Qual é o nome de seu jogo?

Olá amigo e aqui vamos nós ao sétimo capítulo desta obra que está levando muita gente a repensar seus conceitos a respeito de dinheiro: a Conspiração dos Ricos. E o atual capítulo que discutiremos chama-se “Qual é o nome de seu jogo?”, um título bastante interessante que nos leva a pensar se realmente conhecemos o tipo de jogos que jogamos quando o assunto é dinheiro.

Fuja daquilo que é senso comum

O autor já inicia o seu capítulo de uma forma bem interessante: respondendo a uma pergunta que muita gente geralmente faz a especialistas – qual o seu conselho para uma pessoa mediana?

A resposta de Kiyosaki? Não seja mediano. Isto é, não seja somente mais um no meio da multidão, não faça simplesmente aquilo que todo mundo faz, caso contrário seu destino é, inevitavelmente, compartilhar do mesmo destino dos outros – e infelizmente a maioria não é rica, logo há algo errado quanto ao que todos fazem.

O autor então fala do princípio de Pareto (saibam mais lendo nosso artigo princípio 80 / 20 aplicado aos negócios e ao dinheiro) e reforça o mesmo dizendo que, na verdade, 90% do dinheiro é captado por somente 10% da população.

O autor expõe então aquilo que a população em geral (as pessoas medianas) fazem quando o assunto é dinheiro: ir à escola, conseguir um emprego, trabalhar duro, economizar, ter sua moradia como sendo seu maior investimento, gaste menos do que ganha, livre-se das dívidas, invista a longo prazo em um portifólio diversificado, aposentar-se e ser feliz para sempre.

Em minha opinião, essa ainda é uma situação mais bela do que aquela que encontramos no Brasil. No Brasil o panorama hoje seria mais ou menos o seguinte: ir à escola, ir à universidade, cursar uma especialização, trabalhar duro, pagar as contas em dia, financiar uma moradia, financiar um carro, pagar a universidade dos filhos, aposentar-se e esperar viver bastante para reclamar por muito tempo da aposentadoria.

Percebam que fiz um comparativo para demonstrar o fato de que, no Brasil, estudamos por mais anos para termos oportunidades de emprego decentes, não somos educados para investir ou economizar , o que significa que muitos acabam se tornando dependentes da aposentadoria do INSS, e precisamos pagar o curso universitário dos nossos filhos – o ensino público está cada vez mais decadente (o sistema de cotas está aí para comprovar isso!) e não seria grande minha admiração se o ensino nas universidades federais também forem deteriorados.

Fluxo de caixa – o jogo que você precisa conhecer

Se me perguntarem, a simples análise deste pensamento já dá bastante “pano pra manga” para discutirmos e refletirmos o que podemos fazer para mudar tudo isso. Mas o autor decide ir um pouco além e já “puxa o assunto” sobre o que está faltando nessa regra para que as coisas mudem. E a peça que está faltando é simplesmente o “fluxo de caixa.

Não é por mera coincidência que fluxo de caixa (na verdade, cash flow) é também o nome do jogo desenvolvido por Robert Kiyosaki como instrumento para a educação financeira. Não é coincidência porque ele resolveu adotar esse nome justamente para mostrar às pessoas que o que lhes falta é aprender esse elemento primordial do “jogo do dinheiro”.

A fim de melhor compreender o fluxo de caixa, Robert cita três exemplos sobre como o dinheiro funciona, dois dos quais bastante interessantes e mais próximos da “realidade das pessoas medianas”, vejam só:

  • Os jovens movimentam o fluxo de caixa de grandes empresas, com os seus débitos. Ele vai para a universidade, tem a “oportunidade” de ter seu próprio cartão de crédito e não demora muito começa a ter débitos (sim, cartão de crédito não é dinheiro grátis, apesar de muitos pensarem que é). Para pagar tais débitos, ele decide começar a trabalhar, passando a incorporar novos hábitos que levarão a novos débitos. Agora, além de seus costumeiros débitos, ele precisará pagar também os impostos. A coisa toda continua e outras empresas entram na dança do fluxo de caixa – são instituições financeiras financiando a casa e o carro, planos de saúde, etc. Preste atenção no fluxo: do bolso do indivíduo para as contas das empresas. Quer melhor explicação sobre o termo “fluxo de caixa”?
  • Se há fluxo de caixa, há uma oportunidade de negócio a expandir. Veja só que interessante: uma oportunidade de negócio somente se expandirá e consolidará se houver realmente entrada de capital. O autor faz então uma observação com a qual me identifiquei bastante: se o seu negócio somente provê fluxo de caixa para você, as chances são de que o seu negócio não atrairá investidores nem crescerá. Identifico-me porque já iniciei vários empreendimentos desejando ganhar dinheiro na Internet e acredito que esta tenha sido a real razão para que poucos deles tenham se expandido: o fluxo de caixa não era o suficiente.

Conhecimento é a nova moeda

E aqui estamos nós, mais uma vez, enfatizando a importância que o conhecimento possui nesta nova era – a Era do Conhecimento.

Sendo assim, aprender a linguagem do dinheiro, ter conhecimento dela e saber aplicá-la, o ajudará a juntar-se aos 10% que realmente fazem a diferença – aqueles acima da média.

Ganho de capital x Fluxo de caixa

Agora sim, podemos dizer que o capítulo de hoje está cada vez mais caminhando em direção a um lado mais prático.

Desta vez, trata-se da comparação entre fluxo de caixa e ganho de capital. Como já discutimos anteriormente, uma pessoa que busca ganhar dinheiro por meio de fluxo de caixa procura ativos capazes de gerar-lhe dinheiro periodicamente. Já uma pessoa que busca ganhar dinheiro por meio de ganho de capital pretende ter o seu lucro por meio da compra e venda de ativos, o que significa que a variação de preços é muito mais importante para quem lida com ganho de capital do que para quem lida com fluxo de caixa.

Segundo o pai rico de Kiyosaki, é importante focar-se no fluxo de caixa – ganhos de capital podem até parecer mais fáceis e rápidos, mas são bem menos previsíveis, similares a apostas. Fluxo de caixa, não.

E agora?

Bem, e agora que encerramos mais um capítulo de A Conspiração dos Ricos e está na hora de cada qual por em prática um pouco do que tem aprendido. Ler este capítulo lembrou-me de continuar a por em prática a lei de Pareto como uma forma de otimizar o meu tempo e maximizar o potencial de ganho.

Além disso, não preciso dizer que está bem claro que preciso revisar algumas de minhas ideias e empreendimentos e selecionar e manter somente aqueles que realmente possam contribuir com um fluxo de caixa mais independente de minhas ações.

E você, caro amigo leitor, o que conseguir inferir deste capítulo? O que fará agora? Vamos lá, comente! 🙂

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o minicurso Estudando a Conspiração dos Ricos]

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