Quero sair das dívidas! – O Guia

Olá amigos do Clube do Dinheiro! Se você estava perdido, procurando na web informações desesperadamente, gritando “Quero sair das dívidas! Como faço isso?”.  Bem, chegou ao lugar certo!

Como vocês já devem ter percebido, há vários comentários de pessoas com problemas financeiros por aqui, de tal forma que decidi fazer o que já deveria ter feito – um novo guia, ainda mais completo do que o primeiro que publiquei (e olha que aquele lá já me deu um baita trabalhão!) e farei isso com o maior prazer, pois vejo que isso poderá ajudar muitas pessoas.

Bem, estou começando agora, fazendo uma revisão dos artigos que já escrevi sobre o assunto:

Como sair do vermelho e ainda ganhar dinheiro

Como sair do vermelho? Dúvidas e respostas – parte 1

Como sair do vermelho? Dúvidas e respostas – parte 2

Como sair do vermelho? Dúvidas e respostas – parte 3

Bem como lendo outras fontes na web e em livros a fim de formatar o guia que, espero, ajudará muita gente a realmente encontrar um caminho, uma luz!

Claro, aquilo que já foi comentado nos artigos anteriores serão revisados aqui de forma mais breve, então se você possui um problema financeiro e quer realmente ter toda a informação necessária, aconselho que comece lendo os quatro artigos que citei anteriormente e depois retorne aqui, a fim de ler todo esse guia que, espero, complementará as informações e tornará mais fácil tomar decisões.

Se você já leu tudo o que foi escrito nos artigos anteriores, aqui vamos nós (ao som de Tihuana – Tropa de Elite 🙂 )…

O que você não verá aqui!

Se você espera encontrar aqui “a fórmula mágica”, as “palavras especiais”, o “como ficar rico da noite para o dia”, sinto muito, mas a fada Sininho quando esteve aqui não deixou o seu “pó de pirilimpimpim” comigo, e olha que eu insisti bastante!

Esse tipo de coisa não existe! Não há uma fórmula mágica, pois se houvesse, obviamente eu já a teria usado para multiplicar por 100 vezes o meu dinheiro em 24 horas, não acha? O que apresentarei aqui são passos praticamente obrigatórios que você deve executar para, gradualmente, resolver a sua situação.

Quanto tempo levará? Um mês? Um ano? Cinco anos? Depende muito mais do tamanho das dívidas e de quão disciplinado você será do que de mim, então não posso responder tal pergunta! A única garantia que posso lhe oferecer é aquela que já falei aqui outras vezes: eu ensino aquilo que eu mesmo faço ou faria e que me levou a conseguir quitar meu apartamento em três anos (e vou comprar outro “na planta” em breve outra vez! 😀 ).

Ah, outra coisa que você não verá aqui é “como tirar o seu nome do SPC e do Serasa sem pagar a sua dívida”. Acho isso ridículo: se você assumiu uma dívida e conhecia todas as condições da mesma, em minha opinião deve pagá-la. Claro, em algumas ocasiões a pessoa pode ter sido enganada quanto às condições de pagamento e direitos de ambas as partes, mas neste caso, o melhor mesmo é procurar a ajuda de um advogado. Se não tiver condições de pagar um, se bem me lembro, é possível abrir processo judicial mesmo sem um. Melhor tentar isso do que simplesmente ser passado para trás.

Bem, agora sim, vamos começar!

Regra #1 – Assuma a sua responsabilidade quanto à sua situação financeira atual

Este é, com toda a certeza, o primeiro passo. Enquanto não reconhecemos nossa responsabilidade, que tudo ocorreu por más decisões nossas, é provável que a situação piore e, se resolvida, podemos voltar outra vez ao vermelho.

Quando passei a assumir total responsabilidade por minha vida, por minha situação financeira e outras coisas mais, todos ao meu redor achavam que eu estava exagerando – claro, é sempre mais fácil só culpar o governo, o chefe, a empresa, a instituição financeira onde adquiriu o cartão de crédito, etc. Mas isso não muda a situação, pelo contrário, vai levá-lo a problema ainda maior!

Comece então por mudar sua própria mente e procure mudar de verdade a sua vida. Se você não quiser e preferir só desdenhar do que estou a dizer, não há problemas… para mim! Mas a sua dívida continuará como está (ou melhor, crescendo)!

Está pronto para começar a mudar seus atos e a sair dessa? Ótimo, vamos em frente!

Regra #2 – Torne-se leitor de fontes de informação confiáveis!

Agora que você já está certo de que precisa mudar seu comportamento, vou apresentar-lhe duas ferramentas que lhe trarão bastante informação séria e poderão orientá-lo: este blog, o Clube do Dinheiro, e o blog de Conrado Navarro, Dinheirama.

Você pode estar pensando “ah, ele só quer fazer a propaganda do blog dele!”, bem, você já está no meu blog, então não há muitos motivos para fazer mais propaganda, não acha? O fato é que buscamos publicar muita informação importante tanto para quem quer sair das dívidas quanto para quem quer ganhar dinheiro, seja investindo, seja em negócios na web, seja em negócios fora dela. Então se você não nos acompanhar, você pode perder uma informação que poderia lhe fazer bastante diferença mais tarde.

E quanto ao blog do Conrado, não, não há parcerias forçadas aqui, indico-o justamente porque gosto de seu conteúdo, considero bastante relevante e bem comentado, de tal forma que devo, sim, indicar seu blog como uma outra excelente opção para conseguir mais informação.

ENTRETANTO, devo alertá-lo para não fazer uma lista com dezenas de blogs e sites para acompanhar diariamente, caso contrário, perde-se a relevância e o seu tempo, já que provavelmente muitos falarão sobre os mesmos assuntos.

Eu, por exemplo, já acompanhei muitos blogs por muito tempo, hoje restrinjo-me a cinco ou seis e faço-o somente a cada quinze dias ou um mês! Se eu fizer em frequência maior, a quantidade de informação relevante que receberei não será suficiente para justificar a “perda de tempo”.

Então, por agora, você deveria participar lendo muito, lendo toda informação útil (os antigos artigos estão aí para isso!) que há nesses dois blogs, depois disso, passa a visitá-los duas vezes por semana a fim de ver o conteúdo novo.

Tomou nota disso também? Promete-me que vai fazer? Ótimo, próxima regra (e desta vez, ouvindo Gabriel, o Pensador – Pão de cada dia)!

Regra #3 – Ponha todos os gastos na ponta do lápis

Eu não sei quantas vezes já falei aqui sobre a importância disso, mas vou continuar a frisar: não importa se o seu problema é porque ficou desempregado ou acumulou uma alta dívida e não está conseguindo pagar, o primeiro passo é sempre fazer todo o orçamento contendo os gastos atuais e, então, planejar-se para reduzi-lo!

Quanto você gasta mensalmente? Tem certeza? Incluiu todos os gastos fixos (aluguel, contas de água, luz e telefone, mensalidade da escola dos filhos, gastos com transportes, etc.) bem como os esporádicos (gastos com passeios, compras, etc.)? É realmente somente isso que você gasta mensalmente?

Em um dado mês, decidi mensurar novamente meu orçamento e ver se eu estava realmente prestando atenção a tudo e percebi que não tinha tomado nota sobre onde gastei cerca de R$ 300,00 naquele mês – uma diferença que, se bem identificada e analisada pode ajudar-nos a cortar gastos e pagar algumas contas a mais, reduzindo assim a dívida.

Acredito que você já está cansado de ver todos os blogs, todos os websites dizendo que você deve tomar nota de tudo o que você gasta… Mas realmente o faz? Não adianta ler e não fazer!

Sendo assim, durante pelo menos três meses, vá tomando nota de quanto gasta e usando esses dados na execução da próxima regra.

Regra #4 – Diferencie gastos essenciais de supérfluos e reduza-os

Agora que você já possui seu orçamento mensal traçado, analise o mesmo e identifique os que são gastos essenciais, isto é, aqueles que se você cortar terá impacto direto em sua vida (aluguel ou conta de água, por exemplo) e os que são gastos supérfluos, ou seja, aqueles que você pode reduzir ou mesmo eliminar e não apresenta um impacto direto em sua vida (compras de roupas joias novas somente para sair, por exemplo).

Bem, você está no vermelho, está com sérios problemas, sendo assim, o correto é executar os dois passos seguintes:

  • Reduza ou mesmo elimine os gastos supérfluos – suas dívidas irão crescer e isso não será bom, sendo assim, o primeiro passo é eliminar os mesmos. O que você prefere: usar uma roupa nova e e ver-se afundando ainda mais nas dívidas até que as mesmas explodam? Ou ficar sem roupas novas, passeios, lanches e jantares fora seis meses ou mesmo um ano, mas ver-se livr de suas dívidas, o que lhe permitirá voltar à sua vida normal – ou quase ela, mas agora evitando voltar às dívidas?
  • Reduza os gastos essenciais evitando grande impacto em sua vida – às vezes, mesmo reduzindo os gastos supérfluos, você não conseguirá ver-se livre das dívidas. Pode ser hora, então, de reduzir um pouco nos gastos essenciais, evitando desperdício de água e de eletricidade, controlando mais o uso do telefone e dos celulares e se você paga aluguel pode ser necessário procurar outro local com valor mais em conta. Muitos torcem o nariz quando precisam mexer neste ponto, mas pode significar a diferença entre reduzir as dívidas de forma mais breve ou ficar preso a elas por muito mais tempo!

E lembre-se: “reduzir seus gastos é uma forma de fazer o seu dinheiro voltar para o seu bolso”.

Bem, aonde estávamos mesmo? Ah, sim, lembrei!

Regra #5 – Acabe com o hábito consumista!

Se o seu problema é dívida de cartão de crédito, há cerca de 97% de chances (ou mais!) de que ocorrera devido a um hábito consumista descontrolado. Por quê? Porque para a maioria das pessoas considera que compras combinam com cartão de crédito – no meu caso, o cartão é usado para pagar domínios, hospedagem e ferramentas de trabalho, mas nesse ponto sou geralmente exceção.

Durante as compras, você até pode se sentir bem, como se estivesse melhorando o seu estilo de vida, mas isso possui um preço e se você não pode pagar por isso é bem provável que isso se torne uma bola de neve que irá arrasar com você mesmo mais tarde.

Se você me perguntar qual o melhor meio para ficar rico, a minha resposta será: aprenda a ganhar mais dinheiro e a viver melhor sem ele! Desta forma, o dinheiro começa a acumular-se e, com o tempo, ele será capaz de pagar as suas contas, reduzindo assim a sua dependência de seu emprego.

Algo similar é válido também para as dívidas: aprenda a viver melhor e gastando bem menos e, para começar, que tal descobrindo que há outras formas de se divertir que não o obrigam a gastar muito dinheiro?

Vamos a um exemplo: quando minha esposa, meu filho e eu vamos ao shopping para um passeio, almoço e alguma diversão, acabamos por gastar cerca de R$ 100,00. Um tanto quanto salgado, principalmente se a pessoa não tiver condições de arcar com isso, não é?

É por isso que geralmente nos programamos: se nossos passeios se tornaram mais caros, então precisamos saber aproveitar também outro meio de diversão bem mais econômico. Às vezes, preferimos ficar em casa, preparar uma pipoca de microondas e comer enquanto assistimos a um bom filme. Isso tudo não deveria custar mais do que R$ 5,00! Bem mais barato, não?

Apesar de divertido o passeio no shopping e excelente o almoço por lá, não podemos negar que isso tudo não traz um grande impacto no decorrer de nossa vida. Sendo assim, vale a pena gastar esse dinheiro todo fim de semana? E no exemplo citei o passeio ao shopping, mas o mesmo é válido para o barzinho, boate, praia e tantos outros passeios onde se possa gastar mais do que deveria!

E já que falamos em compras e cartão de crédito…

Regra #6 – É proibido o uso do cartão de crédito e cheque especial!

Vou começar aqui com um exemplo bem simples. Sou um defensor árduo do uso bastante restrito do cartão de crédito – geralmente só uso para pagar aquilo que não posso pagar à vista, como compras em sites estrangeiros – mas de uns meses para cá, optei por fazer parte do pagamento no cartão de crédito, a fim de “jogar um pedaço das contas para mais tarde” já que algumas vezes não estava podendo pagar tudo no período de interesse. Coincidentemente, foi quando minha conta bancária começou a entrar no vermelho no fim do mês, antes de receber o próximo pagamento (na verdade, só recebo no meio do mês, o que significa que ficava metade do mês em vermelho).

E isso não foi um experimento, foi realmente um descuido meu! Já estava acostumado com aquele mesmo orçamento, mas quando passei a por uma parte dos pagamentos para o mês seguinte acabei bagunçando meu orçamento inteiro, não sabendo mais o quanto poderia gastar a cada mês, e a bola de neve vai crescendo aos poucos.

Por sorte, minha esposa e eu já percebemos isso e começamos a tomar providências a fim de eliminar o “vermelho” que aparece no fim do mês. Entretanto, se não prestássemos atenção a isso, poderíamos nos dar conta, muito tarde, e a dívida estaria bem grande – como certas pessoas que conheço e que espero que leiam isso e tomem juízo a partir de agora!

Então, para começar: que tal quebrar os vários cartões de loja? Sério, eu acho incrível que as pessoas até hoje não perceberam que a dívida cresce na medida em que mais cartões a pessoa possui! Querem ver só?

Eu só tenho um cartão de crédito, do banco em que possuo conta corrente, e estou bem, obrigado. Meu limite? R$ 1.000,00… Aí, um atendente infeliz de um outro banco qualquer (infeliz porque teve a infelicidade de ligar para a minha casa) me liga oferecendo uma linha de crédito maior em seu banco se eu fizer o cartão de crédito… Escutem bem, amigos: eles são pagos para convencê-los de que vocês precisam daqueles cartões! Você precisa porque assim você terá mais crédito, mas crédito usado são dívidas feitas!

Meu procedimento padrão? Simples, algo mais ou menos assim: “escute aqui, amigo, eu já avisei inúmeras vezes que se tornarem a ligar para mim vou abrir processo contra esse banco, pois já disse que não quero a linha de crédito e jamais forneci meu telefone para que ficassem me perturbando em minha casa. Faça o que for necessário para tirar o meu nome de seu sistema, pois se ligarem para mim mais uma vez, vou realmente abrir um processo judicial, e não se preocupe que, se um dia eu precisar do cartão de vocês, eu os procuro, não precisa que vocês me procurem!”. Achou-me muito rude? Ignorante, talvez, porque ele somente estava fazendo o seu trabalho, não é? Mas vejam só as razões que possuo para fazer isso:

  • Jamais disse que poderiam ligar para minha casa para fazerem isso… Acredito que eles estão sendo rudes, primeiro! Eu sou desenvolvedor de jogos, mas nem por isso alguém me vê ligando para a casa de cada um aqui perguntando se quer algum jogo meu ou contratar-me para tal finalidade, não é? Esse tipo de marketing chama-se “cold calling” e é uma das coisas mais irritantes do mundo, muito pior do que spam por email!
  • Das várias vezes que fui gentil e tentei finalizar a ligação da melhor forma possível tomou no mínimo 10 minutos. Certa vez, fiquei por quase meia hora, dando “desculpas cavalheiras”! É o atendente do outro lado tentando convencê-lo até o fim de quão interessante e “genial” será ter aquela linha de crédito especialmente feita para você (haha! Está bem! Se me conhecessem, ofereciam-me bons tipos de investimentos, não cartões de crédito!). Em contrapartida, das vezes que já iniciei o diálogo com o texto que publiquei lá em cima, não levou mais que 1 minuto! Acredito que tanto o tempo do atendente quanto o meu tempo valem mais do que zero para ficarmos desperdiçando nessa ligação, não é? Ele agora tem nove minutos sobrando para tentar convencer outro infeliz e eu tenho nove minutos a mais para poder trabalhar em meus negócios.
  • Acha ser ignorante e “cortar” de uma vez ruim? Há coisas piores! 🙂 Quer ver um exemplo? Falar com o atendente todo interessado por mais de uma hora e meia, como se realmente estivesse gostando de tudo aquilo para, ao final, dizer “errr… não obrigado!” e ir embora! Eu sei, eu já fiz isso! 🙂 Mais tarde, percebi que, apesar de engraçado, fez com que aquela pessoa perdesse uma hora e meia para, ao final, não fechar negócio algum, o que é muito ruim para ela! Então, por que não ser logo sincero e “cortar” de uma vez logo no início?

Bem, agora que já falei sobre mim, vou comentar sobre outra pessoa… Alguém que eu conheço (e que estará lendo isso aqui!) possui cartões em várias lojas diferentes e isso só a ajudou a acabar contraindo uma dívida considerável (não tão grande quanto à de alguns leitores, mas considerável já). Eu espero que essa pessoa perceba que não é necessário manter cartões em várias lojas, pois se consegue as mesmas vantagens quando se compra à vista – e dessa forma, não se acumula dívidas para o mês seguinte!

Bem, acho que esta regra já está bem longa, vamos então para a próxima!

Regra #7 – Aprenda mais sobre dinheiro, finanças e negócios

Se você “casar” a segunda regra (Torne-se um leitor de fontes de informações confiáveis) com esta, você terá todo o arsenal necessário não somente para quitar suas dívidas como também para ganhar mais dinheiro e fazê-lo trabalhar por você.

Talvez você esteja torcendo o nariz, dizendo que não possui mais tempo sobrando para aprender mais sobre o próprio dinheiro… Bem, aqui está algumas coisas interessantes sobre isso:

  • Homens costumam gastar um bom tempo de sua semana em um barzinho, conversando com amigos, ou assistindo a um jogo de futebol. Que tal reduzir um pouco o tempo de alguma dessas coisas e tirar uma hora por semana para ler um bom livro sobre dinheiro e finanças?
  • Mulheres costumam assistir novelas e outros programas de TV. É incrível o número total de horas de programas de novela nas emissoras de TV! Se reduzirmos também aqui um pouquinho o tempo dessas coisas para aprender mais sobre finanças E negócios, pode ter certeza de que você só terá a ganhar;
  • Para toda regra, sempre há uma exceção: há sempre aquele cara que não assiste futebol toda semana ou aquela senhorita que não assiste novela… Mesmo assim, sempre há como arrumar um “espacinho” na agenda para termos uma hora de leitura semanal. Veja bem, não estou colocando nem “diária”, somente “semanal”! Se preferir, pode escolher o sábado e reduzir a noite de sono em uma ou duas horas (já que poucas pessoas trabalham no domingo, essas estratégia encaixa muito bem) e aproveitar esse tempo para estudar.

Alguém poderia não gostar e criticar-me, por estar sugerindo reduzir o tempo de lazer para forçá-lo a “desperdiçá-lo” lendo… Bem, uma coisa incrível que descobri: reduzir uma hora semanal do meu tempo de lazer não me afeta a médio ou longo prazo, em compensação, os beneficios que se obtém de somente uma hora de estudo semanal, quando bem feito, são duradouros!

Aqui mesmo no blog há cursos focados em:

Ah, e a ordem dos links não é meramente por acaso: é uma minha sugestão quanto à ordem em que você pode estudar aqueles cursos aqui.

Regra #8 – Mantenha a calma e siga com seu planejamento

Muitos comentários em nosso blog são de pessoas que já se encontram desesperadas na busca da solução para suas dívidas. Como já disse anteriormente, infelizmente não há palavra mágica para livrar-se das dívidas de uma hora para outra (a não ser que você seja muito sortudo e Mega Sena seja seu “sobrenome”), sendo assim, o melhor remédio é esfriar a cabeça com um bom banho de água fria e continuar segundo o plano traçado.

Obviamente, para ter certeza de que tudo está indo ok, você precisa criar uma planilha com todas as dívidas, ganhos, despesas mensais e tudo mais que for interessante a fim de analisar como melhor pagá-las. Algumas dicas:

  • Busque quitar primeiro as dívidas com maiores juros, que geralmente são aquelas com maiores taxas (como cartões de crédito) ou com maiores multas em caso de atraso (aluguel de imóvel, por exemplo, costuma ter um valor mínimo de multa bem salgado em caso de atraso);
  • A seguir, quite dívidas de valor pequeno que ajudarão a diminuir o número de entidades diferentes que se está devendo;
  • A consolidação de débito pode ser utilizada, mas deve ser feita com cautela. Consolidar uma dívida é adquirir uma nova dívida, geralmente com uma taxa de juros menor (um empréstimo pessoal, por exemplo) a fim de pagar outra com taxa maior (o cartão de crédito, por exemplo). Pode ser uma boa ferramenta, mas precisa-se tomar cuidado, pois muitas pessoas, após fazerem isso, acabam por endividarem-se outra vez no cartão de crédito, passando agora a ter mais dívidas, em vez de reduzi-las!

O segredo aqui está realmente na planilha criada: faça várias simulações, projetando valores como contas futuras, futuros ganhos, juros dos empréstimos, etc. a fim de ver como seu balanço final se sairá a cada mês. Tal simulação é fácil de ser feita e ajuda-o a antecipar-se quanto aos problemas.

Regra #9 – Se necessário, desfaça-se de alguns bens

Lembre-se, você está buscando quitar suas dívidas, resolver problemas financeiros, então você precisa de dinheiro! Há dois carros ou duas motos em sua família? É possível vender um dos mesmos e todos “se arrumarem” de algum jeito com o que restou?

Mesmo que não esteja mais devendo prestações do bem em si, a venda do mesmo pode ajudar a alavancar dinheiro para reduzir as dívidas.

Esta é uma das partes mais difíceis, em minha opinião, para a maioria das pessoas. Acostumamo-nos a sermos bastante apegados a bens materiais de valor – quanto mais caro, maior a conquista pessoal com a sua aquisição. Passá-lo adiante, em nossas mentes, é um sinal de derrota. Entretanto, precisamos pesar bem se vale a pena a decisão ou não.

No meu caso, por exemplo, vendi um apartamento apesar de morar em uma casa alugada. Por que essa decisão? Simples, possuo um escritório nesta casa e aqui trabalham outras quatro pessoas, de tal forma que não teria como acomodar todos no apartamento, forçando-me a alugar um escritório para que todos trabalhassem, ou seja, continuaria a pagar aluguel (talvez até maior, já que passaria a ser um imóvel comercial). Além disso, o dinheiro do apartamento está me ajudando a alavancar meus negócios online, além de outras coisas de nossa vida (já quitei todo o ano escolar de meu filho com esse dinheiro, por exemplo 🙂 ).

Entretanto, planeje bem tudo! A venda de certos bens deveria ajudá-lo a livrar-se da sua atual situação financeira, não a criar-lhe novos problemas que podem levar a piorar tudo ainda mais! Analise com bastante calma antes de tomar cada decisão!

Regra #10 – Não contraia novas dívidas!

É incrível que algumas pessoas, quando começam a ver “uma luz no horizonte”, já se metem a fazer novas dívidas! Se você fizer isso, meu caro amigo, perceberá que será muito mais difícil para livrar-se dela!

Suponhamos que você deve R$ 20.000,00 e, para quitar sua dívida, decide vender um automóvel usado popular por R$ 15.000,00. Ótimo, agora só está a dever R$ 5.000,00! Nesse momento de tamanha euforia acaba relaxando e, quando percebe, já aumentou sua dívida para R$ 10.000,00!

Bem, vai ser fácil livrar-se dela, você pensa, já devera R$ 20.000,00 e convertera isso em somente R$ 5.000,00, não foi? Errado. Para conseguir tal redução, você teve que se desfazer de um bem que já não mais possui, logo não poderá usá-lo para reduzir sua dívida outra vez! Percebe, então, o grande risco quando se contrai novas dívidas no processo de quitação das mesmas?

Evite a todo custo criar novas dívidas (aliás, eu diria que você deve evitar criar novas dívidas até mesmo após quitar completamente as dívidas, tendo uma vida financeira mais saudável).

Regra #11 – Procure formas de ganhar mais dinheiro!

E aqui vamos a uma outra “regrinha” que muitos não gostam – buscar meios para ganhar mais dinheiro. Eu sei, seria muito bom se da noite para o dia pudéssemos ganhar mais dinheiro com o mesmo emprego que já possuímos, mas geralmente não é assim que as coisas funcionam.

Está na hora de procurar alternativas novas para ganhar uma renda extra, um “dinheiro a mais” que será mais do que bem-vindo nessa nossa batalha contra o débito.

Algumas pessoas vão criticar-me outra vez, dizendo que quero que elas joguem suas vidas inteiras fora, que sejam escravas do trabalho e do dinheiro. Bem, vou “bancar o chato” e responder mais uma vez com o meu próprio exemplo. Eu estava determinado a ter dinheiro suficiente para comprar meu apartamento à vista (e quase o quitei à vista! Consegui a quantia que faltava de um projeto logo após fechar o financiamento com a Caixa, por isso só pude quitar após a entrega do apartamento) e para tal, estava trabalhando muito.

Sério, manter três empregos diferentes, trabalhando das 03:00 da manhã até as 23:00 não é algo fácil – mas fiz isso por cerca de um ano e meio a dois. Depois, reduzi a carga para “somente” 60 horas semanais (ou um pouco mais que isso).

Devido a um problema na coluna vertebral, muitas vezes pensei que aqueles três anos haviam me trazido graves consequências à minha saúde – até que fui a um ortopedista e ele confirmou-me sim que possuo escoliose, mas que a mesma foi desenvolvida ainda na adolescência, não agora.

Apesar de terem sido três anos bastante turbulentos (principalmente os dois primeiros), consegui quitar um imóvel (coisa que geralmente se leva de 15 a 20 anos) e minha esposa e eu passamos a ter um conforto maior, já que passamos a ter a certeza de que o imóvel era nosso. Além disso, viajamos em 2009 para Maceió e este ano fomos novamente para lá, ambas viagens de férias. Pretendemos viajar outra vez ainda este ano ou no máximo no próximo.

Sinceramente? Não me arrependo de ter feito aquilo, pelo contrário, aprendi muito, inclusive sobre mim mesmo! Você deveria fazer o mesmo também, talvez até se surpreenda!

Regra #12 – Não se entregue totalmente à “Lei da Atração”

Como disse, na hora de escrever este artigo decidi fazer uma busca na web e ver o que outros bloggers também estavam falando sobre o assunto e em um deles defendia-se arduamente tão somente o uso da lei da atração, isto é, pensar positivo, tudo positivo e as coisas mudarão.

A ideia é boa, mas fazer só isso não ajudará! Se você não puser em prática nenhuma das regras citadas acima, a única coisa que crescerá positivamente é a sua dívida!

A lei da atração pode e deve ser usada a seu favor, mas ela sozinha será totalmente inócua!

Regra #13 – Cuidado também quanto às orações, simpatias e outras “crendices”

Outro ponto a se observar é quanto à confiança excessiva em orações, simpatias e certos elementos constituintes de certas religiões (contribuição do dízimo ou de doações, etc).

Gostaria de dizer que não sou contra a nada disso e nem estou interessado em discutir sobre temas religiosos aqui, mas se você fizer somente isso e não se atentar às 11 primeiras regras, também terá problemas, das mesmas dimensões de quem entregar-se totalmente a somente a lei da atração.

Vai rezar para tudo resolver? Ótimo, mas depois, não se esqueça de pegar sua planilha e atualizar com os gastos do dia e projetar como estará o seu balanço nos próximos três, seis ou nove meses, ok?

Regra #14 – Livrar-se das dívidas deve ser um compromisso familiar!

Em outras palavras, não adianta fingir que isso não atingirá seus filhos ou sua esposa (ou marido) e assumir para si toda a responsabilidade de fazer tudo que aqui foi citado.

Se sua esposa somente cuida do lar, ela pode começar a pensar em alguma forma de trabalhar em casa ou mesmo procurar um emprego no comércio ou outra área a fim de ajudar nas despesas. Se seu filho possui mais de 16 anos, também há opções no comércio ou na Internet para que ele comece a ter uma renda extra e assim ajudar nas despesas do lar.

Por falar nisso, esse é um tema bastante polêmico: aqui no Brasil, falar de menor de idade trabalhando é quase sempre comparado a exploração de menor, o que não é verdade. Quando ingressei na universidade, tinha acabado de completar 16 anos – foi quando trabalhei pela primeira vez, em dois cursos de informática, a fim de levantar dinheiro para pagar um curso de meu interesse. No ano seguinte, estagiei no setor de manutenção de computadores, no outro fui professor de matemática de nível fundamental (aqui, já estava com 18 anos) e por aí segue a ficha.

Uma atividade que seu filho possa desempenhar que não prejudique seus estudos e ajude-o a desenvolver novas habilidades será mais do que bem-vinda (além de ainda poder trazer-lhe algum dinheiro).

Eu, por exemplo, só estou esperando meu filho ler e escrever bem para trabalhar comigo (ele ainda possui dois anos e meio XD ). Achou exagero meu? Então leia Pai Rico, Pai Pobre, onde Robert Kiyosaki comenta que começou a trabalhar com 9 anos para o Pai Rico – e hoje é muito mais rico do que eu posso esperar ser um dia… Mas quem sabe, não é?

Ah, e claro, corte de gastos também deve ser feito por toda a família.

Agora, uma observação: cuidado com a forma como abordará tal assunto em sua casa, principalmente se seus filhos forem muito jovens! Lembre-se que crianças menores de 12 anos podem assumir o problema como sendo muito maior do que é e mesmo adolescentes não deveriam ser sobrecarregados com a responsabilidade de ajudar no controle financeiro. Estude bem a forma como tratará o assunto em família.

Regra #15 – Cumpra realmente aquilo que é pedido!

Vejam só, algumas pessoas reclamam que não estão conseguindo sair das dívidas, mas não põem em prática as regras aqui citadas (que por sinal, já foram ditas em outros artigos nossos!).

Além disso, é comum que eu peça a leitores que me enviem por email maiores detalhes sobre sua situação financeira atual, incluindo rendimentos de toda a família, número de pessoas que mora com ele, despesas mensais, esporádicas e dívidas. Infelizmente, acredito que nenhum até hoje realmente me enviou tais dados!

Daí que, como disse, é muito fácil dizer que tal metodologia é falha, principalmente quando não se põe em prática!

Se você for solicitado por mim (ou por seu consultor financeiro, caso tenha um) a enviar certos dados, o único objetivo é ajudá-lo a mensurar a atual situação e analisar resultados a fim de ver como se está indo, assim a abordagem pode ser adaptada às suas necessidades, ao seu dia-a-dia.

________________________________

Ufa, estou exausto… São 01:20 aqui, hora de ir dormir!

Bem, acredito que com essas regras temos um guia bem mais completo a ajudar quem está querendo sair das dívidas. Custou-me cerca de quatro horas de leitura, reflexão e escrita, mas acredito que com isso estaremos mais perto de ter “o guia perfeito” para ajudar todos com esse problema.

E então, decidido a sair das dívidas de uma vez por todas? 😉

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5 comments

  1. admin says:

    Detalhe: se bem me lembro, este artigo possui 5150 palavras! O último artigo mais longo possuía menos de 4500 palavras, este é agora o atual recordista!

    Boa noite a todos!

  2. Artur Guitelar says:

    Muito bom o artigo.
    Confesso que me diver ti quando li:”…ajudará muita gente a realmente encontrar um caminho, uma luz!”.
    Tem muita infomação aqui que é um soco na cara de muita gente na verdade. Inclusive já foi soco na minha cara. 🙂
    Mas se não saímos de nossa zona de conforto e começarmos a fazer as coisas a valer nada irá mudar.
    Eu mesmo já estou na parte de quitar as dívidas mais baixas. Depois de feito isso devo apressar-me para quitar o restante das dívidas. 🙂

    Abs^^

  3. admin says:

    Ótimo, Artur! Fico feliz em saber disso!

    E como está a parte da renda extra? Já está prestando seus serviços como designer gráfico e aumentando o capital a fim de acelerar o processo? Lembre-se que este é um passo mais que importante!

    Abração e até breve!

  4. Doug says:

    Excelente artigo. O curso de finanças pessoais está incompleto… Bom eu sou um leitor assiduo do blog apesar de praticamente não comentar… Há um tempo atrás enviei um comentario e só agora percebi que você respondeu então estou mandando um outro 😀 e vou responder (depois) o artigo em que comenta minha situação que está sensivelmente diferente atualmente…

    Abraços

    (O blog trabalhar em casa é seu também? Parece ser MUITO interessante vou observa-lo melhor)

  5. Artur Guitelar says:

    Na verdade ainda não.
    Como trabalho com design de games ainda estou na fase de preparar os produtos para portifólio.
    Mas assim que tiver algo te aviso.

    Abs^^

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