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Como não se afundar no crédito consignado

Olá a todos e vamos hoje discutir brevemente sobre o crédito consignado. Ou, melhor dizendo, vamos apresentar aqui algumas alternativas sobre quando utilizar-se do crédito consignado e como não afundar de vez ao tomar um empréstimo (desse ou de outro tipo).

Aqui em nosso clube não falamos muito sobre opções de crédito, não é mesmo? Geralmente focamos em como ganhar dinheiro na internet ou fora dela, como ter seu próprio negócio e como tirar bom proveito de seus investimentos financeiros (focando sempre no pequeno investidor), mas hoje vou tratar deste assunto, pois tomei conhecimento agora mesmo do artigo Crédito consignado pode comprometer orçamento doméstico do Dinheirama e fiquei com vontade de também dar meus “pitacos” quanto ao assunto. :-)

O termo crédito consignado já foi conceituado anteriormente no artigo Faltou dinheiro? Saiba como se utilizar do crédito, escrito por Denilson, mas é sempre bom recordar, não é? O crédito consignado é uma modalidade de crédito que cobra taxas de juros mais baixas uma vez que o pagamento das prestações é garantido por meio de descontos diretamente na folha de pagamento. Assim, instituições credoras possuem maior segurança de que irão receber seu dinheiro, o que se converte em juros menores.

Mesmo assim, segundo Muller, consultor financeiro da fundação Cesp, a taxa de juros não é tão baixa: “Entre os seis maiores bancos do Brasil, os juros do crédito consignado estão em torno de 30% ao ano, quatro vezes acima da taxa básica de juros (que está nos atuais 7,5%)”.

Tal taxa é realmente baixa quando comparada àquela obtida por meio de cartões de crédito ou cheque especial, mas mesmo assim pode comprometer e muito o orçamento de uma família, principalmente se forem assumidas muitas prestações e estas consumirem 30% de seus rendimentos, que é o valor máximo permitido. Claro, se você é bem organizado financeiramente e está assumindo poucas prestações (4 a 8 prestações, por exemplo) que consomem cerca de 30% de seus rendimentos não há tanto problema, mas se você é bastante desorganizado (e há uma boa chance nisso, pois muitas pessoas contraem dívidas por essa razão) e seu empréstimo consignado consome 30% de seus rendimentos pelos próximos 18 meses, bem, as chances do “trem descarrilhar” são muito grandes.

Na hora de contrair um empréstimo consignado

Então vamos lá: seu banco lhe oferece crédito consignado. De repente, você se encontra em uma situação em que aquele crédito poderia ajudá-lo muito (pode ser uma necessidade repentina, uma reforma na casa, etc.) e a mão já está coçando para pegar aquele dinheiro. Antes de mais nada, reflita:

  • É realmente necessária a contração daquele empréstimo? No caso de terminar a reforma de uma casa ou pagar por serviços de saúde, tal empréstimo pode ser uma ótima ideia, mas vale a pena contrair um empréstimo para gastar com algo caro e supérfluo quanto uma viagem de férias ou simplesmente trocar de carro?
  • Seu orçamento doméstico encontra-se realmente organizado? Quando você sabe como o dinheiro entra e como sai de seu bolso é mais fácil determinar que gastos poderá controlar para conseguir pagar as prestações do novo empréstimo, mas se você não organizar seu orçamento doméstico antes de contrair tal empréstimo, pode sentir dificuldades para pagá-lo mais tarde;
  • Caso esteja usando tal crédito para cobrir outro empréstimo, você está se beneficiando de juros mais baixos? Por exemplo, se você possui dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial e está se utilizando do crédito consignado para quitá-las, você poderá respirar mais aliviado pois as novas taxas de juros serão bem menores;
  • Você já planejou como quitará essa dívida? Alguns podem pensar “Christiano, mas eu não preciso me preocupar com isso, pois já vai vir descontado todo mês!”, pois é, mas se você não tiver se planejado para viver com o que vai sobrar de seu salário após o desconto, provavelmente você terá um novo “aperto financeiro” e contrairá novos empréstimos, o que só irá tornar pior o efeito bola de neve! Sendo assim, antes mesmo de contrair um empréstimo você precisa analisar sua situação financeira e determinar o que pode ser feito para que, mensalmente, sobre dinheiro suficiente em seu orçamento para cobrir aquelas prestações!

Viu só? Não é algo “do outro mundo”, eu diria que tudo isso pode tomar-lhe uma hora ou menos (se você já calcula seu orçamento doméstico mensalmente, caso contrário é uma boa ideia primeiro levantar seu orçamento doméstico durante um mês!) refletindo e definindo como proceder para que as parcelas possam ser pagas sem que isso afete sua família.

E antes de “bater o martelo” e pegar o empréstimo, converse com sua família: todos precisam estar cientes das vantagens que a aquisição daquele empréstimo representará bem como os sacrifícios que serão necessários posteriormente para que suas prestações sejam pagas. Você pode evitar muitas discussões e dores de cabeça tomando tais decisões em família (eu sei, pois isso não ocorria na casa de meus pais e por isso de vez em quando nosso lar parecia uma “zona de guerra”)!

Em minha sincera opinião: quanto mais você puder evitar contrair empréstimos, melhor para o seu bolso, mas quando for inevitável, trate de organizar-se e planejar antes e assim poderá encontrar as alternativas que custarão bem menos para o seu orçamento. E não se engane: apesar de propagandas “pintarem” o crédito consignado como uma solução, é fácil afundar-se nele quando não se prepara adequadamente!

Passo-a-passo para livrar-se das dívidas

Se você está com problemas de dívidas e não aguenta mais se ver sufocado por elas o tempo todo, é bem provável que já esteja, desesperadamente, procurando por meios para livrar-se das dívidas o quanto antes. Apesar de ser uma situação bastante angustiante, não se preocupe, para tudo há solução – e vamos agora discutir aqui um rápido passo-a-passo sobre o que você pode fazer para conseguir livrar-se delas.


A ideia de escrever este artigo partiu do fato de que o Dinheirama.com publicou hoje um artigo também sobre como livrar-se das dívidas e então, pensei, por que não, há muito tempo que não falamos sobre isso no Clube do Dinheiro, não é mesmo? Acho que está na hora de recordar alguns conceitos e simplificar outros tal que todos possam cumprir suas metas financeiras em 2013. :-)


Antes de mais nada, devo apresentar os dois artigos mais populares de nosso blog sobre o tema:


Como sair do vermelho e ainda ganhar dinheiro?


Quero sair das dívidas! – O guia


Bem, agora vamos começar! E o primeiro passo só poderia ser…


Passo #1 – Reconheça o problema e aperte o orçamento!


Se você está com um problema financeiro a primeira coisa a fazer é admitir que possui um problema a ser resolvido e que a responsabilidade pelo mesmo é sua. É muito importante admitir isso, pois quando não admitimos, quando colocamos a culpa nos outros, o que geralmente ocorre é que no futuro, quando o problema estiver sanado, voltamos a cometer o mesmo erro.


Então você precisa reconhecer e identificar as causas do descontrole financeiro. Para a maior parte da população, geralmente é o hábito consumista ou falta de preparo para possíveis imprevistos no orçamento que levam a formação de dívidas. Identifique qual a razão a fim de evitar que isso ocorra novamente.


E agora é hora também de começar a apertar o orçamento, cortando ao máximo os gastos. Muita gente quer sair das dívidas, mas não quer deixar de usufruir de certas regalias ou realizar certas compras por vezes desnecessárias. Se esse for o seu caso, é melhor mudar de hábito, ou então você não conseguirá alcançar o seu objetivo (e não adianta nada lermos artigos e livros sobre como sair das dívidas se não fizermos algo realmente concreto para isso, não?).


Passo #2 – Busque fontes alternativas de renda extra


E agora aqui vamos para o segundo passo. E já que já reduzimos os nossos gastos, nada mais justo que busquemos agora alternativas para ganhar mais dinheiro, não? Claro, sei que não é tão fácil assim conseguir um aumento repentino em seu emprego, mas é para isso que servem as oportunidades de renda extra.


Uma oportunidade de renda extra pode ser um trabalho a ser realizado à noite ou em fins de semana, seja em casa ou fora dela. O problema aqui é que muitas pessoas torcem o nariz para isso, não aceitando ganhar por hora como renda extra menos do que ganharia em seu emprego. Bem, lembre-se que você deseja livrar-se de suas dívidas e quanto mais tempo elas durarem mais você acabará gastando com elas, não é? Sendo assim, busque uma oportunidade e, mesmo que você não goste muito dela, lembre-se que será por algum tempo somente, o suficiente para ajudá-lo a reduzir suas dívidas.


Passo #3 – Detalhe sua receita, despesa e dívidas


O próximo passo agora é colocar todo o seu orçamento no papel: quanto você ganha mensalmente, quanto você gasta, quanto lhe sobre após pagar as despesas mensais e montantes, prestações e taxas de juros de cada dívida. Calcule também a soma das prestações mensais de suas dívidas.


Após ter tudo no papel, há dois possíveis cenários: perceber que agora, após o corte de gastos e entrada de uma renda extra, o que lhe sobra é suficiente para pagar as prestações mensais, ou o que lhe sobra ainda não é suficiente para cobrir as prestações. Se ocorrer a primeira situação, então as coisas não estão assim “tão impossíveis”, mas se ocorrer a segunda, então você realmente não deve se descuidar, pois não será muito fácil reverter a situação!


Com todos esses valores anotados (esse seu “orçamento escrito” pode ser encarado como uma parte de seu planejamento financeiro) você poderá agora identificar quais são as dívidas que possuem taxas de juros mais altas tal que você deve quitar essas primeiro! Dívidas com taxas mais altas crescem mais rapidamente, mesmo que se tratem de montantes pequenos. Outra boa estratégia é quitar primeiro as dívidas menores, pois são mais rápidas de pagar e a quitação delas pode motivá-lo em sua trajetória. Por fim, não se esqueça de que certas dívidas não deveriam ter sob forma alguma suas parcelas atrasadas por muito tempo – por exemplo, o financiamento de sua casa ou carro!


Passo #4 – Renegocie suas dívidas


Se você possui dívidas de cartão de crédito altas, vá até o banco e renegocie as mesmas. Provavelmente lhe dirão que não podem renegociar sua dívida, na primeira vez. Insista. Se persistirem e você ainda tiver crédito disponível para um empréstimo pessoal, verifique se você pode então contrair um empréstimo pessoal para quitar as dívidas do cartão de crédito. Pode parecer trocar “seis” por “meia dúzia”, mas não é: os juros de empréstimo pessoal são bem mais baixos (de 2% a 4% a.m.) quando comparados aos juros do cartão (de 12% a 15% a.m.), então você estará economizando bastante quanto a gastos com juros!


Sempre tente renegociar suas dívidas com os credores. Muitos deles estarão interessados e aceitarão isso, a fim de não acabarem recebendo nada. Insista, fale, não tenha vergonha de admitir que precisa de ajuda, porém que está interessado em pagar suas dívidas.


Mas lembre-se que, uma vez renegociada sua dívida, você deve cumprir os termos do novo acordo!


Passo #5 – Ponha tudo isso em prática e mude seus hábitos financeiros!


Agora é hora de por tudo o que está aqui exposto em prática e provavelmente você conseguirá livrar-se de suas dívidas com mais comodidade. Lembre-se que, apesar de parecer muito sacrificante no início (estamos falando em cortes de gastos, trabalhar mais para ganhar mais dinheiro e renegociar suas dívidas – não conheço muitas pessoas que achem isso divertido), quando tudo terminar, você terá se libertado de sua dívida mais rapidamente.


Entretanto, não ajuda muito livrar-se de dívidas antigas e criar dívidas novas, não é mesmo? Por isso é importante que você mude seus hábitos financeiros – lembre-se que muito provavelmente foram eles que o conduziram à formação de dívidas! Sendo assim, faça todo o possível para evitar cair demais na tentação do crédito fácil e comece a poupar algum dinheiro a ser usado quando necessitar comprar algo mais caro ou para momentos de emergência.


Agora é por sua conta, amigo, o passo-a-passo já foi apresentado, é sua vez de pôr em prática e, assim, livrar-se das dívidas!

Como atrair dinheiro para a sua vida

Para o primeiro artigo de 2013, depois de encerrar 2012 aprendendo como poupar dinheiro, nada melhor do que saber como atrair dinheiro para sua vida. Afinal, quem jogou na Mega da Virada e viu que não foi tão fácil, deve fazer alguma coisa para começar a atrair dinheiro, além de ficar jogando na loteria e contando com a sorte.

Nada contra quem gosta de jogar na loteria e ver se fica rico do dia para a noite, mas como as probabilidades, de forma geral, não são tão grandes, basear-se em outros pensamentos e atitudes que podem atrair dinheiro para sua vida aumentam as chances de você ficar rico sem ter que contar com a sorte e sim com sua força de vontade.

Bem, por falar em força de vontade, eis a primeira dica de como atrair dinheiro para sua vida: ter força de vontade. Afinal, ficar rico não será da noite para o dia e a força de vontade irá te guiar e ensinar a ter paciência sempre.

E os demais ensinamentos? Bem, são diversos e praticar pensamentos positivos, além da mudança de hábitos correta, é a melhor forma de conseguir atrair dinheiro para sua vida.

Isso lembra o livro “Os Segredos da Mente Milionária”, onde o autor, T. Harv Eker, ensina os 17 arquivos da riqueza, que podem ajudar você a atrair muito dinheiro. Se você ainda não os conhecia, vale a pena conhecê-los e, se já leu este livro, que tal aproveitar para relembrar um a um e praticar mais em seu dia a dia?

1. O pensamento das pessoas ricas é justamente este: “Eu crio a minha própria vida”, enquanto que as pessoas pobres acreditam que “Na minha vida, as coisas acontecem”.

2. Pessoas ricas entram em um negócio para ganhar, sendo que as pobres se preocupam apenas em não perder.

3. As pessoas ricas assumem um compromisso de serem ricas; as pobres apenas gostariam de ter dinheiro.

4. Pessoas ricas pensam grande. Pessoas pobres pensam pequeno.

5. Pessoas que não tem dinheiro sentem ressentimento de quem tem, já as pessoas ricas admiram quem tem dinheiro e é bem sucedido.

6. Oportunidade é o foco de quem é rico, sendo que os pobres enxergam apenas os obstáculos.

7. Quem tem como companhia pessoas ricas ou motivadas, se torna rico; quem busca companheiros fracassados ou pessimistas, nunca terá dinheiro.

8. Quem é rico gosta de se promover, sendo que os mais pobres odeiam isso.

9. Os problemas, para as pessoas ricas, sempre são menores do que elas; já para as pobres, eles sempre serão maiores do que a força de vontade de ganhar dinheiro.

10. As pessoas ricas são ótimas recebedoras, enquanto as pobres não sabem receber.

11. Quem é rico recebe pelos resultados que consegue, sendo que quem é pobre ganha pelo tempo que gasta.

12. “Posso ter as duas coisas.” é o pensamento de pessoas ricas e “Posso ter uma coisa ou outra.” é de pessoas pobres.

13. O foco das pessoas ricas é no patrimônio líquido e o das pessoas pobres é o rendimento mensal.

14. Saber administrar bem o dinheiro é uma qualidade das pessoas ricas que não pertence às pessoas pobres.

15. Pessoas pobres dão duro pelo dinheiro e as pessoas ricas deixam que o dinheiro dê duro por elas.

16. Agir, mesmo com medo, é uma atitude de pessoa rica. Paralisar ao primeiro sinal de medo é característica de uma pessoa pobre.

17. Achar que já sabe tudo é pensamento de uma pessoa pobre. Os ricos acreditam que todo o momento é propício para aprender e se aprimoram sempre.

Viu a diferença entre os pensamentos das pessoas ricas e pessoas pobres? Então de que lado você quer estar? Basta rever a forma como anda pensando e agindo para ver se está fazendo corretamente as coisas para poder atrair dinheiro.

Não basta querer ficar rico ou jogar na loteria. Para atrair dinheiro em sua vida, você precisa, acima de tudo, acreditar nisso e mudar seus hábitos e atitudes para chegar ao seu objetivo final. A mudança de pensamentos também é um passo muito importante e se você acreditar em cada um destes arquivos de riqueza, saberá facilmente como atrair dinheiro para sua vida não somente em 2013, mas em todos os demais anos que virão.Então só resta desejar um feliz 2013 com muito $uce$$o!

Por Jeniffer Elaina

Como poupar dinheiro?

Para o fim do ano, nada melhor do que um artigo sobre como poupar dinheiro para que seja possível começar 2013 com as finanças em dia. E como muitos já estão indo viajar para aproveitar o feriado, melhor já dar as dicas hoje, antes que todos saiam gastando sem planejar.

1. Não compre por impulso

Não realizar nenhuma compra por impulso é o primeiro passo para poupar dinheiro. A pergunta antes de finalizar uma compra é “Realmente preciso disso?”. Vai me dizer que nunca comprou uma roupa ou sapato que depois nem usou ou colocou somente uma vez e não gostou tanto quanto achava ter gostado? Ou você nunca comprou um doce a mais de sobremesa porque estava com uma cara boa, mas não conseguiu comer, pois já estava satisfeito?

Pode admitir que já reagiu desta forma, pois todo mundo (ou pelo menos a maioria) já teve uma atitude assim por simples impulso de comprar.

A dica para poupar dinheiro é justamente agir de maneira contrária: você primeiro pensa se realmente precisa e depois, antes de comprar, conforme o caso, ainda pesquisa em diversos lugares para achar o menor preço.

2. Não desperdice água e energia

Pode parecer pouco ou insignificante e você pode nem se importar tanto assim com a sustentabilidade do planeta, mas ficar de olho na utilização de água e luz garante uma boa economia ao bolso.

Isso não quer dizer que não possa relaxar ou tomar seus banhos tranquilamente, mas deixar luzes acesas sem necessidade, assim como ventiladores e ar condicionado quando não há ninguém no ambiente, pode representar um gasto a mais que pesará bastante no bolso. Procure prestar atenção nestes gestos e alerte toda a família.

3. Evite comer fora

Comer fora de vez em quando para sair um pouco da rotina é uma boa opção, porém, criar este hábito como sendo diário, por preguiça até mesmo de cozinhar, pode representar um grande gasto ao final do mês.

Gastar R$20,00 em um almoço não parece ser muito, mas multiplique por 20 dias úteis e faça as contas: são R$400,00 que você poderia ter poupado enquanto podia ter feito uma refeição rápida e simples em casa.

Tente deixar o programa de comer fora somente para finais de semana ou ocasiões especiais e coma mais em casa para poupar dinheiro.

4. Não vá sempre ao supermercado

Já reparou que você vai ao supermercado apenas pegar uma coisa e já volta com, no mínimo, mais três? E já pensou que em cada compra não gasta menos do que R$50,00, em média? Pois isto é natural quando você vai ao mercado constantemente. Por isso, o certo é realizar uma compra no começo do mês com tudo que seja essencial e ir ao supermercado mais uma vez por semana para comprar verduras e frutas, por exemplo.

Esta ida ao mercado que parece tão inocente fará com que compre menos coisas desnecessárias e tenha em casa tudo o que necessita para a sua semana.

5. Tenha um controle financeiro

Não adianta seguir estas regrinhas básicas e não ter um controle financeiro, pois é preciso saber o quanto ganha, quanto deve gastar para pagar as contas fixas e eventuais e o quanto sobrará para ver o que fará com este dinheiro. Sem este controle, você gasta tudo o que tem e nem mesmo percebe que já está fazendo novas dívidas.

Anote todas as despesas e gastos fixos e eventuais, bem como quanto ganha ao mês e veja onde o dinheiro está indo. Assim poderá também ver outras formas de poupar dinheiro diminuindo os gastos em coisas que consome mais desnecessariamente.

Lógico que nem tudo dará para diminuir, mas uma coisa ou outra sempre é possível.

Poupar dinheiro é, na realidade, uma questão de hábito que você vai conquistar com a mudança de diversas atitudes que, juntas, farão uma grande diferença ao final do mês. É lógico que realizar apenas uma delas pode não trazer um significado tão grande e você vai achar que tudo não passa de enrolação, mas são com simples gestos que o todo ganha resultados satisfatórios.

Experimente começar sua mudança de hábito aos poucos, já que o segredo de como poupar dinheiro exige disciplina, e depois nos conte como foi poupar dinheiro e conseguir economizar.

Por Jeniffer Elaina

Educação financeira – sacrifício ou estilo de vida?

Olá mais uma vez, amigos e leitores do Clube! Hoje trago à luz uma discussão sobre a educação financeira. Aqueles que já lêem nosso blog há mais tempo talvez lembrem-se daquele nosso curso, em que abordamos a importância de aprender a lidar com dinheiro a fim de ter-se uma maior prosperidade e, assim, uma vida mais tranquila e prazerosa.

Pois bem, na teoria tudo parece lindo e maravilhoso, não é mesmo? E na prática? Será que aplicar os conceitos de educação financeira rigorosamente em nosso dia-a-dia é tão gratificante ou será um sacrifício muito doloroso e, no fim das contas, não tiraremos proveito de nada do que conquistamos?

Em um dos muitos comentários que respondi aqui, um leitor duvidava da possibilidade de alcançar-se a meta de ser rico ou financeiramente independente e ainda assim tirar bom proveito, dizendo que precisaria ser “pão-duro demais” e teria que abrir mão de todas as coisas boas que a vida nos oferece. Será? Será que a educação financeira acaba por se tornar um sacrifício, uma grande privação necessária para se alcançar a meta, porém da qual nada ou pouco desfrutaremos, ou podemos considerar como sendo um estilo de vida, onde pode-se abrir mão de certas coisas hoje para visando desfrutar ainda mais amanhã?

Obviamente, a minha opinião é quanto a ser um estilo de vida, mas acredito que a melhor alternativa aqui é entender ambas as perspectivas, isto é, ver pelo ângulo de quem considera uma obrigação bem como de quem considera um estilo de vida.

Educação financeira é um sacrifício para você?

Bem, se você considera a educação financeira, ou melhor, a prática da educação financeira como sendo somente um sacrifício em sua vida, é bem provável que até agora você não tenha percebido nenhum dos frutos que a mesma lhe trará, não é mesmo? Isso porque a nossa própria forma de pensar influencia os resultados que obteremos – e como muitos já devem saber, pensamentos pessimistas atraem resultados pessimistas.

Sim, eu sei, principalmente nos primeiros passos, é necessária muita força de vontade para abrir-se mão de certos prazeres efêmeros que, apesar de trazer alguma alegria e satisfação momentânea, não agregam valor às nossas vidas a longo prazo. Isso significa que precisamos realizar cortes e reduções orçamentárias em praticamente tudo em nossas vidas – afinal de contas, é necessário que sobre tanto dinheiro quanto for possível para que tenhamos recursos para pôr em prática nossos planos para a prosperidade financeira.

Entretanto, se você encara esta como sendo somente um sacrifício, é por uma ou mais das seguintes três razões:

  • Você ainda não se acostumou ao novo estilo de vida, o renunciar certas coisas mais dispendiosas em prol de outras mais baratas;
  • Você não fez uma correta adaptação, por exemplo, no lazer, em vez de trocar opções caras por outras mais baratas que também o agradem, você simplesmente eliminou aquelas formas de lazer!
  • Você ainda não começou a perceber os resultados, entretanto se for disciplinado e atento, não demorará muito para que apareçam!

Agora, gostaria de que você refletisse: será que uma das três razões anteriores é que estão levando-o a considerar a prática da educação financeira puramente sacrifício? Se sim, então você precisa redobrar a atenção, pois tais razões costumam levar as pessoas a se “auto-sabotarem”!

O que é a auto-sabotagem financeira?

Bem, todo mundo sabe o que é sabotar, não é mesmo? É quando, naquele filme de espiões, o “cara mau” vai até o carro do “bonzinho” e retira todo o fluido do freio, para que mais tarde o coitado se lasque todo! A auto-sabotagem é a mesma coisa, o problema é que você é o “bonzinho” e o “cara mau” da história!

Em nossa mente isso acontece assim: por razões das mais variadas, você pode não estar gostando de algo que faz, mas o faz forçosamente, pois precisa. Com o tempo, sua mente vai ficando cada vez mais estressada e deprimida em ter que fazer aquilo, quando acha que não deveria, então, começa a cometer pequenos erros consciente ou inconscientemente. No caso de finanças, pode ser o esquecer um chuveiro elétrico aberto por mais tempo ou o computador ligado à noite desnecessariamente; pode ser o gastar todas as economias que juntou até agora em um único fim de semana; ou pode ser agir de forma ruim nos negócios, levando a resultados ruins.

Há várias formas de auto-sabotagem e, se você não estiver bastante atento, poderá cair em uma delas, o que é muito ruim, já que você acreditará que está fazendo tudo certo, mas não consegue ver resultado positivo algum!

É preciso evitar-se a todo custo isso e, claro, a melhor forma de fazê-lo é praticando educação financeira adequadamente – e colhendo os bons frutos no momento certo, claro.

Educação financeira é um estilo de vida para mim!

Analisemos agora o lado oposto: você começa a colocar os conhecimentos adquiridos por meio da educação financeira em prática, começa a perceber os resultados financeiros (na verdade, agora pode até mesmo planejar uma viagem daqui a seis ou nove meses e não precisará ficar devendo a bancos!) e vê nisso uma nova forma de viver. Aqui estão alguns sinais positivos da boa educação financeira:

  • Se você estava endividado, identifica agora meios para reduzir a sua dívida até amortizá-la completamente;
  • Sua vida agora é menos dependente de crédito, isto é, você até pode utilizar-se do cartão de crédito, mas sabe que não deve entrar no crédito rotativo, você até se utilizará de financiamento para compras maiores como uma habitação, mas no caso de compras bem menores (roupas e eletrodomésticos) procurará pagar à vista e exigirá sempre os menores preços;
  • Ao contrário do que os “sacrificadores” dizem, você percebe agora que sua vida é tão agradável quanto antes, com a “pequena” diferença de que agora você é hábil a acumular recursos necessários para fazer coisas que, sem uma boa educação financeira, você não poderia fazer – por exemplo, passar as festas de Reveillon em outra cidade ou mesmo num cruzeiro!

A educação financeira é isso: ela pode ser considerada uma ferramenta, um instrumento de defesa que o ajudará a evitar certas armadilhas e trilhar o seu próprio caminho, em seu próprio ritmo, em busca da prosperidade financeira.

Por exemplo, se você deseja realizar uma viagem que custa R$ 2.000,00 daqui a doze meses, mas só está economizando R$ 60,00 por mês para tal fim, é óbvio que, na data em questão, você terá somente R$ 720,00 economizados e precisará tomar uma das seguintes decisões:

  • Cancelar a viagem, afinal de contas não possui aqueles R$ 2.000,00 – o que será uma grande frustração para você e, por auto-sabotagem, você acabará gastando o dinheiro acumulado em algo infrutífero;
  • Contrair algum empréstimo (e então ficar devendo R$ 1.280,00) e realizar a viagem – o que será ótimo enquanto se está na viagem, mas péssimo mais tarde, quando você precisar, nos próximos meses, quitar aquela dívida e, por causa dela, provavelmente não poderá fazer outra viagem tão cedo (se você só consegue economizar R$ 60,00 mensalmente, quanto tempo você levará para terminar de pagar aqueles R$ 1.280,00?);
  • Viajar para outro lugar, algo que só precise daqueles R$ 720,00 – aqui também haverá uma boa frustração, afinal de contas, você passou doze meses preparando-se para aquela outra viagem, não esta.

Vamos agora imaginar que, pondo em prática o que você sabe sobre gestão do dinheiro, você conseguisse realizar uma economia de R$ 30,00 em seu orçamento doméstico. Um grande passo, não? Mas espere, não é somente isso: você também optou por ganhar alguma renda extra, algo não muito trabalhoso, mas que o ajude a ganhar outros R$ 60,00 por mês – você estará privando-se de algumas horas de lazer por mês durante doze meses, mas sabe que, “lá na frente”, alcançará sua recompensa!

Agora, o total poupado mensalmente para essa meta é de R$ 150,00. Um número muito melhor, não? Na verdade, com isso, conseguiremos economizar R$ 1.800,00. Você pode estar pensando que não ajudou, pois ainda faltam R$ 200,00, mas estará errado, pois você pode conseguir tal dinheiro por meio de um empréstimo (a um banco ou mesmo com algum parente), realizar sua viagem e provavelmente não terá grandes dificuldades em devolver aquele dinheiro depois, já que agora você consegue economizar R$ 150,00 mensalmente, não é mesmo?

É preciso ver para crer!

Bem, podemos passar horas e horas aqui, falando sobre as maravilhas que a educação financeira pode trazer para a sua vida, mas eu sei que isso não ajudará muito – o que realmente nos convence é ver os resultados, é vê-la funcionando em nossas vidas!

Sendo assim, fica agora sob sua responsabilidade escolher se a educação financeira será um sacrifício, um estilo de vida ou se simplesmente fingirá que ela não existe, continuará gastando seu dinheiro indevidamente e reclamará sempre porque “sempre sobre mês no fim do dinheiro”.

E para você, amigo leitor, o que é a educação financeira – sacrifício ou estilo de vida?

Dicas de especialistas em finanças

Olá mais uma vez, amigos do Clube do Dinheiro! Como alguns aqui já sabem, já escrevo sobre gestão do dinheiro desde 2009 e sou fascinado pelo assunto desde que comecei a estudá-lo em 2007, sendo que o primeiro livro que li sobre investimentos foi em 2006. Mas isso tudo faz de mim um entusiasta, não um especialista em finanças, sendo assim decidi ir um pouco além e, em vez de trazer somente minha experiência e conhecimentos, dessa vez realizei uma pesquisa na Internet a fim de selecionar também dicas de outros entusiastas e consultores especialistas.

E não é nenhuma surpresa para mim que, no fim das contas, coincidem em muito com aquilo que discutimos e recomendamos aqui. Claro, estamos falando do mesmo assunto e, se formos bastante racionais, as visões acabam sendo muito parecidas. Bem, de qualquer forma, selecionei seis dicas e estou discutindo-as aqui para o conhecimento de todos. E aqui vão as dicas.

Dica #1 – Busque fontes sérias sobre finanças e outros assuntos relacionados ao dinheiro

Não desperdice a oportunidade de ler um bom livro ou acompanhar um site confiável quanto ao assunto!

Informação é vital. Sem a informação certa você não saberá como gerir suas finanças – e se você não sabe como gerir suas finanças, muito dificilmente alcançará seus objetivos. Desta forma, você precisa estar sempre atento e atualizado.

Há dois possíveis extremos aqui: a total ausência de informação, quando você não procura aprender coisas novas sobre gestão do dinheiro, e a “overdose de informação”, quando você passa tanto tempo a ler mais e mais sobre gestão do dinheiro que, em vez de ajudá-lo, acaba por atrapalhá-lo na tomada de decisões. Nenhuma das duas situações são interessantes e por isso recomendamos que identifique fontes confiáveis e respeitáveis e tome-as como base em seu aprendizado e/ou atualização.

Selecione dois ou três blogs ou sites que são focados no tema e compre um ou dois livros sobre assuntos relacionados a finanças que sejam do seu interesse – este será seu ponto de partida em sua atualização nos próximos três ou seis meses.

Dica #2 – Siga o “tripé” ganhar mais, gastar menos e investir melhor!

Revise periodicamente (talvez mensalmente) para descobrir novas formas de gastar menos e ganhar mais.

Muitos querem saber como ficarem ricos, mas a verdade é que, ao contrário do que muitos pensam, não há uma fórmula mágica! Se você quer realmente ganhar dinheiro, você precisará concentrar-se em aumentar as entradas (receitas) e reduzir as saídas (despesas).

Se o que você ganha é superior ao que você gasta estaremos diante de uma situação de “superávit”, onde dinheiro irá sobrar no seu caixa. Se, pelo contrário, o que você ganha é inferior aos gastos, então estará enfrentando um “déficit”. Como é de se imaginar, deve-se sempre buscar um superávit em nossas finanças pessoais ou familiares, por mais difícil ou sofrível que pareça ser. E, como já dissemos anteriormente, o segredo para isso é saber controlar o orçamento e buscar oportunidades para ganhar mais sempre que possível.

Dica #3 – Planeje visando curto, médio e longo prazo

DICA: Esteja sempre atento ao seu extrato financeiro hoje, mas lembre-se que o amanhã é tão importante quanto.

Quando em momentos de crise financeira, é muito comum ignorarmos o médio e longo prazo e pensarmos somente no hoje, o que acaba por ser um erro, pois se não traçamos um plano pensando em melhorar nossa situação ao longo de nossa jornada, é bem provável que não mude positivamente nossa situação financeira com o tempo.

Em contrapartida, um outro erro cometido por quem decide finalmente mudar sua vida financeira é focar demais nos objetivos a longo prazo e acaba por esquecer nas metas a curto prazo. Resultado: o plano acaba mostrando-se inviável, pois não há como alcançar os resultados de longo prazo quando há problemas severos no curto prazo.

Sendo assim, calcule e planeje bem como alcançar cada uma de suas metas, lembrando-se sempre que há o curto (menos de um ano), médio (de um a três anos) e o longo prazo (acima de três anos).

Dica #4 – É importante criar o hábito!

Alcançar objetivos de longo prazo é muito mais fácil quando cria-se bons hábitos na gestão financeira.

Muitos consideram que o sucesso da boa gestão financeira encontra-se na quantidade de dinheiro que se gere. Apesar disso ser, em parte, muito importante, igualmente importante é o desenvolvimento de bons hábitos de gestão.

Por exemplo: quem tem o hábito de combater o desperdícios de recursos (água, eletricidade, etc.) frequentemente terá contas a pagar menores. Quem possui o hábito de analisar as várias opções de ativos financeiros periodicamente poderá escolher melhores opções para aplicar seu dinheiro. E quem possui o hábito de tomar nota dos resultados financeiros de cada decisão própria poderá maximizar o retorno obtido em suas próximas decisões, não concorda?

Dica #5 – Saiba escolher suas ferramentas

A ferramenta boa para você não é aquela que seu amigo lhe indica, é aquela que você efetivamente usa!

É cada vez mais comum a adoção de ferramentas informatizadas para diversos propósitos, inclusive na gestão financeira. A escolha de uma boa ferramenta para a gestão de seu dinheiro pode facilitar a tarefa de analisar o quanto se ganha e o quanto se gasta.

Entretanto, aqui é importante abrir parênteses e explicar que apesar de certas ferramentas serem bastante populares e úteis para muitas pessoas, isso não significa que aquelas mesmas ferramentas são as melhores escolhas para você! E como saber qual é a melhor escolha? Bem, só há um jeito: experimentando!

Crie uma lista com as cinco ou seis ferramentas que cabem no seu bolso e ordene-as (uma possível ordenação pode ser o preço, começando assim pelas gratuitas ou mais baratas). Depois disso, tome a primeira ferramenta e teste-a por dois meses ou mais (você precisa testá-las de verdade! Não adianta instalar ou criar conta de usuário e não usar!). Se depois desse prazo você não está satisfeito ou não consegue usá-la facilmente, então é hora de testar a próxima ferramenta da lista, até encontrar uma que funcione para você!

Dica #6 – Aprenda um pouco sobre investimentos financeiros

Investir é uma forma de fazer o seu dinheiro trabalhar para você

Há muitas formas de ganhar dinheiro e uma delas é por meio de rendimentos provenientes de investimentos financeiros. Então, por menor que seja a quantidade de dinheiro que você consiga economizar, é mais inteligente tê-la aplicada em algum investimento (mesmo que seja a caderneta de poupança) do que deixá-la parada em sua conta corrente ou, pior ainda, em uma “lata de biscoitos” em sua casa!

Claro, se você deseja investir em opções muito arriscadas como ações então precisará de um bom conhecimento no assunto, uma boa quantia em dinheiro para investir e de algum tempo disponível para ficar sempre acompanhando as variações do mercado. Se você não possuir um desses requisitos, aconselho a esperar até o momento certo. É melhor investir em algo menos arriscado até chegar a hora certa do que investir antecipadamente e acabar assumindo um prejuízo maior do que tolera!

E então, o que achou dessas dicas? Para mim, ficou bem óbvio que nossas discussões sobre educação financeira e como cuidar do nosso dinheiro estão indo no rumo certo ou, ao menos, consoante com o que muitos outros também estão discutindo, não? E você, meu amigo leitor, gostaria de adicionar outras dicas de especialistas em finanças?

Dez dicas sobre como ficar rico – respostas 2012

Olá a todos os amigos e leitores do Clube do Dinheiro! Hoje decidi voltar à tradição de ler e responder aos comentários dos leitores, um por um. Havia interrompido por um bom tempo, mas está na hora de por as coisas em dia por aqui. :-) Verifiquei o histórico de comentários pendentes e me assustei – só no artigo Dez dicas sobre como ficar rico já eram 47 comentários pendentes, sendo 24 ainda de 2011! Ops, desculpe pessoal pela demora em responder-lhes. :-( Bem, agora vou responder aos comentários mais atrasados e em outro artigo na próxima semana responderei aos outros 23 restantes daquele artigo, ok?

Mas antes de começar, gostaria de lembrar que quem gostou do artigo “Dez dicas sobre como ficar rico” provavelmente gostará de outro artigo nosso, Onze novas dicas para ficar rico, uma continuação do anterior, vamos assim dizer. Com isso, somamos 21 dicas bem interessantes que todos nós podemos colocar em prática. :-)

Agora sim, vamos começar a ler os comentários e a respondê-los!

Muito obrigado!

Geraldo, Elkson, Mateus e Carlos agradecem pelas dicas aqui publicadas. Espero que meu gigantesco atraso em publicar e responder seus comentários não os tenham feito desistir de seguir nosso blog! Apesar da demora em responder aos comentários, buscamos sempre escrever conteúdo focado nas necessidades de todo o nosso público – que é bastante diverso, temos desde jovens de 9 anos de idade a senhores com mais de 50 anos, e diverso também quanto à situação financeira, profissional, etc. Enfim, é um baita trabalho, mas esperamos sempre estar trazendo aqui a melhor informação para todos!

Geraldo comentou algo importa: “tentar fazer o possível para não desviar o foco”. Isso é realmente muito importante, pois é justamente quando perdemos nosso foco que reduzimos nossas chances de sucesso! Atingir um alto sucesso financeiro não é um projeto para curto ou médio prazo, entretanto, se simplesmente abandonarmos tal objetivo, podemos passar o resto de nossas vidas a reclamar de nossa condição financeira. É preciso manter o foco e lembrar que isso não é algo que se alcança em um ou dois meses!

Futebol, mulher e bebida

O Adriano também mandou bem e acertou em cheio quando comentou que falamos sobre tudo com nossos amigos, assuntos como futebol, mulheres e bebidas, mas nunca compartilhamos experiências sobre finanças. E esse é realmente um grande problema!

Paremos para pensar. Se cada pessoa que tomou um tropeço financeiro comentar sobre suas experiências com cinco ou seis amigos, não somente estará alertando os mesmos sobre aqueles riscos, como também poderá ouvir bons conselhos sobre como pode agora superar os resultados negativos daquele tropeço. Infelizmente, no dia-a-dia, não é assim que acontece.

Muitas vezes, quando vemos que uma pessoa está indo “bem de vida”, já começamos a ficar com inveja e a lançar maus agouros, o outro por sua vez, já ficará com medo de comentar sobre seus sucessos justamente porque sabe que poderá receber de volta um baita “olho gordo”. Isso tudo está errado. Sem contar que, no Brasil, é praticamente amaldiçoada qualquer conversa sobre dinheiro e política em uma roda de amigos, dois assuntos que, justamente por sua importância, deveriam ser bem mais discutidos!

Compartilhar experiências é uma ótima forma de crescermos coletivamente. Se seus amigos não o fazem, dê você mesmo o primeiro passo: indique um website (pode ser o nosso :-) ) ou livro (preferivelmente um barato!) bem legal sobre finanças e gestão do dinheiro para seus amigos (envie um e-mail individual para cada um, enviar para mais de um ao mesmo tempo não surte o mesmo efeito), fazendo um comentário otimista e provocador a respeito do mesmo. Quem sabe isso não atice a curiosidade de seus amigos e os leve a ler um pouco? Depois, em outra oportunidade, tente “puxar o assunto”, se perceber que o assunto não foi bem recebido, não banque o chato insistindo, mude de conversa e pronto. É assim, aos poucos, que podemos começar algo grande, como um grupo de discussões sobre o tema. :-)

Vai ser político!

Nosso amigo Luciano disse o seguinte: “eu tenho uma alternativa bem mais fácil e não precisa fazer quase nada, é só entrar para política e ser um péssimo político, aí você vai só se dar muito bem na vida”. Infelizmente, em parte, Luciano está certo. Essa é uma triste realidade que estamos literalmente assistindo em nossas TVs, com (finalmente) o julgamento do Mensalão e em breve de outros esquemas corruptos. Muitos já ganharam muito dinheiro assim, mas esperamos que, aos poucos, isso tudo vá mudar.

E sinceramente, até penso em “entrar para a política”, mas não com o objetivo de ficar rico, mas pelo mesmo objetivo que me levou a criar o Clube do Dinheiro – ajudar outras pessoas. Cada qual sabe dos problemas que há em sua cidade e se revolta com os mesmos. Eu, como todo bom aracajuano, também estou indignado com a situação política em minha cidade e gostaria de participar ativamente da mudança – é aquela coisa, quando você vê que só esperar que os outros façam não funciona, o negócio é ir lá e fazer você mesmo. Entretanto, não posso perder meu foco – tenho diversos outros objetivos pessoais e familiares que precisam ser cumpridos primeiro.

Não devemos mais encarar política como “um jeito fácil de ganhar dinheiro”, apesar de vermos que muitas pessoas ainda consideram isso – conheço algumas pessoas que não possuem interesse ou levam jeito algum para a política, mas estavam se candidatando alguns anos atrás! Bem, mas vamos para o próximo comentário, senão isso aqui vai virar debate entre candidatos! :-D

Mais sobre a previdência privada e social no Brasil

O leitor Benilton elogiou nosso artigo e pediu-nos um artigo sobre a previdência privada e a situação da previdência social no Brasil. Benilton, agradecemos o elogio e não se preocupe que já tomamos nota aqui, vamos escrever, sim, um artigo mais detalhado sobre a situação da previdência social.

Vale lembrar também que já temos um artigo introdutório sobre a previdência privada, mas não se preocupe que escreverei outro mais detalhado, inclusive contando um pouco de minha experiência e expectativa quanto à mesma.

Invista na Bolsa de Valores!

Essa aí é a mensagem de nosso amigo William. Mas cuidado, William, pois apesar de muitos estarem ganhando dinheiro na bolsa de valores, é preciso tomar cuidado, principalmente com a estratégia adotada! Outro dia estava conversando sobre educação e dinheiro com um tio meu (é raro encontrar alguém que esteja interessado em conversar sobre esse assunto, coincidentemente esse meu tio começou a vida como taxista, foi dono de supermercado, dono de galeria de lojas e hoje é dono de uma concessionária aqui na cidade – coincidência?) e ele me comentou que um amigo dele havia investido dinheiro em ações de uma companhia e, durante o período da crise de 2008, quando viu as ações despencarem, desesperou-se e resgatou o dinheiro, realizando assim um grande prejuízo.

Comentei com ele que esse foi o grande erro de seu amigo, a diferença entre perder muito dinheiro (o que ele fez) e ganhar muito dinheiro (o que ele deveria ter feito). No momento em que as ações começaram a despencar, ele deveria calcular friamente: “a empresa da qual comprei ações está realmente sendo afetada direta ou indiretamente pela crise ou isso tudo é somente uma euforia do mercado?”. Naquele caso, era somente uma euforia do mercado, quando tudo passasse os preços iriam normalmente subir. Então ele deveria ter esperado os preços das ações caírem o máximo possível e… Comprar mais! Sete meses depois, quando tudo voltasse ao normal (que foi o que aconteceu) e os preços das ações se recuperassem, não somente ele não teria perdido o dinheiro investido inicialmente, como ainda teria ganho um bom dinheiro em cima daquelas novas ações adquiridas.

Narrado assim, é tudo lindo e maravilhoso, não é mesmo? Sabe aonde está o grande problema? É que raramente podemos prever o movimento do mercado financeiro! Na maior parte das vezes não conseguimos ver nem mesmo a ponta do iceberg, imagine então todo o gelo que há lá embaixo d’água, que é o verdadeiro responsável pelas mudanças nos valores das ações.

Há muitos casos de investidores que se tornam ricos, sim, e geralmente são aqueles que transformaram o ato de investir praticamente em um emprego: são anos de estudo na área de investimentos, oscilações de mercado e na atividade das empresas em que deseja investir (praticamente um curso de graduação), ficam “ligados” o tempo todo no vai-e-vem dos preços das ações, da hora em que a bolsa abre até a hora em que ela fecha (uma “jornada de trabalho”) e para cada um investidor de sucesso há uns 25 investidores medianos e mais de 50 que não obtiveram sucesso (como no mercado de trabalho?). Em outras palavras, pode-se ganhar muito dinheiro, sim, mas não vá achando que é fácil ou que precisará dedicar pouco tempo de sua vida! E isso é com qualquer tipo de investimento em renda variável, seja o mercado acionário, seja o mercado de forex trading.

A experiência de quem investe em imóveis

O próximo comentário é de Lui, dentista, que conta que, após receber como presente o livro Pai Rico, Pai Pobre, dedicou 10 anos de sua vida a seguir aqueles ensinamentos e hoje já possui um patrimônio avaliado em um milhão (parabéns, Lui! Que sirva de exemplos a muitos aqui, inclusive a mim :-) ) e conta que o que mais impulsionou seus ganhos foi o mercado imobiliário.

Pois é, Lui, o mercado imobiliário está superaquecido no Brasil e é provável que continue assim até 2016, depois disso, há ainda muita “névoa” e não dá para garantir que vá continuar crescendo ou se irá estacionar (o preço provavelmente não irá recuar, exceto se houver uma crise no sistema de crédito, como houve nos Estados Unidos, pois há bastante demanda). Só como exemplo, o mesmo tio da conversa anterior comentou-me que vendeu um imóvel seis anos atrás por 90 mil reais, mas hoje o mesmo está avaliado em R$ 400.000,00! Estamos falando de um crescimento médio de 57,4% a.a. no seu preço! Nenhum outro tipo de investimento consegue um rendimento tão bom com um risco tão baixo (agora, um imóvel possui uma liquidez bem menor que poupança e CDB, daí é bom deixar algum extra guardado em outra opção, para o caso de urgência :-) ).

Lui, espero que muitos dos nossos leitores inspirem-se em seu exemplo e saibam manter a calma e perseverança em busca de seus objetivos.

Vendas como forma de ganhar dinheiro

E agora é a hora de responder ao nosso amigo José Augusto, que também gostou de nossas dicas e decidiu colocá-las em prática. E perguntou-nos inclusive como ele poderia começar, que tipo de produtos ele pode vender para ganhar dinheiro.

Boa pergunta. Nesse ponto, mulheres saem ganhando, pois no Brasil já é bastante comum vermos mulheres vendendo (e com sucesso) bijouterias e semi-joias, roupas, cosméticos e até acessórios para o lar. Homens no Brasil já não possuem o mesmo costume de vender de forma independente (por aqui, em outros países até há). Na indústria do bem-estar, outra que alcança algum sucesso é a Herba Life, mas não conheço casos próximos de sucesso para dizer-lhe quão bem se pode ir nessa área (lembrando que algum tempo atrás minha esposa e eu decidimos experimentar o ramo de bijouterias e semi-joias e até não fomos maus, mas eu gosto mais de gerenciar sites e blogs, mas quem sabe este ano ou no próximo não retornamos às vendas? :-) ).

A indústria do bem-estar e da beleza estão crescendo muito, meu amigo, e um segredo (que todo mundo já deve saber) é que vale a pena vender para mulheres, pois elas podem até ficar penduradas em um “10x sem juros”, mas compram (que foi? Não estou sendo sexista, é a verdade!). :-) É só observar qualquer reunião de mulheres para apresentar cosméticos ou bijouterias: não há uma que saia sem comprar algo!

Então, se você quer começar certo no ramo de vendas, aconselho que faça o seguinte:

  • Escolha um primeiro nicho central (podem ser produtos da Herba Life) e estude a possibilidade de ter um website focado na venda de seus produtos em sua cidade;
  • Desenvolva uma estratégia de marketing local tanto pela internet quanto fora dela – você precisa atrair a atenção de tantas pessoas quantas forem necessárias;
  • Construa sua lista de e-mails (quem vende produtos consumíveis ou que são comprados com alguma frequência precisa mesmo disso!);
  • Dedique sempre um tempo todo mês a pensar como melhor você pode atender seu público (por exemplo, um relatório com novos produtos e casos de uso dos mesmos, dicas para melhor utilizar os produtos, etc.) sem cobrar a mais por isso. Enfim, busque uma estratégia para fidelizar o seu público;
  • Contate os distribuidores e pergunte-lhes se eles oferecem algum tipo de material ou treinamento gratuito ou pago a fim de aprender quais os passos mais adotados no ramo;
  • Incentive ao máximo a compra à vista, impondo uma margem considerável na diferença de preço à vista e a prazo, principalmente quando parcelado, a fim de incentivar seu público a adquirir à vista.

Estamos entendidos, Augusto? :-)

Sozinho é mais fácil!

Nosso amigo “Cacaroto” diz: “o melhor jeito de ficar rico é nunca casar e não ter filhos, ser muito pão duro”. Em parte certo, em parte errado.

Não é o fato de se casar que vai estragar suas chances de ficar rico, mas o fato de casar-se com uma pessoa que não tenha a mesma ambição e empenho que você. Se ambos possuem o desejo e estão dispostos a realizar alguns sacrifícios a fim de chegar lá, diria até que a jornada ficará uns 30% menor! Mas o problema…

É que na maioria das vezes isso não acontece! Aparentemente a lei de Murphy faz com que quanto maior o nosso desejo de chegar lá maior seja a falta de empenho da outra parte. O que fazer nesses casos? Desistir? Separar-se? Não, o melhor é entrar em um acordo, conversar e apresentar à outra pessoa as vantagens que há em abrir-se mão de algo hoje e esforçar-se mais tal que amanhã alcancemos algo melhor. Conversar não ajuda? Sei lá, ameace! :-D Não precisa chegar ao extremo, mas algumas ameaças leves (as minhas são do tipo “na próxima viagem de férias, eu vou sozinho!”) podem servir para um bem maior.

Quanto a filhos, meu amigo, não há jeito. Quem tem filho sabe o quanto custam as fraldas todo mês do bebê, o leite em pó (meu filho não mamou de jeito algum, fiquei “lascado na lata” :-P ), as mensalidades da escola das crianças, produtos de limpeza e higiene diferenciados, etc. Isso tudo são custos que não podemos mudar, uma vez que tenhamos um filho. Em contrapartida, como pai, não posso negar que é uma mudança na sua vida que assusta e nos faz desesperarmo-nos, mas ao mesmo tempo, depois que temos um filho, é difícil pensar em seguir a vida sem o mesmo. Então o segredo aqui é: evite ao máximo ter um, pois depois, já era, você não vai conseguir nem mesmo economizar o dinheiro da festa (meu filho já vai fazer quatro anos, e lá vai a quarta festa de aniversário).

Nunca é cedo ou tarde demais para começar!

Nosso amigão Gabriel, de nove anos de idade, agradece as dicas e diz que, aos poucos, já economizou pouco mais de R$ 500,00. Esse é o espírito, Gabriel! Nuca é cedo ou tarde demai para começar a nos preocupar com o nosso dinheiro e quanto anos nos preocupamos com o mesmo, melhores resultados conseguiremos no futuro!

Durante o terceiro ano do ensino médio, eu já era “velho demais para continuar ganhando mesada, mas jovem demais para ter um emprego”. :-P Mas, como eu ia da escola para o curso pré-vestibular direto, meu pai me dava dinheiro para lanchar ou almoçar algo por lá – uns R$ 20,00 por semana, o que seria R$ 5,00 por dia, o preço de um almoço naquela época. O que eu fazia? Haha! Eu descobri uma lanchonete que, por um excelente cachorro-quente mais um copo de refrigerante cobrava-me R$ 0,50! Entravam então R$ 20,00 por semana, saíam R$ 2,50, lucro no final da semana: R$ 17,50. :-) E não se preocupem, não fiquei desnutrido não, pois à noite, quando chegava em casa, era praticamente um almoço que eu comia na hora do jantar.

Economizei bastante assim ao longo do ano, mas o grande problema foi o vício em jogos eletrônicos: ganhei um computador no meio daquele ano, aí meu dinheiro foi todo embora comprando revistas com jogos para computador (naquela época, não havia tantos jogos gratuitos para baixar, o único lugar onde eu acessava internet era na escola e o tipo de mídia usado para copiar arquivos era o disquete, onde só cabia 1,44 mb, ou seja, praticamente impossível adquirir jogos de outro jeito!) . Se hoje me arrependo? Com toda a certeza! Diante do que aprendi nos últimos anos, se naquela época eu soubesse o que sei hoje, era preferível economizar um bom dinheiro e manter guardado na caderneta de poupança até a oportunidade de pagar por uma hospedagem decente e criar um bom website – se tivesse feito isso, provavelmente hoje estaria numa situação financeira bem mais confortável. Mas a danada da revista de jogos para computador me “puxava”, o que é que eu podia fazer?

Em outras palavras: todo cuidado, pois numa curva qualquer podemos acabar perdendo tudo o que ganhamos. :-S

Agora tenho um mapa!

E o próximo leitor da nossa lista de comentários é Diego, que agradece nossos conselhos. Ele diz que estava confuso, mas agora já sabe o que fazer em sua jornada para o sucesso. Ele tem 19 anos e mora com os pais, então essa é realmente uma boa hora para economizar mesmo!

Em fins de 2007, quando ainda morava com meus pais, eu economizava quase tudo o que eu ganhava (e como eu tinha dois “empregos” – o terceiro veio logo em seguida), você já pode imaginar que economizava bastante. Minha esposa (na época minha namorada), ficava louca da vida, vendo que não importava se eu ganhava R$ 500,00 ou R$ 3.500,00, sempre separava somente uns R$ 300,00 para gastar durante o mês e ia para a poupança. Ela nunca entendia aquele meu comportamento, dizia que deveria aproveitar melhor aquele dinheiro. Mais tarde, quando casamos, foi com esse dinheiro que quase quitei a compra de um apartamento. Fico pensando hoje se teríamos conseguido isso se eu tivesse gasto mais do que eu gastava (hoje não temos mais o apartamento, pois por decisão própria o vendi, parte usei para comprar um carro, outra parte foi para previdência privada, uma pequena parte para uma viagem de férias e outro pedaço nos serve como fundo de emergência, sem o qual não poderia estar agora somente como aluno bolsista do mestrado – não sei se já falei aqui, mas encerrei as atividades como professor temporário na universidade em julho e decidi ficar somente como bolsista por agora).

Você está fazendo certo Diego, mas o mesmo conselho dado ao Gabriel também lhe serve: muito cuidado, pois numa curva qualquer podemos perder muito do que ganhamos (no meu caso, a “curva” foi um filho apressado, que veio uma década antes do planejado :-) ), mas se mantiver sempre a tranquilidade e pensar antes de agir, o sucesso é garantido!

Blog nota dez!

Nosso amigo Marcos Antônio elogiou nosso artigo e disse que já está acompanhando nosso blog há cinco meses (bem, como isso foi ano passado, espero que ele já esteja acompanhando há um ano e meio :-) ) e considera nossas dicas muito importantes e indispensáveis para quem deseja investir.

Ficamos muito gratos, Marcos, e esperamos que nossos próximos artigos também o agradem! Apesar de termos um enfoque maior no momento na parte de pequenos negócios e negócios online (“culpa” da formação educacional minha e de Jeniffer, já que ela cursou especialização em gestão de negócios e eu estou concluindo a mesma), pretendemos retornar em setembro “pesado” com artigos focados no pequeno investidor (aquele que investe até R$ 100.000,00), pois entendemos que o mesmo precisa sempre de informação e opinião atualizada sobre o mercado financeiro, mas não pode ficar 24 horas “ligado” em todos os canais de notícia da área de investimentos. É só aguardar!

Quero mudar minha vida!

Nossos amigos Charles David, Valdisson e Ludmila estão (ou pelo menos na época em que comentaram, estavam) com alguns problemas financeiros e perguntam-nos o que podem fazer pra mudar a situação financeira delas.

Primeira coisa a ser lembrada: quanto mais “embaixo” estamos, mais difícil é (ou parece ser) sair de lá. Então o primeiro ponto é saber que quanto maior o problema mais difícil será sair do mesmo e que desistir no meio do caminho não é uma opção, pois se você desistir, aí sim os problemas só aumentarão!

Charles, você comentou que está/estava desempregado. O próximo passo então é mudar isso! Claro, não é simples, mas só conseguiremos se formos atrás de TODAS as possibilidades (e quando digo todas, digo todas mesmo!). Há pessoas que reclamam que estão desempregadas, mas só querem emprego “na sua área”. Eu sigo uma regra bem simples: se eu preciso da grana e tenho “bocas a alimentar”, o que vier é lucro. Sendo assim, o primeiro passo é corrigir esse problema buscando todas as oportunidades, seja no seu campo de atuação, no comércio (sempre há oportunidades para novos vendedores, pois infelizmente a rotatividade de pessoal nas lojas é muito alta).

Depois, é preciso rever a forma como se gasta o dinheiro. Muitos ficam indignados quando falo isso, dizendo que “gastam o mínimo possível”, mas às vezes, quando fazemos uma boa revisão, descobrimos que ainda dá para, aqui ou ali, economizar mais um pouco. Uma economia de R$ 15,00 por mês pode significar uma redução nas dívidas de R$ 15,00, e precisaremos então pagar menos juros.

Se você já estiver endividado, uma boa opção é renegociar a dívida junto aos bancos, explicando sua atual situação. Em um primeiro momento, ninguém vai querer renegociar, mas quando perceber que “é aquilo ou nada”, aí muitos renegociam para não ficarem com um prejuízo maior. Renegociar sua dívida pode ajudá-lo a cortar muito dos gastos que você teria com os juros – conheço pessoas que acabam por gastar muito mais por vergonha de ir ao banco e discutir a situação, não faça isso!

Quando a situação começar a melhorar e você conseguir “enxergar um pouco mais no horizonte” (o que pode levar alguns meses), aí é hora de repensar um pouco sobre sua vida e decidir: você quer ficar assim, à mercê de novos problemas, ou está na hora de fazer algo? E o fazer algo aqui é bem variado, pode ser desde um simples “poupar um pouco de dinheiro todo mês” ao “procurar oportunidades para ganhar dinheiro”. Se quiser, leia o que escrevemos na seção “Vendas como forma de ganhar dinheiro”, pois as dicas que passamos para o José Augusto também podem lhe serem úteis! Outra opção também é pensar em um pequeno negócio online, aí você pode continuar lendo nosso blog, pois já escrevemos vários artigos aqui falando sobre isso. Mas, lembre-se: primeiro corrija a situação atual, pois essas formas de ganhar dinheiro geralmente tomam algum tempo, e você precisa pensar em curto prazo também, no caso no “hoje”!

Já nosso amigo Valdisson disse que é professor da rede estadual e já trabalhou com muitas coisas, desde venda de camarão rosa a produtos de cama, mesa e banho. Valdisson, é bem difícil avaliar a situação assim, sem um histórico mais completo seu (no caso, por que você começou um determinado negócio? O que o levou a abandoná-lo?), mas talvez você precise encontrar a opção certa para você e persistir nela, mesmo diante das adversidades. Infelizmente, muitas vezes quando encontramos problemas simplesmente abandonamos algo e começamos outra coisa, mas essa não é a melhor solução, pois desta forma nunca progredimos. Encontre a opção certa para você, estude-a bastante, pense em como você pode se destacar de outros e persevere nela. Se a opção que você escolher não lhe parecer tão boa, então ela não é a opção certa para você! Dedique o tempo que for necessário a isso e, depois disso, leia o que falamos na seção “Vendas como forma de ganhar dinheiro” e, se desejar, envie-nos outro comentário ou email (você estará recebendo um e-mail nosso) e estaremos aqui prontos para ajudá-lo!

Ludmila, tudo bem? Acho que já trocamos alguns e-mails antes! Quanto à sua faculdade, se a situação ainda estiver difícil, você pode, sim, fazer o FIES pela Caixa. Ultimamente, esta tem sido uma ótima opção para aqueles que estão cursando uma graduação, mas estão tendo dificuldades em pagar as mensalidades. O mercado de trabalho remunera muito melhor quem possui educação de nível superior, quando comparado aos salários de nível médio, então buscar o apoio de um financiamento estudantil é uma boa opção. Mas, lembre-se que se trata de um financiamento! Após a conclusão de seu curso, você terá que devolver o dinheiro (se bem me lembro, as parcelas começam a partir de um ano após a conclusão do curso). Neste caso, você deveria fazer o seguinte:

  • Priorizar o seu curso sem perder o foco no seu atual emprego, tal que nenhum dos dois seja prejudicado;
  • Não fazer dívidas de cartão de crédito a todo custo! Você não irá querer aumentar o problema;
  • Se ainda lhe restar algum tempo livre (estudar e trabalhar ao mesmo tempo geralmente consomem todo o meu tempo, mas no meu caso, tenho também um filho :-) ), há opções para uma renda extra que podem ajudá-la a equilibrar ou mesmo criar uma folga no seu orçamento;
  • Foque em poupar pensando no futuro. Viva como se nos próximos anos você fosse enfrentar uma “época de vacas magras” sem emprego e tivesse que juntar dinheiro suficiente para superar isso!

É fácil? Com certeza, não! Como disse, quanto “mais embaixo” estamos, mais difícil é superar isso!

Falou e disse!

Nosso amigo Manoel resumiu tudo de forma bem prática: “É muito simples ficar rico, só tem uma fórmula: muito trabalho e insistência. Por onde começar? Faça seu próprio negócio. Procure ideias diferentes, pesquise concorrentes, analise mercado, abra seu próprio negócio e acredite em você. Trabalhe 15 horas por dia. Quando os frutos comecarem a vir, você vai diversificando seus lucros em outros investimentos e coloque o dinheiro para trabalhar para vc. Essa é a formula. Fiz isso há 04 anos atras e hoje vivo muito bem.”

Que é isso, seu Manoel! Resumindo tudo assim, ninguém vai nem precisar ler mais nosso blog, vamos ficar em nossos leitores! :-D Brincadeiras à parte, é basicamente isso que ele falou, não há uma história muito diferente, tanto que em minhas últimas análises quando ao mercado financeiro, comentei aqui que, para o pequeno investidor, pode valer muito mais a pena ter seu próprio negócio do que manter seu dinheiro em um investimento, principalmente os investimentos em renda fixa, que estão rendendo cada vez menos, com as quedas da taxa Selic.

O primeiro passo é “cortar a gordura” de seu orçamento, seja em casa, seja no trabalho. Entenda-se aqui que você precisa reduzir ao máximo ou mesmo eliminar gastos supérfluos a fim de formar uma reserva para começar seu negócio. Depois disso, vem o “cortar a carne”, isto é, enxugar ao máximo até mesmo os gastos essenciais de forma a economizar mais um pouco sem perda da qualidade de vida (uma tarefa muito mais difícil que a anterior, sei, mas necessária). Depois que tiver boas economias e souber bem que tipo de negócio desenvolver, será a hora certa de começar. E se não possui muita experiência no mundo dos negócios, é bom contar com a ajuda de um consultor que tenha mais experiência nisso, ao menos em seus primeiros passos, o que lhe dará muito mais confiança.

A cultura do consumo

Nosso amigo Fabrício também gostou de nosso blog e da forma como escrevemos (obrigado!) e comentou que um grande problema é a nossa própria cultura: não somos educados para poupar pensando no futuro, somos educados para o consumo, principalmente o consumo imediato.

Pois é, Fabrício, esse é um dos grandes problemas! Na disciplina de Economia que estudei em fins do ano passado, se bem me lembro, aprendi que, para o mercado de forma geral, é importante o consumo: você recebe dinheiro de seu trabalho e você o gasta por completo em objetos de consumo. Desta forma, o dinheiro está sempre entrando e saindo na indústria, no comércio, etc. O problema é que, agindo desta forma, suas oportunidades de ter uma vida melhor ou de adquirir algo mais caro sempre são ditadas por terceiros (por exemplo, você só poderá comprar um apartamento mais caro se você não tiver nenhum outro financiamento e ganhar pelo menos X reais por mês) e isso limita demais as nossas vidas.

O ato de poupar ou investir , em uma primeira instância, seria então ruim para o comércio, mas acabo por não ser completamente, pois os bancos então podem emprestar seu dinheiro para as empresas. Admitindo-se uma sociedade perfeita, onde todos pagam suas dívidas e os juros não são tão abusivos (se todos pagam, há meios para o governo pressionar bancos para reduzirem os juros), então isso tudo funcionaria perfeitamente e você poderia “programar-se” para ter um futuro melhor. Entretanto, são tantas as informações às quais somos expostos e vemos tantos a querer “o último tênis da moda”, “a calça do momento”, etc. Que acabamos muitas vezes por ceder também.

É importante, assim, educarmo-nos a pensar mais no futuro e a poupar em vez de somente consumir, pensar no hoje. Acho que está na hora de revertermos um pouco a cultura do consumo: não é obrigatório o fim do consumo, entretanto ele precisa ser feito de forma mais moderada.

Quero ser empresária!

Nossa amiga Bruna diz o seguinte: “Oi, tudo bem com você? Eu queria ficar rica para ter um pouco mais de facilidades para investir, e outra coisa, se eu ficar rica posso também ser mais moderna, sair mais, etc. você sabe. Mas, poderia me falar como ser empresária? Se você não está sabendo muito para nós como (ser ricos). Agradeço a você!

Bem, fiquei um pouco confuso quanto algumas partes do que você escreveu, mas acho que entendi a ideia, de forma geral. Vamos lá para a primeira lição da empresária: antes de pensar em ter um negócio rentável, tenha uma vida pessoal rentável. :-) Vou explicar.

Ter um negócio é algo realmente complexo, pois você precisará lidar com muitas coisas (produtos, pessoas, funcionários, recursos financeiros, equipamentos, planejamento estratégico, etc.) e uma coisa que percebo é que quem não consegue organizar sua vida pessoal financeira de forma alguma conseguirá equilibrar a vida financeira de sua empresa. Então comece por analisar sua própria vida e a perguntar-se “estou realmente a fazer o que posso e devo para ganhar mais e gastar menos?”, “como posso mudar minha forma de pensar e viver para que eu possa acumular mais capital?”. Isso tudo é importante porque você terá que fazer a mesma coisa com a sua empresa: estar sempre preocupada quanto aos recursos financeiros para que os mesmos possam ser melhor aproveitados.

Já está com a vida pessoal financeira em dia? Ótimo, está na hora, agora, de um pouco de teoria! Todo negócio que se preze, não importa em qual área de atuação, possui diversos pontos em comuns, como finanças, marketing, planejamento, vendas, gestão de pessoas, gestão de informação, gestão de operações, etc. Não importa em qual área esteja atuando, você terá tudo isso! Então, comece por aprender um pouco mais sobre elas, preferivelmente compre livros ou participe de cursos!

E aqui está um outro ponto importante: websites e artigos na web são ótimas formas complementares de aprendizado, veja bem, formas complementares! Leia-os, participe deles, mas cursos e livros são fundamentais para um aprendizado mais sólido! Um erro que muitos cometem é o de quererem construir seu “negócio de um milhão de reais” sem gastar nada, somente lendo cinco ou seis artigos!

Depois disso tudo, você estará pronta para pensar em seu negócio, mas lembre-se de começar por planejando-o bem – e é por isso que há uma coisa chamada plano de negócios. Elabore bem um plano de negócios antes de dar qualquer passo. Quanto tempo isso tomará? Depende de seu negócio! Pode levar uma semana, um mês inteiro ou mais! Mas lembre-se que ele será o seu guia em seu negócio, então é necessário que ele esteja bem feito! Aqui mesmo em nosso blog temos alguns artigos sobre a elaboração de um plano de negócios.

Com plano de negócios na mão, você estará pronta para iniciar o seu negócio e aqui vai uma última lição: se deseja o sucesso, esteja pronta para o fracasso. Contraditório, eu sei, mas muitas vezes, antes de alcançarmos o grande sucesso que desejamos, deparamo-nos com pequenos fracassos. Se não estiver pronta para eles, provavelmente não conseguirá levantar a cabeça e seguir em frente. Lembre-se disso!

Espero ter respondido à sua dúvida para ser uma empresária de sucesso. :-)

Economizar aos poucos não é perda de tempo!

E o nosso último mas não menos importante comentário é de nossa amiga Jaqueline, que diz gostar muito de nosso artigo sobre como ficar rico, principalmente da parte em que mencionei já ter mantido três trabalhos diferentes ao mesmo tempo, pois ela própria mantém dois. Sim, Jaqueline, é verdade! Já tive três empregos ao mesmo tempo e, ainda assim, consegui motivação para iniciar alguns dos blogs que tenho até hoje, NutricaoEmFoco.com, GigaMundo.com e Jogos.GigaMundo.com! Claro, naquela época meu filho ainda não havia nascido ainda! :-)

Em primeiro lugar, não considere ser perda de tempo economizar aos poucos! Sempre comento isso com minha esposa (que concorda comigo) que é sempre melhor sobrar um pouco de dinheiro do que faltar! Então é melhor economizar R$ 25,00 ou R$ 50,00 mensais hoje e mais tarde, em um momento propício, aumentar as economias para R$ 100,00 ou mais, do que não economizar nada e mais tarde, quando precisar do dinheiro, não o ter!

Não pense que economizando pouco você verá o tempo passar e quando conseguir uma boa grana você já estará velha demais, pelo contrário, esse é o primeiro exercício para criar o hábito de economizar mais e ainda assim conseguir viver melhor! Quer ver só um exemplo? No antigo bairro em que morava (até fins de junho), havia uma praça ótima, excelente pelos seus lanches (tapioca, hambúrguer, açaí, pastel e tudo mais em que pensar), além disso, no shopping em que gostamos de ir, há vizinho ao mesmo um Burger King, onde amamos o combo stacker triplo de lá (olha a propaganda aí, acho que vou cobrar uns trocados do Burger King por falar isso :-) ).

Mudamos de endereço e ficou um pouco mais difícil para sair de casa (o trânsito é muito mais congestionado aqui) e por isso vamos menos ao shopping. Além disso, não há uma praça tão “gastronômica” por aqui. E para completar, eu decidi que já estava na hora de combater o meu colesterol alto (deu no exame de outubro do ano passado) e substituí meus lanches por biscoitos não recheados e frutas. Fizemos mudanças em nossos hábitos que trouxeram consequências bem perceptíveis!

Se eu perdi algo? Com certeza! Já perdi quase um quilo (estava precisando, estou meio gordinho)! :-) Minha esposa não está mais passando mal quando voltamos do shopping (o hambúrguer não estava lhe fazendo muito bem). E só não digo que estamos economizando muito dinheiro porque, no fim deste mês, é aniversário do meu filho, então você já sabe para onde está indo o dinheiro, não é? :-)

Às vezes, o simples hábito de procurar uma nova forma de viver gastando menos pode nos levar até a uma vida melhor, mais agradável. Com isso, sobra um pouco de dinheiro que mais tarde poderemos usar para algo realmente de valor! Por exemplo, se nosso televisor 29” ou nossa lavadora quebrar e quisermos comprar outra, sairá mais ou menos pelo preço de 17 “idas” ao Burger King (lembre-se que somos dois adultos e uma criança de quase quatro anos que come!)! É incrível que nunca fazemos as contas desse jeito, mas quando fazemos, percebemos que não é tão difícil economizar o suficiente para certas coisas mais urgentes ou mesmo para um plano a longo prazo!

Ufa! Espero que tenham gostado deste nosso artigo-resposta! Com mais de 6.000 palavras, este é nosso novo “maior artigo”, medalha de ouro para ele (ih, droga, as Olimpíadas já acabaram, fica para o ano que vem…). E então, mais dúvidas sobre como ficar rico?

A vida a juros baixos – o que fazer?

Olá amigos do Clube! Que tal conversarmos agora um pouco sobre a nova fase de prosperidade econômica vivida pelo Brasil, onde vemos uma queda real nos juros bancários? Em outras palavras, temos agora a nossa “vida a juros baixos“, e então, o que fazer para tirarmos o melhor proveito disso?

Antes de mais nada, quero agradecer ao meu amigo +Douglas Silva, pois foi ele que me enviou um link para a matéria da revista Época A vida com juros baixos, instigando-me a uma discussão sobre o que deveríamos fazer agora que estamos “livres dos juros”.

A revista Época “comemora”, mencionando que agora estamos com juros mais próximos daqueles apresentados pelas grandes economias mundiais e aqui vem a minha primeira pergunta: não são essas mesmas grandes economias mundiais que estão agora enfrentando… “crises econômicas mundiais”?

Antes de mais nada, não quero que o leitor pense que estou falando isso somente para “bancar o polêmico”, para ser o “do contra” (apesar de ser isso algo bem divertido, não é o meu objetivo :-) ). O que pretendo é despertar a atenção de todos para todos os efeitos que isso poderá gerar – e, claro, há os efeitos positivos, bem como os efeitos negativos.

Comecemos então falando das consequências da nova “vida a juros baixos” (sim, vida A juros baixos, fazendo-se assim uma alusão ao fato de que pagamos prestações com juros pela vida que temos :-) ) para quem investe…

Tivemos a queda da taxa Selic, não é? E alguns analistas apontam que provavelmente teremos outra queda na taxa no final de maio, o que pode levá-la a 8,5% a.a. O que é muito bom para quem precisa de crédito, pode não ser tão bom para quem investe em renda fixa, buscando proteger o seu capital – aonde se encontra a grande maioria dos pequenos investidores, diga-se de passagem.

Quando a taxa Selic cai, muitos investidores procuram a caderneta de poupança e o tesouro direto como melhores opções para protegerem-se. Como já sabemos, as regras para a rentabilização da caderneta de poupança foram alteradas, de forma a reduzir o rendimento da mesma quando a taxa Selic estiver baixa. Com isso, talvez o tesouro direto se torne a melhor opção para quem possui o perfil mais conservador, mas não posso dizer “com experiência no assunto”, já que ainda não investi em títulos públicos (quem sabe este ano, afinal de contas, estão mudando tudo mesmo, mudar um pouquinho como invisto não vai me fazer mal, não é? :-) ).

Outra coisa que pode acontecer é mais desses pequenos investidores quererem arriscar-se no mercado acionário, afinal de contas, notícias apontam que o mesmo está voltando a aquecer-se (também estou um pouco desatualizado aqui, ultimamente estou me focando em meu mestrado, internet marketing e técnicas de produção de conteúdo de qualidade :-) ). Entretanto, como todos sabem, o mercado acionário apresenta uma instabilidade bem maior do que qualquer investimentos em poupança, CDB ou tesouro direto, e por isso quem investe precisa estar bem preparado, tanto quanto a conhecimento, quanto à possibilidade de adversidades!

Um conselho que posso oferecer a quem possui algum dinheiro em caderneta de poupança (ou mesmo quem não possui) e pode tirar 6 a 10 horas por semana para “investir em um hobby lucrativo“, pode ser esta a hora de fazer o dinheiro trabalhar mais para si do que para os outros, não acha?

Há a ideia de que esta é a hora certa para “torrar o dinheiro poupado”. Bem, muita calma nessa hora. Essa ideia só é válida para bens que apresentam realmente relevância em sua vida, como a compra de uma casa ou apartamento, por exemplo. Neste caso, mesmo o uso de financiamento não torna a ideia ruim, pelo contrário, afinal de contas o objetivo é aproveitar-se dos juros baixos (apesar de que, pelo que vi, o crédito imobiliário ainda não sofreu reduções significativas). Já gastar dinheiro, ou pior, usar-se de crédito ou pegar dinheiro emprestado para gastar com coisas que pouco acrescentem à sua vida, pode não ser uma boa ideia. Lembre-se que, por menores que sejam os juros, eles sempre serão bem maiores que a taxa de inflação – e como geralmente a caderneta de poupança ainda supera a inflação, ainda acaba sendo uma melhor ideia poupar antes de gastar.

Para quem possui dívidas em cartão de crédito, esta pode ser a hora para arquitetar um plano para conseguir refinanciar as dívidas e, se não conseguir, tomar um empréstimo pessoal com juros bem mais baixos e livrar-se das dívidas de uma vez por todas.

Enfim não há uma melhor opção entre poupar, investir, ter o seu negócio, gastar ou economizar. O importante é que você, o maior interessado, analise com calma cada uma das opções e escolha aquela que, em seu planejamento financeiro, parece ajudá-lo mais a alcançar seus objetivos. Se feito dessa forma, com certeza saberá o que fazer nesse momento em que temos uma vida a juros baixos. :-)

O que você está fazendo para ganhar dinheiro?

Nem sempre consigo tempo para responder a todos os comentários individualmente, mas posso garantir que uma das perguntas que mais leio é: o que posso fazer para ganhar dinheiro?

São muitas as pessoas que andam confusas, sabem que há oportunidades para ganhar dinheiro na Internet e fora dela, mas não sabem bem por onde começar. Bem, já comentamos sobre várias oportunidades aqui, mas não adianta somente ler sobre as mesmas, é necessário um passo muito importante: fazer.

Reflita bastante e responda para si mesmo: você está sempre a comentar que não encontra um meio de ganhar dinheiro, mas nunca tentou algo? Então talvez este seja o seu maior problema! Seja bem sincero consigo mesmo e responda: o que você está fazendo para ganhar dinheiro?

Às vezes a verdade dói, principalmente quando a verdade nos aponta que somos nós os culpados por não estarmos conseguindo os resultados que esperávamos. Para não perder o costume, vou citar um exemplo pessoal.

Oba, historinha!

Sempre que estou muito preocupado, a pensar em como fazer meus blogs e websites ganharem dinheiro, e menos focado naquilo que já me consegue algum retorno financeiro, adivinhe só o que acontece? Os lucros caem ainda mais, o retorno financeiro é ainda menor e, numa espiral de frustração (expressão de Gustavo Cerbasi que já empreguei aqui, em nosso artigo Falando mais um pouco sobre dinheiro), eu começo a ficar ainda mais nervoso, minha “visão gerencial” torna-se ainda mais embaçada e aos poucos a situação inteira só piora!

O que você está fazendo para ganhar dinheiro?

Como faço para reverter tudo isso? Simples, quando acordo desse “transe maluco” e percebo que preciso fazer algo de verdade, volto a guiar minha atenção para aquilo que é importante (e quando o seu negócio é blogging e websites informativos, o foco está 70% na produção de conteúdo que agrade o leitor e 30% no marketing digital). Aos poucos, as coisas se restabelecem e tomam o curso anterior, um curso de prosperidade (na verdade, geralmente fica entre a prosperidade e a sobrevivência, alternando entre ambas).

Moral da história: saiba ter foco e fazer o que deve ser feito!

Se você foca naquilo que é realmente importante em seu negócio, sem perder o controle dos demais detalhes, as coisas tendem a melhorar. Entretanto, se você fica querendo controlar demais todos os detalhes e pára de focar naquilo que é realmente importante, a tendência é ir em direção ao fracasso, enquanto você repete para si mesmo o tempo todo “mas eu estou sempre ocupado, estou sempre fazendo algo, por que não sou recompensado?”.

Esta pode parecer, para muitos, uma lição estúpida, por ser “simples e óbvia demais”. É incrível que geralmente são essas as lições que nunca aprendemos de verdade. Podemos até repetir, palavra por palavra, mas isso não significa que aprendemos. Aprendemos quando pomos em prática e entendemos a importância daquela lição.

Uma das lições mais simples e efetivas que já aprendi foi por meio do livro “Quem mexeu no meu queijo?”. A principal lição desse livro é “esteja sempre pronto para mudanças”. Algo realmente simples, diria até mesmo banal, não é mesmo? Mas quem de nós, em um momento de frustração, quando vendo tudo desabar, não ficou agarrado às velhas lembranças a se perguntar “quem mexeu no meu queijo?”, em vez de aceitar as mudanças e mudar com elas? Uma lição tão simples, porém eficiente, quanto essa merece inclusive um artigo detalhando a mesma: e foi por isso que escrevi o artigo Quem mexeu no meu queijo aplicado ao dinheiro.

Sendo assim, a “lição boba” que gostaria de passar a você hoje, amigo leitor, é a seguinte: antes de se perguntar poque não está a ganhar dinheiro, que tal pensar um pouco e dizer para si mesmo o que está fazendo para ganhar dinheiro? Isso realmente irá trazer-lhe dinheiro?

Caderneta de poupança – vale a pena?

Não sei se vocês estão prestando atenção à discussão que está rolando acerca da caderneta de poupança. Há muito debate sobre mexer ou não no rendimento da mesma (algum tempo atrás foi a tributação sobre a mesma, agora é “mexer diretamente sobre os rendimentos”).

Bem, além de falarmos sobre isso, tentando entender se ainda vale a pena a caderneta de poupança como aplicação financeira, vou responder às dúvidas de alguns leitores.

Era uma vez, José e Maria

Bem, para ilustrar um pouco o meu ponto de vista, vou contar uma pequena estória…

Era uma vez José, trabalhador assalariado honesto, casado com dona Maria, também uma batalhadora, e juntos eles construíam sua vida em família. Aos poucos, conseguiam viver de forma razoável (leia-se aqui, esforçando-se para não precisar de bolsa-família, bolsa-escola e outras bolsas).

Um dia, perceberam que se desejassem comprar um aparelho televisor teriam somente duas opções: comprar hoje e pagar juros (algumas/muitas vezes abusivos) ou poupar durante seis ou oito meses e comprar a televisão com um preço mais em conta. Bem, a ideia de adiar um pouco a compra da TV e poupar o suficiente para a mesma lhes parecia interessante, então optaram por fazê-lo.

A caderneta de poupança pode não parecer tão atraente a curto prazo, mas é uma boa forma para proteger seu dinheiro, afinal possui um rendimento mínimo geralmente superior ao da inflação, assim pensaram. Infelizmente, devido a alterações na rentabilização da caderneta de poupança, essa ideia de proteção pode desaparecer.

Talvez o casal da história, José e Maria, descubram ao final do período esperado que ainda não possuem o suficiente, pois a inflação elevou o preço do aparelho mais do que a rentabilização foi capaz de promover. Imaginem, então, nos riscos caso a poupança fosse mantida por esse casal como um fundo de emergência para médio e longo prazo. Sem a segurança oferecida pela caderneta de poupança, seu capital poderia acabar com um poder aquisitivo menor que no início e aí todos perguntar-se-iam: valeu a pena depositar na caderneta de poupança?

Sabem, não gosto de como essa discussão toda está rolando: falam que precisamos acabar com o rendimento fixo da caderneta de poupança, que isso ajudará a reduzir os juros (ou seja, para quem precisa de crédito, facilitando o acesso à população, mas também “engordando o bolso dos bancos”) e que isso não prejudicará os pequenos e médios poupadores… Como?

Bem, se você não sabe por que há tanta gente querendo “mexer na poupança alheia”, vou explicar agora.

O governo quer ganhar sua fatia

Com a caderneta de poupança, não há tributação. Em fundos de investimentos, CDB e compra e venda de ações, há!

Sendo assim, em momentos de juros baixos, como muitos investidores mais conservadores migram para a caderneta de poupança, o governo deixa de arrecadar uma parte.

Os bancos também querem sua fatia

A princípio, você pode pensar que os bancos vão sair perdendo, uma vez que a queda do rendimento da caderneta de poupança levará à queda dos juros. Mas não é bem assim, veja:

  • O dinheiro aplicado em caderneta de poupança não pode ser utilizado pelo banco para empréstimos a terceiros. Se bem me lembro, um mínimo de 85% das arrecadações devem ser aplicadas no financiamento habitacional, cujos juros são bem mais baixos que os juros de um empréstimo pessoal, do cartão de crédito, etc. Entretanto, se os pequenos investidores são “obrigados” a investirem em CDB, o governo ganha sobre a forma de dedução de imposto de renda e os bancos também ganham, afinal de contas esse é o principal capital utilizado pelos mesmos em várias aplicações;
  • Ao reduzir as taxas de juros, mais pessoas buscam crédito para realizar seus sonhos. Sendo assim, apesar do percentual reduzir, os bancos podem conseguir ganhar ainda o mesmo valor absoluto (ou até mesmo um maior) uma vez que mais pessoas demandarão empréstimos, financiamentos, etc.

E onde está a fatia do pequeno e médio investidor?

Pense como um pequeno investidor, que gostaria de ver o seu dinheiro render, porém de forma segura. Você não quer se arriscar no mercado de ações: não tem tempo para estudar o mercado acionário, acompanhar o seu vai-e-vem, etc. Não quer se preocupar se a taxa de juros está subindo ou caindo, para decidir entre um fundo, um CDB ou um título, por exemplo. Qual o caminho mais fácil? Aplicar na caderneta de poupança, não é mesmo? Com ela, você sabe mais ou menos quanto irá ganhar por mês.

Claro, ela não é a opção mais rentável, mas para um investidor conservador, essa é uma boa escolha, principalmente para começar. Bem, agora as coisas podem mudar, pois vão “mexer nessa fatia”.

Dizem que o pequeno e médio investidor também vai lucrar com isso. Não entendi ainda como: se cai o rendimento da poupança, ele precisaria buscar outra alternativa. Entretanto, com a queda dos juros, também o rendimento de outras aplicações irá cair. Ou se contenta com menos, ou vai ter que se arriscar em opções de renda variável!

Será que tem uma fatia para a “população devedora”?

Em um primeiro plano, essa alteração aparenta ser boa para a população em geral, pois os juros mais baixos movimentarão o mercado. O problema é que uma grande facilidade de obtenção de crédito não me parecer ser uma solução muito saudável, principalmente se as pessoas não estão preparadas para isso…

Vejamos bem… 2007 e 2008… Crise econômica nos Estados Unidos decorrente do uso exagerado do crédito, principalmente no setor imobiliário… Será que é um medo irracional pensar que isso pode acontecer aqui, quanto mais incentivamos nossa população a endividar-se, em vez de aprender a investir e produzir bens e serviços, se possível em uma escala global?

Sabe, posso estar enganado, mas tenho a ligeira impressão de que uma sociedade rica é aquela que estimula a produção e consumo, e não aquela que estimula o crédito. Talvez meus conhecimentos em matemática tenham me abandonado, mas para mim essa “conta” não está certa.

Não quero dizer com isso que alterar o rendimento da caderneta de poupança seja algo totalmente horrível. Não, mas acredito que tal proposta deveria ser melhor apresentada à população, apresentando inclusive cenários com várias taxas de juros, quanto a mesma renderia, bem como diversas outras aplicações financeiras.

Bem, para que este não vire um texto tão pessimista, vou agora responder às dúvidas de alguns leitores sobre a caderneta de poupança.

Rendimento e débito no mesmo dia?

Nosso amigo Alex fez a seguinte pergunta: Tenho um débito automático de minha TV por assinatura em minha caderneta de poupança. Devo deixar o rendimento da mesma no mesmo dia do débito?

Alex, se possível, sim, seria melhor até mesmo para você, caso deseje manter um controle financeiro da mesma: bastaria olhar no dia seguinte quanto há lá e já saberia o “saldo final” daquele mês. Entretanto, se assim não estiver, não há problema, desde que a sua caderneta tenha sempre o valor necessário para o débito na data marcada! No caso de conta-corrente, por exemplo, eles oferecem um “cheque especial”, um limite que você pode se utilizar caso não haja dinheiro na conta. Entretanto, é válido lembrar que toda vez que se utilizar de tal terá que pagar juros pelo mesmo. Caso seu banco ofereça alguma facilidade como esta, cuidado, e repito, o mais importante é garantir que o dinheiro estará lá no dia do débito.

Um ou vários aniversários?

Nosso amigo Diogo disse o seguinte: É melhor ter vários aniversários (isto é, depósitos em dias diferentes) ou somente um dia de aniversário?

A resposta é simples: para facilitar os cálculos e saques, ter somente um aniversário é uma melhor escolha, então se você puder ter o hábito de depositar sempre no mesmo dia, ótimo! Entretanto, vamos supor que hoje é dia 20, o aniversário de sua conta é somente no dia 10, você tem algum dinheiro para depositar e sabe que se esperar até tal dia vai acabar gastando aquele dinheiro desnecessariamente, então deposite-o hoje mesmo! É melhor depositar mais dinheiro em dias diferentes do que acabar não depositando ou depositando menos na tentativa de depositar sempre no mesmo dia!

E quatro perguntas para terminar!

Nosso amigo André Luis também possui suas dúvidas, na verdade quatro dúvidas, que são:

  • Se eu abro uma conta no dia 07, a data de aniversário da minha conta será sempre o dia 7 independente de quantos dias tenha o mês?

O rendimento não se baseia no número de dias decorrentes, e sim no dia em que foi realizado o depósito. Sendo assim, se você depositar no dia 07 de fevereiro, não importa se é ano bissexto ou não, o aniversário será sempre no dia 07.

Mas, como sabemos, há certos dias que não existem em todos os meses, como os dias 29, 30 e 31, que podem não aparecer no mês de fevereiro. Segundo Lei 8177 de 01/03/91, artigo 12 parágrafo 3, o rendimento da caderneta de poupança nos dias 29, 30 e 31 deve ser igual ao do primeiro dia do mês seguinte.

  • O juros da poupança rendem sobre o valor total que tenho, ou sobre os novos depósitos?

Entenda a sua caderneta de poupança não como sendo uma única conta, mas como sendo um monte de subcontas. Então se eu faço um depósito no dia 07, é como se eu abrisse uma “conta 07″ e a cada dia 07 tudo o que está lá presente será rentabilizado. Perceba que a rentabilização é baseada nos depósitos de cada respectivo aniversário! Então se eu depositar R$ 100,00 no dia 07 e no dia 20 depositar mais R$ 200,00, no próximo dia 07 meus R$ 100,00 irão render (vamos supor que 0,60%, ou seja, tenho agora nessa “subconta” R$ 100,60) e no próximo dia 20 meus R$ 200,00 irão render (supondo mesma taxa, esta outra “subconta” terá R$ 201,20). Assim no próximo dia 07 subsequente ao último rendimento serão os R$ 100,60 que irão render (ficando nessa “subconta” com R$ 101,20).

Enfim, como ainda não chegou ao aniversário da outra subconta, terei até o momento, então, R$ 101,20 + R$ 201,20 = R$ 302,40. Pegou a ideia?

  • Quando deixo de ganhar o juros do mês ?

Você deixa de ganhar os juros de um mês quando efetua um resgate antes de chegar ao dia do aniversário. Vamos supor que você deposite R$ 100,00 no dia 07. Caso você precise do mesmo e o resgate antes de chegar ao próximo dia 07, você não ganhará nada por isso, pois o rendimento só é feito no dia do aniversário da conta.

  • Última pergunta, se eu tiver um valor de R$ 144.000,00 e admitindo um rendimento médio mensal de 720,00 R$. Se todo mês eu resgatar somente o rendimento, sem resgatar parte dos R$ 144.000,00, haverá algum problema nisso? Posso depois de um tempo todo mês resgatar os juros ganhos sem mexer no valor acumulado?

A princípio não há problema algum: o seu capital permanecerá sempre lá, os R$ 144.000,00. Entretanto, há um pequeno problema chamado inflação que poderá atrapalhar um pouco seus planos a longo prazo. Deixe-me mostrar-lhe alguns números (hora de algumas contas no Excel :-D )…

Considerando-se uma taxa de inflação de 0,49% (bem próxima à que tivemos nos últimos meses), uma aplicação de R$ 144.000,00 e um bem qualquer no valor de R$ 144.000,00 (cujo valor será inflacionado).

Após cinco anos, o valor daquele bem será agora de R$ 193.078,21. Em outras palavras, se no “ano zero” você tivesse o dinheiro para comprar aquele bem (um apartamento, por exemplo) em caderneta de poupança, o mantivesse lá e sempre fosse retirando os juros, deixando somente o valor inicial, após cinco anos precisaria de mais R$ 53.078,21 para poder adquirir o mesmo!

Além disso, aquilo que você conseguiria comprar com os R$ 720,00 reais iniciais, após cinco anos, estaria custando cerca de R$ 965,39, o que pode levá-lo a retirar da poupança mais do que deveria – ou a desenvolver uma nova estratégia, seja consumindo menos, seja buscando outras fontes de renda.

Então, apesar de poder proceder como deseja, é importante fazer um bom planejamento para saber se a inflação não irá atrapalhar em seus planos!

Minha opinião final? Uma “renda extra” é a solução!

Quanto maior é a discussão em torno do rendimento das opções de renda fixa e mais difícil é ganhar dinheiro de forma mais ou menos segura nas opções de renda variável, percebo que melhor pode ser buscar uma opção de “renda extra”.

Já falei isso aqui várias vezes e continuo a incentivar: ter algum negócio online pode ajudá-lo a desafogar um pouco seu orçamento, entretanto isso deve ser pensado e planejado a médio e longo prazo. Fazê-lo pensando que estará ganhando dinheiro em poucos meses pode não ser algo muito sensato.

A caderneta de poupança já foi uma boa opção para quem tem perfil conservador e pode economizar R$ 50,00 ou R$ 100,00 todo mês. Hoje, eu apostaria muito mais em uma estratégia mista, dedicando parte daquele capital ao desenvolvimento de um negócio online e mantendo a outra parte em caderneta de poupança, muito mais com o papel de fundo de emergência do que pensando como um investimento.

Pretendo lançar no final deste ano uma nova empreitada que poderá ajudar muitas pessoas a começarem seu próprio negócio online (estava pensando em lançar isso até a metade do ano, mas infelizmente fiquei muuuuito sem tempo agora que começaram minhas aulas no mestrado) por um custo muito mais acessível do que podemos encontrar por aí. Enfim, eu acredito que se reduzirmos os custos iniciais, incluirmos aqui uma boa capacitação e treinamento e visarmos lucros a médio e longo prazo (no caso, a partir de doze meses completos), então poderemos ter aí algo muito, muito bom para todos!

Bem, por agora fica só na vontade de desenvolver tal projeto e a pergunta no ar: caderneta de poupança – ainda vale a pena?