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Como fazer um país inteiro sair do vermelho?

Já falamos várias vezes aqui sobre como sair do vermelho, mas desta vez o artigo muda um pouquinho de figura, uma vez que deixamos a individualidade e partimos para a coletividade, isto é, como fazer um país inteiro sair do vermelho e prosperar.

A ideia de tal artigo não partiu de mim, mas sim da dúvida da leitra Raissa, que no artigo Como sair do vermelho? Dúvidas e respostas – parte 3 escreve o seguinte:

Eu queria ajuda para um trabalho pois queria saber: o que é preciso para um país sair do vermelho?

UPDATE: Este artigo foi publicado originalmente em 21 de março de 2011, mas estamos atualizando gradualmente nossos artigos, assim sendo o mesmo foi acrescido de novas informações e também correções.

Bem, Raissa, antes de mais nada, prazer em conhecê-la!

A sua dúvida é bastante pertinente: preocupamo-nos por diversas vezes sobre como prosperarmos individualmente, mas e quando falamos de uma nação inteira? Será que vale a regra “é só cada um fazer a sua parte” e pronto?

A minha experiência diz-me que não, não adianta a gente esperar que cada qual, individualmente, siga essa regra e pensar que no fim das contas somando todos os esforços teremos um país saindo do vermelho. Em minha opinião, trata-se de um esforço conjunto do governo, sistemas de educação e população.

Vamos falar então um pouco sobre o papel de cada um?

Governo

Comecemos então falando daquele que, infelizmente, parece ser o último onde conseguiremos mudanças realmente significativas. 🙁

Há muitos problemas na estrutura governamental do Brasil, por exemplo, que enquanto não forem solucionados não levarão a uma maior prosperidade do país. Bem, vejamos algumas coisas que contribuem negativamente para isso:

  • Governantes aumentando estupidamente seus próprios salários, causando grandes gastos públicos que poderiam ser empregados na construção de escolas e hospitais, contratação de professores, subsídios a novas empresas (que gerariam mais empregos) etc.
  • Desvios de verba de valores astronômicos. Dinheiro que deveria ser utilizado para gerar uma melhor qualidade de vida e desenvolver novas oportunidades à população sendo furtado por quem deveria administrá-lo!
  • Mau emprego do dinheiro público: enquanto algumas pessoas buscam empréstimos em bancos a juros altos por não conseguirem investimentos públicos facilmente para seu empreendimento, outras (por motivos alheios à nossa compreensão) alcançam financiamentos de valores bem altos!
  • Falta uma postura melhor de nossos governantes para incentivarem o desenvolvimento do conhecimento financeiro e espírito empreendedor da população. Sem tal educação, o Brasil continuará na mesma situação por um bom tempo!

UPDATE: É engraçado perceber que, sete anos após a publicação original deste artigo, continuamos enfrentando os mesmo problemas quanto aos nossos políticos, pois veja só o que temos visto em nossas TVs e jornais ultimamente: descoberta de grandes esquemas sistêmicos de corrupção envolvendo muitos dos grandes nomes de vários partidos políticos; impeachment da presidente Dilma Rousseff, com a ascensão de Michel Temer ao poder que, do ponto de vista do reajuste fiscal necessário, pouco fez; novas mudanças nas regras da previdência social, forçando a população brasileira a praticamente trabalhar por 50 anos para usufruir de no máximo 10 anos de aposentadoria; caos em várias cidades brasileiras que estão atrasando ou até mesmo parcelando o pagamento de seus servidores públicos, levando até mesmo a policiais militares a promoverem uma “paralisação sem greve”. E isso é só para citar algumas coisas!

Então você me pergunta, Raissa, o que é preciso para fazer um país inteiro sair do vermelho, não é? Bem, em primeiro lugar um corte salarial em alguns desses salários que já estão bastante inchados, bem como um corte do número de servidores públicos – há gente demais contratada e pouca gente trabalhando, isso é fato, todos nós sabemos mas sempre fica do mesmo jeito! UPDATE: O então presidente Michel Temer prometeu uma redução de 4 mil cargos comissionados, entretanto há mais de 30 mil em todo o país! Há um espaço muito maior para corte de cargos comissionados, redução e maior fiscalização de certos benefícios oferecidos a políticos e certos cargos públicos etc.

É necessário também o combate ao mau uso da verba pública. Neste ponto, acredito que devemos parabenizar a Polícia Federal que, nos últimos anos, trabalhou eficientemente e desmascarou muitas coisas erradas (governo Lula que o diga, nunca houve um governo no Brasil com tantas CPIs!), mas agora precisamos lutar para que os responsáveis sejam realmente punidos e não somente afastados para, na próxima eleição, voltarem a se candidatar! Quem rouba um comerciante é preso e por que quem rouba uma nação não o é? UPDATE: Parece uma grande ironia do destino estar atualizando este artigo logo após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o indiciamento do ex-presidente Lula em vários processos criminais e, por fim, o Partido dos Trabalhadores (PT) tendo a cara de pau de indicá-lo como candidato a uma possível reeleição, visando esconder a sujeirada e ainda conseguir foro privilegiado ao ex-presidente. A Polícia Federal está de parabéns, mas agora está na hora do Judiciário começar a trabalhar e mostrar que eles também querem um país diferente!

E por fim, após enxugar os salários e quadro de servidores e combater os desvios de verba, está na hora de um novo planejamento, não um planejamento para um ou dois anos, mas um planejamento que deveria ser executado por cinco, dez anos ou mais! Estamos falando se mudar completamente o Brasil, de trazer condições iguais a todas as pessoas, isso não pode ser conseguido da noite para o dia! E é aqui onde começamos a falar sobre educação…

O atual sistema educacional

Li outro dia que a partir de 2012 haverá educação financeira nas escolas públicas. Fiquei super feliz! Mas logo depois pensei: e quem é que vai ministrar essas aulas? Será que temos professores realmente habilitados para tal tarefa? Alguém vai me lembrar de que há cursos de Economia em todo o país, mas não estou falando somente em graduação, estou falando sobre experiência de vida também! UPDATE: Já se passaram vários anos e essa proposta nunca saiu do papel. Algumas escolas particulares até promovem seminários isolados sobre o tema como forma de orientar alunos do fundamental maior e do ensino médio, mas tal ação ainda não acontece de forma sistematizada nas escolas públicas – uma grande lástima…

Não me levem a mal, acredito que temos economistas muito bem formados no Brasil, mas o que nossas crianças precisam não é somente de um economista falando para elas, elas precisam acreditar no que estão ouvindo, elas precisam “ver o exemplo”, o professor precisa realmente ser o exemplo delas! Por que quando Pat Flynn, Darren Rowse, Custódio Fernandes e Paulo Faustino escrevem um artigo eu paro tudo e leio prestando bastante atenção? Porque eles são grandes exemplos para mim, eles fazem aquilo que dizem e fazem isso dar certo, como eu não deveria prestar atenção??? UPDATE: Risquei de minha lista o nome de dois colegas blogueiros em língua portuguesa porque seus antigos blogs que eu seguia foram desativados e hoje percebo muito “mistério e confusão” sobre como é a sua atuação hoje quando o assunto é “ganhar dinheiro na web”.

Agora, peguemos um outro exemplo: toda hora vejo nascer um “super blog” onde o autor diz saber tudo sobre ganhar dinheiro na Internet, mas não precisa mais do que dois minutos para perceber que é mais um desesperado, repetindo o que muitos outros falam em vários outros lugares da Internet. Sinceramente? Não me motivo nem um pouco a lê-los – na verdade, geralmente memorizo o endereço dos blogs deles a fim de evitar passar outra vez por lá!

Obviamente, com escolas públicas adotando educação financeira como parte de sua grade disciplinar, é esperado que as escolas privadas façam o mesmo em seguida. E aí nasce um novo temor: se o conteúdo a ser ministrado em escolas públicas não tiver a mesma qualidade daquele ensinado em escolas privadas, estaremos aumentando ainda mais a distância entre o “pobre” e o “rico”, isto é, o ensino privado oferecendo educação de grande qualidade, enquanto que o ensino público não estaria acompanhando.

Bem, o “segredo” para resolver isso pode estar numa completa repaginação dos sistemas de ensino público, pois não adianta oferecer educação financeira se as demais disciplinas também não são bem ensinadas.

Então, Raissa, do ponto de vista educacional, é necessária uma completa reforma do ensino público hoje a fim de oferecer educação de qualidade e aí sim, dentro deste novo contexto, inserir educação financeira e empreendedorismo como conteúdos essenciais nas escolas públicas e privadas!

Além disso, é necessário garantir que os profissionais que estarão à frente nesse processo educacional são realmente competentes e adotar um novo método de avaliação, ao menos para a(s) disciplina(s) de educação financeira e empreendedorismo. Talvez cada aluno devesse apresentar um projeto para um empreendimento ou planejamento para investimentos ao final do ensino fundamental e apresentar o mesmo implementado, em funcionamento e lucrando com o mesmo ao final do ensino médio? Achou isso um absurdo? Pense mais um pouco, leia Pai Rico Pai Pobre e Os Segredos da Mente Milionária e volte aqui para me dizer o que acha então, ok? 😉

UPDATE: Apontando mais uma vez alguma das mudanças propostas pelo atual governo, foi aprovada uma PEC que altera o ensino médio, aumentando consideravelmente sua carga horária, porém fazendo com que somente 60% das disciplinas sejam obrigatórias, dando liberdade aos alunos para escolherem os outros 40%, num sistema mais parecido com o presente nas escolas estadunidenses. Se veremos educação financeira e empreendedorismo nessa nova proposta e realmente em ação, ou se será somente mais um “tiro no pé”, teremos que aguardar até 2020, quando as primeiras turmas do ensino médio deverão seguir 100% dessa nova proposta.

Entretanto, obviamente, não adianta mudar o governo e as escolas e não mudar o maior elemento de todos: a cultura que a nossa população possui.

Nossa cultura

Pare para pensar: de que adianta o seu filho ir até a escola, aprender mil coisas sobre finanças, investimentos, marketing e empreendedorismo e, ao chegar em casa, perceber que sua família ignora tudo isso? Pior, ouvirem os pais desdenharem em sua frente de tudo aquilo que ele está aprendendo (sim, já ouvi sobre casos desse tipo acontecendo)? Você acha que seu filho se sentirá realmente motivado a aprender?

O Brasil precisa de uma cultura menos operária e muito mais empreendedora! Até a nossa televisão reflete isso: nos canais abertos, para cada uma hora de conteúdo focado em finanças, investimentos ou empreendimentos, temos 50 horas ou mais de programação do tipo: novela, reality shows, programas de palco que falam sobre a própria programação da TV etc. É com essa cultura que vamos crescer e prosperar?

Certo, você ainda não está convicto do que estou falando, não é? Vou dar mais um exemplo: conheço pessoas (não é, meus tios?) que gastam muito dinheiro com bebidas e outras coisas, mas que não lembram quando foi a última vez que compraram um livro para elas próprias lerem e aprenderem. Gastam com bebidas, baladas, boates, bares, restaurantes, praias, clubes, mas não gastam de forma equivalente com a sua própria educação.

Essas pessoas estão errando duas vezes! Primeiro porque estão abandonando a oportunidade de crescerem ainda mais, e não falo somente em termos profissionais, falo também sobre crescimento pessoal mesmo. E em segundo lugar, erram porque, agindo dessa forma, estão dando péssimos exemplos a seus filhos: “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” é em minha opinião a forma de agir mais ridícula, se você quer que seu filho estude e se esforce para conquistar posições melhores você próprio deve ser o exemplo dele.

Meu filho tem dois anos e meio de idade. Sempre que ele encontra uma moeda pela casa, ele já chama a mim ou à mãe dele para que lhe demos o dinheiro e, então, ele possa guardar em sua vaquinha (o cofre dele não é um porco não, é uma vaca mesmo! 🙂 ). Ele faz isso pois desde pequeno ensinamos a ele que aquele era o lugar certo para guardar o dinheiro dele. A partir dos três anos e meio, espero começar a mostrar a ele que esse mesmo dinheiro é que ele usará para comprar coisas de seu interesse, como doces e outras coisas. Em outras palavras, busco acompanhar a educação financeira de meu filho desde já, e olha que ele só tem dois anos e meio! UPDATE: Meu filho agora já tem oito anos completos, ganha uma mesada de R$ 25,00 e geralmente guarda seu dinheiro por um bom tempo para adquirir coleções de bonecos pequenos (ele é apaixonado por coleções de bonecos, principalmente de Dragon Ball!). Além disso, comecei a falar mais sobre conceitos de economia e por que economizar e investir pensando no futuro.

Enfim, Raissa, para resolvermos nosso problema cultural é necessário que a mudança comece em casa, nos nossos lares, expanda-se para os ambientes de trabalho, onde as empresas devem buscar formas de incentivar tais atitudes por parte de seus funcionários, para então chegar a outros círculos sociais.

Em outras palavras, só pedir para cada um fazer aquilo que descrevo em Quero sair das dívidas! – O guia não é suficiente, quando falamos de uma nação inteira, precisamos de algo bem mais organizado e que proporcione mudanças duradouras na cultura brasileira.

E então, Raissa, vamos ajudar a fazer nosso país inteiro sair do vermelho? 😉

UPDATE: Atualizar esse artigo foi um exercício incrível de comparar não somente a situação do país como a minha e de minha família há sete anos atrás e agora. E para você, do que mais gostou?

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É melhor comprar mais ou investir?


Olá a cada um dos amigos do Clube do Dinheiro! Quem nos acompanha desde o início já sabe que falamos muito aqui sobre como melhor usar seu dinheiro a fim de fazê-lo render mais ao final do mês – afinal de contas, para alcançar seu objetivo de independência financeira, você precisa de mais do que somente “ganhar mais dinheiro”! E nessas conversas que já tivemos por aqui apontei algumas estratégias que uso em meu dia-a-dia:

  • Compras em atacado;
  • Redução de despesas;
  • Investimentos (de forma conservadora/moderada).

Do meu ponto de vista, cada um desses pontos trouxe incríveis benefícios para mim. E eis que hoje (há poucos minutos atrás, para ser mais preciso), deparei-me com um vídeo de Gustavo Cerbasi no YouTube em que ele aponta que o hábito de estocar produtos em casa pode ser prejudicial do ponto de vista financeiro. Em se tratando de palavras de Gustavo Cerbasi (grande consultor financeiro brasileiro), fiquei bastante curioso para saber se meu hábito poderia estar me prejudicando e decidi assistir por completo. Se desejar assistir, aqui vai o vídeo:

Resumindo: Cerbasi critica o hábito de estocar produtos quando o mesmo pode levar ao uso do crédito no final do mês por falta de dinheiro. Em outras palavras: se você compra mais do que deveria e acaba pagando juros no fim do mês devido a isso, então seu comportamento está sendo prejudicial. Nesse caso, o ideal é comprar uma quantidade menor a fim de ter capital para as contas cotidianas e não precisar usar do crédito.

Após ver o vídeo por completo percebi que meu comportamento não é prejudicial, pelo contrário, é bastante benéfico para as minhas finanças, pois:

  • Programo-me corretamente para comprar bastante, porém sem precisar pagar juros por isso;
  • Compro em maior quantidade aproveitando-me de ofertas em atacadistas ou locais com promoções reais, então reduzo minhas despesas;
  • Além disso, por precisar ir com menor frequência às compras, reduzo gastos com gasolina ou desperdício de tempo indo às compras.

Assim sendo, aquilo que já falamos várias vezes aqui continua mais real do que nunca: se você se planejar corretamente, algo que para outra pessoa poderia ser um risco (no caso, acabar por usar do crédito especial) pode ser uma oportunidade real sob medida para você. Então, se você tem o hábito de comprar em grande quantidade e acaba por pagar juros por isso, é melhor rever o vídeo de Cerbasi e mudar seu comportamento, mas se você segue nossa cartilha, já deve estar vendo bons resultados de seus hábitos financeiros mais saudáveis, não? 😉

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Gestão do dinheiro em 2017 não será tão fácil assim

O primeiro mês de 2017 já passou e é bem provável que você nem lembre mais daquelas metas que estabelecera antes do reveillon, não é mesmo? Que bom que o Clube do Dinheiro está aqui, para ajudá-lo a não se esquecer de suas metas quanto à gestão do dinheiro! E já vou dizendo, “de cara”, que infelizmente para muitos cuidar de seu dinheiro em 2017 não será uma tarefa tão simples assim.

Cenário econômico atual

O grande problema é o momento que estamos vivendo, em que o país passa por uma recessão econômica e que, se a mesma perdurar por vários anos mais, irá corroer mais ainda o patrimônio das classes baixa e média. O primeiro “grande assalto” que sofremos foi com a inflação desencadeada durante os últimos anos, e agora, o segundo, acontece devido aos altos índices de desemprego, dificuldades das empresas de se manterem sem o devido capital de giro (quantas pequenas e médias empresas fecharam as portas nos últimos dois anos?) e, consequentemente, dificuldades em crescer nosso patrimônio líquido.

Infelizmente, durante as últimas gestões governamentais, o acesso ao crédito foi facilitado em um nível muito alto e, se por um lado significou financiamento de moradia e veículo próprio para muitas pessoas, por outro essas mesmas pessoas agora vivenciam um momento em que sua renda não é mais compatível com seus gastos, que aumentaram consideravelmente devido à dívida contraída.

Enfim, parece que nos iludimos um pouco, acreditando que tínhamos mais dinheiro em nossos bolsos quando na verdade estávamos firmando acordos para posteriormente pagar valores salgados por isso. E o que vemos hoje? Preços de imóveis à venda congelados, valores dos alugueis imobiliários caindo, restrições nos orçamentos familiares muitas vezes até quanto a compras essenciais e atrasos em mensalidades escolares dos filhos. Se você se identificou com alguma dessas situações, não se preocupe, você não é o único!

Não há “bala de prata”

Lembra-se de quando lia histórias de terror que diziam que somente balas de prata poderiam matar um lobisomem? Pois é, parece que a economia brasileira transformou-se em um lobisomem prestes a nos atacar e, infelizmente, não há bala de prata capaz de detê-la. Claro, estamos nos recuperando, é o que os especialistas prevêem (e assim acredito também), entretanto os estragos sofridos não serão restaurados antes dos próximos cinco anos, já que estamos falando de dezenas de milhares de postos de trabalho que foram encerrados, milhares de linhas de produção congeladas pela falta de demanda e por aí vai.

Então, a primeira coisa que precisamos saber é que não há fórmula mágica para resolver tudo. O brasileiro terá que ser mais uma vez criativo a fim de conseguir superar essa crise e fazer seu patrimônio líquido crescer (aliás, para muita gente, se não houver redução do patrimônio já será um grande avanço).

Dicas para melhor gerir o seu dinheiro

Se você está atento ao seu patrimônio líquido e quer que o mesmo continue crescendo (passo primordial para se alcançar a independência financeira no médio ou longo prazo), aqui vão algumas dicas:

  • Siga a Minha regra dos 10% (reduza 10% dos gastos, aumente 10% dos ganhos, aumente 10% dos investimentos e dedique 10% de seu tempo para aperfeiçoar-se);
  • Elimine dívidas, restrinja o uso do cartão de crédito e corte despesas supérfluas – este é um bom momento para encontrar oportunidades para investir visando aumentar seu patrimônio, mas isso não funcionará direito se seus hábitos financeiros não são muito saudáveis;
  • Assine nossa newsletter e receba nossos e-books gratuitos “Manual do Investidor” e “Como Ficar Rico – dicas, dúvidas e comentários” e/ou dê uma olhadinha em nossa seção de livros recomendados e adquira algum(uns);
  • E acima de tudo, tenha disciplina e paciência. Mudar hábitos e começar a construir seu patrimônio líquido de forma responsável e ascendente pode parecer algo muito entediante nos primeiros meses, mas conforme o tempo passa e os juros compostos trabalham a seu favor, é bem provável que compreenda a importância disso.

Este é um texto simples e direto para mostrar-lhe os desafios que encontrará ao gerir seu dinheiro em 2017. Quais outras dicas você acrescentaria a esta lista? Comente abaixo!

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Educação Financeira – estão vendendo-lhe a “coisa errada”

Tentarei ser breve: há artigos por aí que dizem ensinar-lhe sobre Educação Financeira, mas não fazem isso realmente. E é aí onde mora o perigo, afinal de contas você está tentando aprender sobre isso e, de repente, vê em um website especialista no assunto aquele texto e pensa “ótimo, isso pode ser a resposta para os meus problemas!”. Deixe-me explicar mais devagar…

Como costumo fazer, estava lendo alguns textos recentes sobre negócios e finanças pessoais em alguns websites e blogs, quando me deparo com um texto “ensinando” uma forma fantástica, “quase mágica”, para conseguir uma renda extra por meio de investimentos em empresas e imóveis que, então, passariam a pagar todas as suas despesas – e ainda fariam sobrar algum dinheiro no seu bolso! Para não expor o website em que isso foi visto nem o autor do texto, vou chamar essa técnica de “Zig Zag Zum”. Para mostrar como isso funciona, o texto apresenta dois cenários:

Cenário A – Sem a técnica Zig Zag Zum

Primeiro, o texto aponta como seria o calendário de despesas de uma família comum, apresentando gastos com financiamento imobiliário, financiamento de um carro e escola – em valores um pouco altos (entre R$ 4.000,00 e R$ 8.000,00 no total), mas infelizmente dentro do que se pode encontrar em nossa realidade.

Cenário B – Aplicando a técnica Zig Zag Zum

A seguir, aponta que a mesma família poderia, aplicando a técnica Zig Zag Zum, obter rendimentos (por meio de dividendos e retornos de outras aplicações financeiras) capazes de arcar com todas aquelas despesas. Sim, buscando-se alternativas para se obter um rendimento extra, elas pagariam sozinhas aquelas despesas caras, o que faria com que mais de seu salário sobrasse no final do mês. Incrível, não?

Mas… está tudo errado!

Sinto muito, mas vou ter que ser o “do contra”. Veja só:

  1. A estratégia é toda baseada em investimentos financeiros e sabemos que não há opções de baixo risco que rendam acima das taxas de certos tipos de financiamentos ou dívidas, por exemplo, no caso de financiamento de carros. Se você pode investir algum dinheiro e está financiando um carro, é muito mais conveniente e seguro “apertar mais o cinto” (isto é, reduzir os gastos) e pagar mais de uma prestação do carro todo mês. Fazendo isso, você quitará o veículo muito mais rápido, em vez de continuar mantendo uma dívida de juros elevados quando comparados aos juros que você obterá de seu investimento;
  2. A técnica aponta o rendimento por meio de dividendos como uma das formas que entrará dinheiro para pagar suas contas mensais. Só esqueceu de dizer que dividendos são pagos semestralmente (às vezes, em uma única parcela no ano). Deve ser fácil, então, por meio de aquisição de ações de várias empreas alcançar valor suficiente para que seus dividendos supram suas necessidades mensais, principalmente considerando-se que o pagamento destes é semestral, não? Supondo que a taxa de rendimento mensal média que você obtém por meio de seus dividendos corresponda a 1% a.m. e você possua R$ 4.000,00 de despesas, você precisa alcançar “somente” a quantia de R$ 400.000,00 em ações. Sim, é claro que é possível, com o tempo e disciplina, alcançar aquela quantia ou até mesmo maior (e recomendo muito isso!), porém da forma que o texto explicita, dá a impressão de que será de forma rápida e sem esforço;
  3. O texto não aborda a necessidade de reduzir gastos. Ele não fala sobre estratégias para acumular e aplicar os valores necessários. Na verdade, o texto termina com um link para outra página onde poderá, a partir de seu e-mail, receber um e-book com a tal estratégia. Em outras palavras, não se trata de um texto educativo: ele foi construído por quem realmente entende o comportamento de seu público-alvo (pessoas que querem ganhar mais sem ter que se esforçar gastando menos), usa a linguagem certa para seu público (não menciona ter que reduzir gastos, quanto tempo levará para alcançar a quantidade necessária para tal nível de liberdade financeira etc.) e, de forma disfarçada, prepara o “gatilho” para mais tarde tentar vender-lhe seu produto. Sim, o texto termina sem ensinar-lhe nada, prometendo ensinar por meio do e-book, mas já sei “como acaba esse filme”…

Qual o problema?

Tudo bem tentar vender produtos ou serviços, não há nada de errado com isso. Só o que não considero certo é fazer isso por meio de um “texto informativo” que na verdade somente estará iludindo o leitor, fingindo que vai ensinar algo, mas está somente preparando o anzol e a isca.

Fala que vai ensinar algo sobre Educação Financeira, mas não ensina nada. Se você aprender como aliviar suas despesas financeiras, sinta-se à vontade para ler nossos artigos e cursos (você aprenderá muito e encontrará boas dicas para economizar e investir). Pode deixar um comentário descrevendo sua situação e tentarei ajudá-lo. E, se quiser dar um passo além, pode adquirir o e-book do professor Elisson Andrade (As 5 Etapas do Planejamento Financeiro), que apresenta um texto fácil de compreender e de pôr em prática por qualquer pessoa. Só o que não concordo é com isso de “vender” o texto como se fosse educativo, mas na verdade não passa de uma carta de vendas bem bolada e gritando resultados muito além daqueles que serão obtidos pela maioria das pessoas.

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Minha regra dos 10%

Se você é do tipo que lê muitos livros sobre finanças pessoais, talvez já tenha conhecido a famosa regra dos 10% que consultores renomados como Gustavo Cerbasi recomendam: você deve dedicar 10% de sua renda mensal a investimentos, visando resultados no médio ou longo prazo.

Tal regra é bem simples, fácil de ser seguida (claro, se você souber como reduzir seus gastos!) e é um excelente pontapé inicial para quem está em seus primeiros passos. Mas, somente dizer isso pode não ser suficiente, pois não aponta como você pode fazer com que lhe sobrem 10% a serem aplicados em investimentos. Se essa é sua dúvida, não se preocupe, pois escrevi aqui um artigo chamado Quer aumentar seu dinheiro em 20%? que lhe cairá como uma luva, já que ele aponta algumas táticas para não somente sobre algum dinheiro como também como ganhar um pouco mais.

Mas é claro que não vim aqui hoje apenas para falar sobre a regra clássica, trabalhada por tantos consultores financeiros: vim apresentar uma proposta “melhorada”, visando conseguir mais resultados no curto prazo. Se bem aplicada mensalmente ao longo de seis meses (e depois mantendo aquele comportamento em relação ao dinheiro) é bem provável que, após dois ou três anos, você tenha conseguido resultados extraordinários – talvez você possa finalmente quitar o financiamento de sua casa ou fazer aquela viagem para conhecer o parque Beto Carrero (ele está na minha lista de desejos 🙂 )!

E do que se trata a minha regra dos 10%? Simplesmente expandi o conceito apresentado acima para abranger quatro táticas visando resultados incríveis no médio e longo prazo:

  • Reduza 10% dos gastos;
  • Aumente 10% dos ganhos;
  • Aumente 10% dos investimentos;
  • Dedique 10% do tempo para aperfeiçoar-se.

Reduza 10% dos gastos

A ideia é simples: no primeiro mês, parecerá que você está abrindo mão de “viver o presente” (nós costumamos associar “viver a vida” a “gastar com produtos e serviços desnecessários”, mas isso na verdade nos priva de alcançar conquistas e sonhos maiores). Você pode viver a vida – e aproveitá-la muito bem – e ainda assim gastar menos!

Já citei aqui no Clube do Dinheiro várias formas de reduzir seus gastos (aliás, acho que vou preparar um “super guia” sobre como reduzir seus gastos e publicá-lo aqui na próxima semana), então não deveria ser algo impossível, mas se você não sabe por onde começar, aqui vão algumas dicas:

  • Gaste menos com suas contas de: energia elétrica, água, telefone fixo, celular, internet, TV a cabo (você realmente precisa disso?) etc. Em outra oportunidade, vou publicar um texto sobre como reduzi meus gastos com celular;
  • Evite gastos supérfluos: você realmente precisa comprar roupas novas ou um celular de última geração?
  • Se precisa realmente comprar, busque sempre os menores preços possíveis. Em minha rotina, por exemplo, está incluída idas a um supermercado atacadista com o intuito de gastar menos em produtos de higiene, limpeza, utensílios para o lar, lanches etc.

Aumente 10% dos ganhos

Para muitos, uma tarefa bem difícil de se cumprir – e realmente não será fácil em suas primeiras tentativas, mas com o tempo você conseguirá bons resultados. Se você tem um bom domínio da língua inglesa (ao menos quanto à leitura e escrita), você pode encontrar pequenos trabalhos (microjobs) em websites como Fiverr e upWork (antigo oDesk) que vão desde escrever artigos a desenvolver softwares.

Aumente 10% dos investimentos

É importante frisar que, caso você possua algum tipo de dívida (inclua aqui empréstimos, faturas de cartão de crédito e financiamentos de carro ou casa), então muito provavelmente é melhor quitar suas dívidas em vez de investir (falo mais sobre isso no artigo Quando investir é melhor do que quitar suas dívidas?http://www.clube-do-dinheiro.com/quando-investir-e-melhor-do-que-quitar-suas-dividas/)!

Agora, caso você não tenha dívidas, então vai fundo e aplique 10% todo mês! Na verdade, se você fizer as contas direitinho, vai perceber que gastar 10% a menos e ganhar 10% a mais lhe permitirá investir muito mais do que 10% – esses 10% aqui são, então, o mínimo que você deveria investir. Se puder investir mais, faça-o!

E aqui vão algumas dicas para você investir de forma segura visando o médio prazo (de 02 a 05 anos):

  • Mantenha uma quantia pequena em caderneta de poupança – o rendimento dela está muito baixo, mas caso você precise de algum dinheiro, é mehor sacar primeiro da caderneta em vez de mexer nos demais investimentos que você fará. Quanto dinheiro nela? Depende de seus gastos, mas algo em torno de R$ 1.000,00 a R$ 2.000,00 pode ajudá-lo a não precisar mexer nas suas aplicações nos cenários mais comuns;
  • Vise aplicar em títulos públicos, LCI ou LCA. Estas são as opções de renda fixa com bons desempenhos (acima da inflação) que podem lhe trazer um bom retorno se suas aplicações não forem retiradas antes de 02 anos – no caso de LCI e LCA, não há incidência de imposto de renda, o que significa que você pode resgatar antes do prazo de 02 anos e não ter grande impacto sobre o resultado final;
  • Analise corretoras confiáveis. É muito comum aplicarmos somente nas opções de nosso próprio banco, já que é mais confortável e “seguro”. Entretanto, há muitas corretoras confiáveis e bastante seguras que oferecem retornos muito maiores que os bancos! Sendo assim, pesquisa, veja opiniões sobre as mesmas, dê uma olhadinha no site da CVM e do Tesouro Direto e você encontrará boas referências para ajudá-lo nisso.

Dedique 10% do tempo para aperfeiçoar-se

Quer aprender um novo idioma? Ótimo! Está pensando em fazer um curso de atualização em sua área? Excelente! Quer ler alguns livros sobre gestão de projetos e da produtividade? Está no caminho certo!

Enquanto você estiver dedicando 10% de seu tempo (considerando-se somente o tempo que estamos acordados, isso significa cerca de 11 horas por semana) a algo que o fará crescer profissionalmente, você estará construindo sua “estrada de tijolos de ouro” rumo a oportunidades incríveis de negócio ou carreira.

Há muitas coisas que você pode fazer para aperfeiçoar-se e isso realmente depende de sua área de atuação profissional e quais são suas metas para longo prazo, mas algumas coisas em que você pode pensar são:

  • Aprender uma língua estrangeira (inglês ou espanhol);
  • Dominar os fundamentos da informática (uso correto do sistema operacional de sua escolha e das ferramentas de produtividade – um pacote de office, ferramentas para edição gráfica, etc.);
  • Livros ou cursos sobre softwares específicos em sua área de atuação;
  • Livros ou cursos de atualização em sua área de atuação;
  • Gestão de projetos e da produtividade (em nível pessoal, equipe ou corporativo).

“Mas isso é muito difícil!”

Não, não é difícil. O difícil é transformar essa nova postura em um hábito. Alguns autores (Eben Pagan, por exemplo) afirmam que algo feito de forma rotineira transforma-se em um hábito após 30 dias, já outros afirmam que são necessários mais de 60 dias. Enfim, o que quero dizer é que, enquanto isso não se tornar um hábito, você vai se sentir desconfortável, talvez, mas quando você assimilar o hábito, é provável que você até mesmo se pergunte por que demorou tanto para mudar sua vida financeira para algo tão melhor! Sim, algo bem melhor, pois conforme você verifique mensalmente seu montante de dívidas diminuindo ou o total de investimentos aumentando, você vai sentir-se muto motivado e realizado!

“Mas eu quero aproveitar a vida!”

Eu não entendo esse argumento de tantas pessoas. Muitos me chamam de pão-duro pelo que ensino aqui, mas percebo que essas mesmas pessoas privam-se muito mais do que desejam fazer ou alcançar na vida do que eu! O que eu faço é evitar gastos supérfluos visando alcançar coisas muito maiores no médio ou longo prazo!

Tente fazer isso. Após uns três ou quatro meses, você começará a colher resultados tão bons que você também se sentirá muito melhor, muito mais seguro!

Torne este num desafio mensal!

E agora sim é que vamos tornar a coisa toda ainda melhor: conseguir aplicar a minha regra dos 10% em relação ao mês anterior? Ótimo! Agora que tal conseguir uma nova redução de 10% de seus gastos, tentar ganhar mais 10%, aplicar 10% a mais em relação ao que aplicou no mês passado e dedicar 10% a mais de tempo (isto é, 12 horas e 20 minutos por semana) ao seu aperfeiçoamento?

Você deve estar pensando que eu fiquei maluco de vez, mas não. Sei que em algum momento você atingirá o seu limite, mas tornar este num exercício mensal, buscando sempre melhores resultados, vai fazê-lo conhecer muito melhor seus limites e descobrir formas de conseguir resultados ainda melhores (você poderá perceber, por exemplo, que se evitar desperdiçar tempo com televisão não só não precisará mais pagar pela TV a cabo como terá mais tempo para aperfeiçoar-se).

Pense nisso e siga em frente, rumo ao seu sucesso!

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Educação Financeira – o mais difícil é praticar!

Em se tratando de educação financeira, acredito que vocês já estão “carecas de saber” que o tripé “gaste menos – ganhe mais – invista melhor” é de longe o melhor ponto de partida. Por meio dele, você compreenderá melhor suas “necessidades consumistas”, conhecerá seu perfil, poderá estimar orçamentos mensais etc. Mas há somente um porém nessa história toda: o começar, pôr em prática tudo aquilo que lemos e fazer com que a coisa realmente aconteça.


Alguns reclamam que não podem começar porque lhes sobra muito pouco dinheiro para valer a pena investir ou poupar – se esse é o seu caso, então talvez você esteja falhando já no primeiro “pé” do tripé! Você precisa reduzir seus gastos, fazer a balança equilibrar-se para conseguir efetuar os outros pontos! Se não equilibrar corretamente seu orçamento doméstico, muito provavelmente nunca conseguirá mudar sua situação financeira – que, segundo Gustavo Cerbasi, estaria hoje em uma “espiral de frustração”, mas bastaria qualquer revés em sua vida para ir direto para uma perigosa “espiral de decadência”!


E o mais engraçado é que se perguntar à maioria das pessoas por aí é bem provável que elas saibam o que deve ser feito para evitar-se a “decadência financeira”, mas “saber na teoria”, aqui, está muito dissociado do “saber na prática”. Em outras palavras, muitos sabem quais são os conceitos e vícios que podem afastar alguém do seu objetivo, entretanto muito poucos levam tal conhecimento teórico à experimentação a fim de aprender sozinho!


Então, se você: (1) ainda não viu a mudança financeira que tantos prometem; (2) está cansado de ler livros e depois não saber o que fazer; (3) quer mudar seus hábitos para melhor… Então está na hora repensar um pouco do que faz todos os dias. E para isso, apresento-lhe um ritual matinal. Um ritual matinal é uma sequência de atividades que você desempenhará todos os dias pela manhã com o intuito de alcançar um certo objetivo. A ideia de rituais matinais não é muito nova (até Tim Ferriss recomenda-o:), entretanto de vez em quando a gente tropeça em algum livro que traz um fato novo e interessante e que pode ser usado a nosso favor. E a partir das recomendações de um desses livros, apresento-lhe uma sequência bem simples que você pode executar diariamente logo após acordar:


1. Tome seu café da manhã – sem café da manhã, sem energia para o que estará por vir!


2. Tenha uma imagem clara de quem deseja ser – durante alguns minutos, pense em onde quer chegar e tente entender o que pode fazer para alcançá-lo (um passo de cada vez, sempre);


3. Tenha em mente orçamento disponível para esta semana/mês – se você não sabe quanto pode gastar, a tendência é acabar gastando mais do que precisa!


4. Leia um ou dois capítulos de algum livro – lembra-se que falei da importância de investir em seu desenvolvimento pessoal SEMPRE? Pois bem, leitura de livros de qualquer categoria pode ser uma boa forma de conquistar isso;


5. Pratique 15 a 30 minutos de exercícios físicos – pode parecer pouco, mas isso já é o suficiente para dar partida no seu bem-estar físico e, assim, garantir que menos dores de coluna e outros fatores vão perturbá-lo nos momentos mais práticos de seu dia.


Tudo isso pode parecer pouco… Mas repita o processo ao longo de dois meses ininterruptos! Quando alcançar dois meses sem ter esquecido uma manhã de executar esses cinco passos, saberá que os mesmos fazem parte de sua vida agora – tornaram-se hábitos. Estes são cinco passos bem simples, mas que podem dar-lhe uma excepcional ajuda quando o assunto é começar hábitos financeiros melhores… Think about it!


E para quem quer aprender de forma mais rápida e consistente sobre o assunto, segue abaixo recomendação de livro do professor e consultor financeiro Elisson Andrade:


As 5 Etapas do Planejamento Financeiro

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O que fazer quando Educação Financeira não é suficiente?

Olá a todos os meus amigos e companheiros de Clube! Estamos de volta com mais uma discussão a respeito de Educação Financeira, um tema que já não é tão novo por aqui, mas que “vira e mexe” eu encontro mais alguma lenha para pôr na fogueira – como aconteceu agora há pouco.


Lendo o que os outros blogs estão discutindo por aí, encontrei o artigo Planejador Financeiro Pessoal: por que você precisa de um, do blog Dr. Money, que apresenta um problema muito sério: segundo conclusões de pesquisas em torno de 168 trabalhos sobre o impacto da educação financeira na vida das famílias, percebeu-se que quase não há correlação entre educação financeira e mudança efetiva de hábitos. Em outras palavras, após analisar os resultados de tantos trabalhos técnicos e científicos, percebeu-se que o fato de obter algum grau de educação financeira não significa que a pessoa será levada a uma mudança em seus hábitos quanto às finanças.


Apesar de ser um resultado bastante frustrante – principalmente para nós, blogueiros sobre educação/gestão financeira – a razão é muito simples: se você ouve/lê e não pratica, você esquece. Simples assim!


Vou lhes dar um exemplo: todos aqui sabem que acho bem interessante a leitura de Os Segredos da Mente Milionária (ei, estou lendo aquele livro pela terceira vez!), mas mesmo gostando tanto assim, cada vez que o leio percebo que muito pouco do que aprendo é realmente colocado em prática – e se não pratico, não mudo meus hábitos e, consequentemente, o que ele me ensinou tornou-se quase completamente sem efeito.


E por mais que “conhecimento seja sempre bem-vindo”, o importante no fim das contas (principalmente quando o assunto é finanças pessoais) é o impacto positivo gerado pela prática de tais conhecimentos! Em outras palavras, não importa quantas vezes você leia este ou outros blogs sobre como ganhar/economizar/investir/poupar/administrar seu dinheiro… se você não colocar nada do que lê em prática, aos poucos esquecerá e não terá impacto nenhum em sua vida.


MAS, claro, todo problema sempre possui uma solução – que você pode comprar de mim agora mesmo por R$ 19,99. Brincadeira, a ideia é bem simples e aprendi em blogs sobre desenvolvimento pessoal. Se você quer desenvolver um novo hábito, deve repeti-lo diariamente até que se torne um, e para isso, torne tão fácil quanto possível fazê-lo (de forma similar, se você quer eliminar um vício de sua vida, deve tornar tão difícil quanto possível fazê-lo e realizar um esforço consciente e diário para não fazê-lo).


Então, um exemplo de como pretendo aplicar isso em minhas reflexões sobre a obra de T. Harv Eker: estou criando pequenos cartões de cartolina com os principais pontos de reflexão e ação de cada seção da obra, que após o término da leitura estarei relendo um a cada dia e então esforçando-me para praticá-lo naquele dia (após um dado período, pretendo focar em um cartão por semana). Assim, com um esforço consciente e repetitivo para por em prática o que é ensinado, aumentam-se as chances de não somente fixar o aprendizado como tornar o que foi aprendido um hábito.


Então, em minha opinião, não é que Educação Financeira não seja suficiente. O problema é que não adianta acessar textos, vídeos ou aulas e depois não praticar o que é aprendido! Isso é regra fundamental para que qualquer coisa que se aprenda tenha impacto em sua vida! Lembre-se disso! 😉

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Quem paga a conta dos subsídios no Brasil?

Toda vez que alguma categoria de trabalhadores consegue um benefício, quem paga a conta, é o governo? E toda vez que o governo anuncia um aumento nos subsídios via bancos de desenvolvimento social (BNDES), quem arcará com isso, é o governo? E quando a presidenta da República anuncia aumento de orçamento para programas como Minha Casa Minha Vida ou Bolsa Família, quem pagará por isso (dica: não é a presidenta)?


Em cada uma dessas situações, quem irá pagar por tudo, no final das contas, não é o governo. Governo não tem dinheiro, ele administra dinheiro arrecadado do povo (por meio de impostos e taxas)! Assim sendo, quem paga a conta disso tudo é todo o povo brasileiro! E isso não é ruim, pois quando os benefícios advindos do subsídio possuem maior valor do que aquele que gastamos, então todos nós ganhamos. Por exemplo, se subsídio é empregado para recuperar prejuízos dos pequenos agricultores, isso permite que os mesmos mantenham seus negócios, produzam mais alimentos e isso se reverte em trabalhos e preços mais competitivos para produtos de primeira necessidade. Mas, se por outro lado um subsídio não agregar valor superior ao gasto, então “pagamos o pato”.


E isso acontece em muitas áreas, algumas das quais até você talvez nem perceba no dia-a-dia, como o preço da meia-entrada que, a fim de não perder dinheiro, teatros e cinemas acabam por cobrar valores muito altos – e o resultado é que aqueles que não pagam meia-entrada acabam por pagar preços muito caros.


Enfim, esse é um assunto importante e sobre o qual devemos refletir, a fim de entender quais serão as consequências para o nosso bolso para cada decisão que nossos governantes tomarão agora, nesse momento de crise. E quem quiser ler e entender um pouco mais sobre isso, o blog Dr. Money possui um artigo bem interessante sobre isso.

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E quem disse que dinheiro não traz felicidade?

Se você é mais um daqueles que gosta de dizer que “dinheiro não traz felicidade”, acho melhor rever seus conceitos. Ao menos é isso que aponta uma pesquisa britânica que concluiu que ter dinheiro pode, sim, aumentar a felicidade e reduzir a ansiedade do indivíduo.


Segundo tal pesquisa, realizada em 2011 e 2012 e publicada em setembro de 2015, quanto mais próspera é a pessoa, mais feliz e menos ansiosa ela se sente. Para concluir isso, foram levantados dados do Wealth and Assets Survey (WAS), uma base de dados com informações quanto aplicações financeiras e bens que cada indivíduo possui, e um questionário realizado com indivíduos com cadastro nessa base.


E agora, uma informação no mínimo curiosa: segundo a pesquisa, a riqueza medida por meio das aplicações financeiras (dinheiro em banco, ações, fundos de investimentos etc.) possui maior impacto na felicidade e ansiedade da pessoa do que a riqueza medida pelos bens (carros e imóveis) que a pessoa tem. Em outras palavras, ter dinheiro em conta ou investimentos financeiros pode trazer-lhe maior felicidade do que ter carros ou imóveis.


Bem, se havia ainda alguma dúvida, agora não há mais: dinheiro traz felicidade. Você pode encontrar o texto original do estudo britânico no link Office for National Statistics.

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Qual foi seu último investimento em si mesmo?

Sempre que leio os comentários do Clube do Dinheiro, algo bastante corriqueiro é o desabafo em relação a problemas financeiros. Em uma primeira instância, são apontadas como causas o baixo salário, a crise financeira, patrões que não oferecem aumentos dignos etc. e até entendo e concordo que todas essas (e muitas outras) coisas possuem impacto em nosso orçamento, mas muitas vezes elas estão fora de nosso controle, isto é, não podemos fazer nada para mudá-las. Devemos então buscar compreender quais fatores são controláveis por nós e atuar sobre eles (ao mesmo tempo, claro, em que tentamos minimizar os fatores não-controláveis, mas isso é assunto para outra conversa).


Assim sendo, o primeiro grande passo que você pode dar em direção a resolver tais problemas financeiros é investir em si mesmo. E aqui encontramos um grande paradoxo: muitas pessoas pedem ajuda para entender sua atual situação financeira e mudá-la, mas não estão dispostas a investir em livros ou cursos que possam ajudá-la a mudar tal situação, como é o caso do livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro do prof. Elisson.


Como alguns de vocês já sabem, o prof. Elisson foi muito prestativo em oferecer-me uma cópia para revisão de seu livro e caderno de atividades e considerei-o muito fácil de ser seguido por qualquer um e uma ferramenta poderosa para quem deseja melhorar seus conhecimentos financeiros e, com isso, escapar de várias armadilhas de consumo ou crédito.


E agora eu lhe pergunto, amigo leitor, se você não está disposto em investir em si mesmo, a fim de melhorar seus conhecimentos de forma perene e assim mudar sua vida financeira, como espera mudar o saldo de sua conta bancária e quitar as dívidas? Conheço pessoas que dizem querer mudar suas vidas financeiras, mas não dão um passo sequer em direção a isso. Há uma lei na Física que diz que um corpo permanece em seu atual estado até que haja uma força que o obrigue a mudá-lo. Você está pronto para iniciar essa força capaz de mudar o seu estado financeiro atual?


Obs: apesar de se tratar de um e-book pago, as informações contidas neste texto refletem a opinião de seu autor (Christiano Santos) acerca do livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro, não se tratanto este de um artigo patrocinado!

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