Defensivos verdes e controle biológico

Nos últimos artigos, falamos sobre segurança e transportes… Que tal hoje mudarmos mais um pouco e falarmos sobre controle de pragas agrícolas? Por exemplo, o ramo de defensivos verdes e controle biológico!

No mundo de hoje, os agrotóxicos estão sendo substituídos por fungicidas e inseticidas cada vez mais e este nicho só tem a crescer em nosso país. Segundo a associação Brasileira de Controle Biológico a área de defensivos biológicos sustentáveis se desenvolve no ritmo de 20% por ano.

O presidente da associação afirma que o setor movimenta por ano em nosso país cerca de 12 bilhões. Uma das empresas que apostou neste mercado foi a Bug, criada em São Paulo em 1999 hoje colhe muitos frutos, a empresa fatura 6 milhões e teve um crescimento de 400% em 3 anos.

A expectativa é grande para esse ano, o dono da empresa espera ter um expansão de 40% este ano dos negócios. Hoje a Bug tem instalações em Mato Grosso do sul e Piracicaba e produz por mês cerca de 3,8 bilhões de microvespas do tipo Trichogramma para a proteção de cana-de-açúcar.

O dono da empresa afirma que o seu maior desafio é vencer os agrotóxicos, ele diz que seria ótimo conquistar um fazendeiro dizendo que pode acabar com as pragas sem usar agrotóxico, apenas utilizando minúsculos insetos e assim acabando com custos, mais qualidade e saúde.

O ramo é enorme, e outra cultura que a Bug conseguiu vencer foi a cultura de modificar algodão e soja geneticamente para se tornarem resistentes a pragas, o que acaba prejudicando a qualidade dos produtos. A bug produz um parasitóide que acaba com as pragas nessas plantações.

E agora, alguns dados publicados pela PEGN que com certeza são do interesse de todos que desejam iniciar tal empreendimento:

  • Investimento de R$ 1.000.000,00;
    • Equipamento e instalações – R$ 700.000,00;
      • Rotulagem, frascaria;
      • Liofilizadores, secadores, dosadores;
      • Equipamentos de medição e análise dos princípios ativos e logística de distribuição.
    • Capital de giro – R$ 300.000,00;
  • Faturamento médio mensal – R$ 100.000;
  • Funcionários – 9;
    • 1 dono;
    • 1 químico;
    • 1 toxicologista;
    • 1 engenheiro de produção;
    • 5 técnicos químicos
  • Prazo de retorno – 48 meses.

O ramo é bastante interessante e muitas pessoas que entendem a área tem resolvido investir na mesma, além disso a cada dia se desenvolve novos produtos e muitas pesquisas para acabar com alguns hábitos na agricultura e tornar cada vez mais o nosso planeta mais sustentável.

Quem pensa em investir na área deve estar ciente e atento as normas de associações reguladoras como a Anvisa e o Ministério da Agricultura. Além disso é preciso ter um químico responsável por todo o projeto e um toxicologista na empresa. O investimento na área sempre compensa porque o mercado tem crescido a cada dia e são poucas empresas que atuam na área, atualmente 40.

Uma boa dica é firmar parcerias em centros de pesquisa e de biologia para conquistar novos clientes e alcançar o sucesso com seu empreendimento.

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