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Papo Reto: Reforma da Previdência e seu Futuro

Sondando as principais notícias das últimas semanas acerca da reforma da Previdência Social e investimentos visando uma aposentadoria melhor (seu futuro), deparei-me com “as mesmas figurinhas” que encontro desde que iniciei este blog para falar sobre como podemos gerir nossas vidas financeiras.

Resumo

(caso esteja com preguiça de ler tudo):

  1. A tal reforma da Previdência Social acontecerá, cedo ou tarde – você precisa planejar seu futuro e começar a executar seu plano desde já;
  2. Caderneta de poupança e previdência privada podem não ser opções muito boas, opte por Tesouro Direto, CDB, LCA ou LCI, dentre outras;
  3. Se está começando, seu perfil é “conservador”, então não tente já ir direto para o mercado de ações para não ficar reclamando mais tarde!
  4. Seja disciplinado e vise construir seu patrimônio.

Agora vamos aos fatos!

Uma crítica que li quanto ao baixo volume de investimentos visando a aposentadoria realizado por nós (o que não é novidade, diga-se de passagem).  Brasileiro não investe, é a imagem que salta na mídia, e isso acontece porque em nenhum momento de sua vida somos realmente educados para isso. Pense bem, quantas vezes em sua família, na escola ou até mesmo em uma roda de amigos não ouviu que “você deve conseguir um emprego com um bom salário para comprar aquilo que quer”?

Em resumo, se você ganha um bom salário, você pode, mas se não ganha, então não pode. Parece que não há uma terceira possibilidade – que é onde justamente entraria a questão dos investimentos. E sim, você pode comprar o que você quer, mesmo que você não tenha um alto salário, mas precisa fazer um bom planejamento e depois executá-lo de forma disciplinada!

Outro problema é que, quando se fala em investir, logo alguém vem e desenha isso para você como um bicho-de-sete-cabeças. Por exemplo, você vai até o seu gerente de relacionamento em seu banco e explica que está procurando alguma opção para aplicar algum dinheiro todo mês pensando em sua aposentadoria e ele lhe diz que você pode adquirir um título de capitalização! Aí você pergunta sobre as opções de investimento reais e ele lhe apresenta um monte de opções de fundos de investimento e previdência apresentando somente o percentual de rendimento anual acumulado, sem falar das taxas de carregamento, administração etc. ou quando fala você se sente tão confuso que acaba por optar por aquilo que ele lhe disser. Bem, não é assim que você deveria cuidar se sua vida financeira!

Entretanto, apesar das diversas consequências negativas que a atual recessão econômica e proposta de reforma da Previdência Social podem ter, há um impacto positivo: muitos brasileiros estão se conscientizando da importância de serem mais proativos quanto à sua aposentadoria. Não dá mais para simplesmente esperar alcançar a idade para aposentar-se e contar somente com o INSS (e há quanto tempo isso já não é insuficiente?).

Em outras palavras, aos poucos, estamos começando a investir mais e melhor. Quem não investia há pouco tempo começou a investir na poupança e quem já tinha algum na caderneta de poupança já está movendo para outras opções mais rentáveis, em busca de retornos melhores. E isso não é pouca coisa, é um passo gigantesco: é muito difícil quebrar vícios culturais, principalmente quando o impacto dos mesmos só pode ser percebido após décadas, quando já não há mais como corrigir as consequências.

Para entender a importância não somente do “investir” mas também do “como investir” para aqueles na faixa dos 18 aos 40 anos, é preciso analisar o momento atual sob três óticas:

  • Para quem é aposentado ou está se aposentando hoje, a Previdência Social trata-se de um direito pelo qual lutou-se e contribuiu-se ao longo de décadas de trabalho. É um direito conquistado e não é culpa deles se a mesma foi mal gerida e levou à situação deficitária que vemos hoje!
  • Para quem ainda está na ativa e vai ter que se enquadrar à tal reforma, é praticamente um tiro no pé: estaremos pagando por décadas (49 anos no mínimo, para receber integral) para então receber o benefício por um período máximo de uma década (estou considerando aqui a pessoa que se aposenta aos 73 anos e a expectativa de vida de 83 anos). Sim, é algo bastante injusto, mas lembre-se que nosso sistema previdência necessita que você pague quem está inativo, caso contrário ele “quebra”;
  • Para quem ainda longe de entrar no mercado, acredito que haverá somente muitas incertezas quanto ao futuro da Previdência. Em minha sincera opinião, um regime de previdência que o obrigue a trabalhar por 50 anos para ter cerca de 10 anos de aposentadoria é um absurdo, entretanto sabemos que a Previdência também é responsável pela parte de Assistência Social no Brasil, o que dificultará a extinção da mesma.

Se você se enquadra no segundo perfil e possui um filho ou dependente que se encaixe no terceiro, já está mais do que na hora de não somente planejar para o seu futuro como também de seu(s) herdeiro(s). Previdência pública não é mais “a melhor solução”.

Todo ano pode ser um ano bom

Então vi um artigo sobre investimentos afirmando que “O ano que terminou não foi propício para quem pretendia colocar o dinheiro para render.” Será?

Aos que foram afetados pela recessão econômica, é óbvio que foi um péssimo plano: estar desempregado ou sofrer corte na sua renda mensal nunca é uma boa coisa, principalmente quando se pretende investir. Entretanto, para aqueles que puderam aproveitar a alta da taxa Selic, adquirir opções de investimento pré-fixadas no momento certo ou aguardou para adquirir seu imóvel em um momento mais oportuno e oferecendo a maior entrada possível, 2016 ofereceu boas condições.

Então, mais uma vez, enquanto alguns choram, outros vendem lenços… Se você foi afetado pela crise, é claro que você deve enxugar ao máximo as despesas em casa, buscar uma recolocação no mercado e traçar uma estratégia para minimizar os estragos caso isso venha acontecer mais uma vez (e fugir o máximo possível do “crédito fácil” e do endividamento!). Agora, se você conseguiu enxugar seu orçamento e fazer algum dinheiro sobrar, 2016 foi um ótimo ano e até meados de 2017 podemos ter ainda algumas boas oportunidades para investimentos em renda fixa.

Algumas opções para investir

E caso você esteja pensando em investir visando sua aposentadoria, talvez esteja diante do clássico dilema: em que devo investir meu dinheiro? Veja bem, é impossível determinar qual a melhor opção, já que depende de taxas que variam de acordo com banco, opção de investimento, montante a ser aplicado e duração da aplicação, mas um pouco do que aprendi:

  • Em vez de focar em previdência, foque em construir um patrimônio, isto é, em ter investimentos que poderão mais tarde ser herdados por seus filhos;
  • Previdência privada não é uma boa opção – primeiro porque quebra a regra anterior, segundo porque as taxas cobradas fazem com que seja uma opção menos rentável durante seus primeiros 10 ou 15 anos;
  • Fundos de investimento também não são uma opção tão boa – pelo menos aqueles que conheci, no curto prazo, apresentavam um rendimento muito fraco, praticamente igual ao da caderneta de poupança, porém com um risco maior que a mesma;
  • Tesouro Direto – esta é uma das melhores opções para quem pretende investir algum dinheiro por pelo menos dois anos, pois a tributação atingirá seu menor valor possível para tal opção;
  • LCA ou LCI – a depender das taxas oferecidas, podem ser boas opções e até apresentar benefícios quando adquiridos pelo seu banco (mas corretoras geralmente apresentam retornos melhores);
  • CDB – considero essa opção como sendo a minha nova “caderneta de poupança”, pois apresenta um bom desempenho se preciso daquele dinheiro em um prazo inferior a um ano (ou se não tenho certeza de quando precisarei), mas não é a minha primeira opção quando o assunto é aposentadoria;
  • Compra e venda de ações – se você está começando, esqueça isso. A volatilidade natural que as mesmas possuem bem como os custos (taxas de corretagem e custódia) são empecilhos para quem ainda não conhece bem o mercado acionário. Recomendo começar somente quando tiver ao menos R$ 40.000,00 em renda fixa e então usar perto de R$ 10.000,00 na compra de ações, como forma de diluir os custos e aumentar as chances de retorno no médio prazo. Em outras palavras, vai demorar um pouco!

Mas… e a caderneta de poupança?

Esqueci de falar sobre a caderneta de poupança? Xiii, foi mesmo… Mas deixa assim mesmo, esconde isso embaixo do tapete, pois a alteração realizada no rendimento da caderneta de poupança afetou o único cenário em que ela era realmente a melhor opção – quando a taxa Selic está muito baixa. Aliás, li hoje em um website a opinião de um economista sobre sua perspectiva para a economia brasileira e investimentos durante o ano de 2017 que em muito se parece com a minha, mas mudei de ideia quando o mesmo afirmou que “continuam atrativos a poupança…”. A poupança pode ser uma boa opção para quem deseja guardar algum dinheiro por alguns meses (até menos de um ano), mas como investimento a longo prazo – que é o caso de uma aposentadoria – toma uma surra de todas as demais opções de investimentos em renda fixa (exceto dos *cof* *cof* títulos de capitalização *cof *cof*).

E o mais importante quando pensando sobre o seu futuro é disciplina. Não estamos falando aqui de aplicar algum dinheiro por dois ou três meses, falamos em 20 ou 30 anos. Não estamos falando em deixar algum dinheiro esquecido e só olhar mais tarde, estamos falando em aplicações mensais, controlar o quanto está rendendo e verificar outras opções. Parece dar muita dor de cabeça? Acredite em mim quando digo que, no longo prazo, compensa e muito – e pode até se tornar divertido para você, caso goste de contas.

Bem, por hoje é só isso. Se leu o artigo todo, parabéns (eu mesmo já fiquei com preguiça só de olhá-lo, acho que vou ler só o resumo lá em cima), agora é hora de planejar-se e buscar boas opções para investir pensando em sua futura aposentadoria!

Concessão de crédito para negativados – a carruagem que vira abóbora!


Quem já acompanha nosso blog há tempos sabe qual a minha opinião quanto ao uso de crédito: quanto menos melhor. E sou bem radical quanto a isso: considero válido apenas para financiamento de moradia e, em um segundo lugar (porém bem distante), para financiamento de veículo. A razão é muito simples: apesar da euforia e ilusão de “aumento do poder aquisitivo”, tão logo se comece a pagar as prestações – e essas a pesar no bolso – percebemos que na verdade comprometemos muito do nosso potencial de crescimento econômicos no médio e longo prazo apenas para satisfazer caprichos momentâneos.


Sim, sei que há pessoas que precisam contrair dívidas para efetuar as compras de supermercado ou pagar o aluguel, mas quando estou falando de “caprichos” não estou me referindo a essas pessoas e sim àquelas que após efetuarem um empréstimo saem para jantar e usam “só um pouco do dinheiro”. Esse tipo de pensamento, sim, é que é prejudicial – e se você tem feito isso, por favor, pare agora mesmo!


Caso não pare, uma vez que não possa mais pegar dinheiro emprestado por estar com “nome sujo na praça” já sabe o que acontecerá – correrá atrás de crédito para negativados, cujas taxas mais baixas ja começam em mais de 8% a.m. (algumas instituições financeiras chegam a cobrar taxas de quase 23% a.m.!). Não, meu amigo, isso não é uma solução para seus problemas, isso é jogar seu dinheiro no ralo, é criar um buraco negro financeiro em sua vida!


E algumas pessoas me dirão que eu não conheço os problemas financeiros delas. Sim, vocês têm razão, não conheço seus problemas, mas sei que comprometer-se com uma nova dívida com taxas muito acima daquelas que você já possui não é a solução! Quer saber o que pode resolver seu problema?


1. Redução extrema dos gastos. Não, não estou falando em evitar comer fora ou não comprar uma roupa nova, pois estas são coisas que você provavelmente já não está fazendo (assim espero!). Estou falando em mudar-se para uma casa/apartamento com aluguel mais barato, trocar todas as marcas de produtos de seu carrinho de compras por aqueles com preços bem mais em conta, cancelamento de todo tipo de despesa não obrigatória etc.


2. Consolidação das dívidas. Se você possui dívidas em várias instituições financeiras e com taxas de juros diferenciadas, tente consolidar todas as dívidas em uma só com a taxa de juros mais baixa possível. Mas atenção, só vale a pena trocar uma dívida por outra que tenha uma taxa de juros menor! Se não conseguir isso, então é melhor manter a dívida antiga!


3. Arranje um segundo emprego. Caso você já tenha um emprego e o mesmo não tenha sido suficiente para pagar suas contas, está na hora de conseguir um segundo emprego.


4. Renegocie suas dívidas. Não é fácil, porém bancos e instituições financeiras podem renegociar suas dívidas quando percebem que correm o risco de não serem pagos em momentos de crise. Assim sendo, procure seus credores e tente renegociar suas dívidas.


E sob hipótese alguma caia na armadilha do “crédito fácil”! Caso o faça, não adianta chorar mais tarde e dizer que não havia outra alternativa – faça tudo o que estiver ao seu alcance para não entrar nessa loucura de “crédito para negativados”.

Gestão financeira na aposentadoria

Buscando atualizar-me quanto ao que estão discutindo na web, encontrei um artigo interessante no website O Dia, intitulado Planejamento alivia aposentadoria. Leitura agradável e bem clara que trata de um assunto bem simples: todo mundo sabe que o momento atual não está sendo nada favorável para quem vive da aposentadoria (ou está planejando requerer a sua), então é importante saber como superar os possíveis obstáculos financeiros que virão pela frente.


Um ponto interessante e comentado pelo website O Dia é a respeito do crédito consignado: pode parecer uma boa ideia, já que é fácil de fazer e os juros são baixos, mas se não for realizado dentro de um planejamento bastante prudente, pode ser somente o pontapé para iniciar ou aumentar ainda mais a bola de neve financeira em sua vida, causando estragos devastadores.


Outro ponto levantado é a questão da gestão financeira: como organizar-se financeiramente para reduzir o impacto da crise em seu orçamento. Como sempre, as dicas aqui apresentadas não fogem muito do nosso tripé “gaste menos, ganhe mais, invista melhor”. Se você possui bons conhecimentos ou habilidades em algo – e tenha certeza que, ao atingir essa faixa etária, todos nós temos ambas as coisas! – então você pode empregá-los a seu favor a fim de aumentar seu poder financeiro. Quem é bom em conteúdos escolares, por exemplo, pode oferecer reforço escolar, quem domina artesanato pode fazer peças para vender em feiras e exposições e assim por diante. O importante é entender que esta é uma oportunidade de fazer algo que goste e ainda ganhar algum dinheiro!


E se você pretende aposentar-se, claro, a dica é planejar-se e poupar/investir tanto quanto puder pensando em seu futuro. Há muito tempo depender somente do INSS não é um bom plano de previdência e previdência privada pode não ser a melhor opção. Assim sendo, procure por opções de investimento de acordo com o seu perfil e faça aplicações periódicas. Especialistas apontam que um mínimo de 10% de seu salário deve ser poupado para tal fim, mas quem desejar acelerar um pouco o processo pode investir mais do que isso!

Aposentadoria não é mais um bom plano para a… aposentadoria?

Pelo menos é isso que podemos perceber a partir deste artigo do site Contabeis.com.br, que nos aponta que até o ano de 2050 a previsão é de que o número de pessoas com direito à aposentadoria no Brasil dobrará, enquanto que a população economicamente ativa muito pouco crescerá, fazendo assim com que o rombo previdenciário torne-se ainda maior. Isso se deve à forma como são administrados os recursos previdenciários, como deixo claro a seguir.

Em um país com um sistema previdenciário bem estruturado, o valor recolhido mensalmente do salário de cada trabalhador ativo é investido pelo governo de forma a apresentar um bom retorno financeiro durante o tempo de vida ativo do mesmo, assim, quando ele requisita a aposentadoria, é a partir daquele montante acumulado que a sua previdência será paga. Infelizmente não é fácil garantir que esses números vão “fechar” sempre, tanto que países como os Estados Unidos preferem deixar a cargo de cada cidadão investir em um plano de previdência privada (como o 401K) e assim determinar quando possui montante suficiente para aposentar-se.

No Brasil, entretanto, o governo assume a responsabilidade pela previdência pública, mas como as contas não fecham (principalmente devido a má administração dos recursos financeiros), acaba sendo necessário retirar dos valores acumulados pelos ainda ativos para compensarem a previdência dos já aposentados em uma proporção de 3 para 1, além de precisar complementar com recursos do Tesouro Nacional. Resumo da ópera: todo ano a Previdência Social acaba operando em déficit e, só em 2014, esse prejuízo foi de mais de R$ 67 bilhões!

“E eu com isso?”, você deve estar se perguntando. Bem, se já não estamos conseguindo “fechar as contas” na situação atual, imagine nos próximos anos, com a população envelhecendo e reduzindo-se a taxa de natalidade. A principal consequência disso (além do rombo nos cofres, que já é percebido desde já) é que cada vez mais os brasileiros terão que se aposentar mais tarde, numa tentativa de equilibrar as contas.

É e não adianta resmungarmos, pois estamos falando de um fator que afeta diretamente a estabilidade econômica de qualquer país. E não, isso não é culpa do atual governo – há décadas que a previdência opera sempre em déficit. Aliás, não me lembro do dia em que fechamos um ano com superávit!

E com isso chegamos à conclusão que afirmo no título deste artigo: aposentadoria não é mais um bom plano para a aposentadoria! Quem ainda conta os dias para a chegada da aposentadoria terá que adiar mais um pouco a contagem, quem espera aposentar-se e ter bastante folga financeira para curtir a mesma também poderá decepcionar-se. Assim sendo, a fim de evitar que tal situação prejudique a sua “melhor idade”, o ideal é ter um “plano B” e começar desde já a poupar e investir pensando em longo prazo. Aquisição de imóveis pode ser uma boa ideia, mas se a grana está curta, você pode poupar o suficiente para adquirir títulos públicos e então deixar essas aplicações rendendo o máximo que puder.

Só não vou recomendar aqui a previdência privada pois, caso não haja contrapartida da empresa o retorno mesmo a longo prazo pode ser muito baixo – aliás, mesmo com contrapartida da empresa pode ser fraco, então é importante analisar o prospecto da companhia que lhe oferece serviços de previdência privada antes de aceitá-la. Eu mesmo, no momento, optei por não aderir a uma previdência privada (já aderi há muito tempo e abandonei-a), por não considerar interessante suas projeções de rentabilidade.

Enfim, “o mar não está para peixe nem para aposentado”, exceto se você começar a pensar desde já como poderá, por conta própria, complementar sua previdência e não depender mais exclusivamente da previdência pública!

O que me falta para ser um milionário?

É o sonho de qualquer brasileiro ter uma grande fortuna, poder viajar à vontade e comprar ou fazer tudo aquilo que sempre quis. Entretanto, não basta simplesmente sonhar com tudo isso para alcançar isso. Aliás, acredito que você já deve ter-se dado conta de que sonhar sozinho não é suficiente!

Outro dia li em algum lugar que “algumas pessoas dormem para sonhar, enquanto outras ficam acordadas para realizar os seus sonhos”, demonstrando assim a importância de corrermos atrás do que queremos. Não basta ficar parado, sentado, esperando. Mas, qual o melhor caminho para alcançar o sonho milionário? Bem, vamos conversar agora sobre alguns passos fundamentais no processo.

Perseverança é chave

A primeira coisa que você precisa entender é que os casos de milionários “da noite para o dia”, ou mesmo aqueles que se tornam milionários em menos de um ano, não são a regra, são exceções! Sendo assim, a forma mais comum de alcançar o sonho de ser rico é perseverar e seguir o seu plano de forma disciplinada por vários anos, passo por passo, até alcançar o “sonho americano”. Então, nem adianta fazer “cara feia”, pois não há outra saída!

Você precisa então de um plano para fazer suas economias crescerem até tornarem-se grandes investimentos a fim de colher os frutos. E isso não acontecerá de uma hora para outra, então, meu amigo, o melhor a fazer é ter disciplina e saber economizar seu dinheiro.

Reduza os gastos em 10% e invista-os

Se nada sobra do seu dinheiro para começar a investir, será muito mais difícil alcançar o seu primeiro milhão. Para a maioria das pessoas das classes média e baixa, o melhor caminho para alcançar os primeiros degraus é por meio do processo de economizar e poupar o que sobra (geralmente em uma caderneta de poupança). Assim, faça um levantamento de tudo o que gastou no último mês e, neste, tente gastar 10% a menos, transferindo mais tarde o dinheiro que não for gasto para uma caderneta de poupança, onde poderá gerar mensalmente um pequeno rendimento.

Muitos consideram que devem primeiro “ganhar muito dinheiro para só depois investir”, mas esse é um erro tremendo – o ato de investir o ajudará a entender melhor como economizar e fazer seu dinheiro “trabalhar por você”, o que o ajudará a ter sempre mais e mais em sua conta bancária.

Controle menos, faça mais

Este ponto pode parecer contraditório em relação à regra geral que diz “planeje o seu sucesso”, mas na verdade ele não diz que você não deve se planejar, pelo contrário, o planejamento é essencial. Else somente nos lembra de que, uma vez tenhamos definido nosso plano de ação, é importante que não fiquemos somente a replanejá-lo, corrigi-lo, aperfeiçoá-lo etc. indefinidamente. Se você quer realmente alcançar seu sucesso financeiro, você precisa saber a hora certa de planejar e de agir. E uma vez que tenha elaborado seu plano, não hesite em iniciar a pô-lo em prática!

Afinal de contas, não importa o quanto você planeje ou controle as informações, é a execução do plano que realmente trará o retorno financeiro esperado!

Há muitas outras dicas além destas, claro, e comentaremos sobre elas em um momento mais propício. Por agora, procure elaborar seu plano, investigue opções e, uma vez definido, siga-o como se fosse o seu mapa da mina, pois é isso que o seu plano de ação deveria ser para você!

Etapa dos investimentos

E aqui vamos nós à quinta etapa do curso de planejamento financeiro do prof. Elisson de Andrade, promovido por meio de seu e-book As 5 Etapas do Planejamento Financeiro! Foi uma jornada e tanto até aqui, então vale a pena lembrar as quatro etapas anteriores (principalmente para o caso de alguém ter perdido uma delas):

Etapa do convencimento pessoal

Etapa do conhecimento financeiro

Etapa da definição de objetivos

Etapa da mudança de hábitos

E agora que já tratamos de cada uma dessas etapas, chegamos finalmente ao ponto em que podemos decidir como melhor investir nosso dinheiro! Chamo a atenção de todos para que se perceba que o “investir dinheiro” é a última das etapas, necessitando primeiro de uma preparação pessoal muito sólida (convencimento, aquisição de conhecimentos, definição de objetivos e mudança de hábitos). É engraçado porque vemos muitas pessoas que não estão ainda bem preparadas perguntarem “como posso investir para ganhar mais dinheiro?”. Bem, se você acompanhou nossas discussões (principalmente por meio do e-book de Elisson, pois como disse, há muita coisa sendo abordada lá que não está publicada aqui!), então estará melhor preparado para escolher como investir seu dinheiro!

Vamos agora à nossa discussão, mais uma vez baseada em recortes do e-book…

Não é preciso fazer coisas extraordinárias para obter resultados extraordinários. (p. 78)

A frase acima, atribuída a Warren Buffet, inicia o capítulo a respeito da quinta etapa, a etapa dos investimentos. E escolhi a mesma para iniciar esta nossa discussão porque ela para uma mensagem nas entrelinhas que vale a pena lembrar sempre: não é preciso fazer coisas extraordinárias para obter resultados extraordinários… mas é preciso fazer algo para obter resultados!

É interessante lembrar-se disso porque muitas pessoas simplesmente não agem por acharem que não poderão fazer algo extraordinário, algo que lhe trará grandes resultados. Quantas pessoas você conhece que não poupam ou investem o pouco que lhes sobram porque “é muito pouco”? Eu conheço várias pessoas que possuem tal pensamento!

Se você investe pouco, você provavelmente terá resultados menores do que quem investe muito (veja bem, eu disse “provavelmente”, pois depende de vários fatores!), mas se você nada investe porque somente poderia investir pouco você não conseguirá resultado algum! Se não há investimentos não pode fazer o “dinheiro crescer”!

O que é preciso saber antes de investir?

  • Nível de conhecimento;
  • Risco;
  • Rentabilidade;
  • Liquidez;
  • Tributação;
  • Custos;
  • Alinhamento com seus objetivos;
  • Valor mínimo a ser depositado. (p. 81)

Prof. Elisson aponta oito componentes importantes para a determinação de um bom investimento. Sim, oito componentes! Pode parecer muito dizer que há oito coisas importantes a fim de determinar se um investimento é realmente bom ou não, mas se você analisar com calma vai perceber que esses oito componentes são realmente indispensáveis: se você analisar bem cada um deles antes de tomar uma decisão quanto aonde investir seu dinheiro, poderá fazê-lo de forma muito mais tranquila (lembrando que, quando se fala em investimentos, o livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro não se refere somente a investimentos no mercado financeiro, mas também em um negócio próprio e no mercado imobiliário!).

Talvez você esteja pensando “certo, mas e se na hora de escolher um tipo de investimento eu não analisar corretamente uma dessas variáveis e escolher uma opção errada, o que faço?”, bem para a maioria dos tipos de investimentos, uma opção errada não significa o fim de tudo e você ainda poderá aprender com aquela situação. Assim, se você escolher uma opção de investimento, aplicar o dinheiro e os resultados não forem bem os planejados, você deveria analisar tudo com calma e tentar descobrir qual das oito variáveis você subestimou ou superestimou em sua análise, definir como você pode corrigir tal erro e como não o cometer em outro investimento.

Alternativas de investimentos (p. 89)

A partir daqui, o autor toma as próximas páginas (até a página 95) apresentando cada uma das opções de investimentos disponíveis. Não vou ficar aqui repetindo o que ele já falou, afinal de contas se já foi dito por que repetir? Entretanto, gostaria de dar algumas dicas para quem está pensando em alguma das seguintes opções:

  • Ter o seu próprio negócio – se você quer ter o seu próprio negócio, antes de começá-lo é uma boa ideia participar de alguns dos cursos do SEBRAE (http://www.ead.sebrae.com.br ), eles são online, gratuitos e podem ajudá-lo a desenvolver seus conhecimentos de forma mais segura (em vez de aprender por “tentativa e erro” com seu negócio, desperdiçando assim muitos recursos financeiros). Além disso, você pode adquirir livros ou cursos online focados em determinados temas que serão essenciais para o seu negócio, como: marketing, finanças e elaboração de plano de negócios. Não inicie um negócio sem uma base razoável de conhecimentos nesses três pontos!
  • Investimentos em renda fixa – por mais que pareça fácil investir em tesouro direto, fundo de investimento e certificado de depósito bancário, é sempre bom desenvolver uma base sólida de conhecimentos para saber avaliar cada opção e assim determinar mais facilmente qual é a melhor para você. Como fazer isso? Você pode fazê-lo por meio de muita leitura de artigos e cartilhas (em formato PDF) na web sobre o assunto, sim, mas uma forma mais concisa é por meio de livros específicos sobre cada uma daquelas opções. E não adianta torcer o nariz, afinal de contas você quer ganhar dinheiro ou “quebrar a cara”, percebendo cinco ou sete anos depois que poderia ter ganhado cinco vezes mais se tivesse investido melhor em sua educação?
  • Investimentos em renda variável – onde a “grande vedete”, no Brasil, é a compra e venda de ações. E se você precisa ler um livro ou dois para investir em renda fixa, no caso de renda variável os riscos são maiores, então você precisa de um preparo muito maior! Um erro cometido por alguns é o de somente ler um livro ou dois sobre o assunto, dar uma olhada na opinião de um especialista ou outro sobre algumas ações e já sair investindo – é pedir para chorar mais tarde. Em vez disso, pesquise uma opção de curso interessante, preferivelmente que o ensine como melhor avaliar a empresa a fim de determinar se suas ações estão subvalorizadas ou supervalorizadas, depois disso, participe de algum dos simuladores de bolsa de valores que há na web. Somente quando tiver confiança suficiente e uma boa estratégia de investimentos você deve começar a investir!

Claro, você não é obrigado a seguir tais orientações, mas se seguindo tais recomendações (e com uma boa dose de cautela) ainda há riscos em todo tipo de investimento, imagine então quando se “mergulha de cabeça” sem olhar para onde se está indo, não é mesmo?

Minhas considerações finais sobre esse capítulo

E com isso encerramos a quinta e última etapa de nossos estudos! Nas considerações finais do livro, Elisson pede-nos para responder novamente às duas perguntas da Etapa do Convencimento Pessoal e em seguida comparar ambas as respostas. E devo admitir que eu mesmo fiquei surpreso, ao perceber que houveram pequenas variações também em minhas respostas, apontando que houve, sim, alguma influência do livro sobre meus (novos) conhecimentos.

Antes, minhas respostas estavam mais focadas em “satisfação de desejos com menores restrições” e agora percebo que houve uma alteração, um foco em “maior liberdade na tomada de decisões sem restrições”. Obviamente, esta foi a forma como assimilei o conteúdo e sua resposta muito provavelmente está diferente da minha, mas é bem provável que você também tenha percebido algum amadurecimento ou mudança de perspectiva em suas respostas. Reflita sobre elas, tente entender o porquê dessa mudança e o que você pode fazer agora que melhor compreende o tema.

Se suas duas respostas continuam idênticas ou não há alteração significativa, possivelmente você realizou uma leitura superficial do livro, não prestou muita atenção ao que lhe foi ensinado ou respondeu muito às pressas, sem refletir. Nesse caso, recomendo que volte a ler o livro todo outra vez, bem como a preencher um novo diário de bordo, então você poderá comparar ambos ao final.

E antes de encerrarmos nossa discussão, quero lhe fazer um desafio inspirado em Harv Eker. Em seu livro Os Segredos da Mente Milionária, ele nos pede para lermos seu livro DOZE vezes, pois a cada nova leitura aprendemos algo novo, na medida em que poderemos praticar ainda mais. No nosso caso, não vou estipular um número, em vez disso, desafio-o a voltar a ler o e-book do prof. Elisson e este nosso curso (ou o e-book criado por mim, para quem adquiriu o livro em nosso blog) dentro de quatro meses, desta forma, em um prazo de um ano, você terá lido ambos três vezes. Cada vez que voltar a ler, procure identificar e sanar os seus pontos fracos. Se assim o fizer, após um ano ou um ano e meio você terá uma educação financeira muito sólida!

Bem, agora é com você, e lembre-se: não adianta ler e não aprender. E não adianta aprender e não praticar. Você precisa ler, aprender e praticar!

PS: Com a conclusão do curso, concluí também o meu e-book “Estudando As 5 Etapas do Planejamento Financeiro”, elaborado como material para acompanhamento de estudos do livro original. Este e-book será distribuído gratuitamente para aqueles que adquiriram o livro do prof. Elisson de Andrade aqui, por meio de nosso blog (você pode fazê-lo clicando no banner na lateral direita). Quem já adquiriu o livro antes (houveram algumas aquisições assim que anunciei que teríamos tal curso aqui) também receberá esse e-book. Para adquiri-lo, basta enviar e-mail com os dados da compra (ID da transação) para:

christiano <ARROBA> clube-do-dinheiro <PONTO> com

Financiamento de imóveis: como fazer o seu!

Você tem o sonho de fazer um financiamento de imóveis, mas não sabe como? A obtenção da casa própria é um dos principais objetivos de toda pessoa quando se torna um trabalhador, pois é o significado de uma independência com a obtenção do local em que vai morar e ainda uma importante conquista enquanto pessoa e para isso uma das práticas mais usadas é o financiamento de imóveis.

Este tipo de atividade financeira está sendo uso de maneira cada vez mais intensa nos dias atuais, mas precisa para o seu correto manuseio que seja obtida e mantida da melhor maneira possível para garantir o pagamento e obtenção da casa de forma definitiva ao final do mesmo.

Tipos de financiamento de imóveis

A primeira informação que deve ser buscada com relação a este assunto são os tipos de financiamento de imóveis que são possíveis na atualidade para que ocorra uma escolha mais tranqüila.

De forma inicial é possível financiar a compra de imóveis residenciais, comerciais, terrenos ou ainda solicitar recursos para a construção, reforma e ampliação dos locais desejados.

Com a delimitação do tipo de imóvel ou atuação no mesmo que você pretende fazer é importante saber que os imóveis com preços de até R$500 mil podem ser financiados pelo chamado SFH (Sistema Financeiro de Habitação) e os imóveis com preços maiores que esses são excluídos deste sistema.

Em todos os financiamentos de imóveis existe uma taxa de juros que pode ser pré-fixada e por isso permanece a mesma durante todo o tempo do contrato firmado ou pode ser ainda pós-fixada podendo ser aumentada ou diminuída de acordo com a Selic que é a taxa básica de juros.

Além dessas opções gerais que podem ser feitas em qualquer instituição bancária existe nos dias atuais o Programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal que pode ser feito por pessoas que tenham renda familiar de até R$1.600,00 – por meio de sorteio de casas pelas prefeituras municipais – ou de até R$5.000,00 com a obtenção de subsídios e descontos nos correspondentes da Caixa Econômica Federal.

Como se organizar para ter um financiamento de imóveis

Com todas estas alternativas é possível perceber que são muitas as opções para conseguir um financiamento de imóveis, mas antes de fazer este negócio é preciso que você se organize para a sua obtenção com a verificação de seus objetivos com relação ao imóvel, ou seja, você fará um investimento, será uma casa residencial, para reformar, comprar um lote, dentre outros.

Depois disso é preciso conferir na modalidade de financiamento escolhida se você possui os requisitos e a documentação necessária para conseguir a aprovação do financiamento.

Em seguida é grande relevância verificar as suas finanças que devem conseguir por um longo período de tempo serem suficientes para pagar o financiamento e manter as contas habituais de casa e da vida em geral.

Maneira de gerenciar um financiamento de imóveis

Com a devida organização e garantia da existência de recursos financeiros suficientes para manter o investimento a ser feito é preciso, então, efetuar de maneira prática o financiamento imobiliário desejado.

Com a sua concretização é necessário elaborar um bom planejamento para o seu gasto – no caso de construção e reforma – ou ainda escolher o melhor imóvel já pronto para a sua compra.

Além disso, é de grande importância buscar controlar de maneira bem correta os pagamentos e a evolução de seu financiamento de imóveis para evitar problemas como a perda da casa ou outro tipo de imóvel adquirido garantindo como consequência a satisfação com o investimento feito.

E você, já conseguiu fazer o seu financiamento de imóveis para ter sua casa própria ou ainda não conseguiu se organizar para ter um?

Viu como qualquer pessoa pode ter sua casa e realizar este sonho universal? São simples gestos que ajudam você a se organizar…Considere-os e tenha a sua casa do jeito que sempre quis, lembrando que é preciso ter persistência e paciência, conforme o valor do imóvel que for comprar. Mas no final vale a pena, então arrisque e realize este objetivo.

Se você já fez o seu financiamento de imóveis e tem algumas dicas para dar ainda mais certo, compartilhe com todos!

Educação Financeira e a Economia – Reflexões

Olá a todos e vamos direto ao assunto: educação financeira e crescimento da economia, aparentemente, não combinam! Certo, você deve estar sem entender, afinal de contas todos falam quão interessante é para o crescimento de uma economia a educação financeira da sociedade, mas vou apresentar meus argumentos e, então, convido todos a darem sua opinião aqui (por meio dos comentários).

Decidi tirar algum tempo esta manhã para ler os artigos do Dinheirama.com e outros blogs, e três artigos daquele blog despertaram minha atenção para esse fato: é impressionante que, enquanto consultores financeiros pregam a importância da educação financeira no desenvolvimento saudável da vida das pessoas e famílias, o crescimento acelerado da economia na maioria dos países se apoia justamente na cultura do consumismo – que é contrária à educação financeira!

Se você está interessado nessa discussão, pegue um suco ou refrigerante na geladeira (ou qualquer outra bebida de sua preferência), que nossa conversa será longa, porém proveitosa! E começaremos comparando necessidades e desejos que temos.

Necessidades x Desejos

O que é necessidade? O que é desejo para você? Pode um simples desejo tornar-se necessidade? Pode uma necessidade realmente fundamental tornar-se tão difícil de ser satisfeita que seria considerada um desejo?

Necessidade é tudo aquilo de que realmente precisamos para a manutenção da qualidade de vida. Alimentação, segurança, roupas, transporte para locomoção, etc. Cada um desses itens são essenciais para a nossa vida em sociedade.

Desejo é tudo aquilo que podemos viver sem, mas gostaríamos de ter. Você precisa de alimentos, mas precisa ser um pacote de batatinhas salgadas? Você precisa de segurança, mas é necessária a aquisição de tasers para uso doméstico? E quanto a roupas, você precisa somente se vestir ou obrigatoriamente precisa seguir tendências da moda?

Se você estiver acompanhando nossas discussões em torno de As 5 Etapas do Planejamento Financeiro ou participou de algum outro curso de Educação Financeira já deve saber que seus recursos financeiros devem ser destinados à satisfação das necessidades, porém desejos geralmente podem esperar – e geralmente é onde acabamos por gastar boa parte de nosso dinheiro, então se adiamos a satisfação de tais desejos conseguimos economizar um bom dinheiro.

Entretanto, se você observar países desenvolvidos como os Estados Unidos, perceberá que o crescimento de sua economia se dá justamente na prestação de serviços, geralmente focados na satisfação de desejos. É a famosa “indústria dos sonhos”, crescendo e se expandindo.

E nos últimos anos o que temos visto? Ações de marketing poderosas que tentam transformar desejos em necessidades nas mentes dos consumidores. Afinal de contas, se você acreditar que realmente precisa ter um carro do último modelo lançado este ano, você estará feliz com aquela compra, não é mesmo?

Então, enquanto consultores financeiros tentam nos ensinar a importância de focarmos em nossas necessidades e reduzirmos despesas com desejos, consultores de marketing focam em como “converter” desejos em necessidades em nossas mentes. E não podemos culpá-los: como mencionei antes, é importante para o contínuo crescimento ou manutenção da economia! Mas há momentos em que precisamos repensar tudo isso, por exemplo quanto à associação entre felicidade pessoal e status social que está acontecendo cotidianamente!

Felicidade Pessoal ≠ Status Social!

O que é felicidade para você? Se você perguntar aos seus pais o que deveria significar felicidade para você, eles vão dizer que é ter um bom emprego e uma família unida. Talvez se você perguntar a um político ele lhe dirá que a felicidade está em uma vida harmoniosa em sociedade (esse não é um político brasileiro!). O que significa felicidade muda de acordo com a ótica e objetivos de cada qual.

Para um consultor financeiro, você será feliz se você tiver uma vida financeira equilibrada, se você for capaz de honrar todos os seus compromissos em dia e ainda formar reserva financeira para emergências ou para sua aposentadoria. Já para alguns especialistas em marketing lançando uma nova campanha publicitária, desejam que o seu público-alvo considere felicidade como sendo a obtenção de um determinado “status social”, geralmente mediante uso de um determinado produto ou serviço.

Sim, você deve estar me condenando agora, dizendo que estou exagerando, criminalizando a profissão de marketing. E não estou. Marketing possui um papel bastante claro, de satisfazer as necessidades e desejos de um determinado público-alvo, utilizando-se para isso de diversos veículos de comunicação na propagação de sua mensagem. E esse é um papel realmente digno. Uma boa campanha de marketing, por exemplo, pode ajudar a conscientizar a população quanto à importância da vacinação contra uma determinada doença – e de forma alguma poderíamos julgar este como sendo um mau uso do poder do marketing!

Não sou de ficar criticando campanhas de marketing abertamente (vocês não me viram fazendo isso aqui até então, viram?), mas há uma em especial que me irrita e é aquela que me diz que quando compro seu produto “eu abro a felicidade”.

Coca-Cola: Abra a felicidade… ou não!

A Coca-Cola é sem dúvida uma gigante na indústria de refrigerantes e possui estratégias ótimas de marketing – eu tive alguns daqueles ioiôs da Coca-Cola quando adolescente! – mas eu considero que a estratégia de marketing deva ser condizente com o tipo de produto vendido. E eu não consigo enxergar como beber Coca-Cola me tornará mais feliz por diversas razões:

  • Do ponto de vista financeiro, é o refrigerante mais caro no mercado brasileiro. Se você está tentando recuperar-se financeiramente e possui o hábito de consumir muito refrigerante, trocar um refrigerante Coca-Cola por outro pode representar uma economia de 30%! Então do ponto de vista financeiro, não é felicidade;
  • Do ponto de vista da saúde, pior ainda. Uma simples lata de Coca-Cola possui cerca de três colheres de sopa cheias de açúcar, bem como uma grande concentração de sal. Eu lhe pergunto: você comeria três colheres cheias de açúcar em um almoço ou lanche? Seu corpo reage armazenando todo aquele açúcar – e é por isso que refrigerantes contribuem bastante com o desenvolvimento da obesidade no mundo todo. E se quiser saber o que acontece quando você bebe uma Coca-Cola, leia este artigo. Enfim, também não parece felicidade do ponto de vista da saúde;
  • Do ponto de vista estético… Será que preciso comentar? Nutricionistas sempre recomendam redução ao extremo do consumo de doces, frituras e refrigerantes, pois eles contribuem e muito com o aumento de peso corporal. E pneuzinho não deixa você mais gatinha ou “o cara” mais sarado, não é mesmo? Então aqui também não é felicidade…

Então, de qual tipo de felicidade aquela campanha fala? Eles apontam a promoção da paz, crianças brincando felizes, casais namorando… Espere aí! Em qual dessas coisas o consumo de refrigerante possui uma intervenção direta e real???

E eu sei que a Coca-Cola não é a única companhia a fazer esse tipo de associação entre sua marca e a felicidade – e são todas essas “associações marqueteiras” que estou criticando. Marketing em minha opinião deveria mostrar como um determinado produto ou serviço pode melhorar sua vida, resolvendo um dado problema. Em vez disso, cada vez mais as ações publicitárias estão caminhando para “formas de associar imagem de um produto a uma sensação de bem-estar”, independentemente de haver uma relação real ou não.

O que está acontecendo não somente com a indústria do marketing mas com toda a nossa sociedade, para que tudo seja dessa forma?

E aproveito o momento para comentar a respeito de algo que eu mesmo, como pai, já começo a sofrer na pele: como as ações publicitárias e a cultura do consumismo exacerbado impacta no desenvolvimento de nossas crianças e sua educação financeira.

Educação Financeira Infantil x Cultura do Consumo

Se você ainda não é pai ou seu filho possui menos de três anos, talvez não tenha passado por uma situação como a que vou narrar agora. Meu filho tem hoje cinco anos de idade e um dia desses fui buscá-lo na escola. Na volta, ele começou a me falar que um colega dele levou um iPhone para jogar na escola e me perguntou se eu compraria um iPhone ou tablet para ele.

O que eu fiz? Arregalei os olhos, claro! Até então, meu filho nunca tinha visto ou pedido tais tipos de equipamentos. Eu mesmo não tenho tablet – tenho um notebook, pois trabalho muito digitando, e mesmo assim prefiro usar o computador desktop de minha esposa, pois é bem mais confortável para digitar (e a tela é maior, bem melhor para visualização). Minha esposa também não possui, já perguntei várias vezes se ela deseja ter um, mas ela sempre diz que não, passa pouco tempo fora de casa e também prefere usar o notebook ou o computador.

Entretanto, diante da “novidade” criada ao ver um iPhone e ver como é possível jogar nele, meu filho queria ter um (detalhe, meu filho possui um videogame portátil, mas joga pouco nele). Quanto à ideia do tablet, acho que é fruto de conversas entre ele e os colegas.

E agora, como um pai deve reagir a esse cenário? Comprar um para o seu filho pelo fato de que nunca teve um quando criança (reação padrão)? Eu opto pelo sonoro “não”, seguido de uma boa justificativa, claro. E a minha foi simples: até hoje ele quebra a maior parte de seus brinquedos ainda no primeiro dia de uso (o portátil está inteiro pois coloquei uma correia para pendurar no pescoço e digo para ele jogar sempre sentado na cama ou sofá)! Não sou louco de gastar um bom dinheiro em algo que poderá estar quebrado em questão de horas.

Logo após minha resposta, percebi que aquele era um excelente momento para uma “mini-aula de educação financeira” e então comecei a explicar a ele como os recursos financeiros são limitados e muitas vezes precisamos optar entre uma coisa de duas ou três, por não haver recursos para adquirir tudo. É claro que ele ainda não compreende tudo isso, mas conforme explico mais e mais coisas a ele, vai-se criando a consciência a respeito da moderação no consumo.

Se você estiver acompanhando notícias sobre publicidades e público infantil, já deve saber que algumas empresas foram processadas por suas campanhas publicitárias agressivas focadas no público infantil. Campanhas que tentam convencer a criança de que a felicidade está ali, em uma garrafa de refrigerante, em um pacote de biscoitos, em um brinquedo novo ou em uma sandália com o desenho de seu personagem da TV favorito!

E se as campanhas publicitárias na TV são bastante ativas do lado de lá, do lado de cá temos pais que muitas vezes não estão informados o suficiente ou não sabem como lidar com os pedidos de seus filhos por receio de que eles desenvolvam um “sentimento de rejeição”. Entretanto, papai e mamãe que estão lendo este artigo, vocês são os primeiros e mais importantes responsáveis pela educação financeira de seus filhos! Os hábitos de consumo deles são reflexos dos seus, e são vocês que devem ajudá-los a controlar os impulsos consumistas, sabendo dizer “não” na hora certa bem como justificando por quê.

Considerações finais

Ficou claro o suficiente por que iniciei o texto comentando o “atrito” que há entre educação financeira e o crescimento da economia? A educação financeira prega o bom uso dos recursos financeiros como forma de criar mais liberdade para a pessoa, já a economia necessita que o máximo de recursos financeiros estejam em circulação a fim de que novas empresas possam surgir ou se expandir (o que representa maior contratação de mão-de-obra, dentre outras coisas).

É, é um dilema e tanto. E com certeza não posso oferecer uma “solução universal” assim, com tão pouco estudo sobre o assunto. Mas gostaria de saber a sua opinião a respeito: como podemos conciliar educação financeira e a economia nos dias de hoje?

Nota do autor: nenhuma garrafa de Coca-Cola foi quebrada ou mutilada durante a produção deste artigo!

Etapa da mudança de hábitos

E aqui vamos à quarta etapa da educação financeira apresentada pelo prof. Elisson Andrade em seu livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro! Caso você tenha perdido alguma das três etapas anteriores, aqui vão os links:

Etapa do convencimento pessoal

Etapa do conhecimento financeiro

Etapa da definição de objetivos

E hoje discutiremos sobre a importância de mudar nossos hábitos financeiros. Sim, pois se temos problemas financeiros há uma grande chance de que a “raiz do problema” se encontre em nossos hábitos financeiros, uma vez que no Brasil não há ainda uma cultura forte em educação financeira (o tema vem sendo discutido bastante nos últimos anos e isso é muito pouco tempo para tornar-se realmente parte de uma cultura).

Seguindo a mesma lógica, selecionei alguns pontos importantes da obra para discuti-los aqui. E o primeiro ponto foi esse, presente na primeira página do capítulo:

O grau de instrução financeira de uma pessoa pode ser dividido em dois níveis: conhecimento e uso. (p. 59)

Logo no início do capítulo o autor já aponta os dois fatores fundamentais para o sucesso de qualquer tipo de educação: o saber e o fazer.

É triste que haja um grande número de pessoas por aí que muitas vezes sabem (isto é, detêm o conhecimento), mas não fazem (ou seja, não põem em prática aquilo que sabem). E de que adianta saber algo e não o praticar, principalmente quando o assunto é educação financeira? Reflita por um instante: quantas vezes ouvimos dicas e conselhos sobre como podemos melhorar certos aspectos de nossas vidas? E quantas vezes realmente pomos em prática o que aprendemos?

Muitos compram livros, participam de cursos, procuram consultores e depois falam que nada lhes serviu. Talvez o problema não esteja na falta de informação, mas na falta de uso da mesma.

Adquirir um livro, por exemplo, é uma das melhores formas de aprender algo e, portanto, pode servir-lhe de base para a formação de novos conhecimentos, mas se você não se esforçar para pôr em prática o que aprendeu, não colherá os frutos tão esperados.

A elaboração de um Fluxo de Caixa que lhe permita fazer um completo diagnóstico de suas finanças pessoais não é tarefa simples. Baseado nessa constatação, este eBook vem acompanhado de um curso on line que lhe permitirá construir sua própria planilha, adequada às suas necessidades. (p. 60)

Conferi a planilha-exemplo que ele oferece aos alunos do curso bem como as aulas-bônus (são seis aulas em artigos contendo vídeos explicando como usar planilhas para fluxo de caixa). O conteúdo das aulas bem como a planilha parecem muito bons (só que, como ele mesmo menciona, precisa aprender todo o conteúdo do “minicurso de fluxo de caixa” para tirar o máximo de proveito dela). Entretanto, por experiência própria, sei que é muito difícil anotar diariamente quanto se gastou em cada categoria de despesa, daí sugiro uma solução proposta por Gustavo Cerbasi em seu livro “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”. Trata-se de uma solução simples e que você pode implementar sem gastos adicionais. Eu a chamo de “caixa de sapatos”.

Na verdade, Cerbasi sugere o uso de qualquer caixa, mas para mim uma caixa de sapatos funcionou perfeitamente. A ideia é a seguinte: ao longo do mês, deposite em uma caixa todas as notas fiscais de tudo que você pagar (de um simples sorvete, às compras de supermercado, da fatura do cartão de crédito às contas de energia elétrica e água). No último dia do mês (ou no primeiro do mês seguinte) você deve retirar todos esses papéis da caixa, anotar em sua planilha de fluxo de caixa dentro das categorias corretas e então pode encaminhá-las para os devidos lugares aonde você geralmente guarda cada tipo de conta ou fatura. Bem, e o que fazer quando você tiver um gasto que não gera nota, recibo ou comprovante fiscal? Eu passei por isso e encontrei uma solução bem simples, anote em um pedaço de papel qual foi o tipo de gasto, em que data foi e qual foi o valor e ponha também na sua “caixa financeira”!

Sinceramente, você precisará de bastante disciplina para conseguir elaborar seu fluxo de caixa – não estamos acostumados a tomar nota de cada coisa em que gastamos nosso dinheiro – mas se você conseguir registrar todas as receitas e despesas ao longo de três meses terá uma ótima ideia de como você está gastando seu dinheiro hoje – aí a planilha financeira de prof. Elisson pode ajudá-lo a compreender com quais categorias suas despesas são significativamente maiores e você poderá planejar-se para reduzir os gastos nas mesmas.

[…] reveja seus hábitos de consumo através da análise do fluxo de caixa, converse com toda a família e se engaje na diminuição de gastos, conscientize os filhos, fique de olho em oportunidades de ganhar dinheiro, foque esforços na compra de ativos bons e diminua a sede por ativos ruins, planeje-se para o longo prazo etc. (p. 62)

E aqui o prof. Elisson Andrade sintetizou os pontos mais importantes para a educação financeira de toda a família. É fácil? Não. É rápido de ser alcançado? Não. Certamente ficarei rico? Não. Entretanto, agir desta forma aumentará suas chances de alcançar sua independência financeira no longo prazo, deixando-o, assim, cada vez mais próximo de alcançar todos os seus sonhos que você não pode realizar devido a restrições financeiras!

Certa vez, ouvi um palestrante dizer que toda vez que você for comprar alguma coisa, deve perguntar a si mesmo(a): EU QUERO OU EU PRECISO? Isso porque ao longo da vida adquirimos diversos bens e serviços que realmente não precisamos. (p. 65)

Esse trecho resume como o consumismo tornou-se a base do capitalismo contemporâneo. No passado, consumíamos bens e serviços segundo nossas necessidades, isto é, coisas das quais precisávamos. Entretanto, a fim de movimentar ainda mais a economia, de fazer “girar o dinheiro” (e possivelmente trazer mais lucros para as empresas) começou-se a disseminar uma cultura consumista, que nos leva a considerar como necessidade aquilo que na verdade é somente desejo.

Seu guarda-roupa provavelmente está cheio de roupas em excelentes condições, mas se há uma festa para ir, talvez você queira comprar algo novo. Para muitas famílias da classe média, um carro com cinco ou sete anos de uso já está em tempo de ser trocado (na verdade, tenho amigos que trocam de carro em um intervalo menor que três anos – e são os mesmos que reclamam que não possuem dinheiro para outras coisas mais importantes). E o que falar então do quanto gastamos em lanches caros quando saímos com amigos, apenas para não parecer o “diferente” ou o “pobre” da turma?

Enfim, quando estiver pensando em comprar algo, lembre-se de como você desejaria todo o dinheiro gasto com coisas supérfluas de volta e responda para si mesmo: vale a pena comprar algo mais de que realmente não preciso para somente me arrepender mais tarde?

Minhas considerações sobre esse capítulo

Chegamos ao final da quarta etapa do planejamento financeiro segundo o prof. Elisson Andrade! Quase no fim do capítulo o autor apresentou um resumo das principais ideias sobre gastar menos e ganhar mais apontadas por diversos autores de obras sobre educação financeira – e sua síntese está tão boa que não valia a pena falar sobre isso aqui, senão ficaríamos somente a repetir aquilo que ele já mencionou! Mas vale a dica: se você não recorda sobre as principais ideias de algum daqueles autores, então volte lá e releia aquela seção do capítulo! Afinal de contas, de que adianta dizer que leu e não saber ou entender o que foi apresentado lá?

Não é fácil mudar hábitos, mas é necessário. Você pode estar pensando “isso será muito difícil”. Ninguém falou que era fácil. Entretanto, mais uma vez, pense em como será bom colher os frutos desse esforço e você descobrirá que vale muito a pena!

Vale lembrar mais uma vez que estou abordando aqui alguns dos pontos que considero importantes do livro, mas que não se trata de uma compilação de toda a obra! Quem estiver acompanhando nossas discussões sobre a obra e deseja realmente aprender a fundo, é recomendável a aquisição da obra. Além disso, após a conclusão de nossas discussões estarei enviando por e-mail aos que adquiriram o e-book (a partir de nosso blog, por meio do banner na lateral direita) um bônus, que se trata de uma discussão um mais extensa e aprofundada do que esta que estamos apresentando aqui (já mencionei aqui que não seria justo discutir extensivamente a obra aqui e, dessa forma, prejudicar o trabalho de Elisson, mas para aqueles que adquiriram o livro, será uma forma de aprofundar ainda mais seus conhecimentos 🙂 ).

E o que devo dizer agora mesmo? Ah, sim! E até a nossa próxima discussão sobre o livro, quando falaremos sobre a Etapa dos Investimentos!

Etapa da definição de objetivos

E aqui vamos à terceira etapa do curso de Educação Financeira proposto pelo livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro, do prof. Elisson Andrade. Caso tenha perdido uma das etapas anteriores, aqui estão links para as mesmas:

Etapa do convencimento pessoal

Etapa do conhecimento financeiro

E agora vamos à terceira etapa, aquela que irá ajudá-lo a melhor compreender a importância de definir objetivos financeiros e como determinar os seus. Bem, seguindo a lógica trabalhada nas duas etapas anteriores, estou trazendo aqui alguns recortes do livro que achei interessantes, sobre os quais tecerei meus comentários…

Por que definir objetivos? […] Uma pessoa só aceitará abrir mão de satisfazer um desejo hoje, se houver uma recompensa ainda maior no futuro. (p. 50)

Seja bem sincero consigo mesmo: quantas vezes você quis mudar sua situação financeira mas, no fim das contas, nada foi realmente mudado? Provavelmente não lhe faltou vontade (afinal de contas, basta ver as contas no fim do mês para ter vontade de mudar a atual situação financeira, não?), mas talvez não tenha definido corretamente seus objetivos – e são eles que servirão de combustível para que você siga em frente, realizando os sacrifícios necessários hoje para ter uma recompensa maior amanhã.

Colocar a mão na massa e definir seus objetivos é um momento chave no processo de educação financeira. No caso de uma pessoa solteira e que se sustenta com os próprios rendimentos, corresponde a uma reflexão consigo. Por outro lado, se existe uma família envolvida, serão necessários longos diálogos até se chegar a um consenso. (p. 52)

Pára tudo! Antes de prosseguirmos, é muito importante refletirmos sobre o que está exposto ali acima, para compreendermos porque tantas vezes nossos planos parecem falhar…

Perceba que o autor deixou bem claro dois possíveis cenários no momento de pôr em prática aquilo que se aprende sobre educação financeira: quando se é solteiro e quando se tem uma família.

No caso da pessoa solteira e que não mora com pais ou outras pessoas, tudo fica relativamente mais fácil quanto à negociação, afinal de contas, não é necessário negociar com ninguém! Você toma uma decisão e, se confiar nessa decisão e for bem disciplinado, provavelmente alcançará seu objetivo. O que o autor não deixou muito claro aí é que há uma contrapartida: se você é do tipo que se desmotiva facilmente, então você pode muito bem encontrar-se várias vezes abandonando seu planejamento e retomando-o mais tarde.

Já no caso de uma pessoa que possui uma família (geralmente um cônjuge, podendo ter um ou mais filhos), já entra a questão da negociação, e quem já leu alguma vez um livro ou revista sobre negociação sabe que quanto mais “lados” em uma negociação, mais difícil alcançar um ponto de equilíbrio, um denominador comum. Talvez você pense “mas uma família não deteria ter os mesmos objetivos, dentre eles o crescimento de todos?”, pois é, mas na prática enquanto todos podem estar desejando livrarem-se dos problemas financeiros que assolam suas vidas, é bem provável que tenham objetivos de curto prazo conflitantes: talvez o marido deseje comprar um jogo de rodas novo para o carro, a esposa quer renovar o guarda-roupa e o filho está esperando ganhar aquela moto tão prometida! Será que algum desses objetivos contribui com o objetivo de longo prazo de ter uma maior estabilidade financeira? Percebe que é realmente essencial que cada um ceda um pouco a fim de alcançar um denominador comum?

Minhas considerações sobre esse capítulo

É claro que não publiquei todos os trechos mais interessantes aqui, já que se trata de uma obra sendo comercializada, entretanto acredito que o que foi apresentado aqui já destaca bem a importância de definir seus objetivos!

O autor também faz algumas recomendações de artigos próprios que o leitor pode estudar para aprofundar ainda mais seus conhecimentos: são artigos curtos e bastante didáticos.

Dois pontos essenciais do capítulo em minha opinião são:

  • Especifique sempre seus objetivos por meio de valores mensuráveis quanto ao montante a ser acumulado e o prazo e deixar bem clara a motivação;
  • Utilize-se de ferramentas para calcular o valor mensal a ser poupado para cumprir os objetivos de curto, médio e longo prazo.

Quanto a este segundo ponto, o prof. Elisson disponibiliza um link para uma planilha (em Excel) que torna muito fácil calcular quanto você precisa poupar mensalmente para alcançar seus sonhos. Mais uma vez, não vou publicar o link aqui como incentivo a quem realmente quer mudar sua vida financeira dar o seu primeiro passo e adquirir o livro de Elisson Andrade (o que, aliás, seria ótimo, pois você poderia acompanhar e participar de nossas próximas discussões, pois ainda faltam duas etapas!).

E até nossa próxima discussão, sobre a Etapa da Mudança de Hábitos!