Senso comum: aliado ou inimigo?

Há muito tempo atrás (e põe tempo nisso!) eu planejei escrever este artigo, discutindo sobre o impacto que o senso comum possui em nossas decisões cotidianas. Infelizmente acabei atrasando demais a elaboração do mesmo, mas hoje decidi “desenterrá-lo” e escrevê-lo, pois se trata de um tema muito importante e bastante significativo para o seu sucesso profissional, financeiro e social.

O que é senso comum? 

Simples: senso comum é tudo aquilo que foi definido pela comunidade como sendo verdadeiro, independente de haver provas disso ou não. Um exemplo de senso comum é “vá para a faculdade, estude, arranje um bom emprego e aposente-se nele”, como Robert Kiyosaki aponta várias vezes em suas obras. Mas será que, no mundo de hoje, ainda funciona essa regra?

Pois é, às vezes o senso comum pode estar certo, mas às vezes não. O problema é que o senso comum não é revisado periodicamente e analisado segundo provas e evidências a fim de determinar se está certo ou errado. Bill Gates, por exemplo, abandonou seu curso para gerir a Microsoft, e o mesmo aconteceu com vários outros (hoje) milionários da indústria de TI. E fica a dúvida: são eles “regras” ou “exceções”, isto é, esses casos isolados podem provar a falsidade de certas ideias transmitidas pelo senso comum?

Senso comum é um aliado ou inimigo?

Uma pergunta bem difícil de ser respondida, afinal de contas, “muitos estão a repetir a mesma coisa, será que não há um fundo de verdade nisso?”, é o que pensamos. Talvez, mas essa é uma dúvida que precisaremos carregar – até que seja tarde demais para mudarmos nossas atitudes – ou confrontar.

Uma outra ideia transmitida como senso comum é “em time que está ganhando não se mexe”. Bem, na prática, as grandes empresas que se mantêm até hoje no topo das preferências dos seus consumidores não são aqueles que “nunca mexeram”, mas aquelas que estão sempre estudando o mercado, buscando novas oportunidades.

Eu prefiro sempre confrontar, duvidar daquilo que é pregado como senso comum. Ele pode até estar certo, mas é necessário investigar criteriosamente para ter certeza, não dá para somente aceitar e pronto.

E por que tantos seguem o senso comum?

O medo de admitirem que estavam errados. Quando você erra fazendo aquilo que o senso comum diz, você se sente mais protegido das críticas, afinal de contas, você estava fazendo aquilo que todos lhe dizem para fazer, mas quando você erra fazendo o contrário, já sabe que mais tarde terá que ouvir muitas vezes o “eu te disse!” e outras coisas do tipo.

Então, se você evita certas possíveis oportunidades que lhe aparecem por medo da crítica alheia, lembre-se que é você e não os outros quem estará desperdiçando oportunidades. Sim, você pode fracassar em uma tentativa, mas você também pode obter êxito em sua empreitada, mas não conseguirá isso se ficar fugindo, seguindo somente o senso comum.

Senso comum e a zona de conforto

Cada um de nós está em sua zona de conforto. Zona de conforto é o “espaço” de ações e decisões que você toma hoje e que sabe que funciona bem. E por parecer tudo tão “perfeito”, tudo tão legal na zona de conforto, temos receio de sairmos dela, de buscar algo novo. E o senso comum sempre nos diz que “em time que está ganhando não se mexe”.

Entretanto, se você não buscar novas oportunidades, se você não sair de sua zona de conforto, não somente perderá oportunidades de crescer, como poderá perder parte do que já ganhou para aqueles que tiveram coragem de mudar.

E o que eu posso fazer em relação a tudo isso?

Comece por não mais tomar o senso comum como 100% correto. Sempre que ouvir algo, reflita e questione-se, busque provas. Se não há provas reais, então não vale a pena tomar aquela mensagem como 100% certa.

E aqui estão algumas formas de sair de sua zona de conforto que você pode experimentar hoje em sua vida:

  • Tome algum tempo ao final de cada dia para planejar o dia seguinte: muitas pessoas não o fazem porque “dá trabalho” e acham que vão desperdiçar seu tempo, quando na verdade isso pode ajudá-lo a cumprir todos os seus compromissos diários dentro dos prazos;
  • Reduza a quantidade de vezes que verifica seu e-mail: apesar de hoje em dias as pessoas gostarem de checar as caixas de entrada dos e-mails várias vezes ao dia, isso prejudica muito por consumir seu tempo. Primeiro, reduza a duas verificações diárias, depois para somente uma e por fim reduza a duas ou três verificações semanais – e claro, quando verificar seus e-mails, responda-os, não deixe para fazer isso mais tarde;
  • Crie uma fonte de renda extra: muitos vão lhe dizer que isso dará muito trabalho, não funcionará ou que você estará gastando dinheiro em vez de ganhando. Se você planejar-se corretamente e buscar uma oportunidade legítima, poderá encontrar uma forma de trocar algumas horas por semana do seu tempo livre por algum dinheiro que pode ajudá-lo a cumprir seus sonhos e projetos;
  • Você pode ser feliz sem gastar muito: hoje em dia, parece que as pessoas não sabem mais se divertir sem gastarem muito dinheiro. Há ainda formas de diversão, lazer e passatempo que não o obrigam a ficar no vermelho financeiro! De que adianta um lazer caro, que o diverte por algumas horas, porém o estressa por semanas ou meses com o “buraco financeiro” que fica?

Estas são somente algumas dicas de como abandonar o senso comum e arriscar-se, deixar a sua zona de conforto. Pratique-as e, após algum tempo, é bem provável que você se sinta mais feliz e disposto, conseguindo mais tempo e recursos para uma vida melhor com a sua família!

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