A segunda chave: Saiba como usar derivados

E aqui estamos nós mais uma vez com o nosso curso de Educação Financeira! O curso está quase terminando e hoje vamos falar sobre a segunda chave para o seu sucesso: saber como usar derivados!

Talvez esta afirmação possa lhe parecer de pouca importância, como também me pareceu quando a li pela primeira vez. Até então eu somente conhecia os derivados existentes nos investimentos bancários que se referem a novos tipos de investimentos bancários criados a partir de outros investimentos bancários. Entretanto, apesar de não lhe dar muita importância naquele momento, hoje considero os derivados uma verdadeira chave para o sucesso e é exatamente sobre isso que vamos falar hoje mas, antes de mais nada, vamos definir direito o que significa derivado e o que pode ser um?

No mundo do dinheiro, o que é um derivado?

Na língua portuguesa, derivado é tudo aquilo que é formado a partir de outra coisa. Como um substantivo derivado que provém de um primitivo, por exemplo. No mundo das finanças e dos investimentos, um derivado é um instrumento financeiro cujo valor deriva do valor de outras coisasç. No mundo do dinheiro e dos negócios em geral, a situação é similar, incluindo somente uma pequena diferença: um derivado é todo ativo com que se pode ganhar dinheiro que provém direta ou indiretamente de algum outro tipo de ativo.

Certo, ok, a afirmação pode parecer bastante confusa, vamos então partir para o exemplo que Robert Kiyosaki excplicou em Conspiração dos Ricos… Tenhamos as ações de uma dada empresa como um ativo de nosso interesse. As cotas de um fundo de investimentos que atue administrando papeis dessa empresa e de outra são então derivados, pois são ativos criados a partir de outros ativos. Entretanto, o universo dos derivados não se restringe aos investimentos bancários. Kiyosaki cita as licenças para publicação de seus livros como derivados (muito rentáveis) de seu próprio conhecimento, isto é, enquanto que “o seu cérebro” é a “fonte original” da informação, pode-se adquirir licenças sobre sua propriedade intelectual, que são então derivados de seu conhecimento.

Cursos online ou offline também podem, desta forma, ser considerados bons derivados se tiverem um bom retorno financeiro.  Venda de infoprodutos, programas de afiliados e tantas outras coisas também podem ser considerados derivados. Vamos repetir então para não esquecer: podemos considerar um derivado tudo aquilo que provém de alguma outra coisa (produto ou serviço) e com o qual posso ganhar dinheiro.

Em Conspiração dos Ricos, Robert aponta créditos e empréstimos que os bancos concedem como sendo derivados, pois eles são oferecidos de acordo com a quantidade de dinheiro real que os mesmos administram.

Bem, supondo que já explicamos o suficiente o que significa um derivado, vamos à próxima pergunta…

E por que derivados são tão importantes?

Até aqui, a “mágica dos derivados” pode passar despercebida. Geralmente um derivado é algo intangível (se você possui dúvidas quanto ao conceito de intangibilidade aqui aplicado, considere intangível algo que dispensa matéria-prima palpável na sua elaboração, utilizando-se principalmente da informação e ferramentas tecnológicas para sua elaboração, distribuição e aplicação), algum tipo de produto virtual, serviço ou permissão com o qual você pode ganhar dinheiro. Alguns tipos de derivados são:

  • Propriedade intelectual sobre músicas e livros;
  • Cursos e websites que ensinam ou oferecem algum serviço;
  • Infoprodutos, isto é, produtos virtuais criados a partir do conhecimento e experiências de alguém e que podem facilmente serem replicados e distribuídos.

Espere, espere, espere um momento! Antes de prosseguirmos, perceberam que todas essas coisas geralmente provêm de um bom trabalho intelectual? Então, se você lembra do que Robert Kiyosaki gosta de comentar, vai perceber que realmente é verdade a primeira nova regra do dinheiro: Conhecimento é dinheiro.

E ponto final! Se você apresenta um bom conhecimento em torno de algo, pode criar algum tipo de derivado a partir do mesmo e, então, ganhar dinheiro a partir dele – use então o seu conhecimento e suas experiências para gerar bons derivados!

Eu, por exemplo, possuo alguns blogs, derivados do que sei, do que aprendei. Possuo também o conteúdo já formado para dois livros, mas infelizmente ainda não foram devidamente registrados, então estes ainda não são derivados trabalhando ao meu favor. E você: quais derivados você possui? Eles já estão trabalhando a seu favor?

Um derivado pode ganhar muito ou pouco dinheiro. Ser uma verdadeira mina de diamantes ou representar ao menos uma renda extra, depende de inúmeros fatores, mas principalmente de sua habilidade de explorá-lo como uma oportunidade de negócio.

Mas você pode estar pensando “E se eu não tiver tanta experiência assim em algo? Como posso criar o meu derivado?”. Simples, se você não sente que seu conhecimento e experiência são suficientes, você pode formar uma parceria com alguém que tenha e, então, formalizar juntos um derivado em torno do mesmo que seja benéfico para ambos.

Um bom derivado é aquele que lhe consegue dinheiro “tão fino quanto o ar”, numa tradução livre de uma afirmação de Robert Kiyosaki, querendo dizer que o mesmo é tão intangível e fácil de ser manipulado que pouco é o trabalho para o seu proprietário, restando-lhe apenas curtir os lucros.

“Pegou” a ideia? Sim? Ótimo, pois é aqui que encerra o meu trabalho e começa o seu…

Exercício

O que foi? Pensou que escaparia de um bom exercício? Como disse, meu trabalho (que neste artigo foi explicar o que são derivados e como eles podem ajudá-lo a ganhar dinheiro) já terminou, mas agora começa o seu, pensando mais a respeito neles e tomando nota de tudo aquilo que possa lhe parecer um bom derivado.

Na aula anterior, A primeira chave: saber vender, preocupamo-nos bastante com toda a parte de vendas de um possível produto ou serviço, focando principalmente no atendimento ao cliente. Desta vez, o foco é no produto ou serviço que você deseja oferecer – o mesmo pode ser considerado um bom derivado? Para você, é simples de trabalhar com o mesmo? Quão intangível ele é?

Citamos alguns exemplos de derivados ao longo deste artigo. Que tal escrever uma lista com uns dez derivados e ordená-los segundo seu interesse e experiência e importância para o público? Um bom derivado é aquele que você pode trabalhar bem e com um bom diferencial e que apresenta uma grande procura!

Descubra, então, qual pode ser o melhor derivado a se trabalhar e, se ainda não começou o seu negócio, faça-o imediatamente!

Na próxima lição de nosso curso, falaremos sobre como usar o outsourcing a seu favor. 😉

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Educação Financeira]

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