Quer sair do débito? Então pare de cavar o buraco!

Se você é um dos nossos fiéis leitores, provavelmente já leu outros artigos nossos sobre sair do débito e quitar dívidas. E se você “caiu aqui de pára-quedas”, isto é, chegou até este artigo a partir de uma busca no Google, aqui vai uma dica bem simples: se quer sair do débito, então pare de cavar (ainda mais) o buraco!

A ideia de escrever este artigo partiu da leitura de um artigo que leva o mesmo título, só que em inglês, do website Credit Card Smarts. O endereço do artigo, para quem desejar lê-lo, é: Want to get out of debt? Stop digging the hole!.

Você já percebeu que quando estamos endividados as coisas parecem só ficar piores? Uma das razões é justamente porque acabamos por acumular mais e mais dívidas, isto é, cavamos ainda mais o buraco (que pode se tornar a nossa “cova financeira” a qualquer momento). E é incrível como é tão fácil cavar ainda mais o buraco!

Por que tendemos a cavar mais o buraco?

Se você está acompanhando nossas discussões sobre o livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro, provavelmente já sabe o por quê disso. E se não está acompanhando, saiba que a razão é uma só: é difícil sair de nossa zona de conforto (neste caso, consumindo e gastando menos), principalmente porque, quando se fala em consumir, muitos de nós associam a imagem de “consumir menos” a perda de status. E uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas infelizmente é assim que vemos.

Seu vizinho trocou de carro por um mais barato ou não mais viaja todo feriado? Deve estar com problemas financeiros. Sua amiga não vai mais ao salão duas vezes por mês? O bolso deve estar apertado, ou mesmo alguns dizem que “caiu o padrão de vida”. E por termos essa imagem tão arraigada de que “pessoas com alto status consomem mais”, acabamos por não fazer a coisa mais fácil que há (ao menos em teoria) para controlar o déficit financeiro: parar de gastar.

Como seria sua vida se ganhasse um aumento de 15%?

Segundo dados daquele mesmo artigo que indiquei, especialistas em finanças pessoais apontam que 10% a 15% de toda a renda familiar é geralmente desperdiçada. Esse desperdício pode ser por meio de pagamento de juros e multas por atraso, gastos mais altos com parcelamento de compras e mesmo com compras desnecessárias. Agora eu quero que pense e me responda: quão melhor não seria a vida de sua família se aquele desperdício de 15% dos recursos financeiros fosse eliminado? É praticamente a mesma coisa de ter um aumento de 15%!

Pois é, mas infelizmente, no dia-a-dia, não é assim que muitas pessoas vêem sua situação financeira, encaram como se a única solução para seus problemas fosse ganhar mais, não percebendo que o gastar menos pode ser muito mais fácil e efetivo!

Como parar de cavar o buraco?

Comece por pagar todas as suas contas em dia: pagamentos atrasados geralmente envolvem despesas com juros e multas. Evite também realizar compras parceladas, tente sempre pagar à vista e, se possível, pechinche: não é vergonha pagar menos por algo, afinal de contas, você ainda está pagando por isso! Além disso, antes de comprar algo, reflita por pelo menos uma hora se realmente vale a pena comprá-lo: é importante tomar cuidado com certas promoções que conseguem incutir na gente a ideia de que “mesmo não precisando daquilo hoje, é bom aproveitar enquanto está com o preço baixo”, afinal de contas, o preço baixo é geralmente ilusório.

Viu só? Em um único parágrafo conseguimos resumir algumas das medidas mais importantes para “estancar o vazamento financeiro” por onde minam muitos de nossos recursos. Sim, eu sei, é fácil falar, principalmente quando há uma “promoção de 50% de desconto” e “bate a tentação”. Mas se você preferir comprar aquele item quando realmente houver necessidade e recursos financeiros (dinheiro), você perceberá que, pesquisando direitinho, poderá encontrar aquele mesmo item por um preço até mesmo menor!

E então, pronto para parar de cavar o buraco e começar a construir a sua prosperidade?

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One comment

  1. Douglas says:

    É triste, mas é a realidade tive que aprender a “parar de cavar o buraco” da forma mas difícil agora é recomeçar.

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