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Imóveis ou ações: o que é melhor para o seu plano de investimentos?

Se você está iniciando no mundo dos investimentos e pergunta-se quais seriam suas melhores opções para investir, então sente aí e vamos conversar um pouco. Aliás, se você está começando agora nesse “novo universo”, já recomendo que acesse o nosso curso online Manual do Investidor ou, até melhor, assine nossa newsletter e receba por e-mail nossos e-books Manual do Investidor e Como Ficar Rico – dicas, dúvidas e comentários, ok?

Agora vamos em frente. Quem começa sempre tem uma ânsia danada por já começar investindo em ações, afinal de contas, quem nunca ouviu falar em como este ou aquele investidor ficou milionário investindo em ações? Há também aqueles que escolhem investir em imóveis, afinal de contas, é um investimento certo, sempre valoriza, não é mesmo? Bem, vamos analisar com calma cada uma dessas opções.

O que é melhor para seu plano de investimentos: imóveis ou ações?

Ganhar muito dinheiro investindo pouco em ações

Tive a ideia de escrever esse artigo lendo este artigo da corretora Rico, que aborda justamente como começar a investir na Bolsa de Valores mesmo que tenha pouco dinheiro. A princípio critiquei o artigo, pois a maioria dos artigos que tomam tal postura são bastante sensacionalistas e não apontam a incidência de custos com corretagem e custódia, que devorarão boa parte do retorno com ações quando se aplicam valores pequenos.

Entretanto, para a minha surpresa, eles comentam sobre o impacto da taxa de corretagem (mas não vi sobre a taxa de custódia) e inclusive recomendam que quem esteja começando nesse mesmo, mesmo que já tenha seu “colchão de emergência” não comece “de cara” como um day trader, pois provavelmente não conseguirá bons lucros no início.

Quem acompanha meus artigos já sabe que recomendo que faça as contas em uma planilha, considerando duas taxas de corretagem (compra e venda) para cada “pacote de ações”, o custo de custódia mensal e qual a variação mínima e máxima esperada nos preços das ações. Só assim você pode determinar se vale a pena um investimento de R$ 1.000, R$ 5.000 ou R$ 10.000 em ações. Na última vez que fiz tais calculos segundo minhas espectativas, identifiquei o seguinte:

  • Deveria começar com uma aplicação inicial de R$ 5.000;
  • Cada nova compra deveria envolver pelo menos R$ 2.500;
  • Dar preferência a ações de empresas sólidas e que paguem bons dividendos.

No meu caso, não gosto muito da ideia de day trade, preferindo o que é conhecido como position trade, por isso o foco em ações com bons dividendos (estratégia buy-and-hold). Inclusive, se você se interessou pela estratégia de adquirir ações com bons dividendos, encontrei outro artigo interessante na corretora Rico.

Mas, como disse, o artigo da Rico é bem interessante e vale a pena ser lido, pois reforça a importância de ter um bom patrimônio em renda fixa (Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA etc.) antes de começar a investir em ações, o que torna o seu patrimônio total menos vulnerável às oscilações de mercado.

E quanto a investir em imóveis?

Segundo artigo publicado no Dinheirama, chegou a hora de voltar a investir em imóveis. Achei um pouco estranho, uma vez que o mercado imobiliário está passando por uma leve deflação no momento – e eu apostaria que essa deflação continuará pelo menos nos próximos 06 a 12 meses, então não seria esse o momento mais acertado para investir.

Mais interessante, o artigo aponta um retorno muito considerável por meio de fundos imobiliários (FII). Tais fundos podem ser interessantes para quem não possui grande montante para investir e deseja aplicar em imóveis, mas volto a considerar o resfriamento de tal mercado e o fato de que há taxas em todo tipo de fundo para dizer que talvez o retorno não seja tão rápido quanto é apontado.

E então?

Eu seguiria o caminho mais tradicional, investindo primeiro em renda fixa, fugindo de fundos e posteriormente investindo até 20% de patrimônio em renda variável (ações), sempre com foco em longo prazo.

Entretanto, essa é a minha opinião levando-se em conta o meu perfil de investidor e necessidades. E para você, amigo leitor, qual a estratégia mais acertada para um bom plano de investimentos?

Como otimizar o uso do 13º salário


Por mais que se possa criticar o fato de ser empregado, no entanto, o que é inegável são os benefícios eventuais que se tem quando está trabalhando para alguém, como décimo terceiro salário, férias, horas extras, entre outros direitos assegurados em lei.

Quando você é o seu próprio patrão é que você passa a verificar como tais benefícios são pesados para o empregador e que muitas vezes o empregado pouco valoriza, desvalorizando tais recursos adicionais que com freqüência são recebidos e  usados  sem quaisquer critérios.

Normalmente o recebimento do décimo terceiro salário  é motivo de muita expectativa não só do trabalhador como de toda família, posto que todos criam destinações e expectativas para tal receita, mesmo antes dela chegar aos bolsos dos trabalhadores.

No entanto, tal expectativa não significa que o beneficiário tenha se programado conscientemente sobre o que realizar com este valor a mais em sua folha de pagamento.

Podemos  até dizer que se programe para gastar sim, porém de forma irracional, com gastos supérfluos que em nada vão ajudar o desenvolvimento financeiro da família.

O décimo terceiro, via de regra, já nasce morto, todo comprometido mesmo antes de seu recebimento.

Infelizmente, a cultura do brasileiro não sabe lidar com recebimentos adicionais e o que poderia ser uma receita a mais acaba por se tornar várias despesas a mais; gasta-se todo o décimo terceiro e ainda o cartão de credito, o cheque especial e uma parte do salário do mês seguinte.

Tal recurso que poderia desafogar a apertada situação financeira, acaba por acarretar apertos maioresainda no orçamento familiar.

O décimo terceiro é visto unicamente como fonte de recursos para presentes de natal, festas, ceias e amigos secretos e acaba aumentando os gastos desnecessários, esquecendo-se completamente que no início do ano seguinte há pesadas despesas inadiáveis e que não devem ser deixadas de pagar, como IPVA, IPTU, ISS, matrícula de escola, material escolar, entre outras.

Portanto, antes de comprometer todo o valor desta renda adicional, pense coerentemente sobre as suas reais necessidades e o que realmente pode ser realizado com tal valor.

Pague as suas dívidas

Se você é devedor, esta com certeza é a primeira orientação: pague as suas dívidas.

Caso você esteja devendo o cheque especial ou cartão de crédito ou tenha qualquer outra despesa, tente com este recebimento adicional quitar ou amortizar as suas dívidas, para que possa ter uma tranquilidade financeira maior para você e sua família.

Se houver condições de pagar a sua dívida à vista tente obter desconto.

Por mais que as compras sejam sedutoras, raciocine com a cabeça e não com o coração.

Pense unicamente em diminuir as suas dívidas e colocar em dia a sua situação financeira.

Pode ser que tal comportamento venha a decepcionar algumas pessoas e vejam você com maus olhos, porém o resultado positivo pode superar todas estas adversidades e lhe garantir altos pontos positivos futuros.

Se você considera ser impossível não gastar alguma coisa com o décimo terceiro, então racionalize a sua utilização, reserve uma parte dele para gastar da forma como quiser e o restante dele para os compromissos financeiros existentes.

Você precisa entender o seu atual momento.

Se você está com a sua situação financeira comprometida, não há cabimento ir dando presentes de Natal a todos, limite-se aos filhos e esposa(o) e lembranças que caibam no seu orçamento, que estejam dentro do valor recebido de adicional de final de ano.

Poupar Agora

Se você não está devendo, se a sua situação financeira está equilibrada, mesmo assim, não é aconselhável gastar todo o valor do décimo terceiro, mas sim, poupar uma parte dele, quem sabe 30%, para pensar no amanhã, ter um planejamento financeiro, para que na hora em que houver necessidade de algum recurso financeiro, tê-lo disponibilizado.

Portanto, se você vive um bom momento financeiro, pode-se dar ao luxo de fazer alguma extravagância, porém de forma moderada.

Pode gastar sim, mas deve investir também, para que esta situação financeira privilegiada não seja passageira, mas que perdure.

Pense que durante onze meses, você sobrevive sem o décimo terceiro, então que tal, se no recebimento deste adicional  você pegar este valor  e o depositar integralmente?

Pense a longo e médio prazo, não pense apenas no hoje. Se hoje tem condições de poupar, poupe e tenha recursos financeiros na hora da necessidade, pois quem tem dinheiro guardado, sempre tem melhores condições de realizar bons negócios.

Por Denilson Garcia dos Santos

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Finanças Pessoais]

Planejando e economizando para um curso

O leitor Rômulo escreveu-nos o seguinte comentário:

Olá amigo gostei muito das suas dicas,amigo tenho uma duvida estou juntando um dinheiro para um curso de 57mil reais,vai me levar 5 anos para terminar de juntar esse dinheiro, o que devo fazer?continuar juntando ou ir envestindo esse dinheiro na pequena empreza de meu pai..
att romulo
aguardo resposta

Bem, está na hora de responder o nosso amigo, não? 😉

Olá Romulo, tudo bem?Quanto ao que fazer com o dinheiro que está a economizar, depende muito da situação da empresa de seu pai. Você sente que ela possui um grande potencial para se expandir, para ganhar mais dinheiro?

Antes de investir  em uma empresa, observe os seguintes fatores

  • Autoridade que a mesma apresenta em seu mercado;
  • Capacidade de expandir-se e manter um maior número de clientes;
  • Outros mercados pelos quais ela pode se expandir, aumentando assim seu potencial;
  • Investimentos necessários x Projeção de lucros.

Não vá pela “emoção”, pelo fato de ser a empresa de seu pai, pois 57 mil reais é muito dinheiro e deixá-lo parado, sem render, ou pior, perder parte ou todo o valor do investimento, poderá trazer-lhe grandes problemas!

Como a empresa é do seu pai, você possui então alguma vantagem, pois pode acessar mais facilmente os dados financeiros da mesma e conversar abertamente sobre qual seria o impacto de tal aplicação na mesma e quais os benefícios que você teria.

Caso chegue à conclusão de que pode não ser interessante manter tal valor investido na empresa, você deve levar em consideração tempo x rentabilização necessária para determinar o que fazer com o mesmo.

Como acredito que o seu prazo é curto (pelo que entendi, você espera ter tal dinheiro em cinco anos, um prazo mediano), então não é muito bom arriscar muito em investimentos de renda variável.

As dicas seriam, então:

Enquanto tiver um valor baixo (menos de R$ 15.000,00)

Manter a maior parte em caderneta de poupança. Simples e pouco arriscado!

Quando com um valor mediano (entre R$ 15.000,00 e R$ 30.000,00)

Você pode estudar outras formas de investimento, como CDBs e títulos públicos. Se nesse período você perceber que o preço de ações de empresas muito sólidas (veja bem, empresas realmente sólidas, ou seja, aquelas que, apesar de toda a crise, suas atividades não foram realmente afetadas e continuam a todo vapor) caíram muito devido a alguma depressão econômica, você pode aproveitar o momento e usar parte do dinheiro para comprar ações – o valor total de compras não deveria ser menor que R$ 8.000,00 a fim de compensar os custos de custódia. Aliás, dê atenção somente a ações que costumam render dividendos, assim os dividendos e juros sobre capital próprio pagarão os custos de custódia e taxa de corretagem, facilitando assim a possibilidade de ganho de capital quando as ações ficarem bem mais valorizadas (quando então você poderá vendê-las e realizar os lucros ou mantê-las em seu poder, recebendo os dividendos);

Acima de R$ 30.000,00 em caderneta de poupança

Se você perceber que realmente não precisará movimentar esse dinheiro por pelo menos dois anos, aplique uma quantia de R$ 30.000,00 ou mais em CDB DI – aplique e “esqueça” aquele dinheiro lá. O que tiver aplicado em ações não deve ser resgatado para completar esse valor, exceto se as ações estiverem bem valorizadas, justificando o resgate. O CDB pode ser resgatado total ou parcialmente antes se necessário, mas ele atinge sua melhor rentabilização quando mantido lá por dois anos!

Pronto! Como você pode ver, este é um planejamento que busca uma razoável rentabilização, mas correndo o mínimo possível em riscos, uma vez que você possui uma natureza bem definida e relativamente curta quanto a como deseja utilizar tal dinheiro.

Depois disso, você pode resgatar mensalmente parte do valor em CDB a fim de pagar as mensalidades do curso, se for do seu interesse, ou caso consiga um bom abatimento e confie na qualidade do curso, usar todo o valor e pagar a vista e barganhar um bom desconto na instituição.

Bem, é isso, Rômulo, espero que este artigo o ajude a responder a sua dúvida sobre como melhor planejar-se e investir para o seu curso.