Etapa do conhecimento financeiro

Olá a todos e bem-vindos a uma rápida reflexão sobre a segunda etapa apresentada no livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro, do prof. Elisson Andrade. Hoje, manteremos o mesmo formato explorado no capítulo anterior, Etapa do convencimento pessoal, onde apresento alguns trechos do livro seguidos de meu ponto de vista. Vamos lá!

Balanço Patrimonial: em uma conceituação pouco formal, esse instrumento mostra tudo o que você possui e tudo o que você deve, em uma determinada data. Em linguagem mais técnica, mostra os ativos (bens e direitos) e passivos (dívidas e obrigações a cumprir), em dado momento. (p. 29)

Aqui, o mais importante é saber como elaborar seu balanço patrimonial que, como o próprio autor menciona, é diferente (bem mais simples) do que o balanço patrimonial de uma empresa. Basta pensar da seguinte forma: se eu tivesse que pagar uma grande dívida hoje, quanto valem os meus bens (ativos) e quais outras dívidas (passivos) preciso pagar?

A diferença entre o quanto valem os seus bens e o valor de suas dívidas resulta no que chamamos de patrimônio líquido. E aqui vai uma dica: segundo Harv Eker, em seu livro “Os Segredos da Mente Milionária”, enquanto pessoas de mentalidade pobre focam em aumentar seus salários, ricos focam em aumentar seu patrimônio líquido, que é aquilo que eles realmente possuem.

Então o seu foco deveria ser em fazer com que o seu patrimônio líquido cresça gradualmente. E um alerta: se o seu patrimônio líquido é negativo (isto é, seus ativos valem menos que seus passivos), você pode vir a ter sérios problemas e precisa planejar como reverter tal situação!

Enfim, o balanço patrimonial pode ser compreendido como uma tabela apresentando ativos, passivos e o patrimônio líquido!

[…] o sucesso ou fracasso de suas finanças está diretamente relacionado ao conceito de Fluxo de Caixa, que verifica as entradas e saídas de dinheiro ao longo do tempo. (p. 32)

O balanço patrimonial é um “retrato” de como você está hoje, mas é o fluxo de caixa que aponta, conforme entra e sai dinheiro hoje, como você poderá estar amanhã!

E vou destacar uma coisa que pode ajudá-lo a se planejar melhor: projeções financeiras. Uma projeção financeira é construída a partir de um fluxo de caixa em uma situação hipotética e estendendo-se seus dados para os meses futuros, a fim de se conhecer a situação financeira em que uma pessoa, família ou empresa se encontrará em um determinado momento futuro. Assim, se você conhece seu balanço patrimonial hoje e elabora seu fluxo de caixa, pode elaborar uma projeção financeira para os próximos dezoito meses para saber o que acontecerá caso você compre aquela TV nova que tanto deseja em “doze vezes sem juros”!

Claro, sempre há imprevistos (como Gustavo Cerbasi apontou, lá no prefácio da obra) e portanto não podemos prever tudo, mas esta é a melhor forma de tomarmos decisões sem nos arrependermos futuramente!

Ao longo do tempo, se você conseguir uma quantidade de ativos bons que gerem renda passiva MAIOR que suas despesas, você terá conquistado sua independência financeira. (p. 46)

Veja bem, nas páginas anteriores a esta, o Elisson Andrade apresenta como elaborar o seu balanço patrimonial, determinar seu patrimônio líquido e desenvolver um resumo do fluxo de caixa, apontando quanto entra e sai (em dinheiro) mensalmente.

Minha recomendação é: elabore agora mesmo os três com os dados de sua família. Isto é, elabore seu balanço patrimonial bem como o resumo de fluxo de caixa. E a melhor forma de elaborar o fluxo de caixa é tomando nota de tudo o que você (e sua família) ganha e gasta ao longo de cada mês por um período de dois ou três meses e, então, realizando uma média aritmética desses valores. Sim, é demorado, mas é a melhor forma de compreender como você se encontra hoje e qual o rumo que sua vida financeira está tomando!

Uma vez feito isso, agora o importante é focar naquilo que é ensinado sobre independência financeira, isto é, adquirir ativos que gerem rendimento passivo maior que suas despesas. Quanto maior for seu rendimento passivo, maior liberdade você terá para agir segundo suas escolhas.

MAIS UMA VEZ, tenho que concordar com o que a maioria está pensando: não é fácil acumular muitos rendimentos passivos, principalmente quando ainda não se possui nenhum (e pior ainda quando já se possui algumas dívidas). Mas quanto mais você impor obstáculos (como repetir tal pensamento para si mesmo), mais difícil parecerá alcançar esse objetivo. Além disso, quando começar a acumular rendimentos passivos (e for disciplinado para continuar assim), perceberá que, com o tempo, fica mais fácil acumular novos rendimentos passivos!

Agora, antes de prosseguir, devo alertá-lo quanto a uma armadilha: o crescimento do consumismo diante da geração de rendimentos passivos. Vamos supor que você consiga acumular R$ 5.000,00 em algum investimento em renda fixa (o que pode gerar-lhe de R$ 20,00 a R$ 30,00 mensais). Uma reação comum é o desejo de consumir mais, afinal de contas, “temos R$ 5.000,00 disponíveis!”. O problema é que se aquele valor for consumido, não mais teremos aquele rendimento passivo que, em um ano, poderia ser responsável por um ganho de R$ 240,00 a R$ 360,00! Pode parecer pouco tal valor, mas conforme acumularmos novos rendimentos passivos, tais números crescerão, lembre-se disso.

Minhas considerações sobre esse capítulo

Este capítulo trouxe à tona algo muito interessante: a importância de decidir quando é o melhor momento de adquirir algo. Adquirir um carro pode representar um ativo ruim, entretanto sob certas circunstâncias pode ser a melhor coisa a ser feita. Por exemplo, se você trabalha como representante comercial de uma empresa, você precisa ter um meio de locomoção para interagir com seus clientes, não? E se você possui filhos e precisa deixá-los na escola, a depender de como realize seu trajeto, talvez ter um carro seja uma forma de reduzir gastos com transporte alternativo. Nesse caso, é importante levar em consideração a forma como se adquire um ativo. Por exemplo, geralmente não é boa ideia manter investimentos em renda fixa (considerados ativos bons) e contrair um financiamento para a aquisição do veículo, pois o retorno daqueles investimentos provavelmente serão menores do que os juros do financiamento. Nesse caso, o melhor a ser feito é resgatar parte ou todo o valor de seus investimentos em renda fixa, usá-los no pagamento do carro e assim financiar o menor valor possível.

E assim lhe apresento outra regra bem simples: se você possui algo que lhe gera retorno financeiro (juro) menor do que o juro de certa dívida, é bem provável que desfazer-se daquele ativo para quitar ou ao menos amortizar essa dívida seja uma boa decisão!

E volto a perguntar: está praticando o que está aprendendo? Lembre-se, não basta saber, é preciso fazer! E até nossa próxima discussão, sobre a Etapa da Definição de Objetivos!

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