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Aprendendo Espanhol em 30 dias – 20 dias já se passaram

Como seria sua vida se a cada mês alcançasse uma grande meta diferente? Pois bem, é isso que estou tentando descobrir com este desafio. Caso ainda não saiba, eu decidi aprender espanhol em 30 dias e já se passaram 20 dias. Posso dizer que os primeiros 10 dias foram bem interessantes, mas não há como negar que ainda estou tentando manter o ritmo.

Aprender espanhol em 30 dias. Desafio aceito!

Tenho o ato de escrever a cada 10 dias como parte de meu plano de ação e, para aqueles que gostam da resposta curta, aqui vai:

1. Elimine seus vícios e aumente sua produtividade: desinstalar dois jogos, usar o Toggl e voltar a focar em meu aprendizado foram essenciais para não ver esse desafio ir de vez para o ralo;
2. Escolha um bom método e fixe nele: a versão paga do Busuu tem se mostrado cada vez mais interessante, tanto que o Duolingo (gratuito) está meio que “juntando poeira”, pois descobri que o Busuu permite reforço de aprendizado (técnicas de memorização) e é muito útil a correção das atividades por nativos;
3. Ainda uso o Anki para reforço e memorização;
4. Audiolivros são uma ótima forma de reforçar a compreensão auditiva;
5. Comece aulas de conversação tão cedo quanto for possível!

Enfim, é isso. Agora, para os meus leitores que gostam de ler toda a história e assim melhor compreender o porquê de cada decisão/conselho, vamos por partes…

Elimine seus vícios e aumente sua produtividade

Cara, aquele jogo para dispositivos móveis Mobile Strike estava realmente ferrando meu tempo livre: o pior é que eu percebia isso, desinstalava, reinstalava e voltava a jogar! Na verdade o que realmente me levou a desinstalá-lo de vez foi o seu modelo “pay-to-play” que, como comentei com alguns alunos meus no Instituto, pode ser terrível para qualquer game business no longo prazo.

Enfim, continuei jogando o maldito até que pela QUARTA VEZ meu comandante foi eliminado pelo mesmo oponente e então fiz as contas: já gastei $5.00 e não me sinto à vontade para gastar outros $20.00 e é óbvio que somente gastando uns $99.00 (maior pacote do jogo) eu poderia realmente competir com os primeiros (e eu sou bastante competitivo!). Conclusão: caí fora antes de fazer mais besteira.

É uma pena, é um bom jogo que, se não fosse tão massivamente “pay-to-play” seria bem divertido. Mas para mim foi bom: já há alguns dias sem mexer nesse jogo, consegui retornar à minha rotina de estudos e recuperar algumas das horas perdidas.

Outra coisa que me ajudou bastante foi utilizar a ferramenta Toggl para gerenciar minha produtividade. Como ela funciona? Toda vez que inicio uma nova tarefa, descrevo-a nela e clico no botão para iniciar registro do tempo e, quando a concluo, clico para parar. Assim, ela mantém um registro das tarefas desenvolvidas ao longo do meu dia/semana/mês/vida e eu tornou-se um banho de água fria em mim quando estou esquecendo de meu principal objetivo este mês – aprender espanhol!

Segundo relatório mensal do Toggl, até o momento tenho estudado cerca de 40 horas e 44 minutos, o que me dá uma média de duas horas por dia – você deve estar achando isso um valor incrível, bem, para mim não é, considerando-se que desperdicei duas horas lendo tirinhas na web, algum outro tempo com redes sociais e um montão de horas naquele jogo! Argh!

Mas valeu a pena: errei, aprendi e sigo em frente agora. Tentarei intensificar o ritmo e alcançar, quiçá, três horas diárias. O que não significa muito, pois três horas diárias ao longo de 30 dias não chegam nem a 100 horas de estudos da língua! Resumindo: foco, foco e foco!

Definição/escolha de um bom método é essencial

Quando paguei por um ano de Busuu eu estava desconfiado de que talvez não valesse a pena, afinal de contas há muito conteúdo gratuito por aí. Mas como o foco é espanhol e a maioria dos aplicativos gratuitos focam em inglês ou apresentam poucas lições/vocabulário para esta língua, acabou sendo uma ótima ideia pagar pelo mesmo (até porque consegui em um baita descontão 🙂 ).

Vou lembrar aqui que, quanto a opções gratuitas para aprender espanhol, Duolingo e Busuu ainda são as melhores opções que identifiquei, então se você não quer gastar dinheiro, recomendo que instale e treine com ambos.

A princípio achei estranha a dinâmica do Busuu mas acabei me acostumando e até gostando, funciona mais ou menos assim:

1. Todo o conteúdo é dividido em quatro seções/níveis: Iniciante A1, Básico A2, Intermediário B1 e Intermediário Avançado B2;
2. Cada seção é composta por várias lições e algumas revisões;
3. As lições mesclam treino de novos vocábulos, um pouco de gramática, exercícios de fixação, dicas sobre uso de expressões em vários países, mais exercícios de fixação, exercícios com diálogos e uma atividade final em que deve escrever ou falar no idioma alvo – essa atividade será corrigida por nativos daquele idioma;
4. Ao final de cada seção/nível, você pode realizar uma prova online para receber um certificado da McGraw Hill Educacion.

Quanto aos certificados, já conquistei os certificados A1 (Iniciante) e A2 (Básico). Estou um pouco atrasado, já devia ter conseguido pelo menos três a fim de terminar todo o curso antes de completar 25 dias, para então intensificar o treino de conversação – que, aliás, ainda nem comecei (meu maior erro)!

Se você usar tal plataforma para aprender, aqui vão umas dicas:

  • Tente acelerar nas lições dos dois primeiros níveis e não se desestimule: a coisa toda fica bem mais interessante a partir do terceiro nível;
  • Nos cartões que apresentam novos vocábulos, marque com estrela aqueles que você desconhece ou forem mais difíceis, assim poderá reforçá-los facilmente usando a opção “Revisar”;
  • Repita em voz alta cada palavra/frase pronunciada pelo aplicativo bem como leia em voz alta os textos de perguntas e respostas – muitos dos que desejam treinar uma nova língua não o fazem e depois reclamam que não conseguem falar!
  • Os diálogos podem ser lidos e ouvidos quantas vezes quiser, assim sendo, para tirar melhor proveito deles recomendo que na primeira vez sempre ouça com os olhos fechados, isto é, sem ler o texto, tentando compreender somente a partir do que ouve e, em seguida, ouça todo o diálogo novamente, desta vez acompanhando a leitura. Você pode ouvir mais de uma vez com os olhos fechados, se assim preferir!
  • Nas atividades finais (aquelas em que deve escrever ou falar algo), não seja preguiçoso e escreva ou fale o máximo que puder, como se estivesse realmente conversando com um nativo: quanto mais escrever/falar, mais coisas poderão corrigir-lhe e assim aprenderá muito melhor. Além disso, você ganhará muito mais autoconfiança do que se você se mantiver naquele limite de 10 palavras;
  • Você sabia que você pode refazer aquelas atividades finais? Assim sendo, esporadicamente revisite uma das que você já respondeu e dê uma nova resposta mais completa e detalhada, assim poderá receber novo feedback sobre seu progresso;
  • Corrija as atividades finais de outras pessoas. Lembre-se que são pessoas como você, nativas de um país que “habla” o idioma que deseja que estão corrigindo, assim sendo devolva tal contribuição para a comunidade corrigindo atividades referentes à língua portuguesa, por exemplo.
  • Foco no reforço e memorização

    Como estamos aprendendo um novo idioma em um tempo muito curto (30 dias somente!) é comum nossa dificuldade em assimilar termos novos na velocidade em que desejamos. Para resolver isso, é necessário empregar algum mecanismo para reforçar e ajudar na memorização – e eu já disse aqui que flashcards podem ajudar nisso.

    Sim, ainda estou usando o Anki para tal missão. Reduzi um pouco o ritmo pois agora também uso o “Revisar” do Busuu, mas ainda adiciono muitas novas palavras no Anki. Aliás, tenho em minha frente pelo menos 50 novas palavras e expressões para adicionar no mesmo.

    Lembre-se: uma ferramenta não anula a outra. Apesar de serem bem úteis os mecanismos de revisão do Busuu, o Anki se utiliza muito bem da técnica de repetição espaçada e me permite que adicione facilmente um monte de novas palavras (acho que já tenho pelo menos 200 palavras/expressões adicionadas).

    Audiolivros para reforçar a compreensão auditiva

    Sei que este texto está parecendo propaganda do Busuu (ei, @Busuu, podiam me dar uma conta premium gratuita lifetime como cortesia, não?), mas se você está começando agora e está muito fraco no espanhol, por um bom tempo as atividades com diálogo do Busuu podem lhe ser suficientes, mas em algum momento você pode querer mais do que somente dois ou três minutos de conversação. E agora?

    A resposta para você pode ser audiolivros! Encontrei alguns websites com audiolivros interessantes, baixei e os estou ouvindo. Alguns deles são gravados de forma mais pausada, ótimos para quem está começando, já outros são gravados de forma mais rápida, sem pausa entre as palavras, o que se torna um desafio maior para quem está aprendendo o idioma. Ambas as formas são úteis para o nosso aprendizado e, portanto, você não deveria desprezar nenhum audiolivro.

    Como disse, se você está começando, talvez seja melhor focar nas lições do curso até alcançar um nível razoável. Apesar de sentir-me apto desde o início, decidi utilizar os audiolivros somente após concluir o segundo nível (Básico A2).

    E como estou indo nos audiolivros? Teve um que na verdade era uma poesia (Ahora que estoy vivo) bem interessante, um outro mais longo (Cuatro naufragos) que acho que entendi o final, mas fiquei meio “Poutz!” – não vou contar o final – e estava ouvindo um bem mais longo (El enviado), mas a leitura dele é muito rápida e está mais para um documentário ditado, o que se torna muito monótono – acho que vou procurar outra leitura.

    E aqui vão algumas indicações de websites onde pode baixar audiolivros em espanhol:
    Leer Escuchando
    Audio libro gratis

    Comece aulas de conversação tão cedo quanto for possível!

    No meu caso, adiei por tempo demais a procura por um professor de línguas para treinar conversação. Já se passaram 20 dias e ainda não comecei e apesar alguns pensarem “para que tanta pressa?”, lembre-se que a minha meta é aprender em 30 dias, então tenho somente dez dias pela frente!

    Então recomendo que não cometa o mesmo erro que eu: mesmo que não se sinta à vontade para ter a primeira aula já na primeira semana, pelo menos já busque e agende para começar a ter suas aulas a partir do final da segunda semana.

    Como o meu foco é aprender em 30 dias, tentarei marcar duas ou três sessões de uma hora cada de aula particular – você pode conseguir preços melhores com aulas em grupo, mas eu sinto que uma hora de aula particular vale muito mais du que duas horas de aula em grupo.

    Bem, por hoje é só. Vou agora voltar ao meu treino e começar a traduzir textos para espanhol (prometi isso no outro artigo e ainda não comecei!). Até!

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Aprendendo Espanhol em 30 dias – 10 dias já se passaram


Aos que não lembram ou não viram meu artigo anterior, eu decidi aprender espanhol em 30 dias, porém não aprender um “portunhol” meio arrumado, mas ser capaz de ler, escrever e conversar em espanhol. Já se passaram 10 dias desde o início deste desafio, então está mais do que na hora de atualizá-los quanto a como estou indo, obstáculos encontrados e soluções adotadas.

Aprender espanhol em 30 dias. Desafio aceito!

Vale lembrar que antes de iniciar o desafio eu desenvolvi uma ideia bastante clara de minha meta, isto é, ser capaz de escrever bem como conversar em espanhol fluentemente. É importante saber exatamente o que deseja para determinar qual será o melhor método bem como ferramentas adequadas para a tarefa. E para não perdermos o costume, aqui vai a versão curta que responda a isso:

1. É uma boa ideia começar com o básico da gramática: algo como os pronomes, conjugação dos verbos mais básicos (ser, estar, ir, ter, falar) etc.
2. Use um programa como o Anki (gratuito) para criar flashcards com as palavras e expressões mais difíceis de recordar, assim pode repeti-las frequentemente e assim memorizá-las;
3. Ler não é realmente um desafio, já que muitas palavras são bem parecidas com a língua portuguesa, já quanto a ouvir (compreender auditivamente) o desafio é maior, já que a pronúncia de muitas delas é bastante diferente da língua portuguesa;
4. Estudar de forma rápida e intensa não é tão simples assim: os aplicativos que testei (Duolingo e Busuu) focam mais em gramática e frases curtas, o que torna o processo de aprendizado bastante lento – e se você quer aprender uma língua em 30 dias, meu caro, velocidade é o que você precisa;
5. Principal obstáculo: meu vício por jogos voltou a dominar meu tempo livre nos últimos dias, o que prejudicou muito meu progresso.

Bem, agora que já apresentei um resumo da experiência dos primeiros 10 dias, vou detalhar com calma – e quem estiver também nesse desafio poderá aprender um pouco e compartilhar sua experiência também, claro.

Conhecimentos básicos em gramática são fundamentais

Mesmo que você queira somente ser capaz de ler livros e artigos em espanhol (para uma prova de vestibular ou proficiência em um programa de pós-graduação, por exemplo), compreender alguns pontos básicos da gramática o ajudarão a facilitar e muito a leitura. Alguns pontos a se estudar:

  • Pronomes pessoais (yo, tú, él/ella/usted, nosotros/nosotras, vosotros/vosotras, ellos/ellas/ustedes);
  • Artigos (el, la, los, las, un, una, unos, unas);
  • Numerais cardinais e ordinais;
  • Conjugação dos principais verbos irregulares (ser, estar, ter, ir etc.);
  • conjugação dos verbos regulares (pelo menos no presente).

Veja bem, você não precisa decorar toda a gramática, mas se tiver uma boa base no que acabei de expor acima seus momentos de estudo serão muito mais produtivos, já que quase todo o restante será treinamento de vocabulário.

Flashcards para memorização são essenciais

Como afirmei lá no início desse texto, muitas palavras são bem parecidas com palavras em português. Várias mudam somente um sufixo ou um encontro consonantal. Mas… e o que fazer para aquelas palavras que mudam completamente (como “segunda-feira” que se escreve “lunes”)?

Bem, para esses casos, você precisa de um método para memorização, e uma boa opção é o uso de flashcards. São cartões em que na frente você escreve uma expressão ou pergunta e no verso a resposta para o mesmo. No meu caso, na frente o termo em português e tento adivinhar o que está atrás, que é o termo em espanhol.

Você pode ter flashcards em papel, o que é muito bom caso deseje compartilhá-los com outras pessoas ou usá-los sem um PC ou smartphone, mas se você deseja usar uma versão para PC (eu estou usando!), uma opção gratuita para PC é o Anki.

No início eu estava um pouco cético quanto ao uso dele – já que os demais aplicativos que estou usando parecem bastante “lentos”. Mas logo recordei (já os usei antes) qual o principal ponto positivo de flashcards: você criará cartões somente com os seus pontos fracos (expressões difíceis de memorizar, por exemplo), ignorando aquilo que você já sabe, então estará realmente reforçando aquilo que possui dificuldade em vez de “perder tempo” repetindo o que já sabe.

Desafios em ler e ouvir em espanhol

Conforme já mencionei, muito da escrita em espanhol se parece com a escrita em português. O que é muito bom para acelerar o processo mas ao mesmo tempo um pouco frustrante, pois no meu caso significava passar por lições inteiras no Duolingo e no Busuu sem aprender uma nova palavra. Idem quando lendo livros (estou lendo um livro chamado “Desarrollo de Software Dirigido por Modelos”).

Você deve pensar que sou maluco, mas lembre-se que o objetivo é alcançar o meu máximo em 30 dias e só repetir o que já sei não me faz “sair do lugar”. Aliás, foi por isso que comecei a ler um livro em espanhol, já que somente os aplicativos não pareciam suficientes.

Já quanto a ouvir em espanhol, o desafio é maior, pois mesmo palavras escritas de forma parecida podem ter pronúncias bem diferentes quando comparadas com a língua portuguesa. E aqui a falha é minha: diante da simplicidade do conteúdo em áudio presente nas ferramentas, eu já deveria ter procurado alguns canais em espanhol no YouTube para treinar melhor a compreensão, porém ainda não o fiz. Erro meu que pretendo corrigir a partir de agora.

E nem vou falar como estou quanto à capacidade de conversar, já que por preguiça/procrastinação minha ainda não procurei um professor para treinar via Skype!

Aplicativos em uso

E se o negócio é aprender rapidamente, tecnologia acaba sendo envolvida, não é mesmo? Assim sendo, aqui vão as ferramentas que estou usando até o momento:

  • Duolingo – um bom aplicativo gratuito com muitas lições. A sua dinâmica é bem fácil e agradável, mas o maior problema do mesmo é a limitação quanto a vocabulário presente no mesmo. Além disso, não apresenta textos e vídeos para complementar o aprendizado;
  • Busuu – um bom aplicativo com versão gratuita (muito limitada) e paga (bem mais ampla). Melhorou bastante sua interface de navegação, mas o ponto positivo mesmo é poder enviar textos e áudios para nativos no idioma estudado corrigirem. E você pode fazer isso mesmo sem pagar!
  • Anki – eu já falei aqui o quanto subestimei essa ferramenta mais foi só começar a usar e recordar como flashcards podem ser poderosos?
  • YouTube – há alguns canais no YouTube bem legais, tanto com lições básicas de espanhol quanto com material genuinamente produzido em espanhol. Em minha opinião, para quem quer desenvolver a capacidade de ouvir, YouTube e LiveMocha são ferramentas essenciais.

Cuidado com devoradores de tempo

E aqui está o maior problema que enfrentei. Como disse, após alguns dias estudando senti-me um pouco frustrado, pois a parte de leitura e escrita estava parecendo fácil demais, mas aí quando começou a melhorar (com a leitura de um livro e anotação de termos mais difíceis em flashcards) reapareceu em minha vida um dos meus maiores vilões: joguinhos! XD

Nesse caso, por acaso esbarrei em um jogo para Android chamado Mobile Strike e comecei a jogá-lo. Achei-o tão interessante que paguei pelo pacote mais básico como forma de apoiá-lo ($4.99) e aí tornou-se um problemão, pois com tudo o que ganhei no jogo acabei desperdiçando muito tempo nele e estudando quase nada de espanhol nos últimos três ou quatro dias – o que, para uma meta de aprender em 30 dias, significa muita coisa!

Bem, “devorador de tempo” encontrado, agora só me resta afastá-lo e voltar às minhas atividades. Assim sendo, meus próximos passos provavelmente serão:

  • Treinar a escrita, traduzindo os artigos do Clube do Dinheiro para espanhol;
  • Recuperar as lições esquecidas nas plataformas Duolingo e Busuu;
  • Procurar um professor/tutor de espanhol para desenvolver a capacidade de comunicação.
  • Ao menos dobrar a quantidade de flashcards já elaborados (até agora tenho um total de 73 cartões).

E você, também está no #Desafio30Dias para aprender espanhol? Se sim, comente aqui qual está sendo sua estratégia de aprendizagem!

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Aprender espanhol em 30 dias! Topa?

Buenas noches! Alguns dias atrás (creio que na sexta-feira ou no sábado), estava revisando os favoritos salvos no Google Chrome (sim, aqueles mesmos, em que a gente salva milhares de artigos para “ler mais tarde” e nunca lê…) e lembrei-me que certa vez pensei em aprender espanhol. No caso, meus favoritos referiam-se a materiais para aprender mais (ou melhor) em menos tempo.

Aprender espanhol em 30 dias. Desafio aceito!

Lendo aqui e acolá, eis que encontro um artigo de Paulo Ribeiro publicado no blog Papo de Homem justamente sobre Como aprendi espanhol em 30 dias. Nem preciso dizer que aquele artigo atiçou minha curiosidade e vontade. Eu até estava pensando em fazer o mesmo porém com um prazo um pouco maior (90 dias), mas há uma grande desvantagem em “prazos longos”: você perde a motivação no meio do percurso (li sobre isso em um artigo justificando a importância de focarmos em projetos curtos).

Por exemplo, quando iniciei um projeto para desenvolvimento de um aplicativo para aprendizagem de línguas, decidi voltar aos meus estudos de língua inglesa com o foco em melhorar a parte de conversação, mas acabei me dando um prazo tão longo que os resultados tornaram-se bastante lentos e, com isso, acabei por me desanimar. Assim, a proposta de “enxugar” o deadline de 90 para apenas 30 dias soou-me como uma loucura bastante desafiadora! 🙂

“E por que espanhol e não inglês?”, você pode estar se perguntando. Simples, como em língua inglesa já estou bem avançado quanto à parte de leitura (e mediano na parte de escrita) e meus problemas seriam somente com a parte de conversação, achei que era melhor procurar uma língua em que eu começasse praticamente “do zero”: sou capaz de ler normalmente muitos textos em espanhol, mas não tenho um vocabulário tão aprofundado e praticamente zero em todo o restante. Além disso, escolher uma nova língua praticamente “do zero” permite-me criar um “diário” de tudo o que usei durante a aprendizagem e que será mais tarde publicado aqui.

E estou anunciando aqui para assumir tal compromisso publicamente! Assim sendo, tenho todo o mês de maio para aprender o básico de espanhol, pelo menos o suficiente para manter um diálogo de 10 minutos com uma pessoa que fale a língua espanhola nativamente! Tentarei agendar um conversa com alguém para realizar tal “avaliação final” para o dia 02 de junho (sexta-feira).

E aqui vai um pouco do que tenho feito até agora:

  • Li e tomei nota de dicas e estratégias para aprender uma nova língua rapidamente a partir de alguns artigos e apresentações disponíveis na Internet;
  • Revisei aplicativos em meu iPad para aprendizagem de línguas (parece que, dos que eu já tinha instalado, somente o Busuu permite a aprendizagem de espanhol);
  • Elaborei um miniplano de ação, bem simples, que deve ser colocado em prática a partir de hoje;
  • Já comecei a utilizar o Busuu para aprender espanhol (mas acho ele um bocado chatinho às vezes, há algum outro mais no estilo do “LinguaLeo” só que para espanhol?).

O que farei agora:

  • Identificar qual o melhor app ou website para aprender espanhol;
  • Determinar se vale a pena pagar pelo mesmo ou não (no caso do Busuu, eu posso pagar uma assinatura de um ano e usá-la para treinar outros idiomas após este experimento);
  • Revisar e começar a executar meu miniplano.

Sim, sei que a meta é demasiadamente ambiciosa. Como disse, não espero virar um poliglota ou estar apto a viajar para um país que fale a língua espanhola apenas com 30 dias de treinamento, mas considero um excelente desafio para forçar-me a dar o primeiro pontapé.

E aí, mas alguém comigo nesse desafio? Você também não deseja aprender espanhol? Que tal um #Desafio30Dias ?

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Procrastinação não é seu único vilão

Já dissemos aqui que você pode dobrar sua produtividade e ganhar ainda mais. Sim, parece bem óbvio: se eu ganho X por fazer Y, se consigo fazer 2Y deveria ganhar 2X. Apesar de não ser essa proporção exata entre produção e ganho, caso siga o que falamos naquele artigo poderá melhorar até quatro vezes o seu retorno. O problema é que há um grande vilão impedindo muitos de alcançarem sua máxima produtividade e, para muitos, esse vilão é a procrastinação. Bem, neste artigo vou apontar-lhes que não é a procrastinação seu maior vilão, ou pelo menos o único vilão.

Resposta curta: Procrastinar não é bom, mas é normal na vida de todos. Você é quem deve encontrar as causas da procrastinação, combatê-las e implantar hábitos que levem a uma rotina produtiva. Agora vamos explicar por quê…

Procratinação é seu único vilão? Talvez, só que não.

Todo mundo procrastina de vez em quando

Isso é fato, não há esse super-herói que consiga ser 100% produtivo em sua rotina diária e jamais se distraia ou faça alguma outra coisa no lugar das tarefas mais importantes. E isso ficou ainda mais claro para mim lendo os artigos de Tim Ferriss, autor de Four Hour Workweek,  que confessa que ele próprio às vezes se descobre procrastinando, desperdiçando tempo quando deveria cumprir alguns itens de sua lista. O segredo, segundo ele, é perceber quando está procrastinando, voltar ao trabalho e focar sempre em cumprir primeiro as tarefas de maior valor.

Aproveito então para complementar com algo bem legal que aprendi lendo o livro Como o Coaching Funciona: simplesmente dizer “não cumpri aquela tarefa porque procrastinei (ou por preguiça), preciso ser mais disciplinado” pode não ser a melhor reflexão a ser feita. Talvez você não esteja somente com preguiça, talvez haja alguma razão interna que o impede de cumprir aquela tarefa – e, se tudo o que fazemos é afirmar de forma vaga que “procrastinamos” e precisamos de “disciplina”, estaremos desviando nossa atenção para aquilo que pode ser a verdadeira causa.

Listarei a seguir três possíveis fatores que podem estar levando-o a procrastinar…

Indisposição ou problema de saúde

Talvez você saiba que precisa passar mais tempo sentado para cumprir aquela tarefa, mas a sua coluna não está deixando (ei, você deveria procurar um médico!). Ou talvez você precise planejar uma ação de marketing para a sua loja, mas você não dormiu bem nas últimas duas semanas.

Ninguém é de ferro, então se você não cuidar de sua saúde (física, mental e emocional) é bem provável que não consiga cumprir todas as suas tarefas – e se você somente está culpando a procrastinação, provavelmente seus problemas vão se agravando lentamente e sua produtividade caindo ainda mais.

Não está alcançando resultados suficientes

Às vezes, é bem difícil continuar executando uma tarefa diariamente se não estiver conseguindo resultados suficientes. Por exemplo, se todos os dias você elaborar e publicar três ou cinco novas imagens publicitárias nas redes sociais, mas ao final do dia não conseguiu novas vendas devido a essa ação, provavelmente não se sentirá tão à vontade para continuar executando aquela tarefa, mesmo sabendo que é preciso, já que marketing em redes sociais melhora o alcance ao seu público-alvo – principalmente se você estiver vendendo pela web para todo território nacional.

O que fazer nesses casos então? Recomendo que analise bem por que não está conseguindo resultados. Talvez você somente esteja sendo um pouco precipitado, mas há chances também de que não esteja alcançando a audiência correta – e se o problema for este último, quanto antes corrigi-lo, não somente se sentirá mais motivado a continuar, mas também conseguirá mais vendas. E, claro, talvez a tática/estratégia que você esteja adotando seja ultrapassada e tais tarefas não valem mais a pena serem executadas.

Você realmente não quer fazer isso

Vamos supor, então, que o problema não é de saúde ou indisposição ou por não ver resultados – talvez até já esteja conseguindo-os -, mas mesmo assim você não consegue cumprir algumas de suas tarefas. Nesse caso, é bem provável que o grande problema é que você não possui nenhuma afinidade com a tarefa.

Tome como exemplo a necessidade de planejar, elaborar e publicar conteúdos para uma estratégia de marketing de conteúdo. Talvez você até goste da parte de planejamento e publicação, mas a elaboração de artigos, apresentações, vídeos e relatórios em PDF não são o seu forte – e quanto mais você tenta fazê-los, mais você repele tal tarefa, talvez até inconscientemente.

Nesse caso, mais uma vez não basta apenas dizer que o problema é a procrastinação – você precisa resolver a causa dela, que no caso seria a falta de afinidade. Se seu problema for similar ao que expus no parágrafo anterior, possa ser que você não goste muito de escrever por alguma deficiência. Nesse caso, você possui duas alternativas: delegar a tarefa a outra pessoa (o que significa pagar para tê-la feito) ou continuar a fazer você mesmo (o que exigirá primeiro aperfeiçoar-se para minimizar suas deficiências).

Já segui ambos os caminhos e aquele em que você possui melhor controle da qualidade final é aquele em que você mesmo cumpre a tarefa, mas na medida em que seu empreendimento vai prosperando ou você vai ascendendo em sua carreira profissional, nem sempre poderá fazer tudo você mesmo e terá que decidir se é melhor fazer ou delegar.

Enfim!

Dizer que a procrastinação é o único vilão é o primeiro passo para não resolver o problema. Você precisa se perguntar quais são as causas e descobrir o que pode fazer para reverter tal quadro.

A vida não é fácil. Sua rotina provavelmente não é nada fácil. Mas cada tarefa que não cumpra agora trará consequências mais tarde, assim sendo, siga os conselhos de David Allen (autor de Getting Things Done, no Brasil, A Arte de Fazer Acontecer) e Eben Pagan (autor do curso Wake Up Productive 2.0) e dê atenção e cumpra cada tarefa dentro do seu tempo somente uma vez, evitando desperdícios e focando naquilo que lhe trará mais resultados.

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Dobrando a sua produtividade para ganhar ainda mais!

Seja você profissional autônomo, funcionário de alguma empresa, dono do seu próprio negócio ou ainda um estudante, sabe que sua produtividade é muito importante para garantir que não somente cumpra todas as suas tarefas como também alcance melhores resultados financeiros mês após mês. Quem procrastina atrasa o início de tarefas importantes, o que poderá levar a um trabalho de má qualidade – ou nem mesmo fazê-lo. Quem não se planeja também sofre com a qualidade do trabalho final e ainda se sente sobrecarregado, como se sempre tivesse “coisas demais para fazer”. Quem nunca se sentiu assim, não é mesmo?

Como sei que alguns dos leitores do Clube preferem respostas rápidas, aqui vai o resumo deste texto:
1. Foque nas atividades de mais alto valor;
2. Planeje-se em nível mensal, semanal e diário;
3. Crie um ambiente de trabalho (ou estudo) apropriado;
4. Adote método e ferramentas para gestão das tarefas;
5. Defina uma rotina produtiva;
6. Realize tarefas “em batch”.

Ficou interessado? Legal, vamos então analisar cada um desses pontos e entender o que você pode fazer para alcançar no mínimo o dobro de produtividade em um prazo máximo de um mês!

Foque em maior produtividade e conseguirá resultados muito melhores.

Foque nas atividades de mais alto valor

Algum tempo atrás encontrei muitas referências boas sobre um curso em gestão de produtividade chamado “Wake Up Productive 2.0” (Acorde Produtivo 2.0, em português) de Eben Pagan. Infelizmente, quando fiquei sabendo o mesmo já não mais estava disponível, porém encontrei um resumo (cerca de 50 páginas em inglês) sobre o mesmo apontando os pontos mais importantes e gostei bastante dele. Uma das coisas legais que ele apresenta é uma pirâmide classificando as tarefas que fazemos no nosso dia-a-dia quanto à sua importância, que levaria a algo como:

  • Tarefas de mais alto valor – aquelas que contribuem com seus grandes objetivos e metas em vida. Talvez alcançar uma determinada posição social, cargo em uma empresa etc.
  • Tarefas de alto valor – aquelas que geram o dinheiro que entra em seu bolso. Se você possui um emprego, aquelas que você precisa cumprir no seu dia-a-dia; se você possui um negócio, aquelas que trazem ou retêm mais clientes ou alcançam mais vendas;
  • Tarefas de baixo valor – aquelas que não geram recursos e não contribuem com seus objetivos de vida, mas são necessárias para a sobrevivência. Por exemplo, as tarefas relacionadas com a limpeza de sua casa, lavar o carro, organizar o escritório etc. Geralmente são tarefas de manutenção;
  • Tarefas de valor nulo ou negativo – tarefas que, por serem desnecessárias e não gerarem retorno algum, estão somente “devorando” o seu tempo. Um exemplo ótimo é quando você diz que vai interagir com seu público-alvo no Facebook e passa uma hora olhando os comentários de seus amigos sobre a partida de futebol que rolou no sábado.

Resumindo: você deve focar as tarefas de alto valor e mais alto valor, pois são aquelas que fazem o dinheiro entrar bem como deixam-no um passo mais perto daquilo que o fará realmente sentir-se feliz. Já as tarefas de baixo valor devem ser delegadas (contratando uma pessoa para fazer a faxina ou organização de seus arquivos, por exemplo) e aquelas de valor nulo ou negativo devem ser eliminadas.

Recomendo que tente identificar quais tarefas do seu dia-a-dia encaixam-se em cada uma das quatro partes da pirâmide bem como quais tarefas podem deixá-lo um passo mais próximo de suas grandes metas de vida (elas compõem as tarefas de mais alto nível), pois somente conhecendo-as poderá determinar quais focar, quais delegar e quais eliminar.

O que você perceberá é que não é tão fácil assim eliminar todas as tarefas de valor nulo em sua primeira tentativa, pois muitas vezes as fazemos “por vício”: sabemos que não é produtivo passar duas horas no Facebook, mesmo assim o fazemos. Entretanto, com disciplina e reforçando tal comportamento todos os dias, você logo desenvolverá o hábito de não desperdiçar tempo.

Planeje-se em nível mensal, semanal e diário

Se você seguiu o primeiro passo, você já tem uma boa noção do que deve fazer – e isso é ótimo! Mas somente conhecer suas metas e tarefas para alcançá-las pode não ser suficiente, principalmente para metas complexas. Assim sendo, seu próximo passo é planejar!

Há várias formas de realizar um planejamento, mas uma mais simples e recomendada por muitos (inclusive por mim) é criar um planejamento em um nível mais alto (mensal, por exemplo) e somente quando for necessário refinar para níveis mais baixos (semanal e/ou diário).

Vamos supor que eu tenha a meta de escrever um livro sobre um tema qualquer. Entretanto, tenho meu emprego (sou professor) e minha própria vida (marido e pai de um menino de 8 anos e de um cachorro de 5 meses!). Nesse caso, para não me perder durante o processo, eu poderia planejar as seguintes macro-ações para cada mês:

  • Janeiro e Fevereiro – levantamento bibliográfico e fichamento dos principais livros sobre o tema em questão;
  • Março – definição da estrutura do livro e rascunho da introdução e primeiro capítulo;
  • Abril – rascunho do segundo e terceiro capítulos;
  • Maio – rascunho do quarto e quinto capítulos;
  • Junho – rascunho de capítulo com estudos de caso e revisão final do livro.

Assim, se eu cumprir a meta para cada mês, espero ter um livro escrito após aqueles seis meses. Claro, no início de cada mês eu refinarei aquela meta quebrando em metas menores para cada semana e, a cada semana, quebrarei em nível do que pode ser feito a cada dia. Isso ajuda a só se preocupar com esse nível de detalhes quando realmente for necessário, evitando estresse excessivo ao tentar planejar todos detalhes das tarefas logo no início.

Dica: geralmente somos otimistas demais quanto ao que conseguimos cumprir em um dado prazo, então geralmente eu dobro o prazo quando estou planejando em nível de mês ou semana. Em outras palavras, se acredito que uma tarefa levará duas semanas, aloco um mês inteiro para ela. Com o tempo, você saberá quanto demorará para cumprir cada coisa com maior precisão.

Crie um ambiente de trabalho (ou estudo) apropriado

Você já sabe quais tarefas merecem sua atenção e já definiu um plano para a execução das mesmas ao longo do calendário. Ei, estamos conseguindo algo realmente grande aqui! Agora precisamos ter certeza que o seu ambiente de trabalho (ou estudo) irá realmente ajudá-lo a cumprir cada uma daquelas tarefas conforme foi planejado. Um bom ambiente para tal deve:

  • Apresentar boa iluminação e ventilação. E não só isso, você deve sentir-se completamente confortável enquanto se encontra no mesmo;
  • Ter móveis e equipamentos necessários para as tarefas do dia-a-dia (mesa com computador e cadeira giratória confortável são o mínimo necessário, acredito);
  • Ser limpo e bem organizado, isto é, eliminar todo tipo de coisa desnecessária e manter bem perto e acessível aquilo que você usará mais frequentemente (dê uma boa olhada nos 5S para saber como melhor organizar o espaço de trabalho);
  • Evitar todo tipo de distração. Por isso é interessante que seja em um cômodo específico de sua casa, em que possa trabalhar sem ser interrompido. Ajudará também se, enquanto desenvolvendo tarefas críticas, você puder desligar celular, fechar clientes de e-mail, empregar uma música instrumental e focar somente na tarefa!

Adote método e ferramentas para gestão das tarefas

Agora que já temos o ambiente de trabalho ideal, precisamos de um método e ferramentas para gerir a execução das tarefas. Quem lê livros sobre gestão de tarefas/produtividade/tempo/etc. já deve ter visto alguns que são um punhado de dicas organizadas, mas não constituem um método realmente, mas isso não significa que não haja métodos, pelo contrário, há dois bastante famosos: o GTD e o ZTD. Como até hoje só estudei (e sigo) o primeiro, é dele que vou falar.

O método GTD nasceu no livro Getting Things Done (daí o nome) de David Allen e foi realmente um “boom” para a literatura sobre gestão de produtividade, por apresentar um método bem detalhado sobre:

  • Como encontrar e reunir todas as tarefas pendentes;
  • Como decidir se algo deve ser feito, delegado, arquivado ou eliminado;
  • Como decidir se algo é somente uma tarefa simples ou deve ser tratado como um projeto.

Li o livro e achei muito interessante (claro, senão eu não o seguiria!), caso queira lê-lo também, há uma versão em português, chamada A Arte de Fazer Acontecer. E se você quer ter uma noção do que é o GTD, você pode ler o artigo GTD em 20 minutos. Infelizmente explicar todo o método aqui deixaria este artigo muito mais complexo, então o farei em outro momento em um novo texto.

Defina uma rotina produtiva

Voltando ao curso “Wake Up Productive 2.0” de Eben Pagan, uma outra coisa bem legal que aprendi com ele foi quanto a definir uma rotina realmente produtiva, que me permita trabalhar com um menor desgaste possível para mim. O segredo para tal é:

  • Conhecer os nossos três campos de ação: mental, físico e emocional;
  • Definir uma rotina matinal que intercale tarefas de alto nível desses três campos;
  • Seguir um esquema 60-60-30-60-60, por exemplo:
    • 60 minutos para uma tarefa física (50 minutos focado, 10 minutos de descanso);
    • 60 minutos para uma tarefa mental;
    • 30 minutos de descanso (pode ser uma meditação);
    • 60 minutos para uma tarefa mental;
    • 60 minutos para uma tarefa emocional.

Assim, ao final da manhã, você terá cumprido 04 horas (ou quase isso) em atividades de alto valor para a sua vida, respeitando-se os três campos e com intervalos de descanso para evitar a fadiga e o estresse. Interessante, não?

Agora, lá vai mais uma dica: quando você começar a pôr tal rotina em prática, é bem provável que sinta um pouco de “desconforto” por ter que seguir uma “estrutura tão rígida”, mas na medida em que for repetindo diariamente, toda semana, esse passo-a-passo, você verá resultados muito positivos e começará a acostumar-se a fazer isso. Estará criando um hábito, peça-chave para que tudo o que estamos falando aqui realmente funcione!

Realize tarefas “em batch”

Já conhecemos nossas metas, temos plano, ambiente, método e ferramentas configurados e já estabelecemos uma rotina bem produtiva. Temos tudo o que precisamos para ter uma vida muito mais produtiva!

O que quero apresentar agora são sugestões sobre como proceder em suas tarefas cotidianas para garantir que estará tirando o máximo de proveito de seu tempo:

  • Realize tarefas “em batch”, isto é, em grandes grupos ou volumes. Se você recebeu doze e-mails importantes, em vez de responder somente dois deles agora, outros dois daqui a meia hora e assim por diante, você aproveitará melhor seu tempo se responder todos os seus e-mails de uma vez só. A mesma coisa vale para tarefas de marketing, produção de conteúdo, etc.
  • Verifique seu e-mail somente uma ou duas vezes por dia. Em vez de olhar seus e-mails de meia em meia hora, será muito mais produtivo se você agendar dois momentos em seu dia para verificá-los e respondê-los. Uma boa ideia pode ser alocar um horário no fim da manhã e outro no fim da tarde;
  • Foque um projeto de cada vez. Mesmo que você tenha muitos projetos com prazos se aproximando, focar um projeto por dia trará um resultado muito melhor do que tentar cumprir um pouco de cada no mesmo intervalo de tempo (nosso cérebro não funciona verdadeiramente como “multitarefa”). Se possível, foque somente um projeto por semana;
  • Foque uma tarefa de cada vez. Novamente, apesar de pensarmos que conseguimos processar várias coisas ao mesmo tempo (“multitarefa”), só podemos prestar atenção a uma tarefa de cada vez, então enquanto estiver cumprindo uma tarefa concentre-se somente nela e nada mais (não se preocupe, com o tempo você se acostuma com isso);
  • Elimine todas as distrações. Afinal de contas, uma distração, por mais boba que seja, representa um desperdício de 15 minutos ou mais (tempo necessário para resolver/livrar-se da distração e conseguir retomar o pensamento e ação sobre a tarefa anterior). Dicas para eliminá-las: desligue a internet do celular (tchau WhatsApp, até mais Facebook!), feche todas as abas com redes sociais ou e-mail abertas (exceto se a tarefa realmente exigir isso), feche a porta do escritório, coloque um aviso de “não perturbe”, use fones de ouvido mesmo se não ouvir música (muitas pessoas não o perturbarão quando o vir com fone) e use um som ambiente capaz de neutralizar as vozes externas (pode ser uma música instrumental ou, melhor ainda, o som de chuva).

Bônus final!

Você agora tem tudo o que precisa para começar a ter uma vida mais do que produtiva a partir de agora e sem precisar ler dezenas de livros (apesar de que eu indicaria a leitura de dois ou três pelo menos, pois valem a pena). Mas eu tenho que admitir uma coisa: eu menti para você.

Sim, menti quando disse que você conseguiria dobrar sua produtividade com o que seria exposto aqui. Na verdade, se você seguir somente dois dos itens aqui apresentados você já dobrará a sua produtividade e portanto ganhará muito mais (tempo e dinheiro). Entretanto, se você puser em prática todos os itens aqui apresentados, você conseguirá um bônus: muito provavelmente você conseguirá no mínimo quadruplicar sua produtividade!

Você agora deve estar me considerando um baita mentiroso. “Quer dizer que vou fazer quatro vezes mais coisas?”, não, quero dizer que como você focará naquilo que realmente vale a pena em sua vida ou que traz os recursos financeiros necessários e assim conseguirá pelo menos quadruplicar os resultados alcançados. Afinal de contas, segundo o livro A Meta de Eliyahu Goldratt, produtividade não deveria ser medida pela quantidade de coisas que você faz, mas pela quantidade de resultados alcançados que importam para a sua grande meta. Ler isso faz todo o sentido e muda nossa forma de pensar na hora, não? 😉

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Gestão do dinheiro em 2017 não será tão fácil assim

O primeiro mês de 2017 já passou e é bem provável que você nem lembre mais daquelas metas que estabelecera antes do reveillon, não é mesmo? Que bom que o Clube do Dinheiro está aqui, para ajudá-lo a não se esquecer de suas metas quanto à gestão do dinheiro! E já vou dizendo, “de cara”, que infelizmente para muitos cuidar de seu dinheiro em 2017 não será uma tarefa tão simples assim.

Cenário econômico atual

O grande problema é o momento que estamos vivendo, em que o país passa por uma recessão econômica e que, se a mesma perdurar por vários anos mais, irá corroer mais ainda o patrimônio das classes baixa e média. O primeiro “grande assalto” que sofremos foi com a inflação desencadeada durante os últimos anos, e agora, o segundo, acontece devido aos altos índices de desemprego, dificuldades das empresas de se manterem sem o devido capital de giro (quantas pequenas e médias empresas fecharam as portas nos últimos dois anos?) e, consequentemente, dificuldades em crescer nosso patrimônio líquido.

Infelizmente, durante as últimas gestões governamentais, o acesso ao crédito foi facilitado em um nível muito alto e, se por um lado significou financiamento de moradia e veículo próprio para muitas pessoas, por outro essas mesmas pessoas agora vivenciam um momento em que sua renda não é mais compatível com seus gastos, que aumentaram consideravelmente devido à dívida contraída.

Enfim, parece que nos iludimos um pouco, acreditando que tínhamos mais dinheiro em nossos bolsos quando na verdade estávamos firmando acordos para posteriormente pagar valores salgados por isso. E o que vemos hoje? Preços de imóveis à venda congelados, valores dos alugueis imobiliários caindo, restrições nos orçamentos familiares muitas vezes até quanto a compras essenciais e atrasos em mensalidades escolares dos filhos. Se você se identificou com alguma dessas situações, não se preocupe, você não é o único!

Não há “bala de prata”

Lembra-se de quando lia histórias de terror que diziam que somente balas de prata poderiam matar um lobisomem? Pois é, parece que a economia brasileira transformou-se em um lobisomem prestes a nos atacar e, infelizmente, não há bala de prata capaz de detê-la. Claro, estamos nos recuperando, é o que os especialistas prevêem (e assim acredito também), entretanto os estragos sofridos não serão restaurados antes dos próximos cinco anos, já que estamos falando de dezenas de milhares de postos de trabalho que foram encerrados, milhares de linhas de produção congeladas pela falta de demanda e por aí vai.

Então, a primeira coisa que precisamos saber é que não há fórmula mágica para resolver tudo. O brasileiro terá que ser mais uma vez criativo a fim de conseguir superar essa crise e fazer seu patrimônio líquido crescer (aliás, para muita gente, se não houver redução do patrimônio já será um grande avanço).

Dicas para melhor gerir o seu dinheiro

Se você está atento ao seu patrimônio líquido e quer que o mesmo continue crescendo (passo primordial para se alcançar a independência financeira no médio ou longo prazo), aqui vão algumas dicas:

  • Siga a Minha regra dos 10% (reduza 10% dos gastos, aumente 10% dos ganhos, aumente 10% dos investimentos e dedique 10% de seu tempo para aperfeiçoar-se);
  • Elimine dívidas, restrinja o uso do cartão de crédito e corte despesas supérfluas – este é um bom momento para encontrar oportunidades para investir visando aumentar seu patrimônio, mas isso não funcionará direito se seus hábitos financeiros não são muito saudáveis;
  • Assine nossa newsletter e receba nossos e-books gratuitos “Manual do Investidor” e “Como Ficar Rico – dicas, dúvidas e comentários” e/ou dê uma olhadinha em nossa seção de livros recomendados e adquira algum(uns);
  • E acima de tudo, tenha disciplina e paciência. Mudar hábitos e começar a construir seu patrimônio líquido de forma responsável e ascendente pode parecer algo muito entediante nos primeiros meses, mas conforme o tempo passa e os juros compostos trabalham a seu favor, é bem provável que compreenda a importância disso.

Este é um texto simples e direto para mostrar-lhe os desafios que encontrará ao gerir seu dinheiro em 2017. Quais outras dicas você acrescentaria a esta lista? Comente abaixo!

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Pare de planejar seu fracasso e comece a construir o sucesso

Pode parecer ríspido demais, mas você tem planejado corretamente o seu caminho para o sucesso profissional e financeiro? Tomou a sério o “dever de casa” e fez isso de forma minuciosa ou, de maneira preguiçosa, só esboçou um “plano mental” e nunca o detalhou no papel?

Por mais que queiramos alcançar o sucesso financeiro, desejar somente não é suficiente – caso contrário, todos já o teriam alcançado, não é mesmo? A jornada para o sucesso profissional ou financeiro deve ser encarada como um projeto complexo – e todo projeto realmente complexo necessita de um planejamento bem detalhado, identificando sua meta final, metas intermediárias, orçamentos, recursos e prazos para as metas intermediárias e assim por diante.

Pode parecer complicado demais, mas não é algo impossível de fazer – apenas requer tempo e dedicação. Quer ver um exemplo? Vamos supor que sua renda atual é de somente R$ 1.500,00 e você deseja uma nova carreira, que requer uma graduação de quatro anos que lhe custará uma mensalidade de R$ 500,00, mas não lhe sobra, hoje, nem mesmo um real no fim do mês!

E agora? Desistir do sonho? Nada disso! Como um primeiro passo, reavalie todos os seus gastos e descubra como economizar ao menos R$ 150,00 todo mês (10% do salário). Provavelmente não conseguirá atingir tal meta já no primeiro mês, mas no segundo mês é bem provável que alcance.

Agora que já alcançou a primeira meta intermediária, seria interessante “apertar um pouco mais o orçamento”. Talvez não seja algo tão fácil, então vou marcar este como um “passo opcional”, mas que é muito relevante, pois se conseguir poupar 20% (R$ 300,00) do seu salário todo mês, os próximos passos serão alcançados muito mais rapidamente. Provavelmente precisará de dois a quatro meses para isso.

Imaginemos então o seguinte: se você conseguir economizar R$ 300,00, poderá pagar uma mensalidade de graduação de R$ 300,00 – só que o curso desejado possui uma mensalidade de R$ 500,00, o que significa que precisamos de outros R$ 200,00, provenientes do dinheiro que pouparemos antes de entrar no curso. Assim sendo, precisamos poupar o equivalente a R$ 200,00 x 12 (meses) x 4 (anos) = R$ 9.600,00. Como estamos poupando R$ 300,00 mensalmente (antes de entrar no curso), levaremos então R$ 9.600,00 / R$ 300,00 = 32 meses ou 2 anos e 8 meses.

Isso significa que se você:

  1. Reduzir gastos e poupar 10% do salário (02 meses);
  2. Reduzir gastos e poupar 20% do salário (02 meses);
  3. Continuar poupando 20% do salário (32 meses);
  4. Inscrever-se e cursar uma graduação (48 meses).

Prazo para alcançar a meta: 84 meses (07 anos).

Veja só, este “esboço de plano” já nos aponta que é possível alcançar a meta de ter uma graduação em um prazo de 07 anos! Claro, é necessário agora refinar cada meta intermediária, isto é, quebrar em uma série de passos para facilitar o acompanhamento e execução. Mas se feito de forma adequada, não é impossível estimar prazos e determinar recursos necessários para alcançar suas metas.

E por maior que pareça o seu sonho para você hoje, por mais difícil que seja dar o primeiro passo, você perceberá que, uma vez que esteja colhendo os frutos de seu esforço por meio do planejamento, você se sentirá mais motivado para continuar.

Encerro esse texto, então, com o célebre ditado: “quem fracassa em planejar, planeja fracassar”.

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Dicas de sucesso #10

Sucesso é um péssimo professor. Seduz pessoas espertas a pensarem que não podem perder.

Por John C. Maxwell

Você conhece a história do canto das sereias? O canto delas é tão lindo que hipnotiza qualquer homem que as ouça que, no intuito de alcançá-las, acaba abandonando seus barcos e navios e indo em direção a elas morrendo afogadas. Quando buscando sucesso em sua jornada, seja ele financeiro, profissional, emocional ou um empreendimento, você encontrará muitas pessoas, organizações e ferramentas que atuarão como verdadeiros “cantos de sereia”, convencendo-os de que se segui-las nada poderá dar errado. Desconfie sempre. Você deve acreditar em seu plano, mas mesmo assim não pode deixar-se guiar de forma cega – preste bastante atenção no rumo que está tomando. Sempre!

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Dicas de sucesso #9

Sucesso é… conhecer seu propósito na vida, crescer para alcançar seu máximo potencial e preparar sementes que beneficiem os outros.

Por John C. Maxwell

Apesar de este blog ser focado na gestão financeira, não somente desta depende nossa felicidade. Pelo contrário, há pessoas que se dizem felizes sem terá bons conhecimentos em como gerir seu dinheiro. Como são felizes? Simples, elas descobriram o seu propósito em vida e buscam cumpri-lo, o que lhes dá motivação para seguir sempre em frente. E para você, qual o seu propósito em vida, o que você pode fazer para maximizar suas chances de alcançá-lo e como pode ajudar outras pessoas?

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Dicas de sucesso #8

Sucesso é irmos dormir à noite sabendo que nossos talentos e habilidades foram usados de um jeito que serviu a outras pessoas.

Por Marianne Williamson

Em textos anteriores, comentamos que o foco de quem deseja ganhar dinheiro por meio de um empreendimento não deve ser em ganhar dinheiro e sim em atender as necessidades de um público específico – ganhar dinheiro virá como consequência de atender bem as demandas de seu público-alvo. Por exemplo, se você gosta de acompanhar a moda infantil, negociar preços de compra e venda de produtos e gerenciar detalhes sobre a forma de comunicação com o futuro consumidor, ter um negócio que exercite suas habilidades é uma coisa incrível a longo prazo!

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