A Conspiração contra a nossa Educação

E hoje discutiremos o segundo capítulo de A Conspiração dos Ricos, um capítulo cujo título é bastante interessante, polêmico e deverá levá-lo a tantas reflexões como fez comigo: A Conspiração contra a nossa Educação. E devo, antes de mais nada, dizer que estou muito satisfeito com o que li neste capítulo: sem tirar nem pôr, trata-se de uma análise fiel do que realmente acontece no nosso atual sistema educacional.

Aos que podem não lembrar, desde fins de 2007 a meados deste ano, 2009, trabalhei como professor na Universidade Federal de meu estado e como professor pude observar várias coisas, várias falhas que há no sistema de ensino. Mas vamos em frente que no momento certo falaremos sobre elas.

Por que dinheiro não é ensinado na escola? Esta é a primeira pergunta que aparece neste capítulo, tentando nos levar a uma reflexão sobre o real papel da escola, para então compreender por que não aprendemos sobre dinheiro.

A escola surgiu como um meio de nos preparar. “Mas preparar para que?”, você pode estar se perguntando. Para sermos empregados bem disciplinados e obedientes, sem senso crítico suficiente para questionar ordens.

As primeiras escolas que o proletariado (leia-se aqui classe trabalhadora, no jargão usado por nossos livros de História quando se referem ao período da Revolução Industrial 🙂 ) teve acesso foram criadas e oferecidas pelos ricos, pelos donos das plantações, das fábricas, das empresas.

Funcionava da seguinte forma: “se você for um excelente empregado, oferecemos ao seu filho uma correta educação, tão correta que ele poderá mais tarde trabalhar conosco, continuando assim o seu legado, que é o de gerar mais riqueza para os nossos bolsos”. Os anos se passaram e a mesma lógica das escolas do período pós-revolução industrial persiste, uma vez que nossas escolas ainda preparam nossos filhos não para serem os donos, os empregadores, mas sim somente os empregados.

Interessante como Robert Kiyosaki expõe o assunto: em sua infância, morava em uma vizinhança onde haviam duas escolas: a “escola dos pobres” e a “escola dos ricos”. Por um acaso do destino ele estudara anteriormente em uma escola dos pobres” e, agora, estudava em uma “escola dos ricos”, podendo ver claramente a segregação que acontece na educação dos jovens.

Continuando a leitura, Kiyosaki estabelece uma comparação entre ricos e pobres sobre diversos assuntos lingados a dinheiro (o que aprendemos na escola, o emprego que mantemos, as taxas que pagamos). E que atire a primeira pedra aquele que puder apontar alguma mentira!

Após alguma história rememorando a história do dinheiro (o que já fizemos em parte anteriormente 🙂 ), Kiyosaki começa a discutir as novas regras do dinheiro.

Nova regra #1 – Dinheiro é conhecimento

Uma das principais vantagens de vivermos na Era da Informação é que o acúmulo de conhecimento propicia o “fazer dinheiro” mesmo quando não se tem dinheiro. No período feudal, era necessário que você fosse os donos da terra, isto é, que você já tivesse dinheiro, caso quisesse acumular mais riquezas. Agora, com a informação desempenhando papel predominante, basta que tenha bons conhecimentos sobre algo relevante e saiba aplicar tais conhecimentos e você terá uma ótima oportunidade para ganhar dinheiro.

E Robert nos pergunta, então, o que esta nova regra, “Dinheiro é conhecimento”, significa para nós. Bem, para mim, significa uma grande oportunidade, pois se somente tendo dinheiro fosse possível ganhar dinheiro, eu estaria em sérios apuros, já que, como comentei, comecei sem dinheiro algum, somente contando com a educação que me foi passada pelas escolas em que meus pais me matricularam quando criança e jovem. E é desta forma que todos nós, inclusive você, deveríamos encarar: uma grande oportunidade. Claro, há riscos, mas não há oportunidades sem riscos.

E por fim, o autor faz uma crítica ao sistema de ensino que privilegia aqueles que pagam mais em impostos, contribuindo para aumentar ainda mais a segregação entre ricos e pobres.

E você, caro amigo leitor, o que acha da Conspiração contra a nossa Educação, ela é real? Sim? Não? Dê-nos sua opinião!

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o minicurso Estudando a Conspiração dos Ricos]

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3 comments

  1. Rosimar Visnheski says:

    Acredito sim que há essa enorme conspiração invisível diante dos leigos sobre educação financeira.

  2. admin says:

    Olá Rosimar, tudo bem?

    Sim, infelizmente há. Essa conspiração nasceu defendendo interesses isolados de grupos detentores de certas facilidades e, com o tempo, começaram a formar parcerias entre si.

    Mesmo que não haja uma evidência clara da “conspiração”, é perceptível, pois basta observar quão arcaico são nossos sistemas educacionais, por exemplo, que ainda hoje não se preocupam em trabalhar novas e importantes informações com seus alunos.

  3. Suzy P. says:

    Boa noite a todos! O Tema tratado é muito interessante,porém triste por se constatar a mais pura realidade. Quantas vezes já me fiz esta pergunta? Por que não incluir no currículo escolar a Educação Financeira? E,hoje,sei o verdadeiro motivo: – não interessa ao sistema ter um povo instruido e politizado, que saiba como lidar com o seu dinheiro, mesmo que pouco, um povo consciente que não se deixa iludir por qualquer coisa que se diz por aí.É uma vergonha, mas infelizmente o comando ainda está nas mãos dos que detêm o poder.Tenho acompanhado o curso sobre o livro Conspiração dos Ricos,estou gostando muito, é bastante esclarecedor, e a troca é bastante valiosa, todos ganhamos com tudo isto.Comprei o livro Os segredos da mente milionária,mas ainda não tive oportunidade de iniciar a leitura.Um abraço para todos do blog!

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