Cinco dicas para profissionais freelancers, terceirizados e pro-bloggers

Se você é freelancer, terceirizado ou pro-blogger (blogueiro profissional), full time ou não, já deve ter percebido queeste é um ramo que pode apresentar muitos riscos: você não possui carteira de trabalho assinada como CLT, logo não possui os tais direitos trabalhistas, se não tiver um bom contrato pode ter problemas para receber e se tiver e o cliente não pagar, terá que arcar com despesas e tempo necessário para resolver o problema (judicialmente ou não). Enfim, pode não ser uma vida fácil se você não seguir alguns passos importantes para ao menos garantir sua estabilidade.

Navegando sem rumo no grande oceano Web, encontrei mais uma excelente referência sobre o assunto no InfoMoney no Yahoo!Finance, um artigo chamado Liberal e autônomo? Confira pontos a considerar no planejamento financeiro. Ele faz algumas menções muito importantes sobre a importância de “criar-se alguma segurança”, já que este não é o ramo profissional mais seguro de todos.

Como quem quer ganhar dinheiro muitas vezes precisa primeiro criar uma nova fonte de renda (como freelancer ou pro-blogger, por exemplo), decidi que este é um assunto mais do que adequado a discutir-se no Clube do Dinheiro, não? 🙂

Bem, sendo assim, unindo o que muitas vezes é comentado por terceiros e aquilo que já “sofri na pele” como profissional freelancer, aqui estão as cinco dicas que o Clube do Dinheiro pode oferecer-lhe!

1. Mantenha uma reserva financeira e um seguro

Estes dois itens visam primordialmente a segurança do profissional em tempos difíceis. Aqueles que possuem uma pequena carteira de clientes (geralmente por serem clientes grandes e que requerem muito de seu tempo, como é o meu caso) podem correr o risco de, por algum motivo, perder um ou até mesmo todos os seus clientes, o que levará a uma queda na entrada de dinheiro daquele mês (ou até mesmo nos meses subsequentes também). E agora, o que o profissional pode fazer para sobreviver a essa fase sem entrar em desespero?

É aí que entra a reserva financeira, uma reserva de capital que o profissional deve manter a fim de utilizar-se nesses períodos em que está sem clientes ou em época de baixa produtividade. Segundo o InfoMoney, a reserva deve ser de cerca de seis salários, mas isso é muito relativo, pois alguns profissionais podem passar por “períodos sem entrada de dinheiro em caixa” muito maiores que isso mesmo sem estarem em problemas (como é o caso de escritores full time), sendo assim, o ideal é que a pessoa se precavenha pelo menos para o dobro do tempo máximo que ela acredita que pode passar sem conseguir outra renda – se você acredita que o tempo máximo que poderia ficar sem trabalho são três meses, prepare-se para  seis, se você acredita que poderá ser de um ano, prepare-se para dois. Agora, se você está esperando ficar por período menor que três meses, aconselho-te a se preparar para seis meses também: antes para mais do que para menos!

Uma vantagem da reserva financeira é que ela não precisa estar completamente “parada”: você pode mantê-la em uma caderneta de poupança, fundo de investimento de renda fixa (atenção, não pode ser renda variável, pois seu dinheiro pode variar negativamente e o que queremos aqui é segurança máxima!) ou certificado de depósito bancário, ajudando-o, assim, a ganhar mais dinheiro. Somente atente-se aos prazos para retirada do dinheiro, bem como às taxas que terá que pagar, assim não terá surpresas desagradáveis posteriormente.

Já o seguro deve ser para caso algum problema aconteça com o profissional, impedindo-o de trabalhar temporária ou permanentemente. “Problemas acontecem”, é a grande verdade, e devemos estar prontos para o que der e vier. Quando jovens, temos mania de “esquecer” quão arriscado é viver e não nos precavemos (eu, por exemplo, ainda não tenho nenhum seguro 🙁 ). Entretanto, conforme a idade passa e novas responsabilidades chegam (esposa, filhos, etc.), percebemos que não podemos mais viver de forma tão arriscada. Esteja então, desde já avisado e antecipe-se a isso, assim poderá planejar-se melhor!

2. Investimentos de alto ou baixo risco? Saiba mesclar ambos!

Tomando novamente o InfoMoney como referência, Crivelaro cita que até 10% de tudo o que um profissional autônomo mantém investido pode estar em investimentos de risco, enquanto que os outros 90% de seus investimentos devem possuir um perfil mais conservador.

Bem, até hoje 100% de meus investimentos estiveram em ativos apropriados para um perfil conservador, pois possuo família para cuidar e, como estava começando nesse meio, não poderia arriscar-me muito. Entretanto, hoje reconheço que, se minhas metas para ganhar dinheiro forem para médio ou longo prazo, posso manter um maior número de investimentos de maior risco.

Manter 90% de seus investimentos em papéis de renda fixa e somente 10% em papéis de renda variável realmente vão ajudá-lo a manter um risco bastante baixo a fim de que as perdas não sejam um problema para você. Entretanto, acredito que o percentual para investimentos de risco podem ser maiores de acordo com qual é o seu perfil de investidor, pois se você percebe que pode correr algum risco a mais e que suas reservas são suficientes para evitar-lhe problemas, então você pode buscar alguns papéis que possam proporcionar-lhe melhor retorno. Como já comentei anteriormente, “sem risco, sem prêmio”.

Claro, é impossível dizer com precisão qual o risco ideal para cada pessoa, sendo assim, faça como comentei no artigo que referenciei no parágrafo anterior: comece com um perfil bastante conservador e, aos poucos, vá analisando e migrando para aquele que melhor lhe convém.

3. Cobre o preço certo

Este é um ponto bastante delicado: qual o preço certo a se cobrar pelo serviço (claro, isso não vale para pro-bloggers, exceto aqueles que vendem artigos ou escrevem “sob encomenda”).

Se cobrar muito barato, poderá ser complicado elevar mais tarde o preço para um valor adequado. Cobrar muito barato implicará em você utilizar-se de recursos e ferramentas de baixa qualidade, o que levará a um serviço de má qualidade também. Além disso, seus clientes podem considerá-lo não sendo muito experiente, afinal de contas, se fosse, não estaria cobrando tão barato!

Da mesma forma, se cobrar muito caro, poderá causar uma má impressão aos clientes, de alguém querendo aproveitar-se deles. E a impressão poderá ser confirmada caso a qualidade de seu serviço não faça jus ao preço cobrado.

O que fazer então? Primeiro, pesquise preços, saiba quanto outros profissionais estão cobrando (claro, lembre-se que profissionais mais experientes podem cobrar mais caro e o inverso também é válido), etc. Após alguma pesquisa e comparação com a sua experiência e qualidade de serviço prestado, estabeleça um preço.

Após isso, reajuste o preço, a cada seis meses ou um ano, a fim de corresponder sempre a um valor adequado. Os principais motivos que levam profissionais a aumentarem o preço por seus serviços são:

  • Maior experiência e garantia de qualidade no serviço (claro, quanto mais você atua, melhor você é);
  • Variação nos preços devido à inflação;
  • Riscos que há de “calote” (é, clientes podem às vezes não pagar).

Tome muito cuidado para não “subir à cabeça” a vontade de cobrar muito mais e, com isso, correr sérios problemas de perder clientes. No meu caso, um dos meus clientes já me comentou que, se contratasse alguém com a mesma experiência em seu país (sim, é um cliente estrangeiro 🙂 ), estaria pagando de 7 a 10 vezes o que tem me pagado! Sim, isso me deixou louco de vontade de querer ganhar mais, mas agi de forma racional e prefiro manter o atual valor e o cliente e, nos momentos certos, ir reajustando o valor aos poucos, a fim de que seja melhor não somente para mim, mas também para o meu cliente, que poderá sempre encontrar alguém bastante experiente sem precisar pagar valor tão alto, enquanto que para mim também é o suficiente para minhas atuais pretensões. 😉

Ah, e cuidado com “descontos” pedidos pelos clientes: pode ser coincidência, mas todos os projetos em que meus clientes pediram-me para fazer um desconto, para pagarem menos, sempre foram os que mais me deram dor de cabeça! Se você está cobrando o justo pelo seu serviço, não há por que reduzir o preço.

4. Saiba ser profissional

Uma das coisas que mais escuto os meus clientes comentarem é que trabalham com freelancers devido ao bom preço, mas que temem ter problemas por problemas se lidarem com freelancers que não saibam agir com profissionalismo. E eles têm razão: um outro cliente meu (sim, também estrangeiro) teve problemas com um freelancer que não trabalhou realmente a sério em um projeto. Por estarem bem separados geograficamente (o freelancer em questão era da Rússia), ele não teria muito como resolver a situação, tendo então que optar por outro.

Não adianta querer trabalhar do jeito que quiser, sem profissionalismo, e depois justificar-se dizendo que cobra barato – 8 em 10 clientes sempre preferem pagar mais caro por um profissional de verdade (e os outros 2 clientes que escolhem o barato ou não estão agindo também de forma profissional ou são muito incipientes naquele tipo de serviço, o que os leva a aceitar algo antes mesmo de saberem aonde estão se metendo).

5. Saiba separar vida profissional e vida familiar

Esta dica vale principalmente para freelancers e pro-bloggers, pois estes muitas vezes trabalham em sua própria casa. Lembrem-se que pode não ser tão fácil conciliar ambas as coisas. Quanto mais pessoas convivem com você, mais complicado pode ser trabalhar enquanto outros perambulam, sendo assim, planeje um espaço só seu (eu, minha esposa e filho, por exemplo estamos morando com meus pais, ou seja, casa bem cheia, o que me leva a ter alguns problemas nos horários em que há maior concentração, mas já optamos por dar entrada em um apartamento que terá três quartos, onde o terceiro será transformado em escritório e sala de leitura 😉 ).

Você não deve deixar sua vida familiar atrapalhar seu trabalho, mas a recíproca também é válida: muito cuidado para o excesso de trabalho não acabar por prejudicar sua vida familiar, pois se isso acontecer, você poderá ter sérios desentendimentos em casa, o que leva a várias outras coisas ruins, sendo assim, saiba dosar ambas as coisas (e recompense melhor sua família com momentos de lazer de excelente qualidade, isso ajuda-os a compreender melhor a importância de seu trabalho)!

Bem, com estas dicas, espero que todos nós possamos trabalhar mais, melhor e saber aproveitar oportunidades sem se expor a riscos! Agora, é cada um por si e Clube do Dinheiro por todos! 😉

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One comment

  1. Soneide says:

    Gostei das dicas

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