Archive for Finanças

Educação Financeira – estão vendendo-lhe a “coisa errada”

Tentarei ser breve: há artigos por aí que dizem ensinar-lhe sobre Educação Financeira, mas não fazem isso realmente. E é aí onde mora o perigo, afinal de contas você está tentando aprender sobre isso e, de repente, vê em um website especialista no assunto aquele texto e pensa “ótimo, isso pode ser a resposta para os meus problemas!”. Deixe-me explicar mais devagar…

Como costumo fazer, estava lendo alguns textos recentes sobre negócios e finanças pessoais em alguns websites e blogs, quando me deparo com um texto “ensinando” uma forma fantástica, “quase mágica”, para conseguir uma renda extra por meio de investimentos em empresas e imóveis que, então, passariam a pagar todas as suas despesas – e ainda fariam sobrar algum dinheiro no seu bolso! Para não expor o website em que isso foi visto nem o autor do texto, vou chamar essa técnica de “Zig Zag Zum”. Para mostrar como isso funciona, o texto apresenta dois cenários:

Cenário A – Sem a técnica Zig Zag Zum

Primeiro, o texto aponta como seria o calendário de despesas de uma família comum, apresentando gastos com financiamento imobiliário, financiamento de um carro e escola – em valores um pouco altos (entre R$ 4.000,00 e R$ 8.000,00 no total), mas infelizmente dentro do que se pode encontrar em nossa realidade.

Cenário B – Aplicando a técnica Zig Zag Zum

A seguir, aponta que a mesma família poderia, aplicando a técnica Zig Zag Zum, obter rendimentos (por meio de dividendos e retornos de outras aplicações financeiras) capazes de arcar com todas aquelas despesas. Sim, buscando-se alternativas para se obter um rendimento extra, elas pagariam sozinhas aquelas despesas caras, o que faria com que mais de seu salário sobrasse no final do mês. Incrível, não?

Mas… está tudo errado!

Sinto muito, mas vou ter que ser o “do contra”. Veja só:

  1. A estratégia é toda baseada em investimentos financeiros e sabemos que não há opções de baixo risco que rendam acima das taxas de certos tipos de financiamentos ou dívidas, por exemplo, no caso de financiamento de carros. Se você pode investir algum dinheiro e está financiando um carro, é muito mais conveniente e seguro “apertar mais o cinto” (isto é, reduzir os gastos) e pagar mais de uma prestação do carro todo mês. Fazendo isso, você quitará o veículo muito mais rápido, em vez de continuar mantendo uma dívida de juros elevados quando comparados aos juros que você obterá de seu investimento;
  2. A técnica aponta o rendimento por meio de dividendos como uma das formas que entrará dinheiro para pagar suas contas mensais. Só esqueceu de dizer que dividendos são pagos semestralmente (às vezes, em uma única parcela no ano). Deve ser fácil, então, por meio de aquisição de ações de várias empreas alcançar valor suficiente para que seus dividendos supram suas necessidades mensais, principalmente considerando-se que o pagamento destes é semestral, não? Supondo que a taxa de rendimento mensal média que você obtém por meio de seus dividendos corresponda a 1% a.m. e você possua R$ 4.000,00 de despesas, você precisa alcançar “somente” a quantia de R$ 400.000,00 em ações. Sim, é claro que é possível, com o tempo e disciplina, alcançar aquela quantia ou até mesmo maior (e recomendo muito isso!), porém da forma que o texto explicita, dá a impressão de que será de forma rápida e sem esforço;
  3. O texto não aborda a necessidade de reduzir gastos. Ele não fala sobre estratégias para acumular e aplicar os valores necessários. Na verdade, o texto termina com um link para outra página onde poderá, a partir de seu e-mail, receber um e-book com a tal estratégia. Em outras palavras, não se trata de um texto educativo: ele foi construído por quem realmente entende o comportamento de seu público-alvo (pessoas que querem ganhar mais sem ter que se esforçar gastando menos), usa a linguagem certa para seu público (não menciona ter que reduzir gastos, quanto tempo levará para alcançar a quantidade necessária para tal nível de liberdade financeira etc.) e, de forma disfarçada, prepara o “gatilho” para mais tarde tentar vender-lhe seu produto. Sim, o texto termina sem ensinar-lhe nada, prometendo ensinar por meio do e-book, mas já sei “como acaba esse filme”…

Qual o problema?

Tudo bem tentar vender produtos ou serviços, não há nada de errado com isso. Só o que não considero certo é fazer isso por meio de um “texto informativo” que na verdade somente estará iludindo o leitor, fingindo que vai ensinar algo, mas está somente preparando o anzol e a isca.

Fala que vai ensinar algo sobre Educação Financeira, mas não ensina nada. Se você aprender como aliviar suas despesas financeiras, sinta-se à vontade para ler nossos artigos e cursos (você aprenderá muito e encontrará boas dicas para economizar e investir). Pode deixar um comentário descrevendo sua situação e tentarei ajudá-lo. E, se quiser dar um passo além, pode adquirir o e-book do professor Elisson Andrade (As 5 Etapas do Planejamento Financeiro), que apresenta um texto fácil de compreender e de pôr em prática por qualquer pessoa. Só o que não concordo é com isso de “vender” o texto como se fosse educativo, mas na verdade não passa de uma carta de vendas bem bolada e gritando resultados muito além daqueles que serão obtidos pela maioria das pessoas.

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Minha regra dos 10%


Se você é do tipo que lê muitos livros sobre finanças pessoais, talvez já tenha conhecido a famosa regra dos 10% que consultores renomados como Gustavo Cerbasi recomendam: você deve dedicar 10% de sua renda mensal a investimentos, visando resultados no médio ou longo prazo.

Tal regra é bem simples, fácil de ser seguida (claro, se você souber como reduzir seus gastos!) e é um excelente pontapé inicial para quem está em seus primeiros passos. Mas, somente dizer isso pode não ser suficiente, pois não aponta como você pode fazer com que lhe sobrem 10% a serem aplicados em investimentos. Se essa é sua dúvida, não se preocupe, pois escrevi aqui um artigo chamado Quer aumentar seu dinheiro em 20%? que lhe cairá como uma luva, já que ele aponta algumas táticas para não somente sobre algum dinheiro como também como ganhar um pouco mais.

Mas é claro que não vim aqui hoje apenas para falar sobre a regra clássica, trabalhada por tantos consultores financeiros: vim apresentar uma proposta “melhorada”, visando conseguir mais resultados no curto prazo. Se bem aplicada mensalmente ao longo de seis meses (e depois mantendo aquele comportamento em relação ao dinheiro) é bem provável que, após dois ou três anos, você tenha conseguido resultados extraordinários – talvez você possa finalmente quitar o financiamento de sua casa ou fazer aquela viagem para conhecer o parque Beto Carrero (ele está na minha lista de desejos 🙂 )!

E do que se trata a minha regra dos 10%? Simplesmente expandi o conceito apresentado acima para abranger quatro táticas visando resultados incríveis no médio e longo prazo:

  • Reduza 10% dos gastos;
  • Aumente 10% dos ganhos;
  • Aumente 10% dos investimentos;
  • Dedique 10% do tempo para aperfeiçoar-se.

Reduza 10% dos gastos

A ideia é simples: no primeiro mês, parecerá que você está abrindo mão de “viver o presente” (nós costumamos associar “viver a vida” a “gastar com produtos e serviços desnecessários”, mas isso na verdade nos priva de alcançar conquistas e sonhos maiores). Você pode viver a vida – e aproveitá-la muito bem – e ainda assim gastar menos!

Já citei aqui no Clube do Dinheiro várias formas de reduzir seus gastos (aliás, acho que vou preparar um “super guia” sobre como reduzir seus gastos e publicá-lo aqui na próxima semana), então não deveria ser algo impossível, mas se você não sabe por onde começar, aqui vão algumas dicas:

  • Gaste menos com suas contas de: energia elétrica, água, telefone fixo, celular, internet, TV a cabo (você realmente precisa disso?) etc. Em outra oportunidade, vou publicar um texto sobre como reduzi meus gastos com celular;
  • Evite gastos supérfluos: você realmente precisa comprar roupas novas ou um celular de última geração?
  • Se precisa realmente comprar, busque sempre os menores preços possíveis. Em minha rotina, por exemplo, está incluída idas a um supermercado atacadista com o intuito de gastar menos em produtos de higiene, limpeza, utensílios para o lar, lanches etc.

Aumente 10% dos ganhos

Para muitos, uma tarefa bem difícil de se cumprir – e realmente não será fácil em suas primeiras tentativas, mas com o tempo você conseguirá bons resultados. Se você tem um bom domínio da língua inglesa (ao menos quanto à leitura e escrita), você pode encontrar pequenos trabalhos (microjobs) em websites como Fiverr e upWork (antigo oDesk) que vão desde escrever artigos a desenvolver softwares.

Aumente 10% dos investimentos

É importante frisar que, caso você possua algum tipo de dívida (inclua aqui empréstimos, faturas de cartão de crédito e financiamentos de carro ou casa), então muito provavelmente é melhor quitar suas dívidas em vez de investir (falo mais sobre isso no artigo Quando investir é melhor do que quitar suas dívidas?http://www.clube-do-dinheiro.com/quando-investir-e-melhor-do-que-quitar-suas-dividas/)!

Agora, caso você não tenha dívidas, então vai fundo e aplique 10% todo mês! Na verdade, se você fizer as contas direitinho, vai perceber que gastar 10% a menos e ganhar 10% a mais lhe permitirá investir muito mais do que 10% – esses 10% aqui são, então, o mínimo que você deveria investir. Se puder investir mais, faça-o!

E aqui vão algumas dicas para você investir de forma segura visando o médio prazo (de 02 a 05 anos):

  • Mantenha uma quantia pequena em caderneta de poupança – o rendimento dela está muito baixo, mas caso você precise de algum dinheiro, é mehor sacar primeiro da caderneta em vez de mexer nos demais investimentos que você fará. Quanto dinheiro nela? Depende de seus gastos, mas algo em torno de R$ 1.000,00 a R$ 2.000,00 pode ajudá-lo a não precisar mexer nas suas aplicações nos cenários mais comuns;
  • Vise aplicar em títulos públicos, LCI ou LCA. Estas são as opções de renda fixa com bons desempenhos (acima da inflação) que podem lhe trazer um bom retorno se suas aplicações não forem retiradas antes de 02 anos – no caso de LCI e LCA, não há incidência de imposto de renda, o que significa que você pode resgatar antes do prazo de 02 anos e não ter grande impacto sobre o resultado final;
  • Analise corretoras confiáveis. É muito comum aplicarmos somente nas opções de nosso próprio banco, já que é mais confortável e “seguro”. Entretanto, há muitas corretoras confiáveis e bastante seguras que oferecem retornos muito maiores que os bancos! Sendo assim, pesquisa, veja opiniões sobre as mesmas, dê uma olhadinha no site da CVM e do Tesouro Direto e você encontrará boas referências para ajudá-lo nisso.

Dedique 10% do tempo para aperfeiçoar-se

Quer aprender um novo idioma? Ótimo! Está pensando em fazer um curso de atualização em sua área? Excelente! Quer ler alguns livros sobre gestão de projetos e da produtividade? Está no caminho certo!

Enquanto você estiver dedicando 10% de seu tempo (considerando-se somente o tempo que estamos acordados, isso significa cerca de 11 horas por semana) a algo que o fará crescer profissionalmente, você estará construindo sua “estrada de tijolos de ouro” rumo a oportunidades incríveis de negócio ou carreira.

Há muitas coisas que você pode fazer para aperfeiçoar-se e isso realmente depende de sua área de atuação profissional e quais são suas metas para longo prazo, mas algumas coisas em que você pode pensar são:

  • Aprender uma língua estrangeira (inglês ou espanhol);
  • Dominar os fundamentos da informática (uso correto do sistema operacional de sua escolha e das ferramentas de produtividade – um pacote de office, ferramentas para edição gráfica, etc.);
  • Livros ou cursos sobre softwares específicos em sua área de atuação;
  • Livros ou cursos de atualização em sua área de atuação;
  • Gestão de projetos e da produtividade (em nível pessoal, equipe ou corporativo).

“Mas isso é muito difícil!”

Não, não é difícil. O difícil é transformar essa nova postura em um hábito. Alguns autores (Eben Pagan, por exemplo) afirmam que algo feito de forma rotineira transforma-se em um hábito após 30 dias, já outros afirmam que são necessários mais de 60 dias. Enfim, o que quero dizer é que, enquanto isso não se tornar um hábito, você vai se sentir desconfortável, talvez, mas quando você assimilar o hábito, é provável que você até mesmo se pergunte por que demorou tanto para mudar sua vida financeira para algo tão melhor! Sim, algo bem melhor, pois conforme você verifique mensalmente seu montante de dívidas diminuindo ou o total de investimentos aumentando, você vai sentir-se muto motivado e realizado!

“Mas eu quero aproveitar a vida!”

Eu não entendo esse argumento de tantas pessoas. Muitos me chamam de pão-duro pelo que ensino aqui, mas percebo que essas mesmas pessoas privam-se muito mais do que desejam fazer ou alcançar na vida do que eu! O que eu faço é evitar gastos supérfluos visando alcançar coisas muito maiores no médio ou longo prazo!

Tente fazer isso. Após uns três ou quatro meses, você começará a colher resultados tão bons que você também se sentirá muito melhor, muito mais seguro!

Torne este num desafio mensal!

E agora sim é que vamos tornar a coisa toda ainda melhor: conseguir aplicar a minha regra dos 10% em relação ao mês anterior? Ótimo! Agora que tal conseguir uma nova redução de 10% de seus gastos, tentar ganhar mais 10%, aplicar 10% a mais em relação ao que aplicou no mês passado e dedicar 10% a mais de tempo (isto é, 12 horas e 20 minutos por semana) ao seu aperfeiçoamento?

Você deve estar pensando que eu fiquei maluco de vez, mas não. Sei que em algum momento você atingirá o seu limite, mas tornar este num exercício mensal, buscando sempre melhores resultados, vai fazê-lo conhecer muito melhor seus limites e descobrir formas de conseguir resultados ainda melhores (você poderá perceber, por exemplo, que se evitar desperdiçar tempo com televisão não só não precisará mais pagar pela TV a cabo como terá mais tempo para aperfeiçoar-se).

Pense nisso e siga em frente, rumo ao seu sucesso!

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Educação Financeira – o mais difícil é praticar!

Em se tratando de educação financeira, acredito que vocês já estão “carecas de saber” que o tripé “gaste menos – ganhe mais – invista melhor” é de longe o melhor ponto de partida. Por meio dele, você compreenderá melhor suas “necessidades consumistas”, conhecerá seu perfil, poderá estimar orçamentos mensais etc. Mas há somente um porém nessa história toda: o começar, pôr em prática tudo aquilo que lemos e fazer com que a coisa realmente aconteça.


Alguns reclamam que não podem começar porque lhes sobra muito pouco dinheiro para valer a pena investir ou poupar – se esse é o seu caso, então talvez você esteja falhando já no primeiro “pé” do tripé! Você precisa reduzir seus gastos, fazer a balança equilibrar-se para conseguir efetuar os outros pontos! Se não equilibrar corretamente seu orçamento doméstico, muito provavelmente nunca conseguirá mudar sua situação financeira – que, segundo Gustavo Cerbasi, estaria hoje em uma “espiral de frustração”, mas bastaria qualquer revés em sua vida para ir direto para uma perigosa “espiral de decadência”!


E o mais engraçado é que se perguntar à maioria das pessoas por aí é bem provável que elas saibam o que deve ser feito para evitar-se a “decadência financeira”, mas “saber na teoria”, aqui, está muito dissociado do “saber na prática”. Em outras palavras, muitos sabem quais são os conceitos e vícios que podem afastar alguém do seu objetivo, entretanto muito poucos levam tal conhecimento teórico à experimentação a fim de aprender sozinho!


Então, se você: (1) ainda não viu a mudança financeira que tantos prometem; (2) está cansado de ler livros e depois não saber o que fazer; (3) quer mudar seus hábitos para melhor… Então está na hora repensar um pouco do que faz todos os dias. E para isso, apresento-lhe um ritual matinal. Um ritual matinal é uma sequência de atividades que você desempenhará todos os dias pela manhã com o intuito de alcançar um certo objetivo. A ideia de rituais matinais não é muito nova (até Tim Ferriss recomenda-o:), entretanto de vez em quando a gente tropeça em algum livro que traz um fato novo e interessante e que pode ser usado a nosso favor. E a partir das recomendações de um desses livros, apresento-lhe uma sequência bem simples que você pode executar diariamente logo após acordar:


1. Tome seu café da manhã – sem café da manhã, sem energia para o que estará por vir!


2. Tenha uma imagem clara de quem deseja ser – durante alguns minutos, pense em onde quer chegar e tente entender o que pode fazer para alcançá-lo (um passo de cada vez, sempre);


3. Tenha em mente orçamento disponível para esta semana/mês – se você não sabe quanto pode gastar, a tendência é acabar gastando mais do que precisa!


4. Leia um ou dois capítulos de algum livro – lembra-se que falei da importância de investir em seu desenvolvimento pessoal SEMPRE? Pois bem, leitura de livros de qualquer categoria pode ser uma boa forma de conquistar isso;


5. Pratique 15 a 30 minutos de exercícios físicos – pode parecer pouco, mas isso já é o suficiente para dar partida no seu bem-estar físico e, assim, garantir que menos dores de coluna e outros fatores vão perturbá-lo nos momentos mais práticos de seu dia.


Tudo isso pode parecer pouco… Mas repita o processo ao longo de dois meses ininterruptos! Quando alcançar dois meses sem ter esquecido uma manhã de executar esses cinco passos, saberá que os mesmos fazem parte de sua vida agora – tornaram-se hábitos. Estes são cinco passos bem simples, mas que podem dar-lhe uma excepcional ajuda quando o assunto é começar hábitos financeiros melhores… Think about it!


E para quem quer aprender de forma mais rápida e consistente sobre o assunto, segue abaixo recomendação de livro do professor e consultor financeiro Elisson Andrade:


As 5 Etapas do Planejamento Financeiro

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O que fazer quando Educação Financeira não é suficiente?

Olá a todos os meus amigos e companheiros de Clube! Estamos de volta com mais uma discussão a respeito de Educação Financeira, um tema que já não é tão novo por aqui, mas que “vira e mexe” eu encontro mais alguma lenha para pôr na fogueira – como aconteceu agora há pouco.


Lendo o que os outros blogs estão discutindo por aí, encontrei o artigo Planejador Financeiro Pessoal: por que você precisa de um, do blog Dr. Money, que apresenta um problema muito sério: segundo conclusões de pesquisas em torno de 168 trabalhos sobre o impacto da educação financeira na vida das famílias, percebeu-se que quase não há correlação entre educação financeira e mudança efetiva de hábitos. Em outras palavras, após analisar os resultados de tantos trabalhos técnicos e científicos, percebeu-se que o fato de obter algum grau de educação financeira não significa que a pessoa será levada a uma mudança em seus hábitos quanto às finanças.


Apesar de ser um resultado bastante frustrante – principalmente para nós, blogueiros sobre educação/gestão financeira – a razão é muito simples: se você ouve/lê e não pratica, você esquece. Simples assim!


Vou lhes dar um exemplo: todos aqui sabem que acho bem interessante a leitura de Os Segredos da Mente Milionária (ei, estou lendo aquele livro pela terceira vez!), mas mesmo gostando tanto assim, cada vez que o leio percebo que muito pouco do que aprendo é realmente colocado em prática – e se não pratico, não mudo meus hábitos e, consequentemente, o que ele me ensinou tornou-se quase completamente sem efeito.


E por mais que “conhecimento seja sempre bem-vindo”, o importante no fim das contas (principalmente quando o assunto é finanças pessoais) é o impacto positivo gerado pela prática de tais conhecimentos! Em outras palavras, não importa quantas vezes você leia este ou outros blogs sobre como ganhar/economizar/investir/poupar/administrar seu dinheiro… se você não colocar nada do que lê em prática, aos poucos esquecerá e não terá impacto nenhum em sua vida.


MAS, claro, todo problema sempre possui uma solução – que você pode comprar de mim agora mesmo por R$ 19,99. Brincadeira, a ideia é bem simples e aprendi em blogs sobre desenvolvimento pessoal. Se você quer desenvolver um novo hábito, deve repeti-lo diariamente até que se torne um, e para isso, torne tão fácil quanto possível fazê-lo (de forma similar, se você quer eliminar um vício de sua vida, deve tornar tão difícil quanto possível fazê-lo e realizar um esforço consciente e diário para não fazê-lo).


Então, um exemplo de como pretendo aplicar isso em minhas reflexões sobre a obra de T. Harv Eker: estou criando pequenos cartões de cartolina com os principais pontos de reflexão e ação de cada seção da obra, que após o término da leitura estarei relendo um a cada dia e então esforçando-me para praticá-lo naquele dia (após um dado período, pretendo focar em um cartão por semana). Assim, com um esforço consciente e repetitivo para por em prática o que é ensinado, aumentam-se as chances de não somente fixar o aprendizado como tornar o que foi aprendido um hábito.


Então, em minha opinião, não é que Educação Financeira não seja suficiente. O problema é que não adianta acessar textos, vídeos ou aulas e depois não praticar o que é aprendido! Isso é regra fundamental para que qualquer coisa que se aprenda tenha impacto em sua vida! Lembre-se disso! 😉

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Quem paga a conta dos subsídios no Brasil?

Toda vez que alguma categoria de trabalhadores consegue um benefício, quem paga a conta, é o governo? E toda vez que o governo anuncia um aumento nos subsídios via bancos de desenvolvimento social (BNDES), quem arcará com isso, é o governo? E quando a presidenta da República anuncia aumento de orçamento para programas como Minha Casa Minha Vida ou Bolsa Família, quem pagará por isso (dica: não é a presidenta)?


Em cada uma dessas situações, quem irá pagar por tudo, no final das contas, não é o governo. Governo não tem dinheiro, ele administra dinheiro arrecadado do povo (por meio de impostos e taxas)! Assim sendo, quem paga a conta disso tudo é todo o povo brasileiro! E isso não é ruim, pois quando os benefícios advindos do subsídio possuem maior valor do que aquele que gastamos, então todos nós ganhamos. Por exemplo, se subsídio é empregado para recuperar prejuízos dos pequenos agricultores, isso permite que os mesmos mantenham seus negócios, produzam mais alimentos e isso se reverte em trabalhos e preços mais competitivos para produtos de primeira necessidade. Mas, se por outro lado um subsídio não agregar valor superior ao gasto, então “pagamos o pato”.


E isso acontece em muitas áreas, algumas das quais até você talvez nem perceba no dia-a-dia, como o preço da meia-entrada que, a fim de não perder dinheiro, teatros e cinemas acabam por cobrar valores muito altos – e o resultado é que aqueles que não pagam meia-entrada acabam por pagar preços muito caros.


Enfim, esse é um assunto importante e sobre o qual devemos refletir, a fim de entender quais serão as consequências para o nosso bolso para cada decisão que nossos governantes tomarão agora, nesse momento de crise. E quem quiser ler e entender um pouco mais sobre isso, o blog Dr. Money possui um artigo bem interessante sobre isso.

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E quem disse que dinheiro não traz felicidade?

Se você é mais um daqueles que gosta de dizer que “dinheiro não traz felicidade”, acho melhor rever seus conceitos. Ao menos é isso que aponta uma pesquisa britânica que concluiu que ter dinheiro pode, sim, aumentar a felicidade e reduzir a ansiedade do indivíduo.


Segundo tal pesquisa, realizada em 2011 e 2012 e publicada em setembro de 2015, quanto mais próspera é a pessoa, mais feliz e menos ansiosa ela se sente. Para concluir isso, foram levantados dados do Wealth and Assets Survey (WAS), uma base de dados com informações quanto aplicações financeiras e bens que cada indivíduo possui, e um questionário realizado com indivíduos com cadastro nessa base.


E agora, uma informação no mínimo curiosa: segundo a pesquisa, a riqueza medida por meio das aplicações financeiras (dinheiro em banco, ações, fundos de investimentos etc.) possui maior impacto na felicidade e ansiedade da pessoa do que a riqueza medida pelos bens (carros e imóveis) que a pessoa tem. Em outras palavras, ter dinheiro em conta ou investimentos financeiros pode trazer-lhe maior felicidade do que ter carros ou imóveis.


Bem, se havia ainda alguma dúvida, agora não há mais: dinheiro traz felicidade. Você pode encontrar o texto original do estudo britânico no link Office for National Statistics.

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Qual foi seu último investimento em si mesmo?

Sempre que leio os comentários do Clube do Dinheiro, algo bastante corriqueiro é o desabafo em relação a problemas financeiros. Em uma primeira instância, são apontadas como causas o baixo salário, a crise financeira, patrões que não oferecem aumentos dignos etc. e até entendo e concordo que todas essas (e muitas outras) coisas possuem impacto em nosso orçamento, mas muitas vezes elas estão fora de nosso controle, isto é, não podemos fazer nada para mudá-las. Devemos então buscar compreender quais fatores são controláveis por nós e atuar sobre eles (ao mesmo tempo, claro, em que tentamos minimizar os fatores não-controláveis, mas isso é assunto para outra conversa).


Assim sendo, o primeiro grande passo que você pode dar em direção a resolver tais problemas financeiros é investir em si mesmo. E aqui encontramos um grande paradoxo: muitas pessoas pedem ajuda para entender sua atual situação financeira e mudá-la, mas não estão dispostas a investir em livros ou cursos que possam ajudá-la a mudar tal situação, como é o caso do livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro do prof. Elisson.


Como alguns de vocês já sabem, o prof. Elisson foi muito prestativo em oferecer-me uma cópia para revisão de seu livro e caderno de atividades e considerei-o muito fácil de ser seguido por qualquer um e uma ferramenta poderosa para quem deseja melhorar seus conhecimentos financeiros e, com isso, escapar de várias armadilhas de consumo ou crédito.


E agora eu lhe pergunto, amigo leitor, se você não está disposto em investir em si mesmo, a fim de melhorar seus conhecimentos de forma perene e assim mudar sua vida financeira, como espera mudar o saldo de sua conta bancária e quitar as dívidas? Conheço pessoas que dizem querer mudar suas vidas financeiras, mas não dão um passo sequer em direção a isso. Há uma lei na Física que diz que um corpo permanece em seu atual estado até que haja uma força que o obrigue a mudá-lo. Você está pronto para iniciar essa força capaz de mudar o seu estado financeiro atual?


Obs: apesar de se tratar de um e-book pago, as informações contidas neste texto refletem a opinião de seu autor (Christiano Santos) acerca do livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro, não se tratanto este de um artigo patrocinado!

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Já fez uma revisão semestral de como gere seu dinheiro?

Você já sabe que a base para uma gestão de seu dinheiro de forma mais saudável é gastar menos, ganhar mais e investir melhor, não é mesmo? Mas como você sabe se a forma como você está empregando esses três fatores em sua vida está OK ou se precisa de algum ajuste? Como você pode se autoavaliar para determinar se está no ritmo certo ou se precisa acelerar ou frear?


A resposta para tal pergunta pode estar no famoso ciclo PDCA (plan – do – check – act) onde, após o planejamento e execução, deve-se ter uma etapa de verificação para então atuar corretivamente sobre as ações a fim de melhorá-las para o próximo ciclo. Assim, uma ferramenta que pode ajudar todos nós nesse processo de verificação (para a posterior correção) é a revisão periódica, sistemática e baseada em dados numéricos.


Uma revisão pode ser feita de diversas formas, mas sugiro que seja feita de forma “periódica, sistemática e baseada em dados numéricos” porque:


a) Periódica – Revisões feitas sempre em um mesmo período de tempo permitem uma melhor comparação dos dados com aqueles obtidos em revisões anteriores, já que foram analisadas as mesmas quantidades de dados sempre com o mesmo intervalo de tempo entre eles. Duas boas opções de periodicidade são mensais ou semestrais;


b) Sistemática – isto é, execução de uma revisão segundo um protocolo, um conjunto de ações que deve ser tomado em uma determinada ordem a fim de garantir que duas revisões sobre os mesmos dados levem sempre a um mesmo resultado, uma vez que revisões que empreguem ações diferentes podem levar a resultados tão diferentes que invalidam a eficácia das mesmas;


c) Baseada em dados numéricos – o foco em dados numéricos deve-se à necessidade de sermos tão objetivos e imparciais quanto for possível, a fim de evitarmos interpretações subjetivas que podem levar a equívocos. Por exemplo, se sua meta é aumentar sua renda mensal em 30% em uma prazo de 12 meses, você deveria ter como um de seus parâmetros numéricos a sua renda mensal que, comparada com a renda do mês anterior, dar-lhe-á uma noção de quanto ela está crescendo. Um parâmetro secundário que você poderia utilizar neste mesmo exemplo é quanto de seu salário você está investindo mensalmente em qualificação profissional ou expansão de seu negócio.


E quando o assunto é dinheiro, sabemos que temos que tomar todo o cuidado do mundo, não é mesmo? Afinal de contas, é ele que determina quantos de nossos objetivos e anseios poderemos conquistar em nossas vidas. Assim, recomendaria que utilize tanto de revisões mensais quanto revisões semestrais. Claro, ambas as revisões não estarão analisando exatamente os mesmos dados (caso contrário, a eficiência de termos ambas não seria tão grande), em vez disso, você pode empregar reuniões mensais para um acompanhamento mais “micro” isto é, mais “passo-a-passo”, baseado em alguns poucos parâmetros, e revisões semestrais para um acompanhamento mais “macro”, envolvendo um volume maior de parâmetros, analisando as ações desenvolvidas ao longo do último semestre e, assim, tomar medidas que podem impactar diretamente a estratégia adotada.


E como já estamos no segundo semestre e até o dado momento não havia escrito aqui sobre a oportunidade de revisarmos tudo o que fizemos e conseguimos no primeiro semestre, decidi que estava em tempo ainda de fazê-lo. Se você, assim como muitos brasileiros, estabeleceu metas e planos antes do início do ano (as famosas “promessas de Reveillon”), que tal agora tomar algum tempo, levantar dados sobre como você está indo rumo a alcançar seus objetivos e faz uma avaliação do seu primeiro semestre?


Lembre-se de escolher parâmetros que possam apontar se você está realmente caminhando em direção à sua meta! Parâmetros que não possuem influência direta ou indireta deveriam ser descartados, a fim de facilitar a compreensão dos dados. E sucesso revisando seu primeiro semestre!

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Dólar em alta! O que fazer?

Saiu na noite de quarta-feira no website Valor Econômico matéria comentando que, apesar dos vários esforços do Banco Central para estabilizar a desvalorização de nossa moeda, não deu outra: a mesma tomou mais um tombo e fechou (até ontem) no valor aproximado de R$ 4,15 (e hoje atingiu a cada dos R$ 4,24, mas já recuou após anúncio do presidente do BC). E se você acha que a pior parte já passou, fique sabendo que a agência de classificação de riscos Fitch Ratings reduziu a retirar o grau de investimento do Rio de Janeiro.

Tudo isso está acontecendo como consequência do momento atual que vivemos, já que as contas da administração pública não fecham de jeito nenhum e o mundo começa a prestar mais atenção (na crise) no Brasil. Claro, não se trata somente de razões internas, já que devemos lembrar que a moeda norte-americana passou por longo período de crise e nos últimos anos vem se fortalecendo (em outras palavras, valorizando-se). Mas e agora, com o dólar subindo tanto (e sem previsão de quando começará a cair de verdade), o que nós podemos fazer para tirar proveito disso?

É bem provável que nos próximos meses comecemos a ver uma onda de produtos eletrônicos, eletrodomésticos e outros bens importados vendidos a preços mais altos, como consequência da subida dos custos de importação. Em contrapartida, é um ótimo momento para empresas exportadoras, já que poderão vender seu produto a um preço mais competitivo sem perdas de lucros.

Já para mim e você, pessoas físicas que não possuem grandes empresas, há três coisas a fazer:

a) Cuidado na compra de produtos importados, pois você pagará muito mais caro do que pagará “após a maré baixar” (o problema é que tomará um bom tempo para essa “maré” baixar);

b) Se você possui uma empresa com produtos ou serviços possíveis de serem exportados mas ainda não o faz, aproveite o momento: Amazon, eBay e AliExpress são somente algumas oportunidades para empresas exportadoras;

c) Se você tem websites ou blogs de nicho em língua inglesa, essa é uma boa hora para expandi-los, aumentar seus ganhos e assim faturar quase o dobro do que ganharia há um ano e meio atrás!

E lembrem-se que sempre “onde há crise, há oportunidade”! Se todo mundo está chorando… venda lenços! Quem não possui muita prática com negócios online (um caminho para ganhar dinheiro na venda de produtos em dólar) deve-se agarrar a bons programas de afiliados que ofereçam algum treinamento aos recrutados. É bem provável que você não ganhe nada nos primeiros meses, mas aos poucos poderá obter uma pequena renda extra que lhe custe somente algumas horas no fim de semana – e com a alta do dólar, “qualquer um dólar” já está valendo!

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Quer aumentar seu dinheiro em 20%?

Olá amigo! Não importa se você chegou aqui a partir de uma busca na web sobre como aumentar seu dinheiro, recebendo meu artigo por e-mail ou viu uma mensagem em alguma rede social, se decidiu ler este artigo, é por que você ficou curioso sobre como aumentar seu dinheiro em 20%. E, claro, não fiz tanto alarde para não explicar o mesmo!

Se você já é leitor de nosso blog (se não for, fique à vontade para posteriormente ler outros artigos), sabe que o tripé para o sucesso financeiro (seja lá qual for a sua meta) é “gastar menos, ganhar mais e investir melhor”. E este artigo, claro, não foge desse princípio! Mas antes que você saia daqui irritado, pensando que não aprenderá nada novo (e que é “humanamente impossível” fazer isso), deixe-me explicar que meu foco aqui é mostrar-lhe que é possível, sim, por tal princípio e conseguir resultados incríveis em menos de um mês!

Como disse, três fatores são importantes para alcançar sua meta financeira (neste caso aqui, aumentar em 20% a quantia mensal que terá em seu bolso), então vou apontar coisas simples que você pode fazer com para atingir cada componente.

Gastar menos

“Você já falou várias vezes em seu blog sobre isso!”. Sim, mas você pôs em prática? Muitas pessoas reclamam, dizendo que “é impossível gastarem menos”. Será? Veja algumas coisas que você pode começar a fazer hoje mesmo para gastar menos sem prejuízos para a sua vida:

1. Evitar desperdícios em suas contas

Além de o planeta todo agradecer-lhe pelo seu ato de cidadania ao reduzir desperdícios de água e eletricidade, tal redução impactará positivamente seu bolso, uma vez que:

  • Com a nova tarifação da conta de energia elétrica, cada KW economizado pode significar uma boa economia em dinheiro ao longo do ano;
  • Reduzindo-se desperdício de água reduz-se tanto as tarifas em relação ao abastecimento de água e da rede de esgoto;
  • Reduzir gastos com contas telefônicas (telefonia fixa e móvel) ajudará a sobrar alguns trocados, ter créditos no celular quando você precisar (no caso de seu celular ser pré-pago) e ajuda a não deixar mais ricas certas operadores telefônicas que cometem certos abusos – eu já disse aqui que uma certa operadora (não vou dizer o nome dela porque é deselegante, mas acho que eles ouvem “Tim Maia!”) cancelou o plano de minha esposa alegando que ela não pagou uma fatura de R$ 0,00? Isso mesmo, zero reais! A fatura já estava paga porque acidentalmente pagamos duas vezes a fatura dela no mês anterior, avisaram-nos que o sistema consideraria automaticamente a fatura do mês seguinte como paga e realmente ela veio zerada, mas sem código de barra para pagar (claro, estava zerada), mas como “não pagamos a conta” o plano foi cancelado automaticamente. O pessoal do atendimento reativou seu plano, mas até hoje ela recebe pelos menos três mensagens por semana dizendo que ela não pagou o plano – estamos esperando que cancelem outra vez para irmos ao Procon.

Foque também em reduzir desperdícios na alimentação, por exemplo, não deixando os alimentos estragarem e optando por opções mais econômicas. E se você está planejando mudar-se de moradia (e paga aluguel), pense em procurar uma casa ou apartamento menor, que exigirá menos gastos não somente no aluguel mas também na manutenção da mesma. Muitas vezes, alugamos imóveis maiores do que realmente precisamos, simplesmente porque acumulamos muitas “lembranças”. Se você tem muitas lembranças que não olha mais e não tem saudades delas, então não são lembranças: você está acumulando lixo, mesmo. Está na hora de livrar-se dessas coisas.

2. Mude seus hábitos de consumo

Outro passo na redução das despesas é ter uma vida mais frugal, isto é, ter hábitos mais moderados, econômicos. Todos nós gostamos de assistir filmes no cinema, mas precisamos assistir realmente a cada lançamento só por que é “do gênero que eu gosto”? Tenho certeza de que há vários filmes “do gênero que você gosta” mas que você ainda não assistiu, então por que não começa por alugar mais filmes e ir menos ao cinema? Aliás, se puder ter uma assinatura de streaming online para assistir em casa, poderá economizar ainda mais.

Gastos com alimentação e aluguel da moradia consomem a maior fatia do salário das pessoas, seguidos pelas despesas com transporte, roupas e lazer. Faça uma autoavaliação e pense como reduzir pelo menos 10% de seus gastos e ponha em prática. Nos primeiros 15 dias será um pouco frustrante – e nos outros 15 dias também! Mas quando fechar o mês e você perceber que sobrou mais dinheiro do que o habitual, verá que valeu a pena.

Repito: concentre-se em gastar 10% menos! Vamos ao próximo item.

Ganhar mais

Este passo geralmente dá um pouco mais de trabalho do que o anterior, principalmente quando você já possui um emprego com jornada semanal de 40 horas ou mais e não lhe sobra muito tempo. Mesmo assim, não está tudo perdido!

Se você não possui uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, claro que a melhor coisa a ser feita é complementá-la com um segundo trabalho – e nesse ponto, se você quer mesmo que mais dinheiro em seu bolso, é melhor arregaçar as mangas e procurar todos os tipos de oportunidades. Agora, caso você já tenha uma jornada de 40 horas semanais, então uma boa opção é procurar complementar a sua renda com algum tipo de atividade extra que possa fazer online.

Caso você tenha um bom domínio da língua inglesa (e eu já falei várias vezes aqui que aprender a língua inglesa é um ótimo investimento!), pode optar pelo Fiverr para executar microjobs (pequenos trabalhos pelos quais você cobra o valor de cinco dólares ou mais). Além dele, há o ODesk, Freelancer, IWriter e outros websites onde você pode ganhar algum dinheiro. Agora, a má notícia: dei uma olhada pela web e os serviços que eu conhecia para portugueses e brasileiros não falantes da língua inglesa fecharam as portas. Isso não quer dizer que não há oportunidades em língua portuguesa, entretanto você precisará garimpar um pouco mais a web para  encontrar.

Uma boa notícia é que é provável que nos próximos meses o Clube do Dinheiro volte a contratar alguns pequenos trabalhos (microjobs), como o fazíamos alguns anos atrás, entretanto serão trabalhos esporádicos, então o melhor a fazer é não ficar esperando por trabalhos de um lugar só (e não adianta enviar e-mail perguntando, pois só será comentado mais sobre isso quando estivermos prontos para tal)!

Resumindo: concentre-se em ganhar 10% mais! Apesar de este ponto dar mais trabalho para ser executado do que o anterior, você também deve alcançar êxito no mesmo.

Fazendo as contas

Se você gastar 10% menos e ganhar 10% mais, apesar de só estar entrando em seu bolso mais 10%, o fato de ter reduzido suas contas fará com que o dinheiro pareça ter rendido mais ainda!

Por exemplo, se você ganha R$ 1.000,00 e gasta R$ 1.000,00, sua renda corresponde a 100% de suas necessidades, mas quando você passa a gastar R$ 900,00 e começa a ganhar R$ 1.100,00, sua renda passa a corresponder a 122,2% de suas necessidades. Em outras palavras, você pode adquirir 22,2% a mais de bens e serviços.

Nesse ponto, muitos dos que estavam lendo este texto já desistiram, pois insistem em dizer para si mesmo que “gastar menos é impossível” ou que “não quer morrer de fome só para juntar alguns trocados”. Entenda que o que fazemos aqui é buscando atingir uma meta financeira e essa meta em sua vida pode ser quitar mais rapidamente o financiamento do carro ou da casa, economizar para a faculdade dos filhos ou mesmo poupar para a viagem de férias. Tenha em mente qual é a sua meta e fará muito mais sentido por em prática o que estamos ensinando aqui!

E quanto ao investir melhor?

Se você é um leitor atento, percebeu que não falamos do terceiro componente de nosso princípio. Isso porque, se você desejar aumentar o dinheiro em seu bolso, provavelmente quer um retorno rápido (em menos de seis meses, por exemplo), e geralmente investimentos tomam mais tempo do que isso para serem realmente rentáveis. Claro, se a sua meta possui um prazo de três anos ou maior, então é imprescindível considerar também a importância de investir melhor, mas deixaremos isso para discutir em outra hora!

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