Quanto vale o seu tempo?

Você já parou para pensar quanto vale o seu tempo? Todos nós dizemos que tempo é dinheiro, mas quantas vezes paramos para analisar quanto tempo empregamos em nossos empregos, investimentos  e negócios e quanto realmente ganhamos em dinheiro com isso?

Decidi começar o texto de hoje com tais indagações a fim de analisarmos se nossos esforços estão sendo realmente válidos.

A primeira vez que me perguntei isso foi enquanto lia o blog Fique Rico e vi um parágrafo onde o autor comentava, se bem me lembro, cobrar cerca de 40 euros por hora de trabalho. Em reais, isso significaria quase 120 reais por hora, muito acima do valor que atualmente cobro por hora de trabalho, devo confessar!

Comecei a divagar sobre o assunto e logo apareceram em minha mente algumas dúvidas e ideias…

Você sabe realmente quanto vale o seu tempo?

A maioria das pessoas reclama que não ganha o que merece. Baseado em que? Dificilmente você vê alguém avaliando quantas horas dispende realmente em seu trabalho, quantas foram realmente efetivas e qual foi o valor pago por cada uma delas.

Para complicar ainda mais essa “matemática”, vale lembrar que o tempo é um recurso finito, isto é, temos somente 24 horas por dia. Reduza deste montante o tempo que empregamos dormindo, nos alimentando, cuidando de nossa higiene, socializando-nos com outras pessoas, etc. e você perceberá que o tempo que dispomos em favor do nosso bolso é realmente pouco – no caso do “trabalhador normal”, tratam-se de 40 horas semanais.

Poderíamos dizer que “basta” dobrar o número de horas trabalhadas e, então, ganharíamos o dobro. Será?

Se você conversar com pessoas que fizeram tal experiência você perceberá que não há uma relação tão direta assim entre o tempo trabalhado e o quanto é ganho, principalmente quando se trata de um profissional autônomo ou freelancer. Mas… por quê?

Bem, o primeiro vilão é o desconhecimento do valor de seu tempo de trabalho. Se você não sabe quanto realmente vale o seu trabalho, como mensurar e cobrar corretamente?

Pode parecer loucura, mas isso é mais comum do que se imagina: o profissional aceita um projeto novo por um valor menor do que o que deveria, ou por desconhecer a complexidade do projeto, ou por esperar conseguir novos e mais rentáveis projetos posteriormente daquela mesma fonte. Adivinha o que acontece?

Esse profissional, que não mensurou corretamente o valor acaba por dedicar sua atenção a vários projetos distintos, com valores também distintos, mas dedicando mesma prioridade a cada um deles. Não demorará muito e ele estará com grandes problemas – muito trabalho a fazer, mas os ganhos não sendo proporcionais ao tempo e esforços empregados.

Hora de fazer as escolhas certas!

O problema que apontei nos parágrafos anteriores já aconteceram comigo, quando mantinha maior tempo e atenção a um projeto (mais complexo e rentável que os demais) de uma empresa estrangeira e vários outros projetos menores e, aparentemente, tão rentáveis quanto.

Não preciso dizer que a diversidade e quantidade de projetos quase me levaram à loucura, não sabendo se estava a cobrar o valor correto, se estava dando a correta atenção a cada um deles e, principalmente, se eu estava fazendo certo ao trabalhar em todos eles.

Em um dado momento eu pensei comigo mesmo: “Ora! É normal que, na falta de grandes oportunidades, nós aceitemos todas as que aparecem, mas está na hora de começar a analisar cada uma delas, descartar as menos rentáveis e potencializar as mais proveitosas!”

E foi exatamente isso que comecei a fazer, dispensando alguns projetos e apostando em outros. E posso lhe garantir que não me sinto arrependido por minhas escolhas.

Tempo Gasto x Tempo Realmente  Trabalhado!

Outro problema que acontece bastante é que o pessoal confunde o tempo gasto em uma atividade com o tempo realmente trabalhado, isto é, o que realmente necessitava para executar aquela tarefa.

Vamos supor alguém que trabalhe bastante durante o dia, cerca de 16 ou 18 horas em um dia. Podemos ficar tentados a dizer que a produção dele foi duas vezes maior que a de alguém que cumpre uma jornada de somente 8 horas, já que ele passou bem mais tempo, teoricamente,  exercendo sua função, mas… será?

Novamente, um pouco das experiências que já tive: nem sempre é assim. Às vezes, a produtividade obtida em 16 horas de trabalho poderia ser conseguida em 10 ou 12 horas de trabalho, se empregasse uma maior concentração, melhor organização e utilizasse as ferramentas e instruções certas, reduzindo assim a margem de erros e imperfeições.

Hora de reduzir os desperdícios!

Bem, eu cometia esse erro, então tive que pensar em uma solução para que não mais acontecesse.

Inicialmente, reduzi a quantidade de horas. Você poderia me dizer: mas se você precisava de 16 ou 18 horas de trabalho para cumprir sua jornada, como conseguir fazer o mesmo com menos tempo?

Realmente, uma pergunta bastante difícil. Comecei por analisar a minha rotina a fim de perceber onde, como e por que eu estava “perdendo tempo”, assim, evitando o desperdício, poderia trabalhar menos horas. Com o tempo que “começou a sobrar”, estudei a situação e procurei identificar formas de organizar-me e melhorar a produção a fim de reduzir ainda mais os desperdícios e aumentar a velocidade e confiabilidade com que executava minhas tarefas.

O resultado disso tudo é que, aliando o “fazer as escolhas certas” com o “reduzir os desperdícios” consegui um ritmo de vida/trabalho mais saudável sem prejuízos financeiros, na verdade, consegui ganhar mais dinheiro! Isso não é bom? 🙂

Você vale o que você recebe

Em minha análise de quanto vale o meu tempo, considero somente os rendimentos ativos, isto é, o tempo que gasto em projetos (trabalho) e quanto eu ganho por eles. Desta forma, não considerei rendimentos passivos, como investimentos (se considerasse estes também, teria um leve acréscimo no valor final).

Isso me remete àquela afirmação que fiz no início deste artigo, quando comento que a maioria das pessoas reclamam que não ganham o que merecem. Bem, “você ganhar o que merece, pois você vale o que recebe”.

Se você não se sente conformado com tal situação, faça aquilo que todos devem fazer: prove aos outros e, principalmente a si mesmo, que sabe o quanto vale o seu tempo! Se perceber que não é tão alto assim o valor, comece a se perguntar o que você pode fazer para que seu valor aumente – talvez seja a hora de investir naquele curso de extensão ou especialização que havia cogitado outro dia, our participar de um seminário sobre algo que você sente faltar em sua educação.

Enfim, espero dissipar de uma vez por todas a “reclamação geral” em torno dos assunto “profissionais mal pagos”. Se você sente que não está sendo bem pago, provavelmente nem você mesmo sabe o quanto vale realmente o seu tempo! Se sentir que esta é a sua situação, valorize-se, procure atividades que possam render-lhe experiências válidas e comece a avaliar o que fazer para conseguir o se valor real, independente de por meio de promoção, novo emprego ou prestar serviços de consultoria.

E esteja sempre avaliando quanto vale realmente o tempo que você emprega a fim de saber se está crescendo profissionalmente e financeiramente ou não! Aliás, você já sabe quanto vale o seu tempo?

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