Franquias virtuais ou programas de afiliados?

Estava aqui, mais uma vez, a pesquisar sobre o que o pessoal anda falando e mais uma vez me deparei com o tema (não tão novo assim) das franquias virtuais. Já falamos muitos sobre vários tipos de franquias, principalmente aquelas que exigem baixo investimento – afinal de contas, muitos de nossos leitores desejam ser pequenos empreendedores – mas não falamos muito sobre as franquias virtuais. E há um bom motivo, sobre o qual falarei agora.

Pesquisando pela web, você poderá encontrar muitos websites “vendendo” franquias, mas quando você lê todo os termos de serviços e como o negócio funciona, muitas vezes o que parece é que se trata somente de um programa de afiliados disfarçado, isto é, você está comprando o direito de vender certos produtos e ficar com X% das vendas (uma comissão). Já outros, em situação muito pior, assemelham-se a pirâmides financeiras, pois o próprio produto que você comercializará será a oportunidade de outras pessoas também se tornarem franqueadas. E agora, será que não há franquias virtuais verdadeiras?

Segundo o website da Pequenas Empresas Grandes Negócios, um negócio online trata-se de uma franquia virtual quando a franqueadora cede ao franqueado o direito de uso de marca e venda de seus produtos e o franqueado mantém todo o lucro, devendo pagar somente a taxa de franquia. Ah, agora sim vemos uma informação coerente, que realmente “anda junto” com a ideia de franquia que geralmente temos!

Bem, mas agora que já sabemos do que se trata realmente uma franquia virtual, vem a parte mais difícil, identificar verdadeiras franquias. E como já disse, há algumas pessoas anunciando programas de afiliados como se fossem franquias virtuais que, em minha opinião, não são. Se das vendas que faço fico somente com um percentual e o restante vai para a franqueadora, então não se trata de franquia, o que estou fazendo é recebendo comissões a partir de um programa de afiliados. E não estou dizendo aqui que programas de afiliados são um mau negócio, muito pelo contrário, estou convencido de que são uma excelente oportunidade, entretanto, estamos buscando oportunidades reais de franquias virtuais!

Estudando as opções de franquias virtuais apresentadas pela PEGN e por outros websites, há um “padrão” perceptível:

  • A maioria lida com produtos físicos a serem vendidos por meio de uma loja virtual de um dos franqueados em uma dada região exclusiva para o mesmo, assim, a franqueadora oferece certa proteção ao franqueado;
  • Os investimentos são menores do que em outros tipos de franquias, variando de R$ 5.000,00 a R$ 30.000,00 (algumas até mesmo mais baratas!), mas o tempo de retorno sobre investimento (ROI) se mantém dentro dos padrões esperados: de 12 a 18 meses;
  • O investimento necessário geralmente cobre o equipamento de trabalho (notebook, por exemplo) e infra-estrutura para operações (loja virtual, software para gestão, etc.);
  • São associadas da Associação Brasileira de Franchising (ABF), principal órgão a representar esse tipo de negócio.

Agora, se elas parecem uma boa oportunidade, deve-se ao mesmo tempo ter bastante cuidado para identificar se realmente está adquirindo uma franquia ou se está “entrando numa fria”. E vou agora citar alguns exemplos de “fria”…

Vi outro dia uma loja virtual vendendo direitos de franquia sobre seu negócio e por meio da qual poder-se-ia vender todos os e-books lá disponibilizados e ficar com 100% dos lucros. Parece uma excelente ideia, não? Pense só em quantas vantagens há em torno daquele negócio: pagava-se uma taxa fixa de adesão, uma única vez, e não todo ano ou todo semestre, como ocorre com muitas franquias; havia centenas ou mesmo milhares de e-books lá disponíveis para venda e como são produtos digitais, não é necessário gastos com estoque; e você manteria 100% do valor das vendas. Bem, e onde está o problema aqui?

No simples fato de que aqueles e-books não vendem! Sim, eu sei que e-book é um tipo de produto digital em alta, que vende bastante por aí, mas não aqueles, pois se tratavam de e-books de baixa qualidade quanto ao seu conteúdo e muitas vezes totalmente desatualizados – alguns deles, por exemplo, apresentando técnicas de otimização para motores de busca que não funcionam desde 2010! E então restaria uma dúvida: quem compraria seus e-books?

Sim, se você quer adquirir uma franquia virtual, mesmo que ela pareça um excelente negócio, primeiro verifique se há realmente uma demanda por seus produtos ou serviços bem como garanta que aqueles produtos realmente satisfarão seu futuro público-alvo. Além disso, dê preferência àquelas que lhe oferecem o máximo de informação sobre o negócio, apontando que a franqueadora realmente conhece aquele negócio! Lembre-se que é aquela franqueadora que lhe oferecerá suporte mais tarde! E, claro, opte por aquelas que lhe permita receber uma boa fatia do valor das vendas – 100% seria o ideal, mas se você atua com venda de livros, por exemplo, é óbvio que você não reterá todo o lucro, já que há despesas com produção de livros, distribuição, etc.

Acho que vou realizar uma pesquisa mais aprofundada sobre franquias virtuais e, em outro momento, atualizarei este artigo com novas informações, mas por agora, gostaria de saber sua opinião, amigo leitor: franquias virtuais realmente existem ou são somente novo tipo de programa de afiliados?

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