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Como investir meu dinheiro?

Cá estamos, prontos para responder mais uma vez a dúvidas de leitores, desta vez sobre investir seu dinheiro de forma, claro, a ganhar mais e mais. Responderei a dúvidas referentes a dois comentários presentes no artigo Não tenho dinheiro, mas quero investir!

Este artigo foca, então, quem está iniciando seus investimentos e busca uma rentabilidade a médio e longo prazo superior à da caderneta de poupança, já que esta agora não apresenta mais um rendimento tão estável quanto no passado.

Bem, vamos às dúvidas!

Perfil #1 – Jovem e com algum capital para investir

O primeiro comentário apresenta o seguinte perfil e dúvida:

Tenho 21 anos, possuo 2 mil reais guardados, tenho renda fixa de mil reais por mês e possuo gastos mensais em torno de 150 a 200 reais, já que moro com meus pais (gastos com lazer não inclusos). Como melhor investir meu dinheiro, já que no momento nem mesmo tenho uma poupança?

A principal vantagem desse leitor é ter uma mente voltada para a boa gestão financeira desde cedo: ainda na casa dos pais, já busca uma forma de melhor aplicar o que pode economizar de seu dinheiro – e isso é um grande ponto positivo, que pode ajudá-lo financeiramente muito no futuro.

Aqui vão alguns passos a serem executados (nessa ordem) para que possa melhor investir seu dinheiro:

  • Determine seus objetivos financeiros – você está investindo pensando em uma aposentadoria? Em uma viagem? Compra de um apartamento ou carro?
  • Traduza seus objetivos em números (tempo e custo) – quanto você precisará para cumprir com seu objetivo e quando precisará dispor de tal valor (em anos ou meses)?
  • Calcule quanto precisaria economizar mensalmente para alcançar aquela quantia – basta dividir a quantia total pelo número de meses até alcançar a data prevista;
  • Determine seu orçamento atual, isto é, quanto você gasta mensalmente – deve-se considerar TUDO em que gasta seu dinheiro, inclusive os gastos com lazer!
  • Determine quanto dinheiro lhe sobra mensalmente (salário – gastos):
    • Se o valor que você pode economizar já for superior àquele que você precisa economizar, então a conta fecha perfeitamente e qualquer tipo de investimento é suficiente, até mesmo uma caderneta de poupança! Se o prazo para o seu objetivo for relativamente curto, é melhor ficar com as opções de investimentos em renda fixa, assim evitará surpresas desagradáveis, mas se há um prazo suficientemente longo (leia-se aqui 5 anos ou mais), então você pode aplicar uma parte de seu capital em renda variável também (compra de ações), após aplicar uma boa quantidade em renda fixa e ter um montante mínimo de R$ 5.000,00 para começar a investir em ações. Como investir em ações? Depende de qual perfil você prefira seguir, eu pessoalmente quanto aplico em ações procuro aquelas que estão subvalorizadas e que oferecem dividendos;
    • Se o valor que você pode economizar for inferior àquele que você precisa economizar, então você precisa de um plano para mudar aos poucos sua situação, caso contrário não alcançará seu objetivo. Um primeiro passo é reduzir algumas despesas a fim de aumentar o potencial mensal de investimento. Depois disso, o próximo passo é expandir seus ganhos por meio de oportunidades de renda extra em sua cidade ou na Internet. E o terceiro passo é aceitar o compromisso de começar hoje dentro do que você pode fazer e buscar melhorar sua posição a cada seis meses!

E qual tipo de investimento financeiro deve ser feito? Percebo que as pessoas perguntam isso como se houvesse uma “solução mágica”, basta investir em tal opção e seu dinheiro irá multiplicar-se milagrosamente! Bem, isso não há. O que há são pessoas que estudam as opções de investimentos e escolhem aquelas que melhor se adéquam às suas necessidades, por exemplo:

  • Para a reserva financeira inicial, a melhor opção é a caderneta de poupança, pois você pode precisar sacar dinheiro dela a qualquer momento e você precisa de liquidez. A reserva financeira deveria manter pelo menos 6 vezes a despesa mensal da pessoa ou família;
  • Como investimento principal em renda fixa (não se engane, a maioria dos investidores em renda variável também mantêm grandes quantias investidas em renda fixa ou outras opções, como imóveis), é interessante começar com a caderneta e, ao atingir a quantia necessária para aplicar em uma opção de CDB ou tesouro direto que seja realmente interessante, migrar o dinheiro para esta. No caso de uma pessoa que seja arrimo de família eu aconselharia a manter sempre o mínimo necessário na reserva financeira, mas no caso de pessoas jovens que moram com os pais as chances de um aumento repentino em suas despesas são menores, então pode-se mover até mesmo todo o valor da reserva para o novo investimento e, posteriormente, “reconstruir” a reserva;
  • Como investimento em renda variável as opções mais conhecidas são a bolsa de valores e o mercado forex. Vale lembrar que não são as únicas, porém são as mais conhecidas. No Brasil, o mercado forex não é regulamentado pela CVM, de tal forma que o mais aconselhado é então optar pela compra de ações. Vale mais uma vez lembrar que você não deveria entrar no mercado acionário sem bons conhecimentos sobre o mesmo bem como uma boa estratégia de investimento (a que descrevi anteriormente é a buy and hold, onde você compra e mantém as ações visando ganhar por meio dos dividendos, adiando ao máximo a venda das ações);
  • Uma opção intermediária são os fundos de investimentos, que em certas ocasiões podem apresentar desempenho superior ao dos CDBs, mas é bom lembrar que fundos cobram certas taxas, como a taxa de administração, que “come” parte de seus lucros, então o que você irá ganhar na verdade nunca é aquele percentual “bonitinho” que os gerentes de bancos costumam mostrar aos clientes, você precisa perguntar isso a ele e incluir em seus cálculos!
  • Outra opção de investimento muito vantajosa é a aquisição de imóveis ou desenvolvimento de um negócio próprio. A primeira é mais fácil para quem já possui uma boa quantidade de capital disponível e pode financiar a compra de um apartamento na planta, visando posteriormente a venda ou locação do mesmo. Já a segunda opção pode ser desenvolvida com uma quantidade variável de capital – alguns negócios exigem um montante maior, outros um montante menor, mas todos, sem exceção, vão exigir atenção e esforço por parte do investidor (que agora será um dono de um negócio) e vão trazer alguma dor de cabeça, claro, mas é uma dor de cabeça boa! :-)

Eu, por exemplo, gosto de negócios online. Já atuei ou atuo com cursos à distância, freelance (desenvolvimento de software) e websites informativos. Este último “modelo de negócio”, em minha opinião, está em grande transformação no momento, o que pode representar uma grande oportunidade para alguns, mas um grande erro para quem espera aplicar “dicas antigas” e conquistar os mesmos resultados que, no passado, eram possíveis. Falarei mais sobre esse modelo de negócio em outra oportunidade, mas o que gostaria de deixar claro é que a Internet AINDA oferece espaço e oportunidade para muitos, mas é preciso ter seriedade e dedicação na mesma se realmente quiser diferenciar-se!

Bem, vamos agora à próxima dúvida…

Perfil #2 – Muita disposição para aprender e tentar

Aqui vai o “segundo comentário do dia”:

Olá camarada, muito bom o seu blog, tenho muitas ideias na cabeça mas sempre que vou executar barro em alguma coisa, trabalho como empregado mas meu sonho como o de muita gente é se tornar meu próprio patrão, já li vários livros um deles Pai rico e Pai pobre, o maior vendedor do mundo e outros, não tenho grana no momento mas tenho muita disposição e coragem, já investi (ganhei e perdi), mas ainda não acertei na mosca, o que você me aconselha?

O que eu aconselho? Que continue assim, tentando. Fico feliz em ver que possui interesse em mudar situação e que já está tentando, e isso é algo que deve ser valorizado. Agora, vou apontar algumas considerações que podem ajudá-lo.

Quanto ao “ter muitas ideias na cabeça”, preciso lembrar antes de mais nada que isso é bom, uma mente criativa consegue ir mais longe, mas você precisa saber direcionar seus pensamentos, senão pode acabar como muitos que pensam em muitas coisas, tentam muitas coisas e acabam não chegando muito longe. Eu mesmo, geralmente quando me sinto “travado”, paro e analiso tudo o que estou fazendo e percebo que, muitas vezes, o meu erro é que estou tentando por em prática tudo em que penso ao mesmo tempo! Então faça o seguinte, pense bastante, ponha todas as suas ideias em um papel, descarte aquelas que não são viáveis e, das dezenas que sobraram, escolha uma que parece forte (e viável como um negócio) e que você se sentiria feliz em por em prática por anos e anos (provavelmente, ao longo de toda a sua vida). Quando você encontrar essa ideia, você terá sua “ideia de um milhão de reais” e precisará, então, amadurecê-la aos poucos até estar no ponto de transformá-la em um negócio real ou em uma estratégia de investimentos.

E se você gosta de ler bons livros sobre educação financeira e negócios, já deve ter percebido que “vender” é a alma de qualquer negócio. Eu mesmo percebo que ganho muito menos do que poderia estar ganhando por não ter tão boas habilidades como vendedor e negociador. Então aconselho a fortalecer suas habilidades em vendas, negociação e marketing, com isso é provável que você consiga “vender” sua imagem na empresa melhor, o que o faria ganhar mais dinheiro, utilizar-se de tal dinheiro para iniciar um negócio próprio ou acumulá-lo para aplicar em investimentos.

Entretanto, se aceita um conselho (lembrando que não sou psicólogo ou algo do tipo!), eu diria que o seu perfil é perfeito para o desenvolvimento de um negócio online, pois como você disse, você possui disposição e está pronto para aprender, porém possui um emprego, então um negócio online bem executado pode possuir um bom retorno financeiro e ainda oferecer flexibilidade de horário de trabalho, podendo fazê-lo nos fins de semana ou à noite, sendo também um canal perfeito para você aprender mais e mais. Agora, só o aconselharia a fazê-lo de forma discreta, sem que atrapalhe seu emprego, que é a sua principal renda, até que o momento certo chegue. E quando é o momento certo? Há várias formas de se calcular isso, eu diria que é você ter ao menos seis vezes o valor de suas despesas (com os negócios e com sua família) em uma reserva financeira e seu negócio atingir no mínimo o ponto de equilíbrio (que é quando o dinheiro que entra é suficiente para cobrir todo dinheiro que sai).

Agora, conselho de quem já vivenciou isso: não ter patrão não significa que não terá dor de cabeça! Na verdade, cada cliente seu passará a ser seu patrão, já que seus rendimentos dependem diretamente deles! :-)

Bem, espero que tenham gostado deste artigo e que, de alguma forma, eu tenha respondido à pergunta “como investir meu dinheiro?” para quem possui um dos perfis citados acima. Caso você possua um perfil um pouco diferente ou deseje uma resposta para um caso mais específico, basta deixar um comentário (bem, espere até que o sistema de comentários esteja novamente no ar).

Vantagens da caderneta de poupança

Olá a todos e sintam-se mais uma vez convidados às nossas discussões, desta vez sobre as vantagens da caderneta de poupança, instrumento financeiro que, por muito tempo, foi o mais popular, mas que agora, devido às mudanças em sua rentabilização e tributação, pode não permanecer no topo do ranking.

Este artigo é, na verdade, uma reflexão, a respeito do impacto que estamos vendo sobre a rentabilização da caderneta de poupança e como o poupador e o pequeno investidor devem portar-se a partir de agora.

Poupador, como o próprio nome expressa, é aquele que economiza mensalmente algum dinheiro e o aplica em caderneta de poupança, não com o foco em ganhar dinheiro investindo, mas pensando em manter uma reserva financeira ou visando adquirir um bem no futuro. Já o pequeno investidor é aquele que investe em opções (principalmente de renda fixa, protegendo-se das variações de mercado) totalizando um valor não muito alto (para nossa reflexão, consideremos aqueles que mantêm menos de R$ 100.000,00 em aplicações financeiras).

Pois bem. Quanto mais a gente pensa a respeito da caderneta de poupança e compara o seu desempenho com a taxa de inflação, fica a pergunta: ainda há vantagens em aplicar dinheiro nela? Quero dizer, no passado, o retorno da caderneta jamais seria abaixo de 6,0% a.a. na verdade ficava geralmente ficava acima de 7,5% a.a. mas as coisas mudaram. Segundo a nova forma de tributação, o rendimento mensal mínimo de 0,5% não é mais garantido – na verdade, já tivemos alguns meses abaixo disso – e como o fantasma da inflação ameaça voltar (claro, de longe não terá a mesma força que teve no período antes do Real!), fica a pergunta: uma aplicação em caderneta de poupança consegue ao menos assegurar um rendimento acima da inflação? E a resposta é: não.

Mas o governo e vários consultores ainda apontam vantagens na mesma, então decidimos enviar um dos nossos especialistas a campo para averiguar isso e veja aí o resultado da análise:

Cadê as vantagens da caderneta de poupança?

Brincadeiras à parte, garantir bons rendimentos em renda fixa estão cada vez mais difíceis. Quem pretende manter seu dinheiro aplicado por pelo menos dois anos, o conselho geralmente é aplicar em títulos públicos, e se houver a necessidade de retirá-lo antes, então opte por certificados de depósito bancário, mas também nestes para conseguir um bom rendimento está mais complicado, pois a “aposta certa” que antes tínhamos de que CDB DI seria sempre a melhor opção não é mais tão certa assim. Se bem me lembro, no mês de fevereiro ou março foi o CDB pré-fixado a melhor opção de renda fixa, uma opção que há uns dois anos atrás geralmente obtinha rendimentos mais baixos que o CDB DI. É, “regra de ouro” não existe mais – ou ao menos não é mais a mesma!

E agora, o que eu faço?

A mesma dica que sempre vou compartilhando aqui: se a quantia que você tem para aplicar ainda é muito pouca, então não há muito o que fazer, permaneça na caderneta de poupança – e trabalhe muito seu planejamento financeiro para conseguir economizar e poupar quantias maiores, até alcançar quantidade suficiente para mover parte de seus rendimentos para outra aplicação, como títulos públicos ou CDB. CDB é interessante a partir de montantes relativamente altos, como R$ 100.000,00, onde se pode conseguir mais de 97% do CDI na opção CDB DI.

Use a caderneta de poupança como uma opção para manter montantes que talvez precise resgatar antes de um ano. E cuidado com o ímpeto de mover-se para o mercado de ações: apesar da chance de maiores retornos, os índices apontam que há muitas ações tendo quedas e há certa estabilidade financeira, isto é, talvez você não ganhe dinheiro rápido por meio da valorização de suas ações. Sendo assim, não use para comprar ações um dinheiro que pode lhe fazer falta!

Bem, para mim, é desta forma que devemos encarar e usar a caderneta de poupança agora. E para você, amigo leitor, quais as vantagens da caderneta de poupança?

Quando escolher a previdência privada

Após um longo tempo sem falarmos sobre investimentos financeiros, quero conversar hoje sobre porque ou quando escolher a previdência privada. Não vou entrar aqui em muitos detalhes sobre tipos de previdência, taxas cobradas, etc. Sobre isso, você pode encontrar maiores informações em nosso artigo previdência privada, ok?

Como disse, quero conversar com você, amigo leitor, tal que possa saber quais as possíveis razões para se investir em previdência privada – e quando é realmente uma boa hora. E para isso, claro, venho munido de números e alguma releitura de artigos presentes nesta mídia virtual (popular internet :-) ).

A primeira dica que dou para quem está pensando em investir pensando em sua aposentadoria ou pelo menos a muito longo prazo (dez anos ou mais) é quanto à importância de estar ciente das diversas opções de investimentos, rentabilidades médias, riscos e taxas cobradas. Isso porque cada tipo de investimento possui suas próprias peculiaridades, momentos em que é uma boa opção e momentos em que não é e isso acontece também com a previdência privada.

Acredito que alguns de vocês ainda lembram que decidi investir algum dinheiro em uma previdência privada alguns anos atrás (VGBL do BrasilPrev, 70% em renda fixa, 30% em renda variável, eu acho) e, em meados de 2011, interrompi as aplicações mensais. Para fins de análise da mesma, isso foi ótimo, pois significa que durante todo o ano de 2012 não realizei nenhuma aplicação e ficou bem mais fácil determinar o rendimento líquido da mesma em relação ao montante inicial, que, se bem entendi, foi de 9,09%.

Então, ao longo de 2012, tal escolha apresentou-se interessante como opção de investimento, pois não é todo dia que encontramos uma opção “quase renda fixa” com um rendimento assim, agora, claro que isso depende tanto do desempenho da “parte fixa” quanto da “parte variável”. E vale lembrar também que, por ser VGBL, quando eu resgatar o montante serei tributado somente em cima dos rendimentos e não de todo o valor.

Agora, será que é realmente uma boa escolha a previdência privada? Segundo alguns especialistas em finanças, não, principalmente opções de renda fixa atreladas à taxa Selic. No passado, quando tínhamos a taxa Selic em valor mais alto, um rendimento atrelado à mesma era bem interessante, mas agora, com a taxa em um valor mais baixo, isso pode significar um rendimento mais baixo.

O que se deve fazer? Segundo alguns, apostar em opções que mesclem renda fixa e renda variável, que a longo prazo pode ser uma boa opção, pois pode apresentar um retorno mais alto e aproveitar-se da uma menor tributação, caso você escolha o regime de tributação regressiva – que é o que eu optei.

Aí está outro ponto interessante, o regime de tributação escolhido. Se você optar pela tributação regressiva e tentar resgatar algum valor em um prazo inferior a cinco anos, acabará por pagar a maior alíquota de imposto de renda possível, mas se souber aguardar o tempo necessário (se bem me lembro, 15 anos) terá uma tributação de somente 10%. Em resumo, se tiver certeza de que não precisará daquele dinheiro pelos próximos 15 anos, investir em uma previdência privada com tributação regressiva pode ser uma boa ideia.

Vale lembrar, claro, que nem caderneta de poupança, previdência privada, fundos de investimento ou certificado de depósito bancário são “instrumentos mágicos” que farão seu capital multiplicar-se absurdamente. Eu os utilizo buscando valorizar o meu capital e espero que você faça o mesmo.

Não sou um especialista no assunto, mas a minha opinião é de que se deve escolher a previdência privada quando:

  • Pode-se aplicar um capital e não o resgatar por um período mínimo de quinze anos;
  • Compreende e aceita o fato de que precisará mesclar renda fixa e renda variável (leia nosso artigo Renda fixa ou renda variável? para entender melhor);
  • Pretende-se realizar aportes mensais programados (o valor já é debitado de sua conta mensalmente de forma automatizada);
  • Tiver lido todo o artigo 10 armadilhas dos fundos de previdência privada da Exame (olhei superficialmente as três primeiras armadilhas e gostei muito das dicas que eles oferecem, então recomendo mesmo a leitura).

É interessante lembrar que no caso dos aportes (aplicações) há uma taxa de carregamento – na minha, da BrasilPrev, a taxa é de 2,5%, um tanto salgada! Entretanto, lendo a respeito soube que na Caixa Econômica Federal há tipos de previdência privada em que não há taxa de carregamento! Como não possuo mais conta corrente naquele banco, preciso inteirar-me de tudo para saber se realmente vale a pena, mas se você já possui, pode ser então uma boa opção investir lá (e mais tarde nos dizer qual foi sua experiência).

E, claro, é importante saber qual o objetivo de sua previdência – no meu caso, pretendo ao final realizar o resgate e aplicá-la em outra opção de investimento (ou mesmo manter a mesma), pois não me interessa convertê-la em benefício previdenciário. Mas gostaria de saber de vocês, amigos, mais alguém aí aplicando em previdência privada? Qual a sua opinião a respeito, quando ela é uma boa escolha?

Investir é uma arte

Sim, eu sei que muitos devem não concordar comigo, mas já vou defender o meu ponto de vista sobre por que investir é uma arte. E um bom investidor, claro, é um bom artista! E o argumento-chave aqui é a criatividade necessária para se realizar bons investimentos.

Criatividade nos investimentos

Com certeza você já sabe que precisa ser inteligente e esperto o suficiente para gerir bem sua carteira de investimentos – afinal de contas, há muitas opções de investimentos e todos dizem que diversificar é a solução, mas como? E é aqui onde também entra a criatividade, pois não basta somente conhecer os principais indicadores e históricos de cada tipo de investimento, é preciso que você seja criativo para determinar uma combinação interessante e favorável para os seus objetivos. E escolher a combinação correta – e manter-se fiel a ela – pode ser algo muito trabalhoso!

Talvez todos os seus investimentos estejam concentrados em CDBs e fundos e você deseje investir em algo que possa conseguir-lhe um resultado mais diferenciado. Ações? Bem, todos sabemos que elas podem ser bem recompensadoras, mas também podem levar a um “desastre financeiro” quando não são bem geridas. Imóveis? Talvez, esta também é uma boa opção, afinal de contas, estamos vendo os números do mercado imobiliário crescendo tão rapidamente, que esta parece ser sempre uma boa solução. Mas, o que acontece caso o mercado imobiliário fique estagnado?

Bem, determinar quando, quanto e como investir em cada opção realmente não é uma tarefa fácil. Lidar com isso às vezes pode parecer que estamos realizando malabarismo com quatro ou cinco facas afiadas ao mesmo tempo. Um erro e zaz! Mas, claro, apesar de nos sentirmos assim, sempre é possível recuperarmo-nos das possíveis falhas ocorridas – principalmente se usarmos nossa criatividade nos investimentos.

Além da criatividade, há um outro conceito muito importante, presente não somente no mundo da arte, mas em todo campo em que queremos que tudo funcione corretamente: a arte de fazer acontecer.

A arte de fazer acontecer

Não importa quão bem você planeje seus investimentos, é o ato de aplicar e resgatar seu dinheiro que torna isso realmente um investimento – e é só assim que os resultados financeiros podem aparecer. Quero dizer, não importa se você desenvolveu um super plano, definindo exatamente quanto dinheiro irá aplicar em cada opção e por quanto tempo, enquanto você não realmente aplicar seu dinheiro e realizar as operações no momento certo, você não estará investindo, logo seu dinheiro não estará rendendo, você não estará ganhando mais dinheiro e nenhum dos seus objetivos financeiros será alcançado com tal postura.

Você precisa entender que tomar uma atitude é essencial para garantir que você não perderá as oportunidades. Há pessoas que vêem grandes quedas nas bolsas de valores e dizem “esta é uma excelente hora para comprar ações!”, mas não o fazem. Oito meses depois, quando o mercado de ações volta ao normal, aquelas ações possuem seus valores triplicados. Aquelas mesmas pessoas olham, suspiram e dizem “eu sabia, se ao menos tivesse investido algum dinheiro naquelas ações…”. Não adianta suspirar, se não investir no momento certo, se não acompanhar o desempenho de sua carteira de investimentos, não há como garantir bons resultados.

E, claro, não podemos encerrar este artigo somente falando isso. São necessárias algumas dicas sobre como investir melhor, isto é, aperfeiçoar a sua arte!

Três passos para aperfeiçoar-se na arte de investir

  • Dê mais valor às suas experiências e às suas análises do que ao que certos “especialistas” dizem-lhe. Um exemplo clássico disso são as conversas com gerentes de banco: eles sabem muito sobre os diversos tipos de investimentos oferecidos ali, mas sempre tentarão “empurrar-lhe” um ou dois títulos de capitalização, mesmo sabendo que seu dinheiro renderá melhor em uma caderneta de poupança do que em um deles!
  • Estar atualizado é importante, mas cuidado para não exagerar! Quero dizer, sempre falamos sobre quão importante é estar estudando e aprendendo tudo sobre investimentos, mas se a maior parte de seus investimentos está concentrada em fundo de renda fixa, não há por que ficar tão desesperado por ver as variações diárias daquele fundo, não é mesmo?
  • Não desanime diante de pequenas perdas financeiras. Elas fazem parte do processo de aprendizado, em vez disso, assuma-as como o “custo de um curso financeiro sobre o que não fazer”, aprenda onde errou (tal que não repita mais aquele erro) e siga em frente.

Investir é uma arte, mas uma arte que exige não somente criatividade, mas fazer as coisas na hora certa.

Poupança, fundo em renda, CDB, tesouro direto ou ações – e agora, o que devo escolher?

Nosso amigo Douglas está realmente ligado no que está acontecendo no Brasil em termos de economia. Após incitar uma discussão que levou ao nosso artigo A vida a juros baixos – O que fazer?, agora ele comentou sobre dois artigos ( um do portal R7.com e outro da Exame – Abril) falando a respeito do novo rendimento da caderneta de poupança e das novas facilidades para quem deseja investir em tesouro direto. Além disso, é bom lembrar que alguns fundos de investimento estão tendo suas taxas de administração reduzidas, conforme mencionamos em Fundos de investimentos mais atraentes?, lembram-se?

“Resumo da ópera”: falar sobre economia, investimentos e finanças é realmente bem diferente de falar sobre saúde e nutrição, pois enquanto basta escrever uma vez sobre uma doença ou sobre dieta e aquele artigo (ao menos em teoria) será válido para a vida toda, quando falamos sobre dinheiro, meu caro amigo, tudo pode mudar, principalmente quando sob forte influência do governo e dos grandes bancos.

Então decidi refletir um pouco e comentar minhas impressões aqui, mas primeiro, vamos fazer um rápido resumo do que estamos vendo acontecer com todas essas opções.

Alguns tipos de investimento e sua situação atual

Caderneta de poupança – Para quem gosta de deixar o seu dinheiro ali, quietinho, na segurança e sem se preocupar em pagar impostos por isso, a coisa está “começando a esquentar”. Primeiro, passamos a ter que pagar impostos para montantes aplicados em caderneta de poupança superiores a R$ 50.000,00, e agora, quando a taxa de juros básica Selic ficar abaixo de 9% a.a. (momento em que a caderneta de poupança era mais interessante que outras opções em renda fixa), agora ela também renderá menos. Em minha sincera opinião, a caderneta de poupança está se tornando cada vez menos atraente para quem investe a médio e longo prazo (considere aqui um prazo mínimo de 1 ano), porém, para quem ainda possui muitas incertezas sobre quando pode precisar daquele dinheiro, ela ainda é uma boa opção, pois para quantias abaixo de R$ 50.000,00 investidas por um prazo inferior a seis meses, não há opções em renda fixa que tenham melhor desempenho.

Fundos de investimento – Bancos estão aproveitando o momento para tornarem seus fundos (principalmente os de renda fixa) mais atraentes, afinal de contas, muitos dos que investem grandes quantias em caderneta de poupança (e por um prazo médio ou longo) agora precisarão de outra opção de investimento. Entretanto, vale lembrar que quando falamos de fundos de investimento precisamos conhecer as taxas cobradas por cada fundo antes de dizer qual é a melhor opção! Pelas opções de fundo que vejo no BB (desculpem-me, mas não tenho analisado outros bancos :-( ), só é realmente interessante quando você investe acima de R$ 90.000,00 e por um prazo mínimo de 01 ano (o ideal seria 02 anos, quando a tributação é a menor possível). Para quantias menores que esta ou prazos inferiores, talvez seja melhor escolher outra opção.

Tesouro direto – Lembro-me que o website e blog Dinheirama.com já apontava esta como sendo uma opção interessante para quem deseja investir uma quantia razoável (eles não expressam números) e por um período mínimo de 01 ano. Os custos envolvidos na transação dependem das taxas de administração e de custódia cobradas pelo agente de custódia (você pode saber mais sobre isso lendo o artigo Investir no Tesouro Direto ficou mais fácil e barato, indicação de +Douglas Silva e, agora, +minha :-) ). Conseguindo-se as menores taxas possíveis e mantendo o dinheiro investido por mais tempo, claro, pode-se conseguir um retorno a médio e longo prazo bem mais interessante que em outras opções. Este ano, talvez não, mas a partir do ano que vem, quando minhas aplicações em fundos completarem dois anos, acredito que devo aplicar parte em tesouro direto e acompanhar os  resultados. :-)

Certificados de depósito bancário - Uma opção excelente quando temos taxas de juros altas, não tão boas quando as taxas caem. Lembro-me que, quando as taxas caíam, era melhor “aconchegar-se” na caderneta de poupança. Agora, temos um panorama de juros baixos que, segundo especialistas, deve manter-se assim por um bom tempo, e como os bancos não tornaram os CDBs mais atraentes (bem, o BB possui o CDB DI Parceria, que aumenta a taxa de retorno semestralmente enquanto seu dinheiro está aplicado, se bem me lembro), então é provável que esta opção comece a ser um pouco mais esquecida este ano.

Ações – Aqui já fugimos completamente do “mundo da renda fixa”. Aplicar em ações é interessante quando se sabe realmente o que está fazendo – eu, por exemplo, “perdi somente R$ 480,00″ quando investi em ações sem experiência prática alguma. :-) Com aquele dinheiro, eu poderia ter comprado um PS2, pagado 4 diárias em uma pousada (eu já comentei aqui que, além de jogos, gosto de viagens? :-) ) ou alguma outra coisa. Se me arrependi? Não. Pior, é bem provável que, se eu não o tivesse feito, faria hoje. Aliás, pretendo voltar a investir em ações assim que terminar as disciplinas de mestrado, quando poderei estar mais o assunto. Mas aqui fica a dica: não adianta investir em ações se não está disposto a aceitar prejuízos também. É claro que todos querem ganhar dinheiro, mas quanto mais arriscado é o tipo de investimento, você precisa ser mais tolerante.

Bem, acho que já “pintamos o quadro” sobre o que está acontecendo com alguns dos principais tipos de investimentos. Agora vamos à crítica!

E agora, como investir?

Se você possui uma quantia significativa em caderneta de poupança e está certo de que não precisará dela durante o período de 01 ano, aconselho a aplicá-la em títulos públicos por meio do tesouro direto. Afinal de contas, se vamos pagar impostos sobre os nossos investimentos, por que não procurar a opção que paga melhor dentro do tempo que podemos mantê-lo aplicado?

Claro, fundos de investimento estão se tornando mais atraentes, mas como disse, os bancos só oferecem as boas oportunidades para quem pode aplicar acima de R$ 90.000,00, o que inviabiliza a participação de muitos dos nossos leitores (apesar de que já tivemos alguns aqui procurando boas opções para investir quantias acima de R$ 300.000,00). Se você não se encontra em uma boa posição, isto é, não possui tanto dinheiro assim para aplicar e não está certo de que poderá deixá-lo assim durante 01 ano, então é melhor procurar outra opção.

E os certificados de depósito bancário? Hmmmm… Precisarei analisá-los com mais calma. Uma vantagem destes em relação à caderneta de poupança é que rendem diariamente e não somente mensalmente, mas isso realmente só importa quando você pode precisar resgatar seu dinheiro a qualquer dia dentro de um prazo inferior a 30 dias, caso em que ela ainda renderá, mas será muito pouco, já que haverá cobrança de IOF. Em outras palavras: em dias de juros altos, CDB era uma opção muito boa, mas agora, com as taxas caindo e com títulos públicos e fundos de investimento tornando-se mais atraentes, eles perdem bastante do seu brilho.

E então, acabou?

Acabou nada! Agora eu quero abrir espaço para discussão. Já apresentei meu ponto de vista, gostaria de ler o ponto de vista de Douglas bem como de outros leitores a respeito do assunto. Aliás, quem for leitor do Clube do Dinheiro, fala comigo lá na rede social Google+ que criarei um círculo para manter seus contatos e, assim, podemos “trocar figurinhas” também por lá, como já está acontecendo! :-)

Mas e então, como está pensando em investir o seu dinheiro?

Fundos de investimento mais atraentes?

Lembram-se de nosso artigo sobre a vida a juros baixos? Nele, comentamos a respeito da alteração ocorrida no rendimento da caderneta de poupança. Ao que tudo indica as mudanças nos rendimento de certos investimentos financeiros não vão ficar só por aí, pois hoje a Caixa Econômica Federal comunicou no final de abril uma queda nas taxas de administração dos fundos de investimento e o Banco do Brasil também “entrou nessa onda” e no início de maio realizou a mesma operação.

Quais as consequências? Bem, acredito que a consequência mais visível é que, como a caderneta de poupança está cada vez mais rendendo menos (acima de R$ 50.000,00, há incidência de imposto de renda e se a taxa Selic está baixa, ela agora também renderá menos) e com fundos de investimento pagando menores taxas, a probabilidade é que muitos pequenos e médios investidores já estejam migrando de uma para outra.

E aparentemente, o momento é ótimo para migrar da caderneta de poupança para outras opções, já que a previsão é de que época de “juros baixos” dure bastante tempo – alguns especialistas até apontam que o Brasil não mais retornará ao nível de juros que tínhamos antes, mas acredito que é muito, muito cedo para afirmarmos algo desse tipo! Prova disso é que, assim que o dólar atingiu o seu menor valor (em 2008 ou 2009, se bem me lembro) muitos disseram que era hora de comprar dólar, pois ele se valorizaria rapidamente, mas somente este ano ele está realmente ganhando força!

Enfim, o que desejo é apontar aqui os fundos de investimento como uma possível (mas não única!) opção. Claro, como já falei várias vezes, infelizmente ainda não investi em tesouro direto (e a falta dessa experiência realmente me prejudica), de tal forma que apesar de não ter experiência no assunto, aconselharia a análise de ambas as opções – opções de fundos de investimento focadas em renda fixa muitas vezes rendem menos que o tesouro direto, então se está pensando em investir em renda fixa, talvez esta outra seja uma melhor opção.

No mais, mantenho meu ponto de vista: com a caderneta de poupança em queda e o demasiado risco que há no mercado de ações para iniciantes, ter o seu próprio negócio (um dos principais tipos de ativos, segundo Robert Kiyosaki) ainda me parece uma ideia mais interessante, desde que possa mensurar bem quanto deseja investir, quanto de esforço irá aplicar e em quanto tempo deseja ter o seu retorno financeiro.

E para você, amigo leitor. A queda das taxas de administração dos fundos de investimento tornaram-nos mais atraentes? Está pensando em investir? Aliás, como está indo 2012, está cumprindo o que planejou no início?

A vida a juros baixos – o que fazer?

Olá amigos do Clube! Que tal conversarmos agora um pouco sobre a nova fase de prosperidade econômica vivida pelo Brasil, onde vemos uma queda real nos juros bancários? Em outras palavras, temos agora a nossa “vida a juros baixos“, e então, o que fazer para tirarmos o melhor proveito disso?

Antes de mais nada, quero agradecer ao meu amigo +Douglas Silva, pois foi ele que me enviou um link para a matéria da revista Época A vida com juros baixos, instigando-me a uma discussão sobre o que deveríamos fazer agora que estamos “livres dos juros”.

A revista Época “comemora”, mencionando que agora estamos com juros mais próximos daqueles apresentados pelas grandes economias mundiais e aqui vem a minha primeira pergunta: não são essas mesmas grandes economias mundiais que estão agora enfrentando… “crises econômicas mundiais”?

Antes de mais nada, não quero que o leitor pense que estou falando isso somente para “bancar o polêmico”, para ser o “do contra” (apesar de ser isso algo bem divertido, não é o meu objetivo :-) ). O que pretendo é despertar a atenção de todos para todos os efeitos que isso poderá gerar – e, claro, há os efeitos positivos, bem como os efeitos negativos.

Comecemos então falando das consequências da nova “vida a juros baixos” (sim, vida A juros baixos, fazendo-se assim uma alusão ao fato de que pagamos prestações com juros pela vida que temos :-) ) para quem investe…

Tivemos a queda da taxa Selic, não é? E alguns analistas apontam que provavelmente teremos outra queda na taxa no final de maio, o que pode levá-la a 8,5% a.a. O que é muito bom para quem precisa de crédito, pode não ser tão bom para quem investe em renda fixa, buscando proteger o seu capital – aonde se encontra a grande maioria dos pequenos investidores, diga-se de passagem.

Quando a taxa Selic cai, muitos investidores procuram a caderneta de poupança e o tesouro direto como melhores opções para protegerem-se. Como já sabemos, as regras para a rentabilização da caderneta de poupança foram alteradas, de forma a reduzir o rendimento da mesma quando a taxa Selic estiver baixa. Com isso, talvez o tesouro direto se torne a melhor opção para quem possui o perfil mais conservador, mas não posso dizer “com experiência no assunto”, já que ainda não investi em títulos públicos (quem sabe este ano, afinal de contas, estão mudando tudo mesmo, mudar um pouquinho como invisto não vai me fazer mal, não é? :-) ).

Outra coisa que pode acontecer é mais desses pequenos investidores quererem arriscar-se no mercado acionário, afinal de contas, notícias apontam que o mesmo está voltando a aquecer-se (também estou um pouco desatualizado aqui, ultimamente estou me focando em meu mestrado, internet marketing e técnicas de produção de conteúdo de qualidade :-) ). Entretanto, como todos sabem, o mercado acionário apresenta uma instabilidade bem maior do que qualquer investimentos em poupança, CDB ou tesouro direto, e por isso quem investe precisa estar bem preparado, tanto quanto a conhecimento, quanto à possibilidade de adversidades!

Um conselho que posso oferecer a quem possui algum dinheiro em caderneta de poupança (ou mesmo quem não possui) e pode tirar 6 a 10 horas por semana para “investir em um hobby lucrativo“, pode ser esta a hora de fazer o dinheiro trabalhar mais para si do que para os outros, não acha?

Há a ideia de que esta é a hora certa para “torrar o dinheiro poupado”. Bem, muita calma nessa hora. Essa ideia só é válida para bens que apresentam realmente relevância em sua vida, como a compra de uma casa ou apartamento, por exemplo. Neste caso, mesmo o uso de financiamento não torna a ideia ruim, pelo contrário, afinal de contas o objetivo é aproveitar-se dos juros baixos (apesar de que, pelo que vi, o crédito imobiliário ainda não sofreu reduções significativas). Já gastar dinheiro, ou pior, usar-se de crédito ou pegar dinheiro emprestado para gastar com coisas que pouco acrescentem à sua vida, pode não ser uma boa ideia. Lembre-se que, por menores que sejam os juros, eles sempre serão bem maiores que a taxa de inflação – e como geralmente a caderneta de poupança ainda supera a inflação, ainda acaba sendo uma melhor ideia poupar antes de gastar.

Para quem possui dívidas em cartão de crédito, esta pode ser a hora para arquitetar um plano para conseguir refinanciar as dívidas e, se não conseguir, tomar um empréstimo pessoal com juros bem mais baixos e livrar-se das dívidas de uma vez por todas.

Enfim não há uma melhor opção entre poupar, investir, ter o seu negócio, gastar ou economizar. O importante é que você, o maior interessado, analise com calma cada uma das opções e escolha aquela que, em seu planejamento financeiro, parece ajudá-lo mais a alcançar seus objetivos. Se feito dessa forma, com certeza saberá o que fazer nesse momento em que temos uma vida a juros baixos. :-)

Fundos de investimento em 2012

Há alguns dias atrás, comentei a respeito da importância do venture capital no Brasil, que deverá crescer este ano, e o primeiro sinal seria o BNDES notificando publicamente que investirá até R$ 1 bilhão em private equity e venture capital até 2014. Hoje, lendo mais um pouco na web, percebo que não se trata de uma decisão isolada, e sim de um “movimento do mercado”.

Fundos de investimento em geral são conhecidos por manterem aplicações em diversos tipos de papeis, de acordo com o perfil de seus investidores. E segundo matéria do website Monitor Mercantil, Fundos de pensão modificarão sua estratégia a fim de ampliar seus investimentos. E esta não seria uma decisão somente destes, mas também de fundos de investimento focados no investidor conservador, que aplicam em papeis atrelados a índices (investimentos em renda fixa).

É interessante ler tais matérias, pois esse movimento do mercado pode nos ensinar algumas coisas. A primeira delas, como eu já havia comentado várias vezes por aqui, é que está cada vez mais vantajoso criar o seu próprio negócio do que mantê-lo investido em papeis de renda fixa ou mesmo investir na bolsa de valores (se você não tiver conhecimentos sólidos sobre o mercado acionário, claro). Fundos de investimento não criam novos negócios, entretanto podem investir neles e é isso o que eles estão fazendo. Muitos fundos estão afirmando que tal estratégia é importante para diversificar os tipos de ativos que possuem – e eles estão certos, basta lembrar do que Robert Kiyosaki comenta em seu livro “Conspiracy of the Rich” (o qual nós estudamos aqui mesmo, em nosso clube, capítulo por capítulo, lembram-se? ;-) ).

Muitos aqui concordam, mas poucos estão conseguindo encarar essa nova “onda”. E é aí onde está o perigo: por medo ou por não saberem como aplicar seu dinheiro, acabam por se protegerem em fundos de investimento em renda fixa (eu no meio! :-( ), que muito pouco rendem a mais que a caderneta de poupança.

Bem, resumidamente: durante 2011, os rendimentos de fundos de investimento de renda fixa de muitos bancos (ou pelo menos do Banco do Brasil, pois tomei algum tempo para analisar durante o ano passado as várias opções de fundos do BB) tiveram um rendimento médio líquido (isto é, após descontado imposto de renda, considerando-se um resgate no período de seis a onze meses após a aplicação) não muito alto em relação ao rendimento da caderneta de poupança. E com a queda da taxa Selic, é muito provável que esse panorama se mantenha.

Para quem já possui aplicações em fundos de investimento em 2012, talvez seja interessante mantê-las caso já estejam há mais de um ano lá, o que reduz a dedução tributária, mas quem possui menos tempo que isso, talvez possa pensar em outras opções de investimento. Ou talvez possa pensar em ter seu próprio negócio.

Entretanto, digo-lhe logo de antemão que nenhum negócio é “sem dor de cabeça”, que tudo flui positiva e naturalmente. As coisas podem não ser bem assim: no mês passado, por exemplo, conseguimos o melhor rendimento em um único dia da semana. Entretanto, no início de abril começou uma “queda generalizada” que nos levou a dias em que ganhamos somente metade (às vezes um pouco menos) daquele valor! Você acha que isso me deu muita preocupação e dor de cabeça? Pode apostar que sim! Mas isso é o que qualquer um que possui um negócio, seja ele offline ou online, terá aprender a lidar, pois faz parte do dia-a-dia!

Bem, resumo da ópera: eu vou preferir continuar com as minhas aplicações como estão, boa parte investidas em fundos de investimento e tendo o meu próprio negócio online. E é claro que meu negócio rende mais que o fundo, mas é óbvio que isso me toma muuuito mais tempo e atenção também!

E você, amigo leitor, diante de tantas informações e opções, como pretende reagir diante das decisões dos fundos de investimento em 2012? Como irá manter sua carteira de investimentos?

Caderneta de poupança – vale a pena?

Não sei se vocês estão prestando atenção à discussão que está rolando acerca da caderneta de poupança. Há muito debate sobre mexer ou não no rendimento da mesma (algum tempo atrás foi a tributação sobre a mesma, agora é “mexer diretamente sobre os rendimentos”).

Bem, além de falarmos sobre isso, tentando entender se ainda vale a pena a caderneta de poupança como aplicação financeira, vou responder às dúvidas de alguns leitores.

Era uma vez, José e Maria

Bem, para ilustrar um pouco o meu ponto de vista, vou contar uma pequena estória…

Era uma vez José, trabalhador assalariado honesto, casado com dona Maria, também uma batalhadora, e juntos eles construíam sua vida em família. Aos poucos, conseguiam viver de forma razoável (leia-se aqui, esforçando-se para não precisar de bolsa-família, bolsa-escola e outras bolsas).

Um dia, perceberam que se desejassem comprar um aparelho televisor teriam somente duas opções: comprar hoje e pagar juros (algumas/muitas vezes abusivos) ou poupar durante seis ou oito meses e comprar a televisão com um preço mais em conta. Bem, a ideia de adiar um pouco a compra da TV e poupar o suficiente para a mesma lhes parecia interessante, então optaram por fazê-lo.

A caderneta de poupança pode não parecer tão atraente a curto prazo, mas é uma boa forma para proteger seu dinheiro, afinal possui um rendimento mínimo geralmente superior ao da inflação, assim pensaram. Infelizmente, devido a alterações na rentabilização da caderneta de poupança, essa ideia de proteção pode desaparecer.

Talvez o casal da história, José e Maria, descubram ao final do período esperado que ainda não possuem o suficiente, pois a inflação elevou o preço do aparelho mais do que a rentabilização foi capaz de promover. Imaginem, então, nos riscos caso a poupança fosse mantida por esse casal como um fundo de emergência para médio e longo prazo. Sem a segurança oferecida pela caderneta de poupança, seu capital poderia acabar com um poder aquisitivo menor que no início e aí todos perguntar-se-iam: valeu a pena depositar na caderneta de poupança?

Sabem, não gosto de como essa discussão toda está rolando: falam que precisamos acabar com o rendimento fixo da caderneta de poupança, que isso ajudará a reduzir os juros (ou seja, para quem precisa de crédito, facilitando o acesso à população, mas também “engordando o bolso dos bancos”) e que isso não prejudicará os pequenos e médios poupadores… Como?

Bem, se você não sabe por que há tanta gente querendo “mexer na poupança alheia”, vou explicar agora.

O governo quer ganhar sua fatia

Com a caderneta de poupança, não há tributação. Em fundos de investimentos, CDB e compra e venda de ações, há!

Sendo assim, em momentos de juros baixos, como muitos investidores mais conservadores migram para a caderneta de poupança, o governo deixa de arrecadar uma parte.

Os bancos também querem sua fatia

A princípio, você pode pensar que os bancos vão sair perdendo, uma vez que a queda do rendimento da caderneta de poupança levará à queda dos juros. Mas não é bem assim, veja:

  • O dinheiro aplicado em caderneta de poupança não pode ser utilizado pelo banco para empréstimos a terceiros. Se bem me lembro, um mínimo de 85% das arrecadações devem ser aplicadas no financiamento habitacional, cujos juros são bem mais baixos que os juros de um empréstimo pessoal, do cartão de crédito, etc. Entretanto, se os pequenos investidores são “obrigados” a investirem em CDB, o governo ganha sobre a forma de dedução de imposto de renda e os bancos também ganham, afinal de contas esse é o principal capital utilizado pelos mesmos em várias aplicações;
  • Ao reduzir as taxas de juros, mais pessoas buscam crédito para realizar seus sonhos. Sendo assim, apesar do percentual reduzir, os bancos podem conseguir ganhar ainda o mesmo valor absoluto (ou até mesmo um maior) uma vez que mais pessoas demandarão empréstimos, financiamentos, etc.

E onde está a fatia do pequeno e médio investidor?

Pense como um pequeno investidor, que gostaria de ver o seu dinheiro render, porém de forma segura. Você não quer se arriscar no mercado de ações: não tem tempo para estudar o mercado acionário, acompanhar o seu vai-e-vem, etc. Não quer se preocupar se a taxa de juros está subindo ou caindo, para decidir entre um fundo, um CDB ou um título, por exemplo. Qual o caminho mais fácil? Aplicar na caderneta de poupança, não é mesmo? Com ela, você sabe mais ou menos quanto irá ganhar por mês.

Claro, ela não é a opção mais rentável, mas para um investidor conservador, essa é uma boa escolha, principalmente para começar. Bem, agora as coisas podem mudar, pois vão “mexer nessa fatia”.

Dizem que o pequeno e médio investidor também vai lucrar com isso. Não entendi ainda como: se cai o rendimento da poupança, ele precisaria buscar outra alternativa. Entretanto, com a queda dos juros, também o rendimento de outras aplicações irá cair. Ou se contenta com menos, ou vai ter que se arriscar em opções de renda variável!

Será que tem uma fatia para a “população devedora”?

Em um primeiro plano, essa alteração aparenta ser boa para a população em geral, pois os juros mais baixos movimentarão o mercado. O problema é que uma grande facilidade de obtenção de crédito não me parecer ser uma solução muito saudável, principalmente se as pessoas não estão preparadas para isso…

Vejamos bem… 2007 e 2008… Crise econômica nos Estados Unidos decorrente do uso exagerado do crédito, principalmente no setor imobiliário… Será que é um medo irracional pensar que isso pode acontecer aqui, quanto mais incentivamos nossa população a endividar-se, em vez de aprender a investir e produzir bens e serviços, se possível em uma escala global?

Sabe, posso estar enganado, mas tenho a ligeira impressão de que uma sociedade rica é aquela que estimula a produção e consumo, e não aquela que estimula o crédito. Talvez meus conhecimentos em matemática tenham me abandonado, mas para mim essa “conta” não está certa.

Não quero dizer com isso que alterar o rendimento da caderneta de poupança seja algo totalmente horrível. Não, mas acredito que tal proposta deveria ser melhor apresentada à população, apresentando inclusive cenários com várias taxas de juros, quanto a mesma renderia, bem como diversas outras aplicações financeiras.

Bem, para que este não vire um texto tão pessimista, vou agora responder às dúvidas de alguns leitores sobre a caderneta de poupança.

Rendimento e débito no mesmo dia?

Nosso amigo Alex fez a seguinte pergunta: Tenho um débito automático de minha TV por assinatura em minha caderneta de poupança. Devo deixar o rendimento da mesma no mesmo dia do débito?

Alex, se possível, sim, seria melhor até mesmo para você, caso deseje manter um controle financeiro da mesma: bastaria olhar no dia seguinte quanto há lá e já saberia o “saldo final” daquele mês. Entretanto, se assim não estiver, não há problema, desde que a sua caderneta tenha sempre o valor necessário para o débito na data marcada! No caso de conta-corrente, por exemplo, eles oferecem um “cheque especial”, um limite que você pode se utilizar caso não haja dinheiro na conta. Entretanto, é válido lembrar que toda vez que se utilizar de tal terá que pagar juros pelo mesmo. Caso seu banco ofereça alguma facilidade como esta, cuidado, e repito, o mais importante é garantir que o dinheiro estará lá no dia do débito.

Um ou vários aniversários?

Nosso amigo Diogo disse o seguinte: É melhor ter vários aniversários (isto é, depósitos em dias diferentes) ou somente um dia de aniversário?

A resposta é simples: para facilitar os cálculos e saques, ter somente um aniversário é uma melhor escolha, então se você puder ter o hábito de depositar sempre no mesmo dia, ótimo! Entretanto, vamos supor que hoje é dia 20, o aniversário de sua conta é somente no dia 10, você tem algum dinheiro para depositar e sabe que se esperar até tal dia vai acabar gastando aquele dinheiro desnecessariamente, então deposite-o hoje mesmo! É melhor depositar mais dinheiro em dias diferentes do que acabar não depositando ou depositando menos na tentativa de depositar sempre no mesmo dia!

E quatro perguntas para terminar!

Nosso amigo André Luis também possui suas dúvidas, na verdade quatro dúvidas, que são:

  • Se eu abro uma conta no dia 07, a data de aniversário da minha conta será sempre o dia 7 independente de quantos dias tenha o mês?

O rendimento não se baseia no número de dias decorrentes, e sim no dia em que foi realizado o depósito. Sendo assim, se você depositar no dia 07 de fevereiro, não importa se é ano bissexto ou não, o aniversário será sempre no dia 07.

Mas, como sabemos, há certos dias que não existem em todos os meses, como os dias 29, 30 e 31, que podem não aparecer no mês de fevereiro. Segundo Lei 8177 de 01/03/91, artigo 12 parágrafo 3, o rendimento da caderneta de poupança nos dias 29, 30 e 31 deve ser igual ao do primeiro dia do mês seguinte.

  • O juros da poupança rendem sobre o valor total que tenho, ou sobre os novos depósitos?

Entenda a sua caderneta de poupança não como sendo uma única conta, mas como sendo um monte de subcontas. Então se eu faço um depósito no dia 07, é como se eu abrisse uma “conta 07″ e a cada dia 07 tudo o que está lá presente será rentabilizado. Perceba que a rentabilização é baseada nos depósitos de cada respectivo aniversário! Então se eu depositar R$ 100,00 no dia 07 e no dia 20 depositar mais R$ 200,00, no próximo dia 07 meus R$ 100,00 irão render (vamos supor que 0,60%, ou seja, tenho agora nessa “subconta” R$ 100,60) e no próximo dia 20 meus R$ 200,00 irão render (supondo mesma taxa, esta outra “subconta” terá R$ 201,20). Assim no próximo dia 07 subsequente ao último rendimento serão os R$ 100,60 que irão render (ficando nessa “subconta” com R$ 101,20).

Enfim, como ainda não chegou ao aniversário da outra subconta, terei até o momento, então, R$ 101,20 + R$ 201,20 = R$ 302,40. Pegou a ideia?

  • Quando deixo de ganhar o juros do mês ?

Você deixa de ganhar os juros de um mês quando efetua um resgate antes de chegar ao dia do aniversário. Vamos supor que você deposite R$ 100,00 no dia 07. Caso você precise do mesmo e o resgate antes de chegar ao próximo dia 07, você não ganhará nada por isso, pois o rendimento só é feito no dia do aniversário da conta.

  • Última pergunta, se eu tiver um valor de R$ 144.000,00 e admitindo um rendimento médio mensal de 720,00 R$. Se todo mês eu resgatar somente o rendimento, sem resgatar parte dos R$ 144.000,00, haverá algum problema nisso? Posso depois de um tempo todo mês resgatar os juros ganhos sem mexer no valor acumulado?

A princípio não há problema algum: o seu capital permanecerá sempre lá, os R$ 144.000,00. Entretanto, há um pequeno problema chamado inflação que poderá atrapalhar um pouco seus planos a longo prazo. Deixe-me mostrar-lhe alguns números (hora de algumas contas no Excel :-D )…

Considerando-se uma taxa de inflação de 0,49% (bem próxima à que tivemos nos últimos meses), uma aplicação de R$ 144.000,00 e um bem qualquer no valor de R$ 144.000,00 (cujo valor será inflacionado).

Após cinco anos, o valor daquele bem será agora de R$ 193.078,21. Em outras palavras, se no “ano zero” você tivesse o dinheiro para comprar aquele bem (um apartamento, por exemplo) em caderneta de poupança, o mantivesse lá e sempre fosse retirando os juros, deixando somente o valor inicial, após cinco anos precisaria de mais R$ 53.078,21 para poder adquirir o mesmo!

Além disso, aquilo que você conseguiria comprar com os R$ 720,00 reais iniciais, após cinco anos, estaria custando cerca de R$ 965,39, o que pode levá-lo a retirar da poupança mais do que deveria – ou a desenvolver uma nova estratégia, seja consumindo menos, seja buscando outras fontes de renda.

Então, apesar de poder proceder como deseja, é importante fazer um bom planejamento para saber se a inflação não irá atrapalhar em seus planos!

Minha opinião final? Uma “renda extra” é a solução!

Quanto maior é a discussão em torno do rendimento das opções de renda fixa e mais difícil é ganhar dinheiro de forma mais ou menos segura nas opções de renda variável, percebo que melhor pode ser buscar uma opção de “renda extra”.

Já falei isso aqui várias vezes e continuo a incentivar: ter algum negócio online pode ajudá-lo a desafogar um pouco seu orçamento, entretanto isso deve ser pensado e planejado a médio e longo prazo. Fazê-lo pensando que estará ganhando dinheiro em poucos meses pode não ser algo muito sensato.

A caderneta de poupança já foi uma boa opção para quem tem perfil conservador e pode economizar R$ 50,00 ou R$ 100,00 todo mês. Hoje, eu apostaria muito mais em uma estratégia mista, dedicando parte daquele capital ao desenvolvimento de um negócio online e mantendo a outra parte em caderneta de poupança, muito mais com o papel de fundo de emergência do que pensando como um investimento.

Pretendo lançar no final deste ano uma nova empreitada que poderá ajudar muitas pessoas a começarem seu próprio negócio online (estava pensando em lançar isso até a metade do ano, mas infelizmente fiquei muuuuito sem tempo agora que começaram minhas aulas no mestrado) por um custo muito mais acessível do que podemos encontrar por aí. Enfim, eu acredito que se reduzirmos os custos iniciais, incluirmos aqui uma boa capacitação e treinamento e visarmos lucros a médio e longo prazo (no caso, a partir de doze meses completos), então poderemos ter aí algo muito, muito bom para todos!

Bem, por agora fica só na vontade de desenvolver tal projeto e a pergunta no ar: caderneta de poupança – ainda vale a pena?

Quando sair da caderneta de poupança para investir em ações?

A caderneta de poupança é uma opção interessante de investimentos para quem não quer perder dinheiro, afinal de contas, é a forma de investimento com menor risco no Brasil. O único problema é que, por ter um baixíssimo risco, apresenta também um baixíssimo retorno. As ações vendidas em bolsa de valores, em contrapartida, podem ter uma rápida valorização em questão de dias ou até mesmo de horas, o que significa, por exemplo, que em certos casos (raros) é possível ter lucros de 10% ou mais em um único dia! Entretanto, vale lembrar que, assim como pode ter ganhos rápidos, pode também amargar prejuízos rápidos.

E no meio disso tudo, claro, está você, amigo investidor, que já acumulou algum dinheiro na caderneta de poupança e agora começa a se perguntar se seria uma boa ideia mover-se para o mercado de ações. Mas, será que é uma ideia tão boa assim? Bem, antes de tomar qualquer decisão, que tal pensarmos um pouco?

A abertura de uma conta-poupança em qualquer banco geralmente é gratuita e não há taxa de manutenção mensal sobre a mesma. Além disso, para valores inferiores a R$ 50.000,00, não há dedução de imposto de renda, em outras palavras, você fica com 100% daquilo que é calculado como juros sobre o seu dinheiro. No caso de ações, geralmente há uma taxa sobre a operação de compra ou venda e uma taxa de custódia, paga mensalmente, enquanto há ações sob seu controle, sem esquecer da dedução do imposto de renda. Em outras palavras, você não fica com 100% dos lucros referentes à compra e venda de suas ações ou aqueles gerados pelo recebimento de dividendos. Aliás, é possível até mesmo ter prejuízos, mesmo que suas ações não estejam se desvalorizando, prejuízo este referente às taxas de operação e custódia.

Em certos casos, estimei o valor de R$ 10.000,00 como sendo um valor interessante para começar a investir em ações. Claro, este valor pode ser maior ou menor, dependendo das condições de mercado, e o investidor deve ter sempre em mente a principal regra do mundo dos negócios quando se trata de compra e venda de qualquer coisa: “você ganha no momento da compra, não no momento da venda”. Em outras palavras, você precisa comprar suas ações por um preço realmente barato e ter certeza de que elas voltarão a valorizar-se, assim você garantirá (ou quase) o lucro que receberá.

Isso não é algo fácil ou rápido, então é bom treinar um pouco em simuladores de bolsas de valores antes de começar a comprar de verdade a fim de ter melhor consciência daquilo que se estará fazendo. Outra coisa interessante a se observar é a necessidade de ter-se uma reserva financeira em caderneta de poupança sempre. Veja bem, vamos supor que você somente tenha aqueles R$ 10.000,00 supracitados e aplique tudo em ações. Uma semana ou um mês depois elas ainda não se valorizaram e você sofreu uma colisão com o seu carro ou qualquer outro tipo de incidente que requeira algum dinheiro, vamos supor, uns R$ 2.500,00. E agora, onde conseguir tal dinheiro?

Se você vender suas ações agora, estará somente amargando os prejuízos. Então o melhor seria resgatar tal quantia de uma reserva financeira, um fundo de emergência. Claro, você só poderá fazer isso se você tiver alguma! Então é sempre bom deixar uma certa quantia que possa ser requerida num período de três a seis meses em uma caderneta de poupança.

Sendo assim, talvez um melhor valor a se ter em poupança na hora de começar a investir em ações talvez esteja entre R$ 15.000,00 e R$ 20.000,00, mas, claro, como já citei anteriormente, tudo vai depender de sua experiência em compra e venda de ações bem como de uma análise de outras opções de mercado, como títulos públicos, CDBs e fundos de investimentos. Além disso, há inúmeros cursos gratuitos e cursos pagos sobre operações na bolsa de valores. Eu o aconselharia a estudar todos os cursos gratuitos e um ou dois cursos pagos antes de começar suas operações.

Agora sim, munido de conhecimentos e com o capital inicial necessário, seus riscos serão bem menores e, assim, os lucros deverão ser maiores. Alguma pergunta mais, sobre quando sair da caderneta de poupança para investir em ações?