele.

Meu filho tem dois anos e meio de idade. Sempre que ele encontra uma moeda pela casa, ele já chama a mim ou à mãe dele para que lhe demos o dinheiro e, então, ele possa guardar em sua vaquinha (o cofre dele não é um porco não, é uma vaca mesmo! 🙂 ). Ele faz isso pois desde pequeno ensinamos a ele que aquele era o lugar certo para guardar o dinheiro dele. A partir dos três anos e meio, espero começar a mostrar a ele que esse mesmo dinheiro é que ele usará para comprar coisas de seu interesse, como doces e outras coisas. Em outras palavras, busco acompanhar a educação financeira de meu filho desde já, e olha que ele só tem dois anos e meio! UPDATE: Meu filho agora já tem oito anos completos, ganha uma mesada de R$ 25,00 e geralmente guarda seu dinheiro por um bom tempo para adquirir coleções de bonecos pequenos (ele é apaixonado por coleções de bonecos, principalmente de Dragon Ball!). Além disso, comecei a falar mais sobre conceitos de economia e por que economizar e investir pensando no futuro.

Enfim, Raissa, para resolvermos nosso problema cultural é necessário que a mudança comece em casa, nos nossos lares, expanda-se para os ambientes de trabalho, onde as empresas devem buscar formas de incentivar tais atitudes por parte de seus funcionários, para então chegar a outros círculos sociais.

Em outras palavras, só pedir para cada um fazer aquilo que descrevo em Quero sair das dívidas! – O guia não é suficiente, quando falamos de uma nação inteira, precisamos de algo bem mais organizado e que proporcione mudanças duradouras na cultura brasileira.

E então, Raissa, vamos ajudar a fazer nosso país inteiro sair do vermelho? 😉

UPDATE: Atualizar esse artigo foi um exercício incrível de comparar não somente a situação do país como a minha e de minha família há sete anos atrás e agora. E para você, do que mais gostou?

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É melhor comprar mais ou investir?

Olá a cada um dos amigos do Clube do Dinheiro! Quem nos acompanha desde o início já sabe que falamos muito aqui sobre como melhor usar seu dinheiro a fim de fazê-lo render mais ao final do mês – afinal de contas, para alcançar seu objetivo de independência financeira, você precisa de mais do que somente “ganhar mais dinheiro”! E nessas conversas que já tivemos por aqui apontei algumas estratégias que uso em meu dia-a-dia:

  • Compras em atacado;
  • Redução de despesas;
  • Investimentos (de forma conservadora/moderada).

Do meu ponto de vista, cada um desses pontos trouxe incríveis benefícios para mim. E eis que hoje (há poucos minutos atrás, para ser mais preciso), deparei-me com um vídeo de Gustavo Cerbasi no YouTube em que ele aponta que o hábito de estocar produtos em casa pode ser prejudicial do ponto de vista financeiro. Em se tratando de palavras de Gustavo Cerbasi (grande consultor financeiro brasileiro), fiquei bastante curioso para saber se meu hábito poderia estar me prejudicando e decidi assistir por completo. Se desejar assistir, aqui vai o vídeo:

Resumindo: Cerbasi critica o hábito de estocar produtos quando o mesmo pode levar ao uso do crédito no final do mês por falta de dinheiro. Em outras palavras: se você compra mais do que deveria e acaba pagando juros no fim do mês devido a isso, então seu comportamento está sendo prejudicial. Nesse caso, o ideal é comprar uma quantidade menor a fim de ter capital para as contas cotidianas e não precisar usar do crédito.

Após ver o vídeo por completo percebi que meu comportamento não é prejudicial, pelo contrário, é bastante benéfico para as minhas finanças, pois:

  • Programo-me corretamente para comprar bastante, porém sem precisar pagar juros por isso;
  • Compro em maior quantidade aproveitando-me de ofertas em atacadistas ou locais com promoções reais, então reduzo minhas despesas;
  • Além disso, por precisar ir com menor frequência às compras, reduzo gastos com gasolina ou desperdício de tempo indo às compras.

Assim sendo, aquilo que já falamos várias vezes aqui continua mais real do que nunca: se você se planejar corretamente, algo que para outra pessoa poderia ser um risco (no caso, acabar por usar do crédito especial) pode ser uma oportunidade real sob medida para você. Então, se você tem o hábito de comprar em grande quantidade e acaba por pagar juros por isso, é melhor rever o vídeo de Cerbasi e mudar seu comportamento, mas se você segue nossa cartilha, já deve estar vendo bons resultados de seus hábitos financeiros mais saudáveis, não? 😉

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Gestão do dinheiro em 2017 não será tão fácil assim

O primeiro mês de 2017 já passou e é bem provável que você nem lembre mais daquelas metas que estabelecera antes do reveillon, não é mesmo? Que bom que o Clube do Dinheiro está aqui, para ajudá-lo a não se esquecer de suas metas quanto à gestão do dinheiro! E já vou dizendo, “de cara”, que infelizmente para muitos cuidar de seu dinheiro em 2017 não será uma tarefa tão simples assim.

Cenário econômico atual

O grande problema é o momento que estamos vivendo, em que o país passa por uma recessão econômica e que, se a mesma perdurar por vários anos mais, irá corroer mais ainda o patrimônio das classes baixa e média. O primeiro “grande assalto” que sofremos foi com a inflação desencadeada durante os últimos anos, e agora, o segundo, acontece devido aos altos índices de desemprego, dificuldades das empresas de se manterem sem o devido capital de giro (quantas pequenas e médias empresas fecharam as portas nos últimos dois anos?) e, consequentemente, dificuldades em crescer nosso patrimônio líquido.

Infelizmente, durante as últimas gestões governamentais, o acesso ao crédito foi facilitado em um nível muito alto e, se por um lado significou financiamento de moradia e veículo próprio para muitas pessoas, por outro essas mesmas pessoas agora vivenciam um momento em que sua renda não é mais compatível com seus gastos, que aumentaram consideravelmente devido à dívida contraída.

Enfim, parece que nos iludimos um pouco, acreditando que tínhamos mais dinheiro em nossos bolsos quando na verdade estávamos firmando acordos para posteriormente pagar valores salgados por isso. E o que vemos hoje? Preços de imóveis à venda congelados, valores dos alugueis imobiliários caindo, restrições nos orçamentos familiares muitas vezes até quanto a compras essenciais e atrasos em mensalidades escolares dos filhos. Se você se identificou com alguma dessas situações, não se preocupe, você não é o único!

Não há “bala de prata”

Lembra-se de quando lia histórias de terror que diziam que somente balas de prata poderiam matar um lobisomem? Pois é, parece que a economia brasileira transformou-se em um lobisomem prestes a nos atacar e, infelizmente, não há bala de prata capaz de detê-la. Claro, estamos nos recuperando, é o que os especialistas prevêem (e assim acredito também), entretanto os estragos sofridos não serão restaurados antes dos próximos cinco anos, já que estamos falando de dezenas de milhares de postos de trabalho que foram encerrados, milhares de linhas de produção congeladas pela falta de demanda e por aí vai.

Então, a primeira coisa que precisamos saber é que não há fórmula mágica para resolver tudo. O brasileiro terá que ser mais uma vez criativo a fim de conseguir superar essa crise e fazer seu patrimônio líquido crescer (aliás, para muita gente, se não houver redução do patrimônio já será um grande avanço).

Dicas para melhor gerir o seu dinheiro

Se você está atento ao seu patrimônio líquido e quer que o mesmo continue crescendo (passo primordial para se alcançar a independência financeira no médio ou longo prazo), aqui vão algumas dicas:

  • Siga a Minha regra dos 10% (reduza 10% dos gastos, aumente 10% dos ganhos, aumente 10% dos investimentos e dedique 10% de seu tempo para aperfeiçoar-se);
  • Elimine dívidas, restrinja o uso do cartão de crédito e corte despesas supérfluas – este é um bom momento para encontrar oportunidades para investir visando aumentar seu patrimônio, mas isso não funcionará direito se seus hábitos financeiros não são muito saudáveis;
  • Assine nossa newsletter e receba nossos e-books gratuitos “Manual do Investidor” e “Como Ficar Rico – dicas, dúvidas e comentários” e/ou dê uma olhadinha em nossa seção de livros recomendados e adquira algum(uns);
  • E acima de tudo, tenha disciplina e paciência. Mudar hábitos e começar a construir seu patrimônio líquido de forma responsável e ascendente pode parecer algo muito entediante nos primeiros meses, mas conforme o tempo passa e os juros compostos trabalham a seu favor, é bem provável que compreenda a importância disso.

Este é um texto simples e direto para mostrar-lhe os desafios que encontrará ao gerir seu dinheiro em 2017. Quais outras dicas você acrescentaria a esta lista? Comente abaixo!

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Papo Reto: Por que você não está trabalhando em casa?

O papo reto de hoje será sobre oportunidades para trabalhar em casa. Aliás, por que você não está trabalhando em casa ainda? Parece um sonho, não? Não desperdiçar tempo tendo que se arrumar tanto, evitar todo aquele trânsito chato, poder dedicar algum tempo à sua família em um intervalo ou outro etc.

A resposta é simples: apesar de ser este o sonho de muitos brasileiros (fonte), muitos empregadores vêem com descrença a possibilidade de trabalhar em casa (fonte) e quem já trabalhou nessa modalidade (eu, por exemplo) sabe por que: para quem ainda não está acostumado, pode ser muito difícil manter a produtividade devido às várias interrupções que acontecem em casa (veja nosso artigo Trabalhar em casa pode afetar sua produtividade). Além disso, é muito mais difícil para o empregador gerenciar o tempo de trabalho do empregado e se o mesmo está realmente desempenhando suas tarefas – por isso uma boa opção pode ser negociar o pagamento baseado em produtividade, assim é você quem assume esse risco, não o empregador.

Mas vamos ao nosso “papo reto”: fui atrás do que está sendo falado por aí e li cerca de 15 artigos recentemente publicados para ver o que há de legal sobre o assunto, dos quais somente quatro textos pareciam realmente agregar algo novo. Seguem abaixo os tais artigos selecionados e o que eu gostei em cada um deles…

 

Artigo #1 Como encontrar emprego trabalhando de casa

Fonte WikiHow

Apesar de ter um título um pouco confuso, o texto é muito bom e bem completo. Discute pontos importantes para quem deseja começar a trabalhar em casa e não tem a mínima ideia do que está fazendo ou para quem já está trabalhando em seu home office mas está tendo dificuldades em manter sua carteira de clientes ou bater as metas de produtividade. É um artigo um pouco longo, mas que vale a pena ser lido e refletido com calma. Os pontos-chave do mesmo são:

  1. Ao buscar oportunidades para trabalhar em casa, evite falsas promessas focando em sites de anúncios bem conceituados e empresas realmente sérias;
  2. Consulte empresas locais para oferecer seus serviços, principalmente como autônomo, apontando as diversas vantagens que a empresa pode ter, como por exemplo um custo mais efetivo pela produtividade, menos gastos com impostos etc.
  3. Lembre-se de sua rede de contatos: amigos, parentes, isto é, todos que podem indicá-lo para possíveis funções que podem ser exercidas a partir de casa;
  4. Desenvolva competências essenciais para o trabalho remoto, como: domínio no uso do computador, foco em produtividade, comunicação, básico em línguas etc.
  5. Crie suas próprias oportunidades para trabalhar em casa: há várias oportunidades para trabalhar em casa que não envolvem um contrato direto com uma empresa, como atividades artesanais e programas de afiliados.

Como disse, este é um resumo dos cinco pontos-chave do artigo e realmente recomendo a leitura do mesmo. E para complementar essa leitura, sugiro também dois artigos nossos:

Quero trabalhar em casa… mas como?

Verdades e mentiras sobre trabalhar em casa

 

Artigo #2 Como começar seu próprio negócio de passar roupa

Artigo #3 Começar um negócio de conserto de celular

Fonte Trabalhar em Casa

Apesar destes dois artigos do website “Trabalhar em Casa” não serem especificamente para quem quer ter um home business (falei bonito, hein?), ambas as oportunidades podem ser executadas em casa, também. E se você tiver uma garagem que possa isolar do resto de sua casa, pode transformá-la em uma loja e oferecer lá seus serviços.

O que mais gostei destes artigos é que eles tratam de oportunidades para as quais sempre haverá demanda. Além disso, eles apresentam um passo-a-passo que, se somado ao que foi apresentado no artigo anterior, pode prepará-lo bem para iniciar seu próprio negócio em casa (no caso, os artigos falam sobre negócios de lavanderia e manutenção, mas você pode expandir para várias outras áreas ou focar certos nichos – subáreas).

 

Artigo #4 12 aplicativos para trabalhar de casa ou de qualquer lugar do mundo

Fonte Preparado Pra Valer

Em vez de falar sobre como prospectar ou se preparar para uma oportunidade para trabalhar em casa, este artigo aponta softwares que você provavelmente precisará durante suas atividades laborais. Eu diria que a lista com os 12 aplicativos é bem legal, mas provavelmente nem todos precisarão de todos eles, sendo que dos mesmos aqueles que considero mais imprescindíveis são:

  1. PayPal – a depender de quem é seu cliente-empresa ou seu modelo de negócio, você precisará de uma conta no PayPal para receber seu dinheiro. Algumas situações em que isso acontecerá:
    1. Você trabalha para uma empresa que prefere efetuar o pagamento dessa forma;
    2. Você está vendendo seus próprios produtos pela Internet;
    3. Você está vendendo produtos de terceiros (programas de afiliados).
  2. DropBox – fácil de usar, pode ser uma mão na roda para quem usa o computador para criar documentos, editar imagens, executar tarefas cotidianas, registrar vendas etc. pois permite que salve nas nuvens uma cópia de seus arquivos, que também podem ser compartilhados com outras pessoas, ou seja, você pode usá-lo para:
    1. Realizar backup (cópia de segurança) dos dados mais importantes;
    2. Compartilhar arquivos com outras pessoas.
  3. Skype – muito bom para realizar comunicação online, seja ela por meio de chat em texto, áudio ou vídeo. É possível até realizar videoconferências com um número limitado de pessoas (já usei para conferências via áudio com outras duas pessoas durante algumas horas e tudo fluiu perfeitamente);
  4. Basecamp – o artigo em questão cita esta ferramenta para gerenciamento de projetos e tarefas. Entretanto, se eu fosse citar alguma, recomendaria usar o WorkFlowy, que é a ferramenta que estou adotando no momento – é praticamente meu cérebro digital. Apesar de ser bem simples em seu design, ela é flexível o suficiente para que você a use do jeito que melhor funciona para você – e isso é simplesmente sensacional e comentarei mais sobre isso em outro momento.

Se você deseja trabalhar de sua casa mas não sabe por onde começar, eu espero que estas referências e comentários sejam bem úteis. Além disso, recomendo ler nossa seção Trabalhar em casa e acompanhar nosso blog, pois esse papo reto deu-me uma ideia legal – é só nos acompanhar para saber o que é!

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Papo Reto: Reforma da Previdência e seu Futuro

Sondando as principais notícias das últimas semanas acerca da reforma da Previdência Social e investimentos visando uma aposentadoria melhor (seu futuro), deparei-me com “as mesmas figurinhas” que encontro desde que iniciei este blog para falar sobre como podemos gerir nossas vidas financeiras.

Resumo

(caso esteja com preguiça de ler tudo):

  1. A tal reforma da Previdência Social acontecerá, cedo ou tarde – você precisa planejar seu futuro e começar a executar seu plano desde já;
  2. Caderneta de poupança e previdência privada podem não ser opções muito boas, opte por Tesouro Direto, CDB, LCA ou LCI, dentre outras;
  3. Se está começando, seu perfil é “conservador”, então não tente já ir direto para o mercado de ações para não ficar reclamando mais tarde!
  4. Seja disciplinado e vise construir seu patrimônio.

Agora vamos aos fatos!

Uma crítica que li quanto ao baixo volume de investimentos visando a aposentadoria realizado por nós (o que não é novidade, diga-se de passagem).  Brasileiro não investe, é a imagem que salta na mídia, e isso acontece porque em nenhum momento de sua vida somos realmente educados para isso. Pense bem, quantas vezes em sua família, na escola ou até mesmo em uma roda de amigos não ouviu que “você deve conseguir um emprego com um bom salário para comprar aquilo que quer”?

Em resumo, se você ganha um bom salário, você pode, mas se não ganha, então não pode. Parece que não há uma terceira possibilidade – que é onde justamente entraria a questão dos investimentos. E sim, você pode comprar o que você quer, mesmo que você não tenha um alto salário, mas precisa fazer um bom planejamento e depois executá-lo de forma disciplinada!

Outro problema é que, quando se fala em investir, logo alguém vem e desenha isso para você como um bicho-de-sete-cabeças. Por exemplo, você vai até o seu gerente de relacionamento em seu banco e explica que está procurando alguma opção para aplicar algum dinheiro todo mês pensando em sua aposentadoria e ele lhe diz que você pode adquirir um título de capitalização! Aí você pergunta sobre as opções de investimento reais e ele lhe apresenta um monte de opções de fundos de investimento e previdência apresentando somente o percentual de rendimento anual acumulado, sem falar das taxas de carregamento, administração etc. ou quando fala você se sente tão confuso que acaba por optar por aquilo que ele lhe disser. Bem, não é assim que você deveria cuidar se sua vida financeira!

Entretanto, apesar das diversas consequências negativas que a atual recessão econômica e proposta de reforma da Previdência Social podem ter, há um impacto positivo: muitos brasileiros estão se conscientizando da importância de serem mais proativos quanto à sua aposentadoria. Não dá mais para simplesmente esperar alcançar a idade para aposentar-se e contar somente com o INSS (e há quanto tempo isso já não é insuficiente?).

Em outras palavras, aos poucos, estamos começando a investir mais e melhor. Quem não investia há pouco tempo começou a investir na poupança e quem já tinha algum na caderneta de poupança já está movendo para outras opções mais rentáveis, em busca de retornos melhores. E isso não é pouca coisa, é um passo gigantesco: é muito difícil quebrar vícios culturais, principalmente quando o impacto dos mesmos só pode ser percebido após décadas, quando já não há mais como corrigir as consequências.

Para entender a importância não somente do “investir” mas também do “como investir” para aqueles na faixa dos 18 aos 40 anos, é preciso analisar o momento atual sob três óticas:

  • Para quem é aposentado ou está se aposentando hoje, a Previdência Social trata-se de um direito pelo qual lutou-se e contribuiu-se ao longo de décadas de trabalho. É um direito conquistado e não é culpa deles se a mesma foi mal gerida e levou à situação deficitária que vemos hoje!
  • Para quem ainda está na ativa e vai ter que se enquadrar à tal reforma, é praticamente um tiro no pé: estaremos pagando por décadas (49 anos no mínimo, para receber integral) para então receber o benefício por um período máximo de uma década (estou considerando aqui a pessoa que se aposenta aos 73 anos e a expectativa de vida de 83 anos). Sim, é algo bastante injusto, mas lembre-se que nosso sistema previdência necessita que você pague quem está inativo, caso contrário ele “quebra”;
  • Para quem ainda longe de entrar no mercado, acredito que haverá somente muitas incertezas quanto ao futuro da Previdência. Em minha sincera opinião, um regime de previdência que o obrigue a trabalhar por 50 anos para ter cerca de 10 anos de aposentadoria é um absurdo, entretanto sabemos que a Previdência também é responsável pela parte de Assistência Social no Brasil, o que dificultará a extinção da mesma.

Se você se enquadra no segundo perfil e possui um filho ou dependente que se encaixe no terceiro, já está mais do que na hora de não somente planejar para o seu futuro como também de seu(s) herdeiro(s). Previdência pública não é mais “a melhor solução”.

Todo ano pode ser um ano bom

Então vi um artigo sobre investimentos afirmando que “O ano que terminou não foi propício para quem pretendia colocar o dinheiro para render.” Será?

Aos que foram afetados pela recessão econômica, é óbvio que foi um péssimo plano: estar desempregado ou sofrer corte na sua renda mensal nunca é uma boa coisa, principalmente quando se pretende investir. Entretanto, para aqueles que puderam aproveitar a alta da taxa Selic, adquirir opções de investimento pré-fixadas no momento certo ou aguardou para adquirir seu imóvel em um momento mais oportuno e oferecendo a maior entrada possível, 2016 ofereceu boas condições.

Então, mais uma vez, enquanto alguns choram, outros vendem lenços… Se você foi afetado pela crise, é claro que você deve enxugar ao máximo as despesas em casa, buscar uma recolocação no mercado e traçar uma estratégia para minimizar os estragos caso isso venha acontecer mais uma vez (e fugir o máximo possível do “crédito fácil” e do endividamento!). Agora, se você conseguiu enxugar seu orçamento e fazer algum dinheiro sobrar, 2016 foi um ótimo ano e até meados de 2017 podemos ter ainda algumas boas oportunidades para investimentos em renda fixa.

Algumas opções para investir

E caso você esteja pensando em investir visando sua aposentadoria, talvez esteja diante do clássico dilema: em que devo investir meu dinheiro? Veja bem, é impossível determinar qual a melhor opção, já que depende de taxas que variam de acordo com banco, opção de investimento, montante a ser aplicado e duração da aplicação, mas um pouco do que aprendi:

  • Em vez de focar em previdência, foque em construir um patrimônio, isto é, em ter investimentos que poderão mais tarde ser herdados por seus filhos;
  • Previdência privada não é uma boa opção – primeiro porque quebra a regra anterior, segundo porque as taxas cobradas fazem com que seja uma opção menos rentável durante seus primeiros 10 ou 15 anos;
  • Fundos de investimento também não são uma opção tão boa – pelo menos aqueles que conheci, no curto prazo, apresentavam um rendimento muito fraco, praticamente igual ao da caderneta de poupança, porém com um risco maior que a mesma;
  • Tesouro Direto – esta é uma das melhores opções para quem pretende investir algum dinheiro por pelo menos dois anos, pois a tributação atingirá seu menor valor possível para tal opção;
  • LCA ou LCI – a depender das taxas oferecidas, podem ser boas opções e até apresentar benefícios quando adquiridos pelo seu banco (mas corretoras geralmente apresentam retornos melhores);
  • CDB – considero essa opção como sendo a minha nova “caderneta de poupança”, pois apresenta um bom desempenho se preciso daquele dinheiro em um prazo inferior a um ano (ou se não tenho certeza de quando precisarei), mas não é a minha primeira opção quando o assunto é aposentadoria;
  • Compra e venda de ações – se você está começando, esqueça isso. A volatilidade natural que as mesmas possuem bem como os custos (taxas de corretagem e custódia) são empecilhos para quem ainda não conhece bem o mercado acionário. Recomendo começar somente quando tiver ao menos R$ 40.000,00 em renda fixa e então usar perto de R$ 10.000,00 na compra de ações, como forma de diluir os custos e aumentar as chances de retorno no médio prazo. Em outras palavras, vai demorar um pouco!

Mas… e a caderneta de poupança?

Esqueci de falar sobre a caderneta de poupança? Xiii, foi mesmo… Mas deixa assim mesmo, esconde isso embaixo do tapete, pois a alteração realizada no rendimento da caderneta de poupança afetou o único cenário em que ela era realmente a melhor opção – quando a taxa Selic está muito baixa. Aliás, li hoje em um website a opinião de um economista sobre sua perspectiva para a economia brasileira e investimentos durante o ano de 2017 que em muito se parece com a minha, mas mudei de ideia quando o mesmo afirmou que “continuam atrativos a poupança…”. A poupança pode ser uma boa opção para quem deseja guardar algum dinheiro por alguns meses (até menos de um ano), mas como investimento a longo prazo – que é o caso de uma aposentadoria – toma uma surra de todas as demais opções de investimentos em renda fixa (exceto dos *cof* *cof* títulos de capitalização *cof *cof*).

E o mais importante quando pensando sobre o seu futuro é disciplina. Não estamos falando aqui de aplicar algum dinheiro por dois ou três meses, falamos em 20 ou 30 anos. Não estamos falando em deixar algum dinheiro esquecido e só olhar mais tarde, estamos falando em aplicações mensais, controlar o quanto está rendendo e verificar outras opções. Parece dar muita dor de cabeça? Acredite em mim quando digo que, no longo prazo, compensa e muito – e pode até se tornar divertido para você, caso goste de contas.

Bem, por hoje é só isso. Se leu o artigo todo, parabéns (eu mesmo já fiquei com preguiça só de olhá-lo, acho que vou ler só o resumo lá em cima), agora é hora de planejar-se e buscar boas opções para investir pensando em sua futura aposentadoria!

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Pare de planejar seu fracasso e comece a construir o sucesso

Pode parecer ríspido demais, mas você tem planejado corretamente o seu caminho para o sucesso profissional e financeiro? Tomou a sério o “dever de casa” e fez isso de forma minuciosa ou, de maneira preguiçosa, só esboçou um “plano mental” e nunca o detalhou no papel?

Por mais que queiramos alcançar o sucesso financeiro, desejar somente não é suficiente – caso contrário, todos já o teriam alcançado, não é mesmo? A jornada para o sucesso profissional ou financeiro deve ser encarada como um projeto complexo – e todo projeto realmente complexo necessita de um planejamento bem detalhado, identificando sua meta final, metas intermediárias, orçamentos, recursos e prazos para as metas intermediárias e assim por diante.

Pode parecer complicado demais, mas não é algo impossível de fazer – apenas requer tempo e dedicação. Quer ver um exemplo? Vamos supor que sua renda atual é de somente R$ 1.500,00 e você deseja uma nova carreira, que requer uma graduação de quatro anos que lhe custará uma mensalidade de R$ 500,00, mas não lhe sobra, hoje, nem mesmo um real no fim do mês!

E agora? Desistir do sonho? Nada disso! Como um primeiro passo, reavalie todos os seus gastos e descubra como economizar ao menos R$ 150,00 todo mês (10% do salário). Provavelmente não conseguirá atingir tal meta já no primeiro mês, mas no segundo mês é bem provável que alcance.

Agora que já alcançou a primeira meta intermediária, seria interessante “apertar um pouco mais o orçamento”. Talvez não seja algo tão fácil, então vou marcar este como um “passo opcional”, mas que é muito relevante, pois se conseguir poupar 20% (R$ 300,00) do seu salário todo mês, os próximos passos serão alcançados muito mais rapidamente. Provavelmente precisará de dois a quatro meses para isso.

Imaginemos então o seguinte: se você conseguir economizar R$ 300,00, poderá pagar uma mensalidade de graduação de R$ 300,00 – só que o curso desejado possui uma mensalidade de R$ 500,00, o que significa que precisamos de outros R$ 200,00, provenientes do dinheiro que pouparemos antes de entrar no curso. Assim sendo, precisamos poupar o equivalente a R$ 200,00 x 12 (meses) x 4 (anos) = R$ 9.600,00. Como estamos poupando R$ 300,00 mensalmente (antes de entrar no curso), levaremos então R$ 9.600,00 / R$ 300,00 = 32 meses ou 2 anos e 8 meses.

Isso significa que se você:

  1. Reduzir gastos e poupar 10% do salário (02 meses);
  2. Reduzir gastos e poupar 20% do salário (02 meses);
  3. Continuar poupando 20% do salário (32 meses);
  4. Inscrever-se e cursar uma graduação (48 meses).

Prazo para alcançar a meta: 84 meses (07 anos).

Veja só, este “esboço de plano” já nos aponta que é possível alcançar a meta de ter uma graduação em um prazo de 07 anos! Claro, é necessário agora refinar cada meta intermediária, isto é, quebrar em uma série de passos para facilitar o acompanhamento e execução. Mas se feito de forma adequada, não é impossível estimar prazos e determinar recursos necessários para alcançar suas metas.

E por maior que pareça o seu sonho para você hoje, por mais difícil que seja dar o primeiro passo, você perceberá que, uma vez que esteja colhendo os frutos de seu esforço por meio do planejamento, você se sentirá mais motivado para continuar.

Encerro esse texto, então, com o célebre ditado: “quem fracassa em planejar, planeja fracassar”.

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Como ganhar dinheiro com Adsense #10

Texto x Imagem

Alguns anos atrás, cultivava-se a ideia de anúncios com textos conseguiam resultados melhores do que anúncios com imagens – o que levava muitos até mesmo a habilitarem somente anúncios textuais. Na verdade, dependerá muito do layout de seu website e do nicho em que atua.

Se o conteúdo do seu website é predominantemente texto, anúncios textuais podem ter um bom desempenho quando bem ajustados ao seu layout, enquanto anúncios com imagens também podem ser bons por facilmente atrair a atenção do visitante. Já websites que apresentem grande quantidade de imagens e vídeos podem apresentar melhor desempenho com anúncios textuais, já que evitam o excesso de imagens que poderia se formar. Na verdade, mais uma vez, você precisará testar para saber qual o melhor tipo de anúncio para o seu website – lembrando que você também pode manter ambos os tipos ativos.

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Como ganhar dinheiro com Adsense #9

Ajuste o layout dos anúncios

Uma estratégia muito comum é ajustar o layout dos anúncios Adsense para serem iguais ao do website. A vantagem dessa tática é criar um layout mais uniforme para os seus visitantes, não exibindo “propagandas gritantes”, que poderiam levá-los a abandonar o website ou irritar-se com a aparência do mesmo. Além disso, as pessoas são mais propensas a clicar em links que pertencem ao próprio website do que a clicar em publicidades, levando-as a dar alguma atenção às publicidades que, de outra forma, nem mesmo olhariam.

Por outro lado, algumas pessoas seguem o caminho totalmente oposto, fazendo os anúncios se destacarem bem na página com o intuito de chamar a atenção. Tal tática é bastante ousada e arriscada, mas pode gerar um bom retorno financeiro caso o webdesigner saiba realmente o que está fazendo!

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Como ganhar dinheiro com Adsense #8

Estime o potencial de rentabilidade de seu nicho

Não adianta criar um website com um layout incrível e conteúdo impressionante em um nicho que não possui muito interesse comercial. Você acabará com um website com 150 visitas por mês e um faturamento mensal inferior a um dólar – e, quando levar em consideração os custos para manter seu domínio e hospedagem, perceberá que está somente tendo prejuízo.

Assim sendo, por mais que você seja fanático ou especialista em um tema muito específico, é melhor expandi-lo um pouco a fim de aumentar o potencial de tráfego ou até mesmo buscar um nicho diferente porém relacionado onde haja maior intenção comercial. E baseie sua decisão em cálculos – no artigo Rentabilidade de um negócio online eu apresento uma fórmula bem simples para determinar o potencial de retorno.

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