Archive for Investimentos

Paradoxo da “reportagem publicitária”

Eis que você lê uma ótima matéria indicando-lhe determinado tipo de investimento financeiro e aí sai correndo para fazer uma aplicação… Será que investir todo aquele dinheiro suado que você economizou ao longo de meses em uma “ideia” que você leu em um website ou até mesmo em um grande jornal será a sua grande oportunidade? Não acha que é melhor fazer uma análise mais aprofundada, jogar os dados em uma planilha, comparar valores e aí sim tomar uma decisão?

“Caramba Christiano, mas isso vai dar trabalho”. Sim, vai. Mas você não quer que seu dinheiro renda o melhor que puder e esteja realmente disponível quando você precisar dele? Sendo assim, não caia nas histórias de falsas reportagens, que dizem estar anunciando o melhor para os seus leitores e por diversas vezes nem sabe do que está falando.

Quer ver só um exemplo? Decidi dar uma olhada em matérias recentes a respeito do mercado de carros novos e usados e deparei-me com uma situação no mínimo inusitada: enquanto uma reportagem aponta que Vendas de carros usados caem 20,49% em janeiro, outra reportagem diz que A venda de carros usados está em alta, a partir de dados de 2016. Percebe que uma matéria indica queda (baseada nos dados do último mês) enquanto a outra aponta alta (baseada nos dados do último ano). Nenhuma das duas mente, afinal de contas, as estatísticas estão lá, mas é óbvio que como se trata de uma informação bastante sensível ao tempo a primeira está sendo mais fidedigna para quem está buscando comprar ou vender seu carro do que a segunda.

Duas matérias, duas opiniões, mas se você está pensando em vender um carro usado é bem provável que já saiba qual realmente lhe importa. De forma similar, quando decidir em que aplicar aquele dinheirinho que você ralou tanto tempo economizando, não se baseie na primeira matéria que encontrar – e leve em consideração a data de publicação da mesma, afinal de contas, quando o assunto é investir dinheiro o tempo sempre representa uma variável muito importante! #FicaDica

Obs: Ah, o paradoxo que apontei no título está no fato de que reportagem deveria informar e não ter o propósito primordial de servir como publicidade, algo que muitas vezes acontece e acaba por levar o leitor a tomar decisões ruins mesmo se considerando “bem informado”.

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Papo Reto: Reforma da Previdência e seu Futuro


Sondando as principais notícias das últimas semanas acerca da reforma da Previdência Social e investimentos visando uma aposentadoria melhor (seu futuro), deparei-me com “as mesmas figurinhas” que encontro desde que iniciei este blog para falar sobre como podemos gerir nossas vidas financeiras.

Resumo

(caso esteja com preguiça de ler tudo):

  1. A tal reforma da Previdência Social acontecerá, cedo ou tarde – você precisa planejar seu futuro e começar a executar seu plano desde já;
  2. Caderneta de poupança e previdência privada podem não ser opções muito boas, opte por Tesouro Direto, CDB, LCA ou LCI, dentre outras;
  3. Se está começando, seu perfil é “conservador”, então não tente já ir direto para o mercado de ações para não ficar reclamando mais tarde!
  4. Seja disciplinado e vise construir seu patrimônio.

Agora vamos aos fatos!

Uma crítica que li quanto ao baixo volume de investimentos visando a aposentadoria realizado por nós (o que não é novidade, diga-se de passagem).  Brasileiro não investe, é a imagem que salta na mídia, e isso acontece porque em nenhum momento de sua vida somos realmente educados para isso. Pense bem, quantas vezes em sua família, na escola ou até mesmo em uma roda de amigos não ouviu que “você deve conseguir um emprego com um bom salário para comprar aquilo que quer”?

Em resumo, se você ganha um bom salário, você pode, mas se não ganha, então não pode. Parece que não há uma terceira possibilidade – que é onde justamente entraria a questão dos investimentos. E sim, você pode comprar o que você quer, mesmo que você não tenha um alto salário, mas precisa fazer um bom planejamento e depois executá-lo de forma disciplinada!

Outro problema é que, quando se fala em investir, logo alguém vem e desenha isso para você como um bicho-de-sete-cabeças. Por exemplo, você vai até o seu gerente de relacionamento em seu banco e explica que está procurando alguma opção para aplicar algum dinheiro todo mês pensando em sua aposentadoria e ele lhe diz que você pode adquirir um título de capitalização! Aí você pergunta sobre as opções de investimento reais e ele lhe apresenta um monte de opções de fundos de investimento e previdência apresentando somente o percentual de rendimento anual acumulado, sem falar das taxas de carregamento, administração etc. ou quando fala você se sente tão confuso que acaba por optar por aquilo que ele lhe disser. Bem, não é assim que você deveria cuidar se sua vida financeira!

Entretanto, apesar das diversas consequências negativas que a atual recessão econômica e proposta de reforma da Previdência Social podem ter, há um impacto positivo: muitos brasileiros estão se conscientizando da importância de serem mais proativos quanto à sua aposentadoria. Não dá mais para simplesmente esperar alcançar a idade para aposentar-se e contar somente com o INSS (e há quanto tempo isso já não é insuficiente?).

Em outras palavras, aos poucos, estamos começando a investir mais e melhor. Quem não investia há pouco tempo começou a investir na poupança e quem já tinha algum na caderneta de poupança já está movendo para outras opções mais rentáveis, em busca de retornos melhores. E isso não é pouca coisa, é um passo gigantesco: é muito difícil quebrar vícios culturais, principalmente quando o impacto dos mesmos só pode ser percebido após décadas, quando já não há mais como corrigir as consequências.

Para entender a importância não somente do “investir” mas também do “como investir” para aqueles na faixa dos 18 aos 40 anos, é preciso analisar o momento atual sob três óticas:

  • Para quem é aposentado ou está se aposentando hoje, a Previdência Social trata-se de um direito pelo qual lutou-se e contribuiu-se ao longo de décadas de trabalho. É um direito conquistado e não é culpa deles se a mesma foi mal gerida e levou à situação deficitária que vemos hoje!
  • Para quem ainda está na ativa e vai ter que se enquadrar à tal reforma, é praticamente um tiro no pé: estaremos pagando por décadas (49 anos no mínimo, para receber integral) para então receber o benefício por um período máximo de uma década (estou considerando aqui a pessoa que se aposenta aos 73 anos e a expectativa de vida de 83 anos). Sim, é algo bastante injusto, mas lembre-se que nosso sistema previdência necessita que você pague quem está inativo, caso contrário ele “quebra”;
  • Para quem ainda longe de entrar no mercado, acredito que haverá somente muitas incertezas quanto ao futuro da Previdência. Em minha sincera opinião, um regime de previdência que o obrigue a trabalhar por 50 anos para ter cerca de 10 anos de aposentadoria é um absurdo, entretanto sabemos que a Previdência também é responsável pela parte de Assistência Social no Brasil, o que dificultará a extinção da mesma.

Se você se enquadra no segundo perfil e possui um filho ou dependente que se encaixe no terceiro, já está mais do que na hora de não somente planejar para o seu futuro como também de seu(s) herdeiro(s). Previdência pública não é mais “a melhor solução”.

Todo ano pode ser um ano bom

Então vi um artigo sobre investimentos afirmando que “O ano que terminou não foi propício para quem pretendia colocar o dinheiro para render.” Será?

Aos que foram afetados pela recessão econômica, é óbvio que foi um péssimo plano: estar desempregado ou sofrer corte na sua renda mensal nunca é uma boa coisa, principalmente quando se pretende investir. Entretanto, para aqueles que puderam aproveitar a alta da taxa Selic, adquirir opções de investimento pré-fixadas no momento certo ou aguardou para adquirir seu imóvel em um momento mais oportuno e oferecendo a maior entrada possível, 2016 ofereceu boas condições.

Então, mais uma vez, enquanto alguns choram, outros vendem lenços… Se você foi afetado pela crise, é claro que você deve enxugar ao máximo as despesas em casa, buscar uma recolocação no mercado e traçar uma estratégia para minimizar os estragos caso isso venha acontecer mais uma vez (e fugir o máximo possível do “crédito fácil” e do endividamento!). Agora, se você conseguiu enxugar seu orçamento e fazer algum dinheiro sobrar, 2016 foi um ótimo ano e até meados de 2017 podemos ter ainda algumas boas oportunidades para investimentos em renda fixa.

Algumas opções para investir

E caso você esteja pensando em investir visando sua aposentadoria, talvez esteja diante do clássico dilema: em que devo investir meu dinheiro? Veja bem, é impossível determinar qual a melhor opção, já que depende de taxas que variam de acordo com banco, opção de investimento, montante a ser aplicado e duração da aplicação, mas um pouco do que aprendi:

  • Em vez de focar em previdência, foque em construir um patrimônio, isto é, em ter investimentos que poderão mais tarde ser herdados por seus filhos;
  • Previdência privada não é uma boa opção – primeiro porque quebra a regra anterior, segundo porque as taxas cobradas fazem com que seja uma opção menos rentável durante seus primeiros 10 ou 15 anos;
  • Fundos de investimento também não são uma opção tão boa – pelo menos aqueles que conheci, no curto prazo, apresentavam um rendimento muito fraco, praticamente igual ao da caderneta de poupança, porém com um risco maior que a mesma;
  • Tesouro Direto – esta é uma das melhores opções para quem pretende investir algum dinheiro por pelo menos dois anos, pois a tributação atingirá seu menor valor possível para tal opção;
  • LCA ou LCI – a depender das taxas oferecidas, podem ser boas opções e até apresentar benefícios quando adquiridos pelo seu banco (mas corretoras geralmente apresentam retornos melhores);
  • CDB – considero essa opção como sendo a minha nova “caderneta de poupança”, pois apresenta um bom desempenho se preciso daquele dinheiro em um prazo inferior a um ano (ou se não tenho certeza de quando precisarei), mas não é a minha primeira opção quando o assunto é aposentadoria;
  • Compra e venda de ações – se você está começando, esqueça isso. A volatilidade natural que as mesmas possuem bem como os custos (taxas de corretagem e custódia) são empecilhos para quem ainda não conhece bem o mercado acionário. Recomendo começar somente quando tiver ao menos R$ 40.000,00 em renda fixa e então usar perto de R$ 10.000,00 na compra de ações, como forma de diluir os custos e aumentar as chances de retorno no médio prazo. Em outras palavras, vai demorar um pouco!

Mas… e a caderneta de poupança?

Esqueci de falar sobre a caderneta de poupança? Xiii, foi mesmo… Mas deixa assim mesmo, esconde isso embaixo do tapete, pois a alteração realizada no rendimento da caderneta de poupança afetou o único cenário em que ela era realmente a melhor opção – quando a taxa Selic está muito baixa. Aliás, li hoje em um website a opinião de um economista sobre sua perspectiva para a economia brasileira e investimentos durante o ano de 2017 que em muito se parece com a minha, mas mudei de ideia quando o mesmo afirmou que “continuam atrativos a poupança…”. A poupança pode ser uma boa opção para quem deseja guardar algum dinheiro por alguns meses (até menos de um ano), mas como investimento a longo prazo – que é o caso de uma aposentadoria – toma uma surra de todas as demais opções de investimentos em renda fixa (exceto dos *cof* *cof* títulos de capitalização *cof *cof*).

E o mais importante quando pensando sobre o seu futuro é disciplina. Não estamos falando aqui de aplicar algum dinheiro por dois ou três meses, falamos em 20 ou 30 anos. Não estamos falando em deixar algum dinheiro esquecido e só olhar mais tarde, estamos falando em aplicações mensais, controlar o quanto está rendendo e verificar outras opções. Parece dar muita dor de cabeça? Acredite em mim quando digo que, no longo prazo, compensa e muito – e pode até se tornar divertido para você, caso goste de contas.

Bem, por hoje é só isso. Se leu o artigo todo, parabéns (eu mesmo já fiquei com preguiça só de olhá-lo, acho que vou ler só o resumo lá em cima), agora é hora de planejar-se e buscar boas opções para investir pensando em sua futura aposentadoria!

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Investindo – supere o medo e avance para o próximo nível

Se você tem feito o dever de casa corretamente, não possui nenhuma dívida em seu nome (com exceção do financiamento de sua casa), já apresenta alguns investimentos em renda fixa junto ao seu banco e tem percebido que precisa “passar para o próximo nível”. Quero dizer, você está aplicando seu dinheiro todos os meses, mas percebe que a taxa de retorno que está conseguindo mês após mês é muito baixa e começa a se questionar sobre como proceder para melhorar a rentabilidade.


Parabéns, você não é o primeiro, mas com certeza é um dos poucos que está desafiando sua zona de conforto. Isso porque para conseguir retornos melhores você precisará agora ir além das simples aplicações em grandes bancos e procurar taxas de retorno maiores junto a corretoras. Grandes bancos sabem que muitas pessoas não moverão seu dinheiro para corretoras devido à “sensação de segurança” e, por isso, pagam tão pouco pelo seu dinheiro. Corretoras, em contrapartida, precisam vencer o medo que o pequeno e médio investidor possui em relação a dar esse “pequeno grande salto” e por isso oferecem taxas bastante atrativas.


Assim sendo, se você sente que seu dinheiro poderia fazer mais por você do que está fazendo até o momento, está na hora de analisar opções de investimento junto a corretoras e, dessa forma, “desgarrar-se” do conforto das aplicações financeiras em sua própria agência bancária. Lembre-se, o objetivo de todo banco é ganhar dinheiro, e não fazer você ganhar dinheiro, assim cabe a você e não ao seu banco escolher como melhor aplicar o SEU dinheiro!

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Quando investir é melhor do que quitar suas dívidas?

Se você é leitor assíduo deste blog, deve lembrar de tantas vezes em que falei que o tripé para uma vida financeira mais saudável é “gastar menos, ganhar mais e investir melhor”. E quando você encontra-se com alguma dívida, geralmente é melhor primeiro quitá-la antes de começar a investir – e  razão para isso é muito simples: se você ganha dinheiro por meio dos juros dos investimentos e perde por meio dos juros das dívidas, aquele que tiver maior taxa de juros deve ser priorizado. E as taxas de juros dos empréstimos são geralmente muito maiores do que aquelas que podemos conseguir em nossos investimentos.


Mas… e se houvesse alguma opção de investimento realmente boa, que nos oferecesse uma taxa de juros acima daquela cobrada em um empréstimo? Aí, claro, valeria a pena investir mais em vez de quitar a dívida – na verdade, valeria a pena até contrair mais dívidas, desde que isso fosse feito de forma bem planejada e levando-se em consideração por quanto tempo a opção de investimento duraria. Mas sejamos bastante sinceros: opções de investimento seguras e com taxas de juros acima da cobrada em um empréstimo? Isso é realmente bastante ilusório!


Assim sendo, apesar de que na teoria tal cenário seria (muito) vantajoso para o pequeno investidor, na prática ele não acontecerá, pois as instituições bancárias lucram justamente da diferença entre o quanto nos pagam para pegar nosso dinheiro emprestado (investimento) e quanto cobram a outros para emprestar aquele dinheiro (empréstimo).


Resumindo: se você, após apertar o cinto financeiro, conseguir algum dinheiro sobrando ao final do mês, dê prioridade a quitar todas as suas dívidas (principalmente aquelas referentes a cartões de crédito!), somente quando não tiver dívida alguma em seu nome será realmente interessante começar a investir!

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O que é Forex Trading?

Forex Trading não é uma nova família de produtos de limpeza. Forex Trading ou FX é simplesmente a operação de câmbio, e se refere mais especificamente à troca de moeda. Isto é, troca de dólares em libras, ou euros para ienes e assim por diante. Tem uma coisa que lembra produtos de limpeza domésticos, entretanto – se você não for cuidadoso você pode ser varrido para fora em uma oscilação das trocas de moedas.

Os mercados de câmbio são os maiores e mais voláteis, e estão entre as formas mais arriscadas de investimento no mundo. Quantidades trocadas são grandes, ampliando pequenas alterações de preços, e o volume total diário está na faixa de dois trilhões de dólares. Sim, é isso mesmo “trilhões”… um número seguido de doze zeros!

Existem dezenas de mercados, com os maiores centros em Nova Iorque, Londres e Tóquio. Embora, “centralizado” seja um pouco enganador, pois não há troca física na comercialização de moedas – ao contrário das Bolsas de Valores de Nova Iorque ou Londres onde há arquivos representando as ações (ações de bolsas de valores).

Para jogar esse jogo sem ser imediatamente atropelado, o investidor terá de aprender algumas terminologias novas, fazer algumas pesquisas em novas áreas, encontrar um corretor que troca moedas e ações e ainda “tomar algumas pílulas de coragem”. Enormes somas são negociadas em Forex e somente comercialização de comodities oferecem facilidades similares bem como mesmos níveis de riscos.

O investidor preparado necessitará expandir o escopo de sua pesquisa. Descobrir o futuro provável de um negócio sem sair de casa é complicado, mas siga em frente. Identificar as condições de um ou dois setores e alguns indicadores econômicos pode ser conseguido sem a necessidade de um PhD em finanças. Aprender sobre os fatores que influenciam as moedas de dois ou mais países é uma ordem de grandeza mais difícil. E mais interessante!

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Como funciona a compra de moeda estrangeira?

Comprar moeda estrangeira é um dos tipos de investimento mais intrigantes, por isso decidimos abordar hoje o tema no nosso artigo. Por isso, vamos mostrar a vocês como esse processo funciona e falaremos dos mitos que rodeiam esse mercado.  Como você pode ganhar dinheiro com a compra de moedas de outros países?

A maioria das pessoas, ainda que não entendam muito sobre o câmbio, sabem que o valor de cada moeda (dólar, euro) varia diariamente. Quando o plano real foi implantado, 1 dólar custava R$0,89 centavos. Hoje, para comprar o mesmo 1 dólar, você precisaria de R$ 3,50. É uma grande diferença de preço, percebeu? Mas, o que causou essa alta?

O motivo que leva a essa mudança é a inflação – quanto mais alta for, mais cara será a moeda; Esse processo é o que causa a desvalorização da moeda, tão comentado nos jornais, todos os dias. Mas, se houver deflação, o efeito é contrário – há a valorização da moeda.

Caso você faça a compra de dólares hoje e ocorra uma onda inflacionária nos Estados Unidos, seu dinheiro irá sofrer uma desvalorização cambial; na prática, isso quer dizer que você precisaria de uma quantidade menor de dinheiro hoje para comprar esse dólar do que quando você fez a aquisição (pagou mais caro por isso). Caso contrário, em uma deflação, o efeito é oposto, já que o dinheiro que você comprou seria mais caro se fosse adquirido hoje.

Viu como funciona o processo? Caso você tenha percebido como ocorre o câmbio de moeda estrangeira, é só aplicar uma regra básica e crucial para esse negócio: Comprar na desvalorização e vender na valorização da moeda.

E como isso funciona?

Os bancos e instituições financeiras licenciadas é que realizam o comércio de moeda estrangeira aqui no Brasil. Os bancos têm agências específicas para a compra e venda de moeda estrangeira. Que são conhecidas como agências de câmbio.

Para quem se interessou, é importante ir a uma dessas agências com RG, CPF e comprovante de residência em mãos. Mas, muitas vezes, nem todos esses documentos são solicitados pela agência de câmbio. Principalmente quando a quantia comprada/vendida for de, no máximo, três mil dólares. Apesar disso, é melhor levar os documentos, pois ninguém vai querer pegar fila de banco para depois ter de ir embora de mãos vazias (por não estar com o CPF, por exemplo. ).

E, de quanto eu preciso para negociar moeda estrangeira?

É necessário que você acompanhe a taxa de câmbio, que determina o valor de compra e venda da moeda estrangeira. O Banco Central é quem faz o cálculo dessa taxa, que sofre diversas alterações em um período de um mês. Porém, na agência de câmbio de sua escolha, duas taxas extras são também determinantes para calcular o valor da moeda estrangeira que você irá comprar/vender: São as taxas de compra e venda, que são aplicadas  no preço da moeda estrangeira solicitada.

Na hora da compra, você fará a assinatura de um ‘contrato de câmbio’, no qual será fixado o valor de compra da moeda estrangeira de sua escolha, porém a taxa cobrada será superior à taxa de câmbio vigente no período.  Mas, para quem vai vender, a taxa de venda é inferior a de câmbio, mas ainda assim, o contrato de câmbio será realizado.

O lucro do banco sobre esse tipo de operação, que é o spread, é determinado através da diferença entre a taxa de compra e venda da moeda estrangeira em questão.  O banco paga/recebe do cliente via cheque de viagem, em espécie ou então o valor é creditado/debitado diretamente de sua conta corrente.

Mitos envolvidos em torno desse tipo de negociação

  • É um procedimento ilegal. Como é uma afirmativa muito disseminada, resolvemos pesquisar a respeito. E descobrimos que a Lei 9613, capítulo V, artigo 9, que exige que a pessoa ou instituição que faz a troca de moeda estrangeira deve prestar explicações sobre a origem e uso desse dinheiro, isso com o objetivo de frear crimes, como a lavagem de dinheiro. Essa prática não é proibida, mas a pessoa interessada deve prestar esclarecimentos ao banco/agência de câmbio. É tão legal essa prática, que o governo ainda cobra imposto sobre ela;
  • É besteira, pois todo o lucro será levado pelo imposto de renda. A situação mais comum é que a pessoa faça a compra/venda no momento errado do que ter seu lucro comido pelo IR, até porque o valor do imposto não é aplicado sobre o valor inteiro;
  • Comprar diretamente com doleiros diminui o risco da operação. Trata-se de um engano, pois o que acontece é justamente o contrário. Fazer a compra de moeda estrangeira com doleiros é uma prática ilegal. Somente os bancos e as agências de câmbio estão autorizadas para realizar essa atividade;
  • “Para ganhar dinheiro, é só comprar dólar!”. É uma inverdade, pois, no ano passado, quem comprou muito dólar não lucrou, já que a moeda se desvalorizou a tal nível que não teve espaço para lucro. A pessoa que se interessa por esse tipo de negócio deve pesquisar e entender como está o câmbio e a situação dos países de onde se origina a moeda, para não errar e se frustrar depois.

E então, compreendeu como funciona a compra de moeda estrangeira?

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Como investir em ações

Primeiro, vamos entender o significado de ação. De acordo com um dicionário de economia, ação é:

Ela é a menor parte do capital de uma empresa, normalmente comercializada nas bolsas de valores de todo o mundo. Quando alguém compra uma ação, na verdade está adquirindo um lote de negociação, que pode ser comprado ou vendido pelo titular. Ao longo do tempo, se a empresa tiver perdas ou progredir, o processo se reflete nas ações, que podem, respectivamente, se desvalorizar ou não, dependendo do cenário. Algumas empresas fazem também a divisão dos lucros entre seus acionistas. Existem dois tipos de ações que são negociadas no nosso país – as ordinárias e preferenciais.

Nesse resumo está contido o princípio mais importante a respeito de uma ação: Uma ação é uma fatia do capital da empresa, que pode ser comercializada por investidores, se seu capital for aberto; Ou seja, que pode ter ações comercializadas na bolsa. Então, quando você adquire uma ação e a mesma é valorizada, seu capital investido cresce, mas se ela se desvalorizar, seu capital sofre as consequências e se desvaloriza junto.

Por causa dessa variação no rendimento das ações, esse tipo de aplicação é chamada de renda variável.

Como lucrar com ações?

Isso pode acontecer de duas maneiras: Pode ser com a divisão dos lucros da empresa ou com a valorização do título. As corporações que trabalham com capital aberto, têm a opção de distribuir o lucro com seus acionistas, que é muito conhecida como participação nos lucros.

Enquanto a valorização dos papéis acontece quando os títulos da empresa são mais procurados e, por isso, seu preço sobe. Para quem quer ganhar um dinheiro rápido, esperar a divisão dos lucros não é uma boa alternativa, porém o investidor pode apostar nas ações que estão se valorizando mais rapidamente. Apesar que muita gente que está sem pressa pode escolher os dois tipos de investimentos.

Mas, como comprar ações?

É só você procurar um banco ou instituição financeira que faz a comercialização das ações. E muitas dessas instituições fazem a oferta desses serviços através da Internet, facilitando a vida do investidor. As taxas cobradas varia de banco para banco, que pode cobrar a taxa por operação ou mesmo a taxa de administração.

E alguns deles dizem que cobram o menor imposto. Mas, na verdade: O valor da taxa cobrada pelo banco é baixo, isso levando em conta um mercado que é tão variável como o de ações. E muitos bancos estão ofertando a seus investidores artigos e cursos, a fim de que ele fique a par de tudo o que se passa no mercado de compra e venda de ações.

Então, liste quais são as instituições financeiras que oferecem esse serviço e veja qual é que compensa mais; Pesquise quais são as taxas cobradas pela instituição e quais são os serviços extras oferecidos por ela, como o pregão online, por exemplo. E, se você tiver a oportunidade, entre em contato com outras pessoas que usam este mesmo serviço.

Somente depois de fazer toda essa pesquisa que você deve fazer a escolha do banco que irá lhe assessorar na hora de comprar/vender suas ações. É assim que funciona.

Como lucrar com a compra e venda de ações?

Esta é a questão!

No blog Investindo em Ações tem uma frase interessante sobre o assunto: “Investir em ações é [… ] fácil [… ]. Difícil é ganhar dinheiro”.
O que essa afirmação quer dizer é que negociar ações é fácil, difícil é saber o momento certo de fazer isso.

Então, siga as nossas dicas:

  • Cuidado com os palpiteiros, falsos especialistas, que acham que sabem tudo – se assim fosse, muita gente não teria tido tanto prejuízo na crise de 2008;
  • Faça um estudo de mercado, para saber quais ações comprar. Quanto mais você pesquisar e entender o mercado, maiores serão as suas chances de sucesso;
  • Tenha paciência para investir, pois esse tipo de investimento tende a sofrer diversas alterações. Porém, esse momento de instabilidade pode ser útil para que várias empresas se recuperem e reergam-se no mercado. E tenha muito cuidado em qual empresa investir, não fique em um único tipo de empresa, siga o panorama da economia;
  • Leia revistas e blogs especializados no assunto. A nossa sugestão, no âmbito da internet, é o blog InvestManíacos.

Assuma riscos

Bom, o mercado de ações tem um risco muito alto de prejuízo, isso todo mundo sabe. Mas isso não quer dizer que você não possa lucrar com elas.

Então, avalie bem qual é o tipo de risco que você está disposto a correr. Pessoas de perfil conservador, devem investir em empresas mais tradicionais, de pouco risco, enquanto os de perfil agressivo podem apostar em empresas mais novas, de risco mais alto.

Robert Kiyosaki, que escreveu “Pai Rico, Pai Pobre – o que os ricos ensinam a seus filhos sobre o dinheiro”, afirma que: Não é inteligente correr de investimentos rentáveis, o necessário é conhecer bem o mercado e suas nuances, assim, o risco é bem diminuído.

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O que são investimentos financeiros?

Apesar de todo mundo ouvir falar em investimentos, caderneta de poupança e ações, nem sempre sabemos o que compreende o termo investimentos financeiros.

Investimentos financeiros são operações de compra e venda de ativos conhecidos como títulos financeiros, geralmente empregados por bancos, instituições financeiras e bolsas de valores, visando o lucro por meio da valorização ou taxas de rendimento gerados pelos mesmos.

Tipos de investimentos financeiros

Comumente, tais investimentos são divididos em dois grupos: investimentos em renda fixa e investimentos em renda variável.

Investimentos em renda fixa são investimentos atrelados a algum indice ou juro fixado, de forma que o investidor saiba, antes mesmo de investir, como calcular o seu rendimento. Eles podem ser divididos em pré-fixados, quando o juro é conhecido desde o início, ou pós-fixados, geralmente atrelados a algum índice cujo valor só pode ser conhecido com o decorrer do tempo.

Já os investimentos em renda variável são investimentos que não são atrelados a um índice fixo, geralmente aplicando o dinheiro em algo de valor bastante variável, como ações de uma empresa, moeda estrangeira (forex trading) e aquisição de commodities.

Abaixo, uma lista com alguns dos principais investimentos financeiros:

  • Caderneta de poupança;
  • Títulos do tesouro;
  • Certificado de depósito bancário;
  • Previdência privada;
  • Commodities, como ouro e petróleo;
  • Moedas estrangeiras, como dólar e euro;
  • Letra de câmbio;
  • Fundos de investimentos;
  • Ações.

Em outra oportunidade, falaremos mais a respeito de cada um dos principais investimentos financeiros citados aqui.

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Fundos de investimento

Olá, caro leitor! Vamos conhecer mais sobre os fundos de investimentos? Você sabe o que é um fundo de investimento? Não? Bem, fundo de investimento é mais um tipo de investimento financeiro.

É uma forma de aplicação financeira, que é feita por um determinado grupo de investidores. Esse grupo é representado sob forma jurídica, que tem como objetivo conseguir retorno de capital financeiro, dividindo receitas e despesas que são indispensáveis na criação ou construção do empreendimento.

Esses ganhos financeiros podem ser obtidos a partir da compra de títulos de renda fixa, valores imobiliários, CDB – Certificados de Depósito Bancário -, ações financeiras, dentre outros.

Mas fundo de investimento é gerenciado por especialistas que visam administrar com estratégias que diminuam o risco do investimento. Especialistas como o gestor de carteira de investimento que é a pessoa física ou jurídica que gerencia a propriedade do fundo e o distribuidor que é responsável pelo aproveitamento dos recursos com os investidores.

O administrador que é a instituição aprovada pelo BC, incumbida de representar o fundo de investimento aos órgãos do governo e a também o Banco Central. Já o custodiante é o empreendimento que tem como função reservar os títulos da carteira do fundo de investimento.

E quanto à rentabilidade do fundos de investimento?

A rentabilidade deste tipo de investimento depende exclusivamente do desempenho dos ativos comprados pelo fundo. Então ela é inteiramente proveniente da estratégia de investimento criada pelos gestores e essa estratégia deve estar inteiramente de acordo com as regras definidas no estatuto do fundo.

E isso também definirá o nível de risco do investimento, podendo ser o fundo com características mais tradicionais ou mais agressivas. Por exemplo se um fundo tem uma renda de 5% no período de um mês, todos os participantes do grupo, que são os cotistas têm a mesma valorização, livremente do valor que foi aplicado.

Fundos de investimentos – as vantagens em investir

As principais vantagens em investir em fundos é o conforto e a comodidade oferecida ao investidor, porque toda a administração e o gerenciamento do investimento fica sob os cuidados de profissionais.

Toda a equipe de gestores especialistas analisam e verificam como está o mercado todos os dias, com base nessa análise eles aproveitam as melhores opções e oportunidades de investimento e fazem as aplicações, o que muitas vezes o investidor não pode fazer.

Como neste tipo de investimento o montante de capital investido é maior em comparação aos outros tipos de aplicação, ocasiona a conquista de taxas mais lucrativas, o que seria bem difícil de conquistar com um investimento individual.

É um investimento que também possui boa liquidez, ou seja, permite facilidade e agilidade na hora de sacar determinada quantia, e sem carência. Uma desvantagem é que se o fundo for encerrado, as suas cotas não poderão ser resgatadas.

Onde investir com fundos de investimento?

Se você quer investir em fundos de investimento, deverá procurar instituições financeiras e bancos comerciais que oferecem este tipo de investimento, muitas delas possuem este tipo de aplicação. Procure na internet ou informe-se por outro meio de comunicação sobre os termos de restrições dos fundos de investimentos de seu interesse e bom negócio.

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Previdência privada

Olá, caros leitores! Vocês já devem ter ouvido falar de previdência privada, porém podem não saber ao pé da letra a sua definição. Mas devem ao menos associa-lá  como um investimento, ou uma forma de poupança ou seguro para os seus tempos de fim de carreira profissional.

Bem, você não está errado, porém a previdência privada vai um pouco mais além. Ela é uma aposentadoria que não tem vínculo algum com o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), ou seja, é um recurso de acúmulo de capital desvinculado do governo com finalidade de garantir uma renda para futura utilização, geralmente usada no período em que o trabalhador queira aposentar-se.

É considerada também como uma forma de “poupança extra”, muitas pessoas optam por esse sistema, por causa do serviço de previdência do governo que a cada vez vem gradativamente diminuindo. A previdência privada é fiscalizada por um orgão do governo federal a Susep (Superintendência de Seguros Privados).

No nosso país existem dois tipos de previdência privada ou previdência complementar como é também conhecida. Esses dois planos são conhecidos com a aberta e a fechada.

  • Plano de previdência fechada – consiste em um sistema direcionado a associações e empresas, e o grupo de associados ou os funcionários, colaboram para a construção de um fundo que é gerenciado por uma associação sem finalidade de rendimento, que são fiscalizados pelo Previc (Superintendência de Previdência Privada) e regularizadas pela Secretária de Previdência Complementar.A vantagem é que pode deduzir uma faixa de doze porcento da renda bruta no imposto de renda, anualmente. Resume-se em o trabalhador contribuir com um valor mensal e a empresa coopera com as outras partes, esse valor geralmente é dividido igualmente.
  • Plano de previdência aberta – é o plano em que qualquer pessoa pode fazer, é oferecida por bancos e seguradoras, que também são fiscalizadas pela Susep. Mas essas empresas ou instituições que oferecem o serviço de previdência aberta não são sem fins lucrativos.A vantagem do plano de previdência aberta é a sua facilidade de sacar os depósitos, ou seja, sua liquidez. Estima-se que existem 5 milhões de participantes deste plano de previdência.

Resumindo e fugindo um pouco dos conceitos, previdência privada ou previdência complementar, é uma maneira de poupar o seu dinheiro para a construção de um futuro seguro em relação as finanças pessoais, o que resulta em uma vida com situações bem agradáveis. O que não aconteceria se estivesse com uma situação financeira negativa.

Mas se eu tenho um plano de previdência privada, eu tenho direito a previdência social? Sim. Se você teve em boa parte da sua vida uma atividade profissional ativa, você como qualquer outro cidadão brasileiro tem direito a previdência social, mas lembre-se que o sistema de aposentadoria atual pelo INSS, muitas vezes pode não oferecer-lhe as melhores condições para as suas necessidades. Então que tal garantir um futuro melhor e promissor apartir de agora. 😉

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