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Como a máquina econômica funciona

Você alguma vez já se perguntou por que a Economia de um país possui tantos altos e baixos, oras em momento de plena ascensão, oras em recessão? Se sim, então hoje é seu dia de sorte, pois é sobre isso que vamos falar agora, aprendendo um pouco sobre o impacto do uso do crédito/débito na Economia. Enfim, uma “rápida visita” ao fantástico mundo do Economia – então prepara a pipoca.

Este artigo é inspirado em um vídeo do website Economic Principles denominado “How The Economic Machine Works” (isto é, o título deste artigo, porém em inglês), criado por Ray Dalio. Trata-se de uma indicação de vídeo que recebi de Tim Ferriss por e-mail e é tão simples e ao mesmo tempo impressionante a forma como se explica o modelo econômico baseado em ciclos que não poderia deixar de comentá-lo aqui. Thank you, Tim!

Assim, recomendo também a todos os amigos do Clube a também assistirem ao vídeo (compartilho-o ao final deste artigo), mas como sei que alguns podem não assisti-lo por estar em inglês ou por ser muito longo, segue agora um resumo dos pontos mais importantes – acompanhados de minha opinião, claro.

Produtividade x Débito

Suponha uma comunidade que produz e comercializa uma mesma quantidade de bens e serviços entre si ao longo do tempo. Como a produtividade se encontra constante, o valor dos bens e serviços negociados entre si não varia ao longo do tempo – nesse exemplo, não há crescimento na economia local (ela permanece estagnada naquele mesmo valor).

Agora, considere que a tal comunidade possua um crescimento constante de sua produtividade – seja por aumento do número de empresas, mão-de-obra mais abundante e qualificada, melhoria nas tecnologias e processos de produção etc. Conforme a produtividade cresce, também a economia local cresce, o que permite a todos um maior consumo de bens e serviços – uma economia próspera, não? A figura abaixo representa o impacto do crescimento da produtividade ao longo do tempo sobre a economia local.

Máquina econômica - Crescimento da produtividade

Entretanto, alguns bens de consumo ou serviços prestados podem apresentar um alto custo inicial, um valor que uma pessoa ou empresa pode não dispor naquele momento. Como adquiri-lo se não possui aquele valor? Bem, nasce o conceito de crédito, em que uma pessoa usa o crédito que recebe de uma instituição financeira para realizar a aquisição, tal instituição (credor) paga ao vendedor ou prestador de serviço e a pessoa (devedor) pagará posteriormente (de uma vez ou parcelado) pelo crédito recebido, acrescido de juros (que crescem ao longo do tempo).

Dessa forma, ao introduzir a noção de crédito no modelo econômico anterior, percebemos que podemos antecipar uma compra (fomentando o crescimento), porém posteriormente precisamos pagar por isso bem como os juros devidos (reduzindo o crescimento), então o gráfico que antes era uma linha reta começa a apresentar curvas (ciclos). Um ciclo apresenta um momento de ascensão devido ao uso do crédito seguido de uma queda devido ao pagamento do mesmo. Considerando-se somente o impacto do débito no longo prazo (de 10 a 50 anos, por exemplo) teríamos algo similar à figura seguinte.

Máquina econômica - impacto do débido no longo prazo

Isso é o que acontece quando consideramos somente o débito usado para aquisição de imóveis ou bens caros, investimento em empresas etc. Entretanto, a ideia de concessão de crédito para “giro de mercado” foi tão bem aceita que incentivou-se bastante seu uso também no dia a dia – quem aí não conhece o cartão de crédito? Assim, pessoas e empresas fazem “pequenas dívidas” para um período bastante curto, provocando ciclos menores dentro daquele ciclo maior. Nosso modelo econômico, então, seria algo parecido com a seguinte figura.

Máquina econômica - ciclo do débito no curto prazo

Meu desenho não ficou muito bom, mas acho que transmite a mensagem desejada. Cada curva (ciclo) menor pode compreender um período tão curto quanto 5 ou anos ou menos, já a curva maior indica um período bem maior. Ao longo dos ciclos menores, o governo (por meio do banco central) ajusta a taxa de juros cobrada pelo crédito concedido como forma de controlar o uso do mesmo – ao final, crédito não é dinheiro e quando se consome muito do mesmo sem que se pague de volta no mesmo ritmo, o modelo econômico “quebra”.

Então em alguns momentos o crédito está “barato” (taxa de juros baixa), facilitando o acesso ao mesmo e aquecendo a economia; em outros momentos, quando o endividamento se encontra muito alto e corre-se o risco de que as pessoas não consigam pagá-lo no devido tempo, o crédito começa a ficar mais caro, forçando os cidadãos a controlarem o uso do crédito e reduzirem seus gastos.

Inflação x Deflação

Também sobre o preço dos bens e serviços, o uso do crédito possui impacto. Quando a economia “esquenta” e as pessoas estão comprando mais, a oferta reduz em relação à demanda e mercantes tendem a elevar seus preços. Se crédito é usado nessas operações, também o seu “preço” (juros) deve ser considerado, o que pode elevar ainda mais os preços dos bens e serviços – e a alta generalizada de preços é o que chamamos de inflação.

Em contrapartida, quando há uso de crédito em excesso e as pessoas reduzem o consumo ou por qualquer outra razão o poder aquisitivo das pessoas cai (altos índices de desemprego, por exemplo), ocorre uma deflação, isto é, a queda generalizada dos preços de produtos.

Geralmente consideramos inflação como algo ruim, já que os preços dos produtos estão subindo, então isso significa que deflação é algo bom? Não, pois a mesma acontece muitas vezes não como um reajuste de preços de produtos para um “valor justo”, mas como consequência de uma grande retração da demanda devido à queda do poder aquisitivo das pessoas. As empresas, então, precisam reduzir suas despesas internamente para reduzir preços e ainda se manterem sustentáveis – dentre as possíveis consequências temos as demissões em massa e queda na qualidade dos produtos e serviços.

E, indo um pouco mais além, a combinação de queda no poder aquisitivo, deflação e elevação do desemprego inicia um ciclo de decadência muito perigoso e difícil de controlar, que pode levar anos (décadas) para voltar ao ponto em que a economia de um país se encontrava anteriormente. Estamos falando das famosas crises e recessões.

No modelo apontado (no vídeo) por Ray Dalio, esse ciclo de ascensão + decadência tomaria de 30 a 70 anos e é praticamente inevitável. Em minha opinião, pode-se prolongar o máximo possível o momento de ascensão e assim adiar (ou mesmo minimizar) o momento de decadência na Economia de um país por meio de: (1) controle intensivo do uso do crédito; (2) melhor educação financeira da população (para que entenda os prós e contras do uso do crédito); e (3) incentivo ao crescimento da produtividade.

O crédito (e consequentemente o débito) não é de todo mal, desde que você saiba como usá-lo. O empreendedor que se utiliza de crédito para abrir ou expandir seu negócio de forma sustentável e lucrativa pagará pelo crédito concedido e terá um negócio em expansão ao final – bom para ele e para a economia local. Entretanto, se você adquire crédito (principalmente no curto prazo) apenas para consumir diversos bens e serviços, estará somente pagando mais caro pelos mesmos – o que é bom para o banco (desde que você pague), mas não é bom para você.

Três regras de ouro

Ray Dalio encerra seu vídeo com três regras fundamentais para o crescimento econômico saudável:

  1. Não deixe o débito crescer mais rápido que a renda – todo débito custa (principal + juros) e se você contrair muito débito que não esteja gerando receita, logo “quebrará”;
  2. Não deixe a renda crescer mais rápido que a produtividade – aumento de renda sem aumento de produtividade significa demanda maior que oferta de produtos, elevando assim o preço destes (inflação). Em outras palavras, sua renda nominal aumenta, mas seu poder aquisitivo (aquilo que você consegue comprar) permanece o mesmo ou até meio diminui;
  3. Faça tudo que puder para aumentar sua produtividade – essa é a melhor forma para se alcançar um crescimento econômico sustentável.

E finalmente o tão falado vídeo. Ele possui 30 minutos de duração, mas é realmente muito bom e fácil de entender, já que ele se encontra bastante ilustrado. Realmente recomendo que o assista.

Imóveis ou ações: o que é melhor para o seu plano de investimentos?


Se você está iniciando no mundo dos investimentos e pergunta-se quais seriam suas melhores opções para investir, então sente aí e vamos conversar um pouco. Aliás, se você está começando agora nesse “novo universo”, já recomendo que acesse o nosso curso online Manual do Investidor ou, até melhor, assine nossa newsletter e receba por e-mail nossos e-books Manual do Investidor e Como Ficar Rico – dicas, dúvidas e comentários, ok?

Agora vamos em frente. Quem começa sempre tem uma ânsia danada por já começar investindo em ações, afinal de contas, quem nunca ouviu falar em como este ou aquele investidor ficou milionário investindo em ações? Há também aqueles que escolhem investir em imóveis, afinal de contas, é um investimento certo, sempre valoriza, não é mesmo? Bem, vamos analisar com calma cada uma dessas opções.

O que é melhor para seu plano de investimentos: imóveis ou ações?

Ganhar muito dinheiro investindo pouco em ações

Tive a ideia de escrever esse artigo lendo este artigo da corretora Rico, que aborda justamente como começar a investir na Bolsa de Valores mesmo que tenha pouco dinheiro. A princípio critiquei o artigo, pois a maioria dos artigos que tomam tal postura são bastante sensacionalistas e não apontam a incidência de custos com corretagem e custódia, que devorarão boa parte do retorno com ações quando se aplicam valores pequenos.

Entretanto, para a minha surpresa, eles comentam sobre o impacto da taxa de corretagem (mas não vi sobre a taxa de custódia) e inclusive recomendam que quem esteja começando nesse mesmo, mesmo que já tenha seu “colchão de emergência” não comece “de cara” como um day trader, pois provavelmente não conseguirá bons lucros no início.

Quem acompanha meus artigos já sabe que recomendo que faça as contas em uma planilha, considerando duas taxas de corretagem (compra e venda) para cada “pacote de ações”, o custo de custódia mensal e qual a variação mínima e máxima esperada nos preços das ações. Só assim você pode determinar se vale a pena um investimento de R$ 1.000, R$ 5.000 ou R$ 10.000 em ações. Na última vez que fiz tais calculos segundo minhas espectativas, identifiquei o seguinte:

  • Deveria começar com uma aplicação inicial de R$ 5.000;
  • Cada nova compra deveria envolver pelo menos R$ 2.500;
  • Dar preferência a ações de empresas sólidas e que paguem bons dividendos.

No meu caso, não gosto muito da ideia de day trade, preferindo o que é conhecido como position trade, por isso o foco em ações com bons dividendos (estratégia buy-and-hold). Inclusive, se você se interessou pela estratégia de adquirir ações com bons dividendos, encontrei outro artigo interessante na corretora Rico.

Mas, como disse, o artigo da Rico é bem interessante e vale a pena ser lido, pois reforça a importância de ter um bom patrimônio em renda fixa (Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA etc.) antes de começar a investir em ações, o que torna o seu patrimônio total menos vulnerável às oscilações de mercado.

E quanto a investir em imóveis?

Segundo artigo publicado no Dinheirama, chegou a hora de voltar a investir em imóveis. Achei um pouco estranho, uma vez que o mercado imobiliário está passando por uma leve deflação no momento – e eu apostaria que essa deflação continuará pelo menos nos próximos 06 a 12 meses, então não seria esse o momento mais acertado para investir.

Mais interessante, o artigo aponta um retorno muito considerável por meio de fundos imobiliários (FII). Tais fundos podem ser interessantes para quem não possui grande montante para investir e deseja aplicar em imóveis, mas volto a considerar o resfriamento de tal mercado e o fato de que há taxas em todo tipo de fundo para dizer que talvez o retorno não seja tão rápido quanto é apontado.

E então?

Eu seguiria o caminho mais tradicional, investindo primeiro em renda fixa, fugindo de fundos e posteriormente investindo até 20% de patrimônio em renda variável (ações), sempre com foco em longo prazo.

Entretanto, essa é a minha opinião levando-se em conta o meu perfil de investidor e necessidades. E para você, amigo leitor, qual a estratégia mais acertada para um bom plano de investimentos?

Novo imposto sobre combustíveis – quem paga essa conta?

Em matéria da G1, li sobre a decisão do governo de elevar o tributo sobre combustível em R$ 0,41 por litro de gasolina e R$ 0,21 por litro de diesel (já passa a valer nesta sexta, dia 21 de julho). Enquanto para economistas esta foi uma boa decisão, acho que concordo mais com empresários que criticaram a alta de impostos. E antes que digam que estou defendendo o “bolso dos ricos”, donos de empresas milionárias etc. entenda que estou defendendo é o nosso bolso, de cada um de nós brasileiros, afinal de contas quem é que vai pagar essa conta?

Aumento do preço da gasolina... e agora?

E aí, quem paga a conta?

Pense direitinho… se aumentamos o custo do combustível, quais são os impactos diretos e indiretos sentidos pela sociedade?

  • Transporte coletivo e privado irá aumentar seus preços;
  • Transporte de carga também sofrerá reajuste;
  • Devido ao item anterior, empresários possuem duas alternativas: repassar a diferença para o consumidor (inflação) ou corte de gastos (possíveis demissões);
  • Empresas que não estiverem bem estruturadas para absorver esse imposto sem repassar para o consumidor podem não suportar – você não viu nenhuma pequena empresa fechar as portas em sua cidade nos últimos cinco anos?

Economistas dizem que é um bom momento para tal alternativa, já que tivemos uma leve deflação nos últimos meses e, mesmo com o efeito em cadeia que isso levará, não haverá impacto duradouro sobre a inflação. Mas como apontei acima, empresas que não consigam suportar tal variação (dependerá, claro, das margens de lucro da mesma bem como do impacto do preço do combustível sobre a mesma) podem meter-se em apuros – e se empresa “fecha”, o trabalhador perde seu emprego.

Estou sendo exagerado?

Talvez alguns digam que estou sendo exagerado, mas é só observar setores como indústria e comércio de perto para perceber que muitos pequenos empreendedores não estão vivenciando seu melhor momento. Toda e qualquer tributação que surja pode levar a maiores desafios em seu dia-a-dia.

A melhor saída realmente seria corte de gastos no orçamento público. Há aqueles que digam que não é possível, que não há como reduzir tais gastos. Há sim, mas não vou entrar nesse assunto agora. O importante é que devemos discutir alternativas que minimizem o impacto no bolso do cidadão brasileiro.

E o que podemos fazer por agora? Eu já estou pensando em comprar uma bicicleta para ir ao trabalho – e olha que não me lembro quando foi a última vez que andei em uma! E qual a sua opinião: concorda com o aumento do imposto sobre combustível? Gostaria de sugerir outra alternativa mais interessante a todos? Comente!

Papo Reto: tirando proveito da deflação e recuperação da produção industrial

Analisando notícias e artigos dos últimos dias dos dez principais websites e blogs das áreas de finanças pessoais, economia e emprego, identifiquei um bom leque de oportunidades para reduzir despesas e buscar novas fontes de renda, peças-chave para que possa investir melhor e construir um futuro financeiro muito melhor para você e sua família. Então, se ultimamente você esteve com a “corda no pescoço” ou procura expandir sua receita com o intuito de construir seu patrimônio, talvez os artigos aqui citados possam oferecer-lhe alguma direção.

Deflação generalizada?

Fontes:

Segundo notícias publicadas no Portal Brasil, o mês de julho também trouxe uma queda da inflação, impulsionada principalmente pela queda dos preços no mercado imobiliário e do INCC (índice nacional da construção civil) que apresentou crescimento negativo.

O que pode representar um problema para pessoas que atuam no mercado imobiliário ou que desejam vender sua casa ou apartamento, pode representar uma oportunidade para aqueles que desejam adquirir seu próprio imóvel. Além disso, se você paga aluguel possui uma forte justificativa para negociar um não aumento no reajuste anual do aluguel, já que o mercado se encontra diante de tal crise.

Também pode ser um bom momento de ir às compras e pechinchar, “brigar” por um bom desconto nas compras à vista, já que a deflação é um sinal de que menos pessoas estão comprando. Vale lembrar, claro, que você não deveria sair correndo e comprando tudo o que vê pela frente, mas somente aquilo que você já previa dentro de seu orçamento e tendo a possibilidade de pagar à vista!

Possível retomada do crescimento da economia?

Fontes:

Mais uma vez segundo dados do Portal Brasil, as áreas de agronegócios, mineração e produção industrial apresentaram resultados positivos em suas balanças, movidos principalmente pelo momento de relativa queda do dólar e aumento das exportações. São indícios de que estamos diante de uma retomada do crescimento da economia?

Bastante provável, mas para garantir isso, precisamos ver estes e outros setores apresentarem maior demanda de mão-de-obra, injetando recursos financeiros no seio da família brasileira que permitirá o crescimento saudável do comércio interno novamente. E ao que indica, alguns setores como o automobilístico ainda precisam de muito subsídio governamental para não ocorrer cortes de recursos humanos, como deixa claro o artigo Iniciativa mantém 2,7 mil empregos no setor de automóveis.

Como tirar proveito desse momento? Quem possui experiência no campo de vendas pode encontrar muitas oportunidades naqueles setores que estão crescendo. Para os demais, acredito que podemos esperar uma retomada do crescimento do comércio até o fim do ano que pode representar muitas oportunidades, principalmente para quem deseja operar no meio digital como vendedor, afiliado ou produtor de infoprodutos. Aliás, o Dinheirama publicou recentemente um artigo endossando a possibilidade de faturar algum dinheiro com vídeos, que são um tipo de infoproduto.

Artigos recomendados: Infoprodutos ainda são rentáveis?Como criar um infoproduto? e Fazer dinheiro com vídeos.

Cuidando de suas finanças e investimentos

Fontes:

Alguns bons artigos para ajudá-lo a controlar seu orçamento e melhorar seus investimentos foram publicados. Até gostei deles, mas se você já é “leitor das antigas” do Clube do Dinheiro, provavelmente já viu aqui (espalhado em diversos artigos) a maior parte senão todas esssa dicas.

Mesmo assim, aqui vai um resumo do que você pode aprender lendo estes artigos:

  • Quando economizando e investindo, não caia na armadilha de planejar somente para curto ou somente para longo prazo, você precisa dedicar recursos para desejos mais imediatos, porém sem afetar o acúmulo de recursos para alcançar metas de longo prazo;
  • Gerentes de bancos trabalham para bancos, então na maioria das vezes estão defendendo os interesses destes. Assim sendo, por mais interessante que pareça uma proposta de investimento, faça seu trabalho e analise prospectos, taxas, alíquotas de IR etc.
  • O passo-a-passo para organizar sua vida financeira familiar serve para organizar a vida financeira de seu novo negócio, isto é: separar as contas da empresa, elaborar orçamento empresarial, observar o fluxo de caixa, acompanhar todas as movimentações financeiras, reduzir custos e investir de forma planejada;
  • Muito cuidado para não cometer erros como envolver-se em despesas muito caras como a reforma de uma casa sem ter as devidas condições financeiras ou não investir o suficiente para o seu futuro;
  • Bônus: Dissocie padrão de vida de padrão de consumo. Você pode ter um estilo de vida melhor e mais saudável com sua família e ainda assim gastar menos, só depende de suas escolhas. Nenhum artigo citou isso diretamente, mas foi a primeira coisa que pensei ao ler o título de um dos artigos, algo simples porém muito ignorado.

Reforma trabalhista aprovada no Senado

Fonte:

Nathalia Arcuri gravou um vídeo no YouTube falando a respeito dos 10 pontos mais polêmicos (em sua opinião) sobre reforma trabalhista recém-aprovada pelo Senado brasileiro – vale lembrar que isso não significa que ela já entra em vigor, pelo contrário, muita coisa ainda vai rolar, ok?

Um dos pontos “polêmicos” apresentados não considero polêmico e sim uma regularização deveras importante: como ficam as despesas de quem trabalha a partir de um home office? Até pouco tempo atrás não havia regulamentação quanto a isso, assim sendo despesas como água, luz e internet ficavam por conta do próprio empregado, a proposta aponta que tais despesas são de responsabilidade da empresa, que deverá acordar com o empregado quanto desse valor e como será pago. Nada mais justo.

Há outros pontos que são considerados “polêmicos”, porém que concordo e sei que minha opinião pode desagradar a um ou outro leitor, então farei o mesmo que a Nathalia e deixar que cada um reflita a respeito e forme sua própria opinião.

E sobre o cenário político?

Não vou listar notícias do tipo: Temer fica, Temer vai; Lula solto, Lula preso; Cadê o dinheiro de Cabral etc. Isso aí já está ficando um bocado repetitivo, então vamos somente aguardar os desdobramentos da Lava Jato e esperar que todos os que participaram da corrupção sistêmica, seja de forma ativa ou passiva, sejam julgados e devidamente punidos.

Aprender italiano em 30 dias! Por que não?

Olá e estamos de volta com o novo desafio para o mês de julho, que será, mais uma vez, o aprendizado de uma nova língua – e desta vez, aprender italiano em 30 dias (e como estou começando um pouco tarde, irá até 11 de agosto).

A princípio não pretendia lançar oficialmente como um desafio (apesar de que já me planejava para estudar o idioma), mas como recebi alguns comentários dizendo que “com espanhol seria fácil”, “seria mais difícil se fosse inglês” etc. senti-me motivado a fazer mais um com outro idioma: desta vez a língua do “país da bota”. Além disso, como paguei por um ano de Busuu premium (barato, mas paguei), é um meio de aproveitar os recursos disponíveis para melhorar ainda mais o meu futuro guia sobre aprendizagem de línguas (ainda vou lançá-lo em PDF, aguardem).

E a última razão que não pode “ficar de fora” é que estou pensando em talvez seguir um doutorado em Educação com foco em tecnologias móveis para a aprendizagem de línguas. Enfim, inúmeras razões que apontavam para mais um desafio para aprender um novo idioma!

Aprender italiano em 30 dias. Desafio aceito!

Para não prolongar muito esse artigo, basta dizer que aquilo que planejei e aprendi durante o desafio para aprender espanhol (confira no lançamento do desafio e progresso após 10 dias, 20 dias e 30 dias) também será aplicado aqui, com algumas observações:

  • Os softwares que utilizarei são Busuu (possui 65 lições) e Anki. Duolingo não possui “italiano para falantes de português”, verei se há para falantes de inglês;
  • Meu foco será principalmente na leitura e escrita, porém não negligenciarei as outras competências (compreensão auditiva, fala e uso dentro do contexto);
  • Estabelecerei como meta primária a capacidade de escrever um texto de pelo menos 300 palavras em italiano e como metas secundárias a obtenção de cada um dos quatro certificados disponíveis no Busuu.

Para alcançar tal objetivo, dedicarei pelo menos 90 minutos diários à prática. Não sei se poderei dedicar mais tempo, pois ainda dedico algum tempo diário ou semanal à prática dos outros dois idiomas (inglês e espanhol). Espero que não vire uma salada de frutas em minha cabeça!

Perder peso em 30 dias – resultado final

Como afirmei no artigo inicial (Perder peso em 30 dias! Vai encarar?), decidi escrever somente um texto publicando o resultado final do #Desafio30Dias de junho, em vez de escrever um artigo com resultados parciais a cada 10 dias, como fiz no desafio Aprender Espanhol em 30 dias. Afinal de contas, não quero que este blog fuja muito de seu tópico, mas acredito que os resultados que obtive podem ser relevantes para outras pessoas, então vamos lá…

Para começo de conversa, vamos ao resultado alcançado: perdi 3,5 kg, mais ou menos. A minha meta era perder 7,0 kg, o que, eu sabia desde o início, seria um baita desafio, mas não me deixei esmorecer e tentei o máximo que pude. Além disso, mesmo sem ter alcançado 100% da meta esperada, alcançar 50% dela foi algo realmente muito bom para mim – e motiva-me bastante a “continuar o desafio”.

Agora, quero conversar um pouco sobre acertos e erros nessa jornada.

Perder peso em 30 dias. Desafio aceito!

Acerto #1 – A dieta certa

Estou certo de que uma das coisas que mais me ajudou foi a escolha de uma dieta adequada para perda de peso. Segui a Slow Carb Diet, de Tim Ferriss, uma dieta pobre em carboidratos (ajudando na queima de calorias) e rica em proteínas (facilitando o ganho de massa muscular magra). Essa dieta consta em seu livro 4 Hour Body, mas infelizmente não deu tempo de ler o livro durante o período (apesar disso, li vários artigos de Tim publicados em seu blog). Entretanto, um resumo em língua portuguesa está disponível no blog Doce Dieta.

A lista de alimentos que podem ser consumidos é muito, muito restrita. E dos que lá estão presentes, alguns não são tão populares em todas as cidades. Assim, sobraram-me como opções: ovo (cozido), carne ou frango (assado), alface e tomate. Durante o período em questão também reduzi ao máximo o consumo de açúcares, adoçantes e sal. Mas a dieta não é tão ruim assim, já que em um dia da semana você pode comer o que quiser (e esse bendito dia parecia nunca chegar!)

Sinceramente? Foi a parte mais difícil, frustrante e desesperadora do desafio. Quer coisa pior do que comer ovo e alface no café da manhã enquanto seu filho come um pedaço de bolo de chocolate? Sua esposa preparar uma macarronada com purê de batata e você tem que comer… frango grelhado, tomate e alface? E o cardápio da minha família nesse período não parou aí: lasanha, filé ao molho madeira, pizza etc.

Tudo bem que algumas dessas opções eram no domingo (meu “dia de descanso” da dieta), o problema era que sobrava bastante para a segunda-feira e eu só podia ver (em teoria, pois várias vezes acabei “esticando” o dia de descanso para o dia seguinte ou o dia anterior).

Apesar de todos os momentos angustiantes, funcionou bastante e credito à dieta boa parte dos bons resultados, juntamente com o próximo item…

Acerto #2 – Foco em exercícios físicos

Principalmente os aeróbicos! Como disse aqui, eu contava com uma bicicleta ergométrica já bastante rodada – e ela ajudou bastante, pena que a cinta de carga dela arrebentou perto do final do mês e agora preciso comprar outra para substituir.

Infelizmente durante o último mês não fui muito disciplinado em registrar o tempo de cada atividade no Toggl, mas eu “chutaria” que gastei mais ou menos o seguinte tempo ao longo de junho:

  • Bicicleta ergométrica: 6 horas
  • Exercícios físicos em geral: 15 horas
  • Passeios com Johnny (meu cão): 8 horas

O que dá uma média diária de 12 minutos de bicicleta, 30 minutos de exercícios físicos (principalmente levantamento de peso) e 16 minutos de caminhada, totalizando 58 minutos. Acredito que foi mais do que isso, mas já dá para ter uma ideia de como distribuí as atividades físicas – infelizmente bem distante dos 90 minutos diários que eu planejei no artigo inicial.

E não foi por falta de força de vontade: no início, eu estava cumprindo de 90 a 120 minutos diariamente! Entretanto, diante da minha fraqueza em seguir estritamente minha dieta e receio de que eu não alcançaria a meta, comecei a desanimar e não encontrava mais a mesma disposição. Resumo da ópera: sem ânimo fica muito difícil realizar exercícios focados nos músculos por 45 minutos e outros 45 minutos de bicicleta ergométrica (e mais ainda difícil depois que a mesma quebrou 🙂 ).

Da parte dos exercícios físicos, o que mais deu certo:

  • Tomar um café forte pelo menos 15 minutos antes de começar os exercícios. A cafeína atua como termogênico, auxiliando na queima de calorias;
  • Ter diariamente uma sessão extensa de exercícios, em vez de duas menores. Em quase todas as vezes que fiz uma sessão mais curta e prometi fazer mais posteriormente acabei por não cumprir;
  • Praticar o “descanso ativo”. Após uma sequência de exercícios para um grupo muscular, em vez de esperar 30 a 60 segundos parado, eu realizaria uma corrida no lugar (alguns chamam de flexão de joelhos) ou pedalava por 60 a 90 segundos;
  • Agrupar exercícios para músculos diferentes. Assim, com um par de halteres, realizava a sequência de exercícios para ombros, costas, bíceps, tríceps, coxas e panturrilhas uma após a outra, colocando os mesmos no chão somente após terminá-la;
  • Ouvir áudios de um curso em vídeo-aulas de inglês. Quando eu me concentrava somente nos exercícios, tinha a impressão de que aquele tempo todo estava sendo “jogado fora”. Ao aproveitar para ouvir as vídeo-aulas, sentia que meu tempo estava sendo bem melhor aproveitado.

Ao mesmo tempo em que essas etapas tornavam a atividade mais intensa, ajudavam a melhor aproveitar o meu tempo, sobrando assim tempo para continuar aprendendo espanhol (já tenho o último certificado do curso no Busuu e terminei todas as lições no mesmo) e retomar meu treino em inglês.

Acerto #3 – Equipamentos para treino em casa

Perdoem-me aqueles que consideram que só dá para focar e treinar em academia, mas nada como ter todo seu equipamento em casa e fazer na hora que quiser. Não tem disciplina para isso? Pois é, meu caro, você está pagando (e caro) o preço por não desenvolver essa disciplina.

Nada como simplesmente ir até um lugar da casa e começar a exercitar-me. Não preciso me arrumar, sair, revezar equipamento com outras pessoas etc. E não há mensalidades! O equipamento que utilizei durante esse desafio foi:

  • Bicicleta ergométrica (você vai voltar a funcionar, minha querida, prometo!);
  • Dois halteres de 6 kg cada;
  • Dois halteres de anilhas, que oras eu colocava 10 kg em cada, oras 13 kg.

Outro item barato e interessante seria um tapete para abdominais, mas não é realmente obrigatório (é possível realizar abdominais sem o mesmo normalmente), e um bom par de tênis (prometi-me o tempo todo e acabei não comprando, seria ótimo para corridas).

Uma coisa bastante interessante que percebi foi que mesmo se eu só tivesse os dois halteres de 6 kg, poderia organizar uma sequência de exercícios de tal forma que teria bons resultados, mesmo sem os halteres para pesos maiores. Digo isso, pois experimentalmente alternei alguns dias com pesos de 10 ou 13 kg e outros com os halteres de 6 kg, porém aumentando a quantidade de sessões e repetições.

Equipamento que não recomendo: Air Climber da Polishop. E antes que os vendedores venham reclamar dizendo que estou falando sem conhecer, tenho ainda a nota fiscal do que eu comprei aqui! O equipamento é caro (pelo preço dele você compra uma bicicleta ergométrica barata, 02 halteres de 6 kg e ainda sobra) e por ser todo de plástico possui uma vida útil bem curta (o meu quebrou completamente após pouco mais de um ano!). E não sou somente eu quem diz isso, procure opiniões de outros na Internet!

Enfim, se você não está a fim de gastar e não está com tanta pressa para perder peso ou foca em melhorar o corpo como um todo e não somente em perder peso, um bom par de tênis e dois halteres de 6 kg podem ajudá-lo bastante.

Momento propaganda: mais uma vez agradeço ao meu cunhado personal trainer Márcio Costa, que me deu uma força na aquisição do equipamento e orientação quanto a uma série de exercícios mais adequada para o meu objetivo.

Acerto #4 – Suplementos para emagrecimento

Como disse, adquirimos alguns potes de um suplemento para emagrecimento, que duraram não muito mais que um mês e meio. Minha esposa disse que gostou bastante dele, que viu resultados muito positivos. Em minha opinião, os três pontos anteriores tiveram um impacto muito mais forte do que o consumo do suplemento que compramos.

Entretanto, acho que vale a pena comentar sobre os tais suplementos aqui, pois me lembro que há vários anos atrás eu decidi tomar um tal “chá para emagrecer” (MagrePlan Chá) e na época acredito que o mesmo fez algum efeito em mim, o problema é que eu sou muito exagerado e onde se dizia: “duas colheres de sopa cheias” para o preparo do chá, eu interpretava como “duas colheres de sopa tão cheias que parecem o Everest”.

Resumo da ópera: cada vez que eu tomava o meu “chá matinal” eu praticamente me virava do avesso no banheiro. Mas não posso dizer que não perdi peso! Aliás, acho que vou voltar a tomá-lo e ver o que acontece! 🙂

Então, apesar de não atribuir muito dos resultados obtidos aos suplementos que consumi dessa vez, considero que eles possuem um papel importante para qualquer um que deseja perder peso rapidamente. Mas veja bem, somente para acelerar a perda de peso, pois a fim de manter o novo peso é necessária mudança radical dos hábitos alimentares e da rotina de exercícios diária, pois não é saudável consumir suplementos emagrecedores por muito tempo.

Erro #1 – Não confiar no método planejado

Muitas vezes desanimei, principalmente quando não seguia a dieta corretamente, e como uma bola de neve ia deixando o desânimo afetar outros pontos importantes. Talvez se eu tivesse confiado mais eu teria permanecido mais fiel ao método adotado e conseguiria uma redução bem maior – talvez pelo menos 5 kg.

E agora eu reconheço que foi uma grande besteira minha deixar o desânimo dominar e quase estragar tudo. Dica minha: se em um dia você não seguir sua dieta ou não fizer seus exercícios, não tem problema algum, apenas no dia seguinte volte à rotina como se tudo tivesse corrido normalmente. Irritar-se ou desesperar-se não vai ajudar, é muito melhor simplesmente ignorar e continuar, pois com o tempo o hábito vai se formando e você vai se tornar mais disciplinado.

Erro #2 – Não investir melhor nos equipamentos

Se eu tivesse me antecipado, verificado o problema da bicicleta e já comprado e trocado a cinta da mesma, não teria ocorrido tal interrupção já próximo ao fim do desafio. Também se eu tivesse comprado um par de tênis antes de iniciar, também teria mais motivação para algumas corridas pela manhã.

Invista em equipamentos e acessórios duradouros, que você possa utilizar por dois, quatro ou mais anos. Assim, no longo prazo você terá um bom retorno sobre os mesmos.

E agora?

A manutenção da saúde física, mental e emocional é essencial para qualquer um que deseja ganhar dinheiro e depois poder aproveitá-lo bem. De que adianta todo o dinheiro do mundo se você não estiver em condições físicas ou mentais de usufruir do mesmo? Além disso, quanto melhor a minha saúde, menos gasto com consultas, exames, medicamentos etc.

Assim sendo, ao longo do mês de julho manterei a rotina de exercícios físicos e não pretendo reduzir o ritmo, já que os benefícios de alcançar a meta (ainda falta perder 3,5 kg) são incrivelmente bons!

Além disso, continuo estudando espanhol e inglês, como já mencionei algumas vezes aqui e com isso minha “agenda para desafios” está cada vez com menos espaço, mesmo assim, não vou deixar o mês de julho passar “em branco” e eu já sei qual será o desafio…

Quando realizei o desafio para aprender espanhol, recebi um comentário por e-mail afirmando ser muito mais fácil aprender espanhol do que inglês. Como mencionei aqui, escolhi a língua espanhola por vários motivos, um deles era realmente saber espanhol e não partir para um “portunhol” durante uma conversa e o outro é porque enxergo muito mais possibilidades de uma viagem (a passeio ou trabalho) para um país que fale a língua espanhola, já que vivemos na América Latina. Mas para resolver esse impasse, acredito que já sei qual será o desafio de julho: aprender italiano. Trata-se de um outro idioma, possui menos raízes com nosso idioma do que o espanhol e já deixa claro que o objetivo aqui não é buscar uma meta fácil e sim cumpri-la da forma mais eficiente possível.

Além disso, a escolha de outro desafio relacionado à aprendizagem de línguas é porque estou pensando em possivelmente explorar um projeto (talvez em um doutorado?) relacionado a práticas na adoção de tecnologias móveis na aprendizagem de línguas. Enfim, não é à toa que estou escolhendo esse novo desafio… 🙂

Tentarei escrever e publicar um artigo sobre o novo desafio (e então iniciar o mesmo oficialmente) ainda hoje, mas não posso prometer nada, o dia será bastante corrido!

E aí, alguém mais executou o #Desafio30Dias de julho para perder peso?

Papo Reto: Economia se recuperando, mas você não pode brincar com seu dinheiro

No “Papo Reto” de hoje, dei uma olhada no que blogs e portais da área de finanças, economia e emprego publicaram recentemente e as notícias parecem animadoras no médio e longo prazo, entretanto não dá para “brincar com seu dinheiro”, pois se não fizer seu dever de casa e cuidar dele como um importante ativo na construção da prosperidade para a sua família, pode ter certeza que ele sairá “voando” pela sua janela – seja por meio de compra de bens desnecessários, mal uso de crédito ou investimento mal planejado para sua empresa.

Bem, aqui vai então um resumo do que está rolando para que você se mantenha informado e acerte em suas decisões financeiras…

Como organizar suas finanças sem ter um salário fixo

Publicado em: Me Poupe!

Tenho que elogiar, este artigo da Me Poupe! ficou bem legal e aborda os principais pontos a ser considerado quando você é um trabalhador autônomo e, portanto, sua renda mensal é bastante variável. Assim, os cinco pontos a se considerar são:

  1. Corte os custos fixos – a autora sugere a redução de diversas despesas fixas, isto é, gastos que ocorrem todo mês. Alguns deles: aluguel, água, energia elétrica, internet, telefone fixo, telefone móvel, academia, TV a cabo, Netflix etc. Quem me conhece sabe que quanto a isso eu assumo uma postura bem mais radical (This is Sparta!) e se aquele gasto não é essencial, simplesmente elimino-o por completo, e se for essencial, reduzo ao máximo. Sim, isso significa cortar despesas até mesmo com academia, assinatura de TV e outros. Ué, não sabe se exercitar sem ir a uma academia, my friend?
  2. Reduza gastos com cartão de crédito – ela recomenda o uso muito bem gerenciado do cartão, inclusive planejando o período certo para comprar itens no menor preço possível. Concordo e vou além: pense duas vezes se realmente precisa comprar aquela roupa nova (ué, qual o problema de eu ainda usar aquela mesma camisa há 6 anos se ela ainda cabe em mim? E estou falando sério);
  3. Controle e planejamento mês a mês – isso é o alicerce para a vida de qualquer um. Não somente a pessoa que não possui um salário fixo, mas todos, todos precisam disso. Aliás, eu diria que todos os passos aqui são essenciais para quem quer manter-se na linha quanto às suas finanças;
  4. Tenha uma boa reserva financeira – mais uma vez, é essencial, e vou complementar somente dizendo que o tipo de aplicação a que destinará o dinheiro da reserva depende de quanto tempo acredita que ficará lá. Talvez aplicar tais recursos em opções como CDB, LCI ou LCA. Como se trata de um valor que você pode ter que movimentar a qualquer momento, pelo menos o valor referente a três meses de despesa não aplicaria em Tesouro Direto, mas depois disso, vai fundo nele também!
  5. Busque formas de ganhar dinheiro “sem trabalhar” – gostei bastante das dicas que ela apresentou nesta seção e que me lembraram um pouco as dicas de Billy Imperial em seu livro 40 Hábitos Financeiros Para Uma Vida Melhor. Aliás, se desejar conhecer outras ideias para cortar gastos ou criar fontes de renda alternativa, esse livro apresenta dicas legais.

Resumo da ópera: um artigo interessante para o trabalhador autônomo e também para quem apresenta uma renda mensal bastante apertada.

Notícias dos boletins DinheiramaNews

Publicadas em: Boletins #178, #179 e #180.

Dentre as diversas notícias sobre o cenário político e econômico brasileiro apresentado, acredito que as mais relevantes para o público em geral e mais especificamente o pequeno e médio investidor são:

  1. Cresce a dívida pública – de 2013 a 2017, a dívida pública crescem mais de 20% do PIB, saltando de 50,8% para 71,4%. Dívida pública crescendo é um sinal de alerta a todos nós, pois já sabemos para quem o governo empurra as contas por meio de impostos, não é mesmo?
  2. BNDES aumenta volume de empréstimos a empresas de pequeno porte – graças a ajustes nas regras, o valor dos empréstimos nos cinco primeiros meses foi 200% maior em relação ao mesmo período de 2016 e espera-se que cresça ainda mais. Isso significa que você, empreendedor, pode conseguir finalmente aquele capital necessário para ampliar seu negócio, mas leve em consideração que ainda estamos em um período de crise/recessão/apocalipse financeiro e, portanto, deve usar cada centavo de um potencial empréstimo sabiamente, afinal não é “dinheiro dado”.
  3. Conta de luz mais cara em julho – e lá vamos nós de novo pagar mais caro! Eu só queria saber quando foi que pagamos mais barato! Ainda estou esperando aquela redução na conta prometida ainda durante o governo de Dilma Rousseff! O jeito é desligar as luzes e acender o candeeiro!
  4. Reforma trabalhista será votada na próxima semana – juntamente com a reforma da reforma da previdência, este é um dos pontos negociados neste governo que, no longo prazo, apresentará um impacto enorme na vida do trabalhador brasileiro. Já comentei aqui que, em minha opinião, quem mais sofrerá as consequências dela é o trabalhador assalariado, que muitas vezes apresenta maior rotatividade em empregos, possui maior dificuldade e inexperiência para investir pensando em seu futuro e ficará a mercê das “novas leis trabalhistas” e da “aposentadoria após a morte”.
  5. Taxa Selic cai, juros para crédito pessoal sobem – esperava-se que, com a queda da Selic (está agora em 10,25%) os juros para crédito também cairiam, entretanto devido à alta inadimplência, os bancos procederam no caminho contrário e aumentaram as taxas. Um cenário ruim para quem toma dinheiro emprestado bem como para quem investe, que com a queda da taxa Selic vê diversas opções atreladas a ela direta ou indiretamente (CDB DI, por exemplo) caírem também. Conselho para quem investe: fique esperto e use sua planilha para ver se as suas opções de investimento continuarão as mais lucrativas, já que a previsão é de encerrarmos o ano com a Selic em 8,75%. Conselho para quem precisa de empréstimo: é melhor “cortar na carne” e eliminar muitas despesas para precisar de menos crédito do que piorar ainda mais com essa bola de neve!
  6. Petrobras reduz preço do gás de cozinha – toda vez que vejo notícia de redução de preço do gás de cozinha ou da gasolina (tivemos uma recentemente) eu fico rindo, pois nunca vejo tal redução chegar ao consumidor final. Em outras palavras, é uma redução de lucro da Petrobras que não se converte em redução de despesa para nós, então alguém aí no meio de campo estará lucrando bastante com isso e não sou eu.
  7. Produção industrial sobe 0,8% e tem melhor maio em 6 anos – e agora uma notícia bem legal: a indústria brasileira está demonstrando sinais de retomada de crescimento, o que pode levar à geração de empregos novamente, mas o cenário político atual que atingiu diretamente até mesmo o presidente Michel Temer pode prejudicar a confiança de investidores e levar a um retrocesso.

Inflação cai, produção de petróleo e balança comercial sobem

Publicadas em Portal Brasil: Mercado projeta inflação menor, Produção de petróleo e gás cresce em maio, Projeção para balança comercial aumenta para US$ 60 bi.

As notícias dos últimos dias publicadas pelo Portal Brasil quanto à nossa economia estão bastante animadoras. De forma resumida, apontam que não somente já estamos tendo redução nos preços repassados ao consumidor (onde?) e previsão de inflação menor para 2017 e 2018.

Quanto à inflação, realmente ela está mais estagnada. Acho que esse é um termo melhor do que controlada, pois o que está acontecendo é que as pessoas não estão conseguindo comprar – veja a taxa de desemprego, número de fábricas que fecharam, empresas que decretaram falência etc. Então, não houve um controle, ela estagnou: não cresce mais porque “não há espaço” e isso não é muito bom, pois sem o seu devido controle ela voltará a crescer logo, logo.

Outras duas notícias, agora mais animadoras para quem investe, é que a produção de petróleo e gás cresceu no mês de maio (4,02%) e que o crescimento nos preços internacionais (em outras palavras, dólar subindo) e da quantidade de exportações fizeram com que a previsão para a balança comercial saltasse de US$ 55 bilhões para US$ 60 bilhões. Será que isso potencializará a recuperação financeira da Petrobrás?

Papo Reto: O que fazer caso a crise na economia brasileira persista

Como já sabe, o “Papo Reto” é uma discussão em que apresento um resumo de notícias e artigos da área de economia e finanças que podem ser de seu interesse. E se você não permaneceu dormindo ou embaixo de uma pedra ao longo dos últimos anos, já deve ter percebido que vivemos uma situação não muito privilegiada:

  • (Muitos) casos de corrupção em nossa política;
  • Uma presidente sofreu impeachment;
  • Vários ex-presidentes acusados de participar de esquemas ilícitos;
  • Risco-Brasil alcançou patamares assustadores;
  • Evasão de investidores estrangeiros;
  • Inflação disparou (porém agora segue “controlada” devido ao retrocesso de nossa economia, tanto que até pretendem reajustar a meta inflacionária);
  • Desemprego cresceu bastante (mas o Portal Brasil aponta que o número de desempregados está caindo);
  • Muitas empresas (principalmente de pequeno e médio porte) fecharam suas portas;
  • Reformas na educação, no trabalho e na previdência que muito provavelmente impactarão negativamente as famílias com menor renda (entretanto, Banco Central acredita que reformas permitirão o avanço de nossa economia);
  • Etc. (a lista é muito grande para tentar colocar tudo aqui)

Resumo da ópera: estão nos empurrando muitas mudanças como sendo positivas para nós, porém não nos é permitido discutir e votar a respeito (cadê plebiscito nessas horas?), cabendo somente a quem está lá em cima determinar o que é “melhor para nós”. Infelizmente, como já mencionei, considero que quem vai sofrer maior impacto com tudo isso são as famílias com menor poder aquisitivo. Nossa economia não vai nada bem, nossos políticos muitas vezes não estão lá para defender nossos interesses e cabe a nós assistir tudo “na pipoca”, porque nem mesmo camarote nos é reservado…

E agora, o que eu faço?

Vou lhe ser bem sincero: quanto ao cenário político-econômico de nosso país, pouco podemos fazer. Infelizmente, vivemos uma democracia em que a população não participa das grandes decisões mas que, como já disse, são tomadas por um grupo de políticos que muitas vezes não se preocupa com o impacto (ou vai me dizer que ter direito à aposentadoria integral somente após quase 50 anos de trabalho é realmente algo benéfico para o trabalhador?).

E uma coisa que eu venho aprendendo é que se não pode mudar algo deve buscar minimizar o impacto disso em sua vida. Por exemplo, caso a reforma da previdência social seja aprovada, ou você trabalhará por 49 anos a fim de conseguir aposentadoria integral ou se aposentará antes com uma renda menor. O que você pode fazer?

Invista em seu futuro! Você precisa investir HOJE o suficiente para que AMANHÃ não dependa somente da previdência social, caso contrário quando se der conta será tarde demais e não poderá fazer nada além de reclamar.

“Ora, mas eu não tenho dinheiro para investir!” Bem, é aí onde você se engana: se realizar os cortes de despesa certos, adiar um pouco alguns sonhos de consumo e aproveitar a oportunidade para investir em Tesouro Direto (escolha uma corretora que tenha “taxas zeradas” a fim de maximizar seu retorno), estou certo de que daqui a cinco anos você já estará vendo não somente “uma luz no fim do túnel”, como estará apto a traçar seus próprios planos e até mesmo sonhar mais alto – aquela viagem de férias para outro país pode não ser algo mais impossível, afinal.

Caso tenha “comprado a minha ideia”, é bem provável que você agora esteja se perguntando: certo, e por onde começo?

#1 – Invista em si mesmo

O melhor de todos os investimentos é investir em si mesmo. Já falei isso aqui várias vezes, mas é bom repetir. Sua educação é seu alicerce para conquistar melhores oportunidades de carreira ou abrir aquela empresa que você tanto queria. E caso você não saiba em que deveria investir, aqui vão algumas sugestões:

  • Língua portuguesa e produção textual – domínio de sua própria língua e a capacidade de escrever são peças fundamentais para o sucesso de qualquer pessoa;
  • Habilidades de comunicação e negociação – seja em um curso superior, na empresa em que trabalha ou numa reunião com clientes, saber comunicar-se bem e mediar situações conflituosas garante muitos pontos positivos;
  • Línguas estrangeiras – recomendaria primeiro a língua inglesa, por apresentar maior relevância em nível mundial, e em segundo a língua espanhola, por ser predominante na América Latina;
  • Curso técnico-profissionalizante ou superior – acredito que nem preciso falar dos benefícios desta opção, não é mesmo?
  • Conhecimentos em informática – não basta saber ligar o computador e acessar o Facebook. Sabe criar uma planilha para controle de estoque? Elaborar um relatório de vendas com gráficos? Ou uma apresentação em slides para expor uma ideia de produto ao diretor executivo de sua empresa?
  • Cuide melhor de seu corpo – quanto melhor cuidar, menos despesas com remédios, médicos e planos, além de garantir longevidade muito mais saudável. Você pode adquirir material e equipamento para treinamento físico ou estabelecer uma rotina para prática de esportes, por exemplo;
  • Invista em sua alimentação – similar ao item anterior, não adianta aplicar muito tempo e recursos para aprender línguas e outros cursos e não cuidar daquilo que come. Reduzir consumo de açúcares, gorduras e sal e aumentar consumo de frutas, verduras e carnes brancas já são bons passos iniciais;
  • E, claro, educação financeira!

Como disse, são somente algumas sugestões. Há muitas outras formas interessantes de investir em si mesmo. Além disso, os itens não estão em uma ordem de prioridade ou algo do tipo: o que você deve priorizar depende de seus planos e de seus pontos fortes e fracos.

#2 – Invista na regra dos 10%

Algum tempo atrás apresentei aqui a Minha regra dos 10%, que basicamente consiste em:

  • Reduza 10% dos gastos;
  • Aumente 10% dos ganhos;
  • Aumente 10% dos investimentos;
  • Dedique 10% do tempo para aperfeiçoar-se.

Perceba que o último item da lista “casa” perfeitamente com o que apresentamos na seção anterior (Invista em si mesmo) e os outros três itens possuem o objetivo de garantir que você conseguirá acumular recursos não somente para sua aposentadoria, mas também para sua viagem de férias, uma reforma necessária em sua casa etc.

#3 – Invista em hacks

Hack é o nome dado a qualquer método, técnica ou truque que pode ser usado para melhorar algum aspecto de sua vida (life hacks), saúde (health hacks), produtividade (productivity hacks), finanças (money hacks) etc.

Há uma infinidade deles e alguns funcionam melhor para algumas pessoas do que para outras. Um bom hack deve ser executado diariamente até que o mesmo torne-se um hábito, quando você passa a fazê-lo sem perceber, consumindo nenhuma energia e tornando sua vida muito mais agradável e produtiva.

Aqui estão alguns hacks que você pode considerar interessantes:

  • Health hacks
    • Ao acordar, beba um ou dois copos de água;
    • Comece o dia com 30 minutos de exercícios físicos;
    • Reduza ao máximo o consumo de gorduras, açúcares, adoçantes e sal;
    • Faça exames de rotina (check-ups) anualmente;
    • Aumente consumo de carnes brancas, reduza consumo de carnes vermelhas;
    • Na hora de dormir, não vá para cama com celular, tablet ou notebook.
  • Productivity hacks
    • Acorde cedo e dedique as primeiras duas horas à(s) tarefa(s) mais importante(s) do dia;
    • Não olhe seu e-mail toda hora: reserve uma ou duas sessões de 40 minutos em seu dia para isso;
    • Desligue notificações de todo tipo em seu celular, tablet e navegadores – chega de WhatsApp, Facebook, Twitter ou outro aplicativo para lhe avisar de “coisas importantes” toda hora;
    • Identifique o tipo ideal de som ou música para trabalhar/estudar: música clássica, pop nacional, instrumental, som de chuva ou vento e até mesmo o silêncio são algumas boas opções;
    • Use um aplicativo como “cérebro digital”, armazenando todas as suas anotações nele (eu uso o WorkFlowy);
    • Corte o mal pela raiz: reduza ao máximo o tempo desperdiçado com redes sociais, messengers, assistindo TV ou vendo websites inúteis. Você pode ter lazer muito mais produtivo lendo um bom livro, como “Os Segredos da Mente Milionária”, “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” ou “Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”.
  • Money hacks
    • Compre sempre à vista – e pechinche!
    • Aplique a minha regra dos 10% (acho que já disse isso);
    • Aplique os 4P’s da riqueza (artigo bem interessante do Dinheirama);
    • Crie um fundo de emergência correspondente a três a seis meses de despesas;
    • Tesouro direto é sua nova caderneta de poupança, invista nele mensalmente;
    • Evite “jeitos espertos para ganhar dinheiro”. Lembra-se da TelexFree?

É só isso?

Só isso??? Meu amigo, se puser em prática tudo o que foi mencionado aqui, perceberá que tomará alguns ANOS para esgotar todas as sugestões apresentadas, será no mínimo trilíngue, melhorará significativamente sua produtividade (se quiser, você pode aprender como dobrar sua produtividade), terá uma estabilidade financeira muito melhor e sua carreira estará pronta para decolar.

E repito: precisará de alguns anos, pois não basta fazer cada uma dessas coisas somente uma ou duas vezes. Um dado comportamento ou ação deve ser repetido por um bom tempo até se tornar um hábito. Alguns autores apontam que um hábito pode se formar após 30 dias de repetição… “pode”, mas não é garantido, porque quanto mais desconfortável for no início, mais tempo precisará, talvez de 60 a 90 dias. Além disso, não tente muitas coisas diferentes ao mesmo tempo, pois você acabará perdido.

Infelizmente, quanto à economia brasileira, pouco podemos fazer para alterá-la significativamente, além do famoso “faça sua parte da melhor maneira possível”. Assim sendo, por experiência própria, sei que se deve buscar tirar proveito ou pelo menos minimizar os efeitos da atual situação na sua vida e seguindo o que expus aqui, estou certo de que conseguirá.

Papo Reto: Economia brasileira, inspiração para planejar e… escritório em casa?

Como alguns já sabem, esta seção é dedicada a apresentar um pouco do que está rolando na web sobre algum assunto. Desta vez, estive acompanhando os artigos recentes de alguns blogs sobre economia e finanças pessoais e encontrei alguns conteúdos bem interessantes que valem a pena comentarmos ou não (e deixo aqui o endereço para quem quiser ir lá conferir, ok?).

Mais oscilações na política = economia brasileira sofre

Quem está acompanhando as notícias sabe que as delações da JBS sacudiram o alicerce do governo Temer, que agora acusa até mesmo o procurador-geral da República de receber suborno com a sua delação. Não sei, posso estar enganado, mas há pouco tempo a “senhora do vento estocado”, a ex-presidente Dilma Roussef, também acusou a tudo e a todos que pediram seu impeachment. Ouvi algo parecido também do “brasileiro mais honesto do mundo” e “muito melhor que qualquer concursado”, mais conhecido como Lula, a respeito do caso do triplex, do sítio de Atibaia, sobre seu filho ter acumulado grande fortuna em tão pouco tempo (e exatamente durante o período de seu governo e após) etc.

Não sei, estou encontrando coincidências demais nisso tudo. Mas o que sei é que nossa economia vai sofrer ainda mais, pois toda vez que rolam notícias que podem afetar a credibilidade do governo brasileiro afeta também a economia do nosso país, pois aumenta a desconfiança dos investidores que preferem redirecionar seus recursos para um investimento mais seguro. E como consequência indireta, o dólar também sobe, já que recursos saem de nosso país, desvalorizando indiretamente nossa moeda – bom para quem exporta, péssimo para a população, que em sua maioria somente importa, não é?

Dinheirama publicou artigo sobre as acusações entre Temer e Janot neste artigo: DinheiramaNews #175.

Montar um escritório quase sem gastar… gastando pra *******?

Isso mesmo que você leu, você não se confundiu não. Artigo em blog sobre finanças pessoais com um título afirmando que vai ensinar como montar um escritório em casa gastando quase nada, mas que se você olhar direitinho, vai gastar é muito! Sabe o que isso me cheira? Artigo patrocinado feito de qualquer jeito.

Não tenho nada contra artigos patrocinados – inclusive já pensei em abrir espaço no Clube para artigos do tipo – já que são uma opção para trazer receita aos blogs, coisa cada vez mais necessária já que os ad blockers dificultam bastante nossas vidas. Mas se vai oferecer um artigo patrocinado, que seja algo realmente de valor para seus leitores e que não os engane. Li todo o artigo e não achei nada barato montar um escritório daquele tipo. Pode até ficar bonito, “inspirador”, mas vai sair muito caro!

Quer dicas para montar um escritório em casa baratinho? Ótimo! Papel e lápis na mão. Você vai precisar de: uma mesa que suporte seu computador (ou notebook) e impressora. Acabou! Isso mesmo, se você quer algo econômico, você não precisa ficar gastando muito com decoração e apetrechos desnecessários: escolha um lugar na casa onde não seja interrompido (não recomendo fazer no seu quarto, pois é onde meu “home office” está agora e enquanto escrevo já tive algumas “interrupções por familiares”), ponha sua mesa com equipamento (pelo menos um computador ou notebook e se possível uma impressora) e pronto.

E o restante das coisas? Você organiza conforme sentir real necessidade. Por exemplo, um porta-lápis pode ser uma caneca bonita que você tem em casa e não usa (esse exemplo tirei do artigo que vou citar), mas também pode ser um daqueles copos de plástico de R$ 1,00 ou R$ 2,00 que você encontra em um supermercado qualquer (é o que eu faço!). Quer uma decoração para inspirá-lo? Você não precisa montar um painel caro, ter quadros, decorar a parede ou reaproveitar materiais antigos. Quer se sentir motivado? Um porta-retratos com a foto de sua família sobre sua mesa é o que você realmente quer e precisa – se lembrar do verdadeiro motivo pelo qual você está ali trabalhando não for motivo suficiente, painel retrô-vintage-degradê-reciclado nenhum fará isso por você, meu camarada!

Ah, caso queira dar uma olhada no artigo que comentei, trata-se do 10 dicas para montar um escritório quase sem gastar.

Lições para sua vida financeira: você já ouviu, mas ainda não pratica!

Próximo artigo também é do Dinheirama e trata de algumas experiências da jornalista Janaína Gimael, que comenta sobre o que aprendeu com pessoas que levam um estilo de vida simples mas que aos poucos construíram as bases para uma vida mais estável e financeiramente feliz. De forma resumida, ela ponta seis coisas aprendidas:

  1. Comece não importa onde esteja – a desculpa de que não ganha o suficiente não “cola” mais. Comece a poupar hoje mesmo, planejando construir um futuro mais tranquilo;
  2. Não tenha medo de arriscar – sempre que queremos dar passos maiores precisamos sair de nossa zona de conforto e nos expor aos “perigos do mundo”. Se você tem seu fundo de emergência, pode se arriscar com algum nível mínimo de segurança;
  3. Trabalhe – seu dinheiro é proveniente, inicialmente, de seu rendimento ativo, isto é, do seu salário. Enquanto você não se torna um grande investidor ou proprietário de vários imóveis, seu principal canal para ganhar dinheiro será este;
  4. Tenha um plano de vida – algumas pessoas até dizem que possuem um plano, mas não possuem. Elas não sabem onde querem chegar ou não planejaram os passos para chegar até lá. Não seja um deles;
  5. Pense em uma renda passiva – a única forma de assegurar uma renda extra para o seu futuro sem precisar continuar trabalhando tanto é investir parte do seu tempo e dinheiro para adquirir coisas que lhe tragam um rendimento de forma passiva. Exemplos: imóveis, ações com dividendos, investimentos financeiros de forma geral (títulos do Tesouro Direto, por exemplo), direitos autorais sobre músicas, livros ou softwares etc.
  6. Aproveite as oportunidades – quando uma oportunidade aparecer, você deve agarrá-la. A mesma oportunidade não bate à sua porta duas vezes, mas para aproveitá-la você deve estar pronto para a mesma quando ela chegar. Se eu não tivesse um mínimo de conhecimento em língua inglesa suficiente quando apareceram oportunidades para trabalhar para alguns clientes estrangeiros, eu não teria conseguido, por exemplo.

Quer ler o artigo inteiro? O que o sorveteiro da praia me ensinou sobre independência financeira.

Mais acessibilidade na restituição do Simples Nacional e do MEI

E se você é um empresário cadastrado no Simples Nacional ou no MEI (Microempreendedor Individual), uma boa notícia: está saindo do forno um novo sistema que tornará mais acessível e rápido o processo de restituição do imposto de renda. Essa medida visa reinjetar de forma mais rápida aquele capital que é da empresa, porém devido à lentidão da nossa burocracia muitas vezes fica retido por meses.

Recomendo que esse capital retornado seja empregado como investimento para que a empresa cresça mais ou mantido em caixa para capital de giro. Caso resgate e use tal dinheiro para uso próprio, o empreendedor poderá mais tarde sentir falta do mesmo e não o terá em mãos, não é mesmo?

Aliás, investir no crescimento e consolidação de seu negócio deveria ser seu principal foco, principalmente nos três primeiros anos, já que é o período com maior “mortalidade” de empresas.

Se você é um empreendedor que pode se beneficiar disso, não deixe de ler o artigo Novo sistema torna mais acessível restituição do Simples Nacional e do MEI.

Acesso a crédito a pequenas e médias empresas

E para fecharmos com chave de ouro, outra boa notícia para pequenos e médios empresários, é a criação de mais um canal de acesso a crédito oferecido pelo BNDES – o Canal do Desenvolvedor MPME. Se bem administrado, tornará o processo de esclarecimento de dúvidas e consequentemente a aquisição de crédito muito mais fácil e rápida.

Em conjunto com a última matéria, pode ser um incentivo para as empresas sobreviverem a esse período crítico de nossa economia e reduzir a taxa de desemprego. Agora é esperar e ver o que vai acontecer!

E esperemos que tais recursos sejam realmente destinados às pequenas e médias empresas, já que nos últimos anos grande parte dos recursos eram na verdade destinados a empresas de grande porte, contrariando o fato de que tal crédito deveria ser aplicado nas pequenas e médias empresas brasileiras!

Novo canal facilita acesso de pequenas e médias empresas a crédito do BNDES

Por agora é isso… Continuarei sondando a web e atualizando vocês com notícias que realmente importam sobre economia e finanças pessoais! 😉

Poupança no Brasil x Poupança no exterior

Você já percebeu que há uma “pequena diferença” entre os valores da rentabilidade acumulada de uma conta-poupança brasileira e uma conta-poupança em outro país, por exemplo, os Estados Unidos? Se ainda não, vamos atiçar agora sua curiosidade…


No Brasil: 8,30% a.a. (rentabilidade anual acumulada de 2016, segundo o website Minhas Economias)


Nos EUA: 1,05% a.a. (rentabilidade anual acumulada oferecida pelo Synchrony Bank, segundo o website Get Rich Slowly)


Percebeu agora? Notaram uma “pequena diferença” de uma para outra? Aparentemente, a caderneta de poupança brasileira é um melhor investimento do que as equivalentes americanas (vários outros bancos norte-americanos oferecem taxas muito próximas ou menores àquela apresentada), mas olhando tais dados assim, sem levar em consideração a inflação do período, pode não ser uma boa ideia… que tal olharmos então, de perto, qual foi a inflação acumulada em ambos os países?


No Brasil: 6,29% (IPCA acumulado em 2016, segundo website Valor Econômico)


Nos EUA: 2,08% (IPC dezembro 2016, segundo website Global Rates)


Agora as coisas começam a ficar mais interessantes: percebemos que a inflação brasileira cresce num ritmo bem maior que a inflação estadunidense – e olha que nossa inflação já atingiu patamares na casa de dois dígitos no acumulado de 12 meses, isto é, já chegou a ultrapassar os 10%! – mesmo assim, quando comparamos ambas as taxas, percebemos que ainda a caderneta brasileira é mais vantajosa, pois mesmo não sendo a melhor opção para investir consegue ao menos superar a inflação, enquanto a opção americana ficou abaixo da inflação.


Em outras palavras, após deixar seu dinheiro rendendo por doze meses, o brasileiro conseguiria retirar um valor (bem) pouca coisa superior ao valor depositado inicialmente, enquanto que nosso amigo americano teria uma pequena perda do valor investido… Estranho, não?


Mas antes que comemoremos, precisamos levar em consideração a variação cambial entre as duas moedas desses países, isto é, a variação do dólar frente ao real. E ao contrário da minha expectativa, durante o ano de 2016 o dólar caiu 19,4% (segundo o website UOL Economia). Interessante essa forte queda durante 2016, principalmente se levarmos em conta que a economia brasileira encontrou-se em crise durante aquele ano.


Assim sendo, devido à baixa inflação e forte valorização que a moeda americana geralmente assume, apesar de seu percentual ser inferior acaba por ser um investimento mais atraente que outras cadernetas de poupança – eu já havia realizado essa análise anteriormente e tinha sido favorável para os bancos americanos – entretanto 2016 somou também um período de forte instabilidade para o dólar, o que tornou as savings accounts (como chamam as contas de poupança por lá) nada atraentes, mas isso não quer dizer que é sempre ruim! Eu mesmo já consegui resultados terrivelmente péssimos em uma previdência privada – motivo pelo qual não mais a tenho!


Outro ponto importante é que comparamos somente as contas-poupança. Uma análise melhor poderia levar em consideração outras opções de investimento em renda fixa, como o nosso Tesouro Direto e a correspondente Treasure Bound. Aqui, vou transcrever um trecho de um artigo apresentado pela revista eletrônica Exame do ano passado, comparando o desempenho de ambas:


Ou seja, aqui, um título como o “feijão-com-arroz” Tesouro Selic rende seus 14,25% ao ano (menos taxas e IR), enquanto o igualmente popular Treasury Bond americano de dez anos está dando um retorno, em números redondos, de 2% ao ano.


Em outras palavras: em países em desenvolvimento como o nosso, apesar de enfrentarmos por vezes alta inflação e desvalorização de nossa moeda (que torna os produtos importados mais caros), as opções para investimento em renda fixa conseguem um retorno melhor do que aquelas presentes em alguns dos países já desenvolvidos. Provavelmente porque governo e bancos estão dispostos a pagar melhores taxas a fim de captar recursos (lembre-se que o dinheiro da poupança é usado para financiamento de imóvel popular e títulos públicos são vendidos também com o intuito de financiar obras e atividades do governo).


Em outras palavras: se você pode, comece a poupar hoje mesmo seu dinheiro, tão breve quanto for possível comece a comprar títulos e abuse destas opções em renda fixa para construir algum patrimônio. Utilize-se da vantagem que temos, principalmente para fazer reserva para o caso de precisar comprar mais tarde produtos importados que podem variar terrivelmente quanto ao preço – por exemplo, caso precise de um novo computador ou smartphone e os preços de mercado disparem.