Minimizando riscos e custos

Após um longo atraso, hora de continuarmos com nosso curso Educação Financeira, desta vez discutindo sobre formas de minimizar riscos e custos. Estaremos assim, finalizando a quarta parte do curso, faltando apenas uma última para encerrá-lo com sucesso. Caso você tenha perdido alguma lição, você pode ir à página do curso Educação Financeira e assim atualizar-se corretamente, mas vamos em frente sem demora!

Se você está nos acompanhando sem perder uma lição, já deve estar bastante ciente sobre cinco coisas:

  • A importância de assumir a sua responsabilidade sobre seus atos, principalmente sobre sua situação financeira;
  • Já conhece alguns dos principais autores que falam sobre o assunto (e se for esperto, já comprou um ou dois livros deles para aprender mais);
  • O tripé “ganhar mais – gastar menos – investir melhor” é essencial para o desenvolvimento de uma saúde financeira sólida;
  • Os quatro principais grupos de ativos são os negócios, mercado imobiliário, ativos de papel e commodities;
  • Quando se trata de ganhar dinheiro, podemos focar em ganhos de capital e/ou fluxo de caixa (rendimento passivo).

Foi escrito um total de 22 artigos até o momento! Sim, este é, até agora, o nosso curso mais longo! 🙂

Bem, agora que já revisamos brevemente, vamos passar para o nosso novo tema: como minimizar riscos e custos?

Antes de buscar minimizá-los, vamos recordar dois conceitos: tratamos como risco qualquer evento que possa ocorrer e que nos leve a resultados desagradáveis, como a queda do valor de nossa ação, o risco da instituição financeira onde mantemos nossos investimentos falir ou as chances de um novo produto nosso não agradar o público-alvo. Já os custos referem-se aos valores gastos em qualquer tipo de negócio ou investimento. Como já devemos saber, dinheiro é sempre necessário em todo tipo de investimento ou negócio a fim de iniciar ou alavancar o mesmo.

E se nós pudéssemos reduzir os riscos e os custos, de tal forma que pudéssemos investir melhor nosso dinheiro e sem medo de perdê-lo? E se pudéssemos desenvolver nosso negócio sem o risco de perder o capital aplicado? Não seria realmente excelente?

Na prática é quase impossível igualar custos e riscos a zero, mas há certas decisões que, se bem planejadas e implantadas, ajudam a controlar gastos e a monitorar os resultados.

De volta à regra “ganhar mais, gastar menos e investir melhor”

Sim, quando buscamos minimizar riscos e custos estamos trabalhando principalmente as partes “gastar menos” e “investir melhor”, o que se espera conduzir a um “ganhar mais” como consequência.

Podemos minimizar custos em inúmeras situações:

  • Em nossas casas, evitando desperdícios e gastos supérfluos e planejando decisões que envolvam dinheiro, como aquisição de uma nova geladeira ou uma viagem de férias ;
  • Em nossos negócios, escolhendo bem fornecedores e distribuidores e melhorando o processo de produção nossos produtos ou de prestação de nossos serviços;
  • Em nossos investimentos, buscando bancos e instituições financeiras que oferecem benefícios interessantes de acordo com o tipo de investimento, como redução na taxa de administração ou rendimentos diferenciados;
  • Em nossos impostos, buscando conhecer as deduções fiscais que temos direito e qual o melhor enquadramento para a nossa empresa;

E aproveitando que estamos reduzindo custos financeiros, é interessante atentar-se para a redução de desperdício de tempo! Como todo mundo diz, tempo é dinheiro, e se você não cuida bem do seu tempo, poderá estar a desperdiçar tempo que poderia empregar no desenvolvimento de um novo produto, aprendendo mais sobre um determinado investimento ou curtindo alguma diversão com a sua família.

Conhecimento – a melhor arma contra riscos e custos

Se há algo que não devemos esquecer, é a importância do conhecimento a fim de reduzir riscos e custos.

Veja bem, estamos falando de conhecimento, não de informação! Informação sozinha não significa nada, já o conhecimento trata-se da informação analisada e trabalhada a fim de prover algum benefício.

Por exemplo, sabemos que os rendimentos dos certificados de depósito bancário estão de certa forma associados à taxa Selic. Poderíamos ainda saber que o governo pretende aumentar a taxa Selic (neste caso é somente uma suposição, já que não tenho acompanhado o desenvolvimento da economia brasileira ultimamente para saber disso). Essas são somente duas informações avulsas, sem grande impacto, entretanto um investidor inteligente pode perceber que se o cenário indica que a taxa Selic poderá estar em um valor interessante por um bom tempo, investir em CDBs por um ano ou mais pode ser mais interessante do que manter todo o dinheiro em caderneta de poupança. Perceberam a diferença?

Sendo assim, estude, aprenda. Quanto menos você souber sobre algo, maiores são os riscos, por outro lado, quanto mais você aprender, menores os riscos, pois você estará investindo ou empreendendo de forma realmente consciente.

“E onde procurar tal conhecimento?”, pode ser a sua pergunta. Com certeza, a procedência de tal conhecimento é importante, a fim de evitar problemas futuros causados por equívocos.

Você pode encontrar muita informação boa aqui mesmo, no Clube do Dinheiro e no Giga Mundo, basta para tal saber buscar pelos artigos antigos e estudar os cursos que lançamos periodicamente. Além disso, há organizações como o Sebrae que estão disponíveis para a solução de dúvidas a respeito de desenvolvimento de negócios.  E por fim, posso indicar também o Dinheirama como uma boa fonte de informações sobre educação financeira e investimentos.

Reduzir impostos de forma legal

O próximo pono a trabalhar é a respeito da redução de impostos. Há incidência de impostos sobre muitas coisas: sobre os produtos que compramos, sobre a prestação de serviços de uma empresa e sobre os rendimentos, seja você pessoa física ou jurídica.

Gostaria de destacar que é possível conseguir reduções de impostos de forma legal e que devemos sempre fugir da ilegalidade, pois apesar de parecer uma forma fácil de escapar dos impostos é também uma forma fácil de perder muito dinheiro, pois uma vez que seja identificada a tentativa de fraudar o sistema você não só pagará os impostos, mas também uma multa pesada e ainda poderá responder a processo!

A melhor forma de resolver isso é procurando um contador com bons conhecimentos sobre tributação que possa ajudá-lo a determinar quais as deduções legais para a sua declaração de imposto e renda de pessoa física, qual o melhor modelo de tributação para sua empresa e assuntos similares.

Torno a repetir: há meios de reduzir impostos sem implicar em problemas legais. É claro que você ainda precisará pagá-los, mas ao menos poderá descansar tranquilo, sabendo que não precisa se preocupar com possíveis multas.

Contar com um especialista ou fazer você mesmo?

Essa é uma excelente pergunta! Quem leu  A Conspiração dos Ricos deve estar lembrado que o autor critica o uso de certos fundos de investimento quando você mesmo administrar os seus investimentos – ao utilizar-se de um fundo de investimento, você deverá pagar por tais serviços.

Por outro lado, outros consultores financeiros aconselham aplicações em fundos de investimento como uma forma de ter o seu dinheiro administrado por pessoas que estudam e sabem bastante sobre o mundo dos investimentos, já que muitas vezes não sabemos o suficiente para as tomadas de decisões. E agora, contar com um especialista ou fazer você mesmo?

Em minha opinião, depende muito de você: se você não possui aprofundado conhecimento sobre algo e não dispõe de tempo ou interesse para aprendê-lo, é melhor contar com um especialista. Por exemplo, por mais que eu já tenha lido inúmeras páginas recheadas de informação sobre declarações de imposto de renda, prefiro sempre que a minha contadora faça a minha declaração de reajuste anual de IRPF. Da mesma forma, pretendo começar a aplicar em um fundo de investimento e comparar os resultados lá obtidos com outros tipos de investimentos que já fizera anteriormente, o que me ajudará a ter uma melhor imagem de como proceder.

Se você não entende como funciona a bolsa de valores, tentar investir na mesma comprando ações diretamente pode ser bastante arriscado, já a aplicação de dinheiro em fundos de investimento podem parecer uma boa oportunidade de conseguir um ganho moderado com um risco menor e ter isso gerido por alguém com maior experiência.

Como minimizar riscos nos investimentos

A melhor forma de minimizar riscos nos investimentos resumem-se a duas práticas:

  • Poder contar com a ajuda de especialistas;
  • Aprender mais e mais sobre a natureza específica de cada tipo de investimento e acompanhar o desenvolvimento econômico do país.

Se possível, faça gradualmente um pouco de cada uma das duas opções! Assim, não somente contará com bons parceiros, mas também acelerará o seu aprendizado a respeito daquilo em que envolve o seu dinheiro.

A composição de sua carteira de investimentos deveria ser feita de tal forma que grandes oscilações do mercado não pudesssem prejudicá-lo significativamente. Isso você pode conquistar aplicando o dinheiro em vários tipos de ativos, bem como buscando a diversificação mesmo que dentro de um tipo de ativo.

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E claro, essas não são as únicas formas de minimizar custos e você deveria procurar dicas publicadas em outros websites e livros. E lembre-se: aprender nunca é demais!

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Educação Financeira]

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