Quando escolher a previdência privada

Após um longo tempo sem falarmos sobre investimentos financeiros, quero conversar hoje sobre porque ou quando escolher a previdência privada. Não vou entrar aqui em muitos detalhes sobre tipos de previdência, taxas cobradas, etc. Sobre isso, você pode encontrar maiores informações em nosso artigo previdência privada, ok?

Como disse, quero conversar com você, amigo leitor, tal que possa saber quais as possíveis razões para se investir em previdência privada – e quando é realmente uma boa hora. E para isso, claro, venho munido de números e alguma releitura de artigos presentes nesta mídia virtual (popular internet 🙂 ).

A primeira dica que dou para quem está pensando em investir pensando em sua aposentadoria ou pelo menos a muito longo prazo (dez anos ou mais) é quanto à importância de estar ciente das diversas opções de investimentos, rentabilidades médias, riscos e taxas cobradas. Isso porque cada tipo de investimento possui suas próprias peculiaridades, momentos em que é uma boa opção e momentos em que não é e isso acontece também com a previdência privada.

Acredito que alguns de vocês ainda lembram que decidi investir algum dinheiro em uma previdência privada alguns anos atrás (VGBL do BrasilPrev, 70% em renda fixa, 30% em renda variável, eu acho) e, em meados de 2011, interrompi as aplicações mensais. Para fins de análise da mesma, isso foi ótimo, pois significa que durante todo o ano de 2012 não realizei nenhuma aplicação e ficou bem mais fácil determinar o rendimento líquido da mesma em relação ao montante inicial, que, se bem entendi, foi de 9,09%.

Então, ao longo de 2012, tal escolha apresentou-se interessante como opção de investimento, pois não é todo dia que encontramos uma opção “quase renda fixa” com um rendimento assim, agora, claro que isso depende tanto do desempenho da “parte fixa” quanto da “parte variável”. E vale lembrar também que, por ser VGBL, quando eu resgatar o montante serei tributado somente em cima dos rendimentos e não de todo o valor.

Agora, será que é realmente uma boa escolha a previdência privada? Segundo alguns especialistas em finanças, não, principalmente opções de renda fixa atreladas à taxa Selic. No passado, quando tínhamos a taxa Selic em valor mais alto, um rendimento atrelado à mesma era bem interessante, mas agora, com a taxa em um valor mais baixo, isso pode significar um rendimento mais baixo.

O que se deve fazer? Segundo alguns, apostar em opções que mesclem renda fixa e renda variável, que a longo prazo pode ser uma boa opção, pois pode apresentar um retorno mais alto e aproveitar-se da uma menor tributação, caso você escolha o regime de tributação regressiva – que é o que eu optei.

Aí está outro ponto interessante, o regime de tributação escolhido. Se você optar pela tributação regressiva e tentar resgatar algum valor em um prazo inferior a cinco anos, acabará por pagar a maior alíquota de imposto de renda possível, mas se souber aguardar o tempo necessário (se bem me lembro, 15 anos) terá uma tributação de somente 10%. Em resumo, se tiver certeza de que não precisará daquele dinheiro pelos próximos 15 anos, investir em uma previdência privada com tributação regressiva pode ser uma boa ideia.

Vale lembrar, claro, que nem caderneta de poupança, previdência privada, fundos de investimento ou certificado de depósito bancário são “instrumentos mágicos” que farão seu capital multiplicar-se absurdamente. Eu os utilizo buscando valorizar o meu capital e espero que você faça o mesmo.

Não sou um especialista no assunto, mas a minha opinião é de que se deve escolher a previdência privada quando:

  • Pode-se aplicar um capital e não o resgatar por um período mínimo de quinze anos;
  • Compreende e aceita o fato de que precisará mesclar renda fixa e renda variável (leia nosso artigo Renda fixa ou renda variável? para entender melhor);
  • Pretende-se realizar aportes mensais programados (o valor já é debitado de sua conta mensalmente de forma automatizada);
  • Tiver lido todo o artigo 10 armadilhas dos fundos de previdência privada da Exame (olhei superficialmente as três primeiras armadilhas e gostei muito das dicas que eles oferecem, então recomendo mesmo a leitura).

É interessante lembrar que no caso dos aportes (aplicações) há uma taxa de carregamento – na minha, da BrasilPrev, a taxa é de 2,5%, um tanto salgada! Entretanto, lendo a respeito soube que na Caixa Econômica Federal há tipos de previdência privada em que não há taxa de carregamento! Como não possuo mais conta corrente naquele banco, preciso inteirar-me de tudo para saber se realmente vale a pena, mas se você já possui, pode ser então uma boa opção investir lá (e mais tarde nos dizer qual foi sua experiência).

E, claro, é importante saber qual o objetivo de sua previdência – no meu caso, pretendo ao final realizar o resgate e aplicá-la em outra opção de investimento (ou mesmo manter a mesma), pois não me interessa convertê-la em benefício previdenciário. Mas gostaria de saber de vocês, amigos, mais alguém aí aplicando em previdência privada? Qual a sua opinião a respeito, quando ela é uma boa escolha?

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